Sou educadora e escritora

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 Elany Morais nasceu em Caxias-MA, é pós-graduada em Literatura Brasileira, atua como professora na rede Municipal e Estadual do Maranhão. Como educadora, vem criando projetos que têm como objetivo despertar e incentivar o interesse dos educandos pela leitura. Com relação à prática literária, escreve os mais variados gêneros, como poema, conto, crônica, memórias... Recentemente participou das antologias poéticas:"Melhor de Mim", publicada pela editora Poesias Escolhidas - Belo Horizonte /MG, "Entrelaços" e "Pétalas", ambas publicadas pela Darda Editora - Rio de Janeiro - RJ. É colunista do jornal "O Diário de Caxias “

domingo, 5 de novembro de 2017

O MAR SÃO VOZES

 Por Elany Morais

Nunca me foi desmentido, quando eu dissera que o mar eram vozes vindas do céu. Isso jamais será mistério vencido ou vendido. Minhas palavras não foram empenhadas, contudo, talvez não tenham retorno.
O mar é, sim, vozes vindas do céu. Este diz-me que aqui ainda jaz uma estaca presa nos ombros de quem ainda sabe amar direito. Brada que na correria, olhos cegam-se diante de tanta beleza gratuita, que o tempo dos retalhos extinguiu-se. De lá, vem uma voz azul, a confessar-me que neste velho monturo aparência é decência e tapete florido já não se constrói mais.
Se haverá mistérios desfeitos, não serão os das previsões passadas. Mesmo assim, ainda ouço o mar. Às vezes, sua voz é tão doce e macia que parece  pétalas vermelhas suspensas no ar. Em estado de atenção, ouço - o dizer  que numa estrada longa, há um leito refeito, entre ninhos e flores  para os puros descansarem. Não duvido disso. Mas posso, em sonhos, perder-me e não querer jamais me encontrar.
Meus ouvidos estão atentos para as vozes que vêm de lá. Avisam-me que a desconstrução assalta a tudo e a todos. Que é preciso linha de ferro para manter-se em sua forma original, que é a do bem-querer.  Há máquinas produtivas do mal-te-quer. Há inteligências cruéis. A violência é rainha posta.
Ainda hoje ouço o mar. São vozes sábias, apesar de me dizerem verdades pálidas e feias, ainda consigo, com elas, me encantar.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

UM DIA SE MORRE


Por Elany Morais
Para que serve aquilo que não se pode evitar? Para que serve morrer? Escondida, de um só golpe, a morte chega e tria-nos da ilusão de infinitude. Encerra a espera pela vida. Como se pode morrer bem, se o vazio fica e o nada talvez vai ao além?
Deixar essa vida é como morrer de sede no mar. Porém, não seria mais terrível do que a imortalidade, quando não se quer viver mais.
E os que foram tentando agarrar-se aos paus de sebo? Clamaram aos gritos pelos que aqui ficaram e as aves revoaram na noite solitária! É posto fim ao ideal de toda uma existência ilusória. É riscado do mapa da sorte de se estar vivo.
Todos nós somos flores mortais, com a esperança de, na mão de Deus, dormir eternamente.

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sábado, 28 de outubro de 2017

O SUCESSO DO FRACASSO


 Por Elany Morais
Meus esforços distam dos labirintos
das sombras.
Não me seduz futuro surdo...
Para toda gente, há um terreno fértil
Que ouve ao longe o som dos aplausos.
Refino-me para sobrepor o imoral fracasso,
E desbravar caminhos gastos, com entusiamos
desenfreados.
Os ajustes das velas são ações maciças
Para sair da arena com haste em riste.
Rendo-me ao que me foi imposto como
orador do mundo.
Ainda, eis-me aqui, para o que foi mal definido!

