Sou educadora e escritora

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domingo, 18 de agosto de 2019

RELANÇAMENTO DO MEU SEGUNDO LIVRO LUZ E SOMBRA


Não podemos negar que a vida - mesmo que de vez em quando - nos brinda com situações venturosas de muitas alegrias e satisfações. Ontem, 16 de agosto, foi um desses momentos. Estive a relançar meu segundo livro intitulado Luz e Sombra, na III Feira Literária de Codó (evento cultural riquíssimo que vem acontecendo há três anos na cidade).
E por que não compartilhar esse acontecimento com as pessoas que estão diariamente comigo? Pessoas que vêm acompanhando minha vida , assim como eu também acompanho a delas.
É muito gratificante gritar por si e por quem não sabe ou não pode gritar. Poder dizer a sua palavra, que na maioria das vezes não é só sua, é algo realizador, libertador e, portanto, salvador. Ontem, foi assim que me senti: realizada e gratificada!
Estou sempre a dizer: a pessoa que me lê é uma pessoa de coração aberto, sensível... E peço mais: quem for ler Luz e Sombra e Muitas de Mim, leia sem julgamento, sem preconceitos e sem grandes expectativas, pois só assim poderá se identificar ou se encontrar nesses livros.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

MINHAS HORAS PARAM


Por Elany Morais
Minhas horas param, na incoerência dos seres,
E, meu sonho, ao som do violino, se alonga
na sombra de um convento.

São por essas horas de agonia que peço
Ao Senhor noite e dia para que mais
Pessoas não morram sem se amar!

Minhas horas param, embora nasça o sol
Embora nasça o luar!

São nessas horas que como monge
Ponho-me a rezar! E como águia sem
Asas para voar, clamo ao Senhor que
Não mais pessoas morram sem se
Amar!

E como doentes que pedem a Deus
Para sua alma sarar, clamo ao Senhor,
para que não mais pessoas morram sem se amar!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O CANTO


Por Elany Morais
O canto das muitas águas
que me chegou,
O vento dos altos que me tocou
Trouxe, pelas mãos, meu furor
Terno, manso, justo, embevecido.
Uma vida, nada mais, a contar
Com os verdes, com os prados,
Com o óbvio invisível.
Esse canto embriagado lança-me
no silêncio, no acorde, no céu,
e no sonho do impossível!
Eu, agora, aconchegada, nas mãos
Quentes do meu destino,
Presa, enraizada, sem dádiva,
Num futuro pequenino.
Sim, como se fosse uma folha
Sob rajada do vento, inclino-me
Aos pés de quem me brotou
Cativa, submissa a um sonho
Que cessou!!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 22 de outubro de 2016

IRREALIDADE


Por Elany Morais
Submeter-se ao irreal talvez seja uma das piores escravidão. Mas por que desvairar nas trilhas do irreal? O que pode ser irreal? Arrisco-me a dizer que o tempo não existe, portanto, é irreal. Pode ser também que a própria realidade não exista, logo, é fictícia. Há um abismo enorme entre o que se vê e o que se sente. Porém, o real das coisas é sempre diferente.

Existe uma linha tênue entre real e imaginário. Por isso, cresce a loucura por que o sonho e a realidade quase sempre se mistura. E se o imaginário for sanguinário, como se há de viver com doçura? A não ser que para esta loucura exista cura.

A força da ilusão é sempre muito forte - que fora do equilíbrio - pode levar ao breu, à escuridão, ao vazio e, consequentemente, a morte. A imaginação é pode ser aquela pedra cinzenta onde me sento e descanso, ora como estivesse em mares revoltos; ora como se em um lago manso.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 1 de abril de 2016

QUANDO HOUVER UM TEMPO

QUANDO HOUVER UM TEMPO
Por Elany Morais

Haverá um tempo em que se valerá a pena viver?
Chegará um tempo diferente desse inferno que se vive?
Quando vi o raio de sol, prometeram-me amor eterno!
Por isso, amparei-me  nesta promessa de que o amor
 nunca morreria!
Então, fiz-me gingante e poderosa!
Acreditei que nos caminhos não haveria cárcere nem resgate,
Que as canções me avizinhavam,
Que o vinho jamais me embriagaria,
Mas meus olhos viram que sonhos se partem,
Que esperanças se despedaçam,

E que a vida a si própria se aniquila.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 31 de outubro de 2015

AS CURVAS DELA


AS CURVAS DELA
Por Elany Morais

Ela samba, toda faceira,
Julgando-se rainha talvez,
Dança e canta, com a voz cheia
De alegria por sua esperada viuvez!

Flutua como o voo da ave,
No ar claro como a luz lunar,
E suas curvas num movimento suave
Faz todo enredo sua vida contar.

Agora, o que a entristece?
Ela canta, exalta a lida
E dança como se não tivesse
Mais motivos para chorar na vida!

Ah, quanta emoção!
Não se sabe o que está pensando,
Apenas seu corpo vai ondeando!

Caxias- MA, 31 de outubro de 2015.
Todos os direitos reservados a Elany Morais.



sábado, 17 de outubro de 2015

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

O que na vida não há de se duvidar?
Foi-se no vento qualquer comunhão,
Resta somente a perguntar:
Amar se cansou nosso coração?

