Sou educadora e escritora

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 Elany Morais nasceu em Caxias-MA, é pós-graduada em Literatura Brasileira, atua como professora na rede Municipal e Estadual do Maranhão. Como educadora, vem criando projetos que têm como objetivo despertar e incentivar o interesse dos educandos pela leitura. Com relação à prática literária, escreve os mais variados gêneros, como poema, conto, crônica, memórias... Recentemente participou das antologias poéticas:"Melhor de Mim", publicada pela editora Poesias Escolhidas - Belo Horizonte /MG, "Entrelaços" e "Pétalas", ambas publicadas pela Darda Editora - Rio de Janeiro - RJ. É colunista do jornal "O Diário de Caxias “

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LANÇAMENTO POÉTICO ( " FLORILÉGIO DA ESPERANÇA)


Escrever é eternizar um instante em forma de palavra. ( Elany Morais).
Quero comparilhar com meus amigos e amigas a minha satisfação em ter sido convidada a participar do livro de poesias " Florilégio da Esprança", em comemoração dos 45 anos da Academia de Literatura e Estudos de Corumbá - Mato Grosso do Sul e, ao mesmo tempo, agradecer ao organizador desse belíssmo trabalho pelo convite, pela confiança e pela valorização de minha arte literária.
Minha participação - nesta obra -configurou-se com a inclusão dos poemas intitulados: O QUE TE CONSOME? SUBSTÂNCIA E SOMOS CANIBAIS.
O livro foi publicado pela editora JAC, de São José dos Campos - SP e organizado pelo poeta Benedito C. G. Lima e Germano Carretoni.
Também quero parabenizar todos (as) os (as) poetas que, com sonhos e poesias, poetizaram esse livro.
"A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida”
(Fernando Pessoa)


sábado, 30 de dezembro de 2017

A CRÔNICA DO NÃO


Por Elany Morais
Há sempre um momento - em nossa vida - em que se faz necessário dizer NÃO. Mas quem de nós, nessa situação, nunca ficou com aquele NÃO na garganta atravessado como se fosse um grande novelo? Em muitas pessoas, essa palavra, aparentemente simples, parece estar fincada com profundas raízes - dentro de si. Portanto, não é tarefa fácil para todo mundo dizer, de forma direta ou indiretamente, um NÃO. Porém, necessário é uma dose de NÃO, na vida de todos.
É erva daninha dizer SIM quando se deve dizer NÃO. Quando se age ao contrário do que se quer ou se necessita é desrespeitar-se. É desconsiderar os próprios limites. É não se recusar para uma ação reflexiva destrutiva. É perder a sabedoria de si. É suicídio lento, pois a mente guarda o que a língua cospe.
E onde fica o outro no nosso Não? O outro fica em sua sabedoria em respeitar e aceitar o que não está sob seu controle,e quem tiver a terrível limitação, tanto para dizer quanto para aceitar um NÃO, será presa fácil - nesse campo de batalha: a vida.
Assim como não se pode ser tão precário no SIM, no contrário também; não. Saber viver é isto mesmo: coisa de se estranhar. Há muitas pessoas que esperam compreender as coisas para aceitarem. Isso é esperar para viver. É possível viver melhor quando se dispõe a envergar-se para dentro, quando isso acontece, aprende-se a dizer NÃO, quando necessário, sem medo e sem culpa.

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domingo, 17 de dezembro de 2017

A CRÔNICA DAS APARÊNCIAS


Por Elany Morais


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Não é difícil encontrar, em qualquer esquina, alguém que não se contente consigo mesmo. Por isso, o esforço hercúleo de muitos em aperfeiçoar somente a imagem de si. A preocupação maior é sempre com a embalagem. O conteúdo é desconsiderado. Por que esse desejo de viver na ideia dos outros? Por que a vida imaginária é tão sedutora?

Somos valentes em não se contentar com o que somos, o que somos não basta, temos que parecer o que não somos. Isso seria pela incapacidade de se satisfazer com uma coisa sem outra? Mas, se "tentarmos parecer alguma coisa, não é possível que acabamos por não ser coisa alguma?"

Infelizmente, estamos acostumados a viver em um mundo pseudo - quase tudo. Sombras e objetos reais se confundem ( a falsidade me perturba). As preocupações e ocupações supérfluas ganham formas assombrosas (Já deveria existir até As Organizações Unidas das Aparências). Não é mais de se assustar que as aparências vêm se apropriando até da vida privada das pessoas. Nesse contexto, a sabedoria de si não conta, o que verdadeiramente importa é possuir uma aparência de apropriação de bens mais valorizados - aqui a inteligência está ausente. Quase tudo é verossímil. Quem ainda se propõe a interrogar cuidadosamente a realidade das coisas? A sensação é de perigo iminente.