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sábado, 21 de outubro de 2017

CULMINÂNCIA DO PROJETO CAMINHOS DA LITERATURA


Elany Morais
Como professora de Língua Portuguesa da rede municipal e estadual do Maranhão, vi a necessidade da criação de um projeto de leitura, porque o hábito de leitura é um dos mais importantes para o desenvolvimento do intelecto e também o caminho mais breve para aquisição do conhecimento, além de melhorar o aprendizado dos estudantes, estimula o bom funcionamento da memória, aprimora a capacidade interpretativa e proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre diversos assuntos. Por isso, criei o projeto intitulado Caminhos da Literatura, que tem como objetivo desenvolver o gosto pela leitura e reconhecer o valor do texto literário para a aquisição do conhecimento.
Nesta quarta-feira, 19 de outubro aconteceu a culminância desse projeto, no Centro de Ensino René Bayma, na cidade de Codó -MA. O ápice do projeto consistiu na apresentação dos gêneros literários: conto, romance, poesias, além de dança, músicas, etc. pelos alunos dos terceiros anos do ensino médio.
A cada ano é trabalhado uma temática diferente, este ano foi a vez do Negro como elemento do texto literário, ou protagonista da arte literária.

Foi muito gratificante ver o interesse, o empenho dos alunos nareaização dos trabalhos. Estou com a consciência do dever cumprido.
Parabéns a todos os meus alunos e alunas que trabalharam incansavelmente para crescerem e evoluírem intelectualmente!
Não poderia deixa de agradecer imensamente um grande ícone da literatura maranhense, o poeta Wybson Carvalho, que atendendo gentilmente meu convite, muito enriqueceu nosso evento com sua imensa sabedoria ! Obrigada, poeta!
Agradeço também a direção da escola, pelo total apoio, na pessoa do diretor Ribamar Carvalho. Aos alunos e alunas pelo respeito, confiança, companheirismo, cumplicidade, interesse e disposição!
www.facebook.com/palavraria.escrita
educadoraelanymorais.blogspot.com


sábado, 9 de setembro de 2017

POST DE AGRADECIMENTO

Por Elany Morais 

O leitor é alguém muito especial. Quando lemos uma obra ou um texto, estamos priorizando o autor, em meio aos muitos que não nos conquistam ou que não nos interessam. Os leitores são a razão de ser de escritores. Por isso, o autor deve alegrar-se e sentir-se grato.
Dra. Deuzimar Serra, é um privilégio tê-la como leitora. Meus sinceros agradecimentos por escolher minha obra para ser declamada, na primeira edição do Projeto "Terra de Encantaria e Poesia" do Campus Codó, sob a coordenação do professor Carlos Wellington Martins.
Palavras ainda me faltam para expressar minha imensa e sincera gratidão pelo acolhimento de Muitas de Mim.

domingo, 20 de agosto de 2017

ENCONTRO NECESSÁRIO


Por Elany Morais
Encontro, necessário tu te fizeste,
nesses desencontros da vida, sem ti,
em outros confins, uma alma
se fazia mais triste, nessa infinda lida!
Por seres tão necessário, fincaste tuas raízes,
na vida de outra alma, trazendo uma profunda
calma a um pretérito tão infeliz!
Encontro, foste necessário,
Não de olho no olho,
Ou face na face.
Fincaste nos ecos das vozes,Sem os tão males velozes,
com poesia e sem disfarce.


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ALMA E POESIA


Por Elany Morais

A poesia desnuda o que não se sabe
Ou o que não se quer dizer!
É a fuga do que se é ou do que
se pode parecer.
É o oceano no deserto.
É a unificação da Arte.
É o apelo ao universo.
É o sentimento que se reparte!
E as palavras ?
São vestes rasgadas
Que não cobrem mais alma do ser -
que teima a todo custo -
nas palavras aparecer!
O que é a poesia?
É o mistério das palavras,
surge de tudo ou de quase nada.
Obriga-nos a entrar no confessionário -
através de versos e farsas -
Como pedinte ou como missionário.

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