Sou educadora e escritora

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domingo, 23 de dezembro de 2018

É NATAL


Elany Morais
Natal é dia de ser bom!
É dia de olhar nos olhos das crianças,
E de ouvir palavras de harmonioso tom,
De afagar bichos, plantas, assim como dá e receber
Lembranças!!
Natal é dia de ser bom!
É dia de acolher os outros,
De perdoar e entoar o coro dos anjos,
Mesmo quem não tem viola, violino ou banjos!
Natal é dia de ser bom!
É dia de renovar as pazes com o Criador,
Cantar aquele hino que inunda a Terra e o Céu,
Desfazer-se das máscaras que usamos
Como se fosse um eterno véu!
Natal é dia de ser bom!
Minha felicidade natalina é de gente
Pequena! Não faço cena!
A emoção é tanta! É mesmo uma felicidade santa!
“Amigos(as) são a família que não escolhemos”, então, como Natal é tempo de agradecer, quero agradecer a todos (as) vocês que, de alguma forma, sempre me motivou a melhorar em tudo aquilo que sou e faço!
Desejo um Feliz Natal a cada um dos meus amigos e amigas e que o Ano Novo seja de grandes alegrias e realizações para todos nós!
Sintam-se todos(as) abraçados(as)!!!

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sábado, 7 de junho de 2014

SOU

SOU
Elany Morais

Sou a que vive nesse mundo vil e vão,
Que vela o sono de um silêncio mudo,
A viver o sonho de um desejo agudo
Que apenas contempla meu coração.

Sou aquela que foi e nunca se sabe
Se continua na lida ou para então,
Se limpa a mágoa ou pede perdão
Ao ser que me enclausurou a chave.

Sou a que não tem fartos modos
De aventurar ou decifrar labirinto,
Com medo sem rumo ou indistinto
Como flecha os espíritos de todos.
 
Sou a que senta na cruz e na espada,
Numa guerra que termina em nada.

Caxias - MA, 07 de junho de 2014.


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sábado, 19 de abril de 2014

FOI ASSIM

FOI ASSIM
Elany Morais

Foi assim
A vida me encostava em outra flecha,
eu não sabia...
Batia-me com suas levas e se seguia.
Foi assim, a vida me apertando com sua ira traiçoeira
E minha mente com sua ondas turvas sem barreira
Cortava meu corpo em pleno viço e
A boca soltava no surto seus altos gemidos.
Foi assim com os que me geraram,
Recebi a maldita herança que não me deixa jamais.
Nada que eu faça dão-me perdão,
Mesmo que eu me prostre no chão,
Como um vagante cão,
Mesmo que eu venha com o choro a soluçar
Mesmo que eu me ponha como um cão a ladrar
A vida com suas correntes não me deixa andar.

Caxias -MA, 19 de abril de 2014.
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