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domingo, 10 de dezembro de 2017

FALSO MORALISMO

Por Elany Morais
Cada vez que me pregas lição de moral
Como se não houvesse imoralidade em ti,
Minha rebeldia obriga-te a despertar 
De tua embriaguez!
No meu território, não morfam velhas crenças
Que deixam todos enlutados, de olhos vazios.
Aqui, o que arrancam lágrimas são uivos de prazer,
Sem imagens cadavéricas ou qualquer sombra de culpa.
A tua imoralidade oculta apaga teu apetite.
Então, não me venhas com rosneiros falsos.
Essa erva não vem da verdade!
Que o prazer estale em nossos corações
Arrastando a verdade para todo mundo!

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

GRATIDÃO PELA HOMENAGEM A MIM


 Por Elany Morais
Vou pousar, em suas mãos, o ponto mais alto de minha moral: a gratidão!
Não sei se este bem me foi devido, mas eis-me aqui imensamente agradecida por esta homenagem prestada a mim. Receber uma homenagem - para mim - é como receber do céu um pedaço de pão, num deserto escaldante, onde a carência é reina soberanamente.
Esses alunos e outros(as) como eles são benefícios que me foram concedidos. Atitudes como a deles perfumam a alma de um professor ou professora, principalmente, no contexto, em que vivemos atualmente!
O amor, o respeito e a consideração de quem a gente oferece o bem nos faz querer continuar uma caminhada, em que a estrada é atapetada, não só de grama, mas também de cactos.
Eu sei qque os pássaros cantam e anjos entoam cantos de alegria, quando vê pessoas pequenas de almas grandiosas, como as desses pequenos-grandes!
Enfim, agradeço imensamente aos alunos( Alexandre, João Mateus, Wendel Railson, Paula Sousa, Vitória...) por essa linda reverência ou homenagem



domingo, 26 de novembro de 2017

CULMINÂNCIA DO PROJETO CAMINHOS DA LITERATURA

Como professora de Língua Portuguesa da rede municipal e estadual do Maranhão, vi a necessidade da criação de um projeto de leitura, porque o hábito de leitura é um dos mais importantes para o desenvolvimento do intelecto e também o caminho mais breve para aquisição do conhecimento, além de melhorar o aprendizado dos estudantes, estimula o bom funcionamento da memória, aprimora a capacidade interpretativa e proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre diversos assuntos. Por isso, criei o projeto intitulado Caminhos da Literatura, que tem como objetivo desenvolver o gosto pela leitura e reconhecer o valor do texto literário para a aquisição do conhecimento.
Nesta sexta-feira, 24 de novembro, aconteceu a culminância desse projeto, na Escola Municipal Neyde Magalhães, na cidade de Codó -MA. O ápice do projeto consistiu na apresentação dos gêneros literários: conto, romance, poesias, além de dança, músicas, etc. pelos alunos dos oitavos e nono anos.
A cada ano é trabalhado uma temática diferente, este ano foi a vez do Negro como elemento do texto literário, ou protagonista da arte literária.
Elany Morais


domingo, 5 de novembro de 2017

O MAR SÃO VOZES

 Por Elany Morais

Nunca me foi desmentido, quando eu dissera que o mar eram vozes vindas do céu. Isso jamais será mistério vencido ou vendido. Minhas palavras não foram empenhadas, contudo, talvez não tenham retorno.
O mar é, sim, vozes vindas do céu. Este diz-me que aqui ainda jaz uma estaca presa nos ombros de quem ainda sabe amar direito. Brada que na correria, olhos cegam-se diante de tanta beleza gratuita, que o tempo dos retalhos extinguiu-se. De lá, vem uma voz azul, a confessar-me que neste velho monturo aparência é decência e tapete florido já não se constrói mais.
Se haverá mistérios desfeitos, não serão os das previsões passadas. Mesmo assim, ainda ouço o mar. Às vezes, sua voz é tão doce e macia que parece  pétalas vermelhas suspensas no ar. Em estado de atenção, ouço - o dizer  que numa estrada longa, há um leito refeito, entre ninhos e flores  para os puros descansarem. Não duvido disso. Mas posso, em sonhos, perder-me e não querer jamais me encontrar.
Meus ouvidos estão atentos para as vozes que vêm de lá. Avisam-me que a desconstrução assalta a tudo e a todos. Que é preciso linha de ferro para manter-se em sua forma original, que é a do bem-querer.  Há máquinas produtivas do mal-te-quer. Há inteligências cruéis. A violência é rainha posta.
Ainda hoje ouço o mar. São vozes sábias, apesar de me dizerem verdades pálidas e feias, ainda consigo, com elas, me encantar.

Todos os direitos reservados a Elany Morais