O amor não mais nos sustém?
Que segredos a vida tem?
Rezo contrita, perguntando,
Já presa pela angústia premente
Que amarra a garganta e sufoca a mente,
Se nenhum coração vive mais amando.

Nessa vida, só há vontade,
A crise paralisou todo pensar,
Força ganhou qualquer covarde,
Ninguém já não sabe mais amar?

Elany Morais


Caxias - MA, 17 de outubro de 2015.

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sábado, 5 de setembro de 2015

HOMENAGEM AOS POETAS CAXIENSES

 HOMENAGEM AOS POETAS CAXIENSES
Por Elany Morais

Recitar poetas vivos é dá mais um sopro de vida ao poeta. Ontem eu fui agraciada com mais um sopro de vida. Pois fui uma das homenageadas pelo projeto teatral, da Universidade Estadual do Maranhão, coordenado pelo professor Elizeu Arruda, grande incentivador da leitura e da arte, junto com os alunos do CESC-UEMA. O auditório do Centro de Estudos Superiores, de Caxias, estava completamente lotado de universitários e convidados. Todos pareciam se comprazer em prestigiar o brilhante evento. Como não se sentir honrada e gratificada com um acontecimento desse?
A I Mostra TEALE E VIVART encerra hoje (05-09- 2015). É um evento que consiste na encenação de peças teatrais produzidas por grupos de teatro coordenados pelo escritor, teatrólogo e professor, da Universidade Estadual do Maranhão - Elizeu Arruda. Ontem, 04-09-2015, foi apresentada a peça intitulada Três poetas e uma competição, tinha como objetivo homenagear os três poetas caxienses: Nereu Bittencourt, Jorge Bastiani e eu - Elany Morais. Fiquei imensamente encantada com a apresentação dos trabalhos artísticos. Dessa forma, só tenho a gradecer aos artistas, que tão bem representaram minhas obras e, principalmente, ao brilhante professor Elizeu Arruda, que é um amante do conhecimento, da arte... Obrigada!!!!


Caxias- MA, 05 de setembro de 2015.orais

quarta-feira, 3 de junho de 2015

ESQUEÇO-TE!
Elany Morais

As linhas tortas de ti que havia
em mim, apararam-se, teus gestos
 que habitavam  meu coração
morreram e jamais pedirão ajuda
aos meus sonhos. É isso -
o esquecimento veio ao meu auxílio!

Dias a fio, mostravas-me o rosto
diferente do coração, como se eu
não te reconhecesse, sem  qualquer
tipo de máscara: ela caiu antes do
raiar de um novo dia.

Se querias ser múltiplas, que fosse
para si, pois minhas fibras cardíacas
são avessas  ao mal-me- quer.


Caxias- MA, 03 de maio de 2015.

terça-feira, 2 de junho de 2015

ESPERA

ESPERA
Elany Morais

Fizeste - me sofrer, quando me
deixaste a esperar.

Aqueles dias foram cheios de teias,
sem barco, sem rumo, sem mar,
as horas eram escuras, pois já não
 havia mais lua cheia.

O tempo se esvaía, eu me desesperava,
ouvia teus pés chegando, minhas
mãos sempre suando, mas de ti
não havia nada.

Ao te esperar, caí no leito dormindo,
sonhava que tu chegavas, de cabelos
soltos ao vento, abraçando-me,
sorrindo.

Caxias - MA, 02 de junho de 2015.


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segunda-feira, 18 de maio de 2015

LIBERDADE

LIBERDADE
Elany Morais

Liberdade! Realização atada,
Mas é desejo solto.

A liberdade não me consente,
Durmo obstinada
E sonho dia a dia,
Acordar sem as correntes.

Ah, se me pegasse essa tal liberdade!
Abraçar-me com ela não é meu destino,
Mas meu sonho é livre como pés de menino
Que afunda e flutua.
Trago comigo, enfim, uma serenidade
E a esperança ditosa de ainda viver lá lua.


Caxias - MA, 18 de maio de 2015.

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domingo, 26 de abril de 2015

RETIRANTES

RETIRANTES
Elany Morais

É noite. O sol, como fogo sem lenha, morre,
Os dedos trêmulos, logo, cuidam da novena,
A lágrima, em fé cega, na face pálida, escorre,
Num cenário árido como o solo seco de arena.

Nem em sonho, vê-se lagos de águas prateadas.
Nos olhos, há desfile de perfil, esquálido e esguio
Como ossos secos abandonados nas estradas,
Sem promessa de descanso à beira de um rio.

Cabelos tímidos, presos com escuro lacinho,
Implora, para as almas que ali vão passando,
Proteção, como pássaro clama pelo ninho,
Na ausência da mãe, quando o deixa piando.


Caxias -MA,  26 de abril de 2015.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

VOU INDO

VOU INDO
Elany Morais

Vou, num sonho, divagando,
Num passado que revolta
Meu eu, vou, sim, chorando!

O que me bate é indecente ,
Invade o secreto da alma
Como se não houvesse gente
Contando punhados de calma.

Isto cava a cova da tristeza,
Sacode o que me entristece,
Lavando tudo que enriquece,
Sem deixar o fio que me tece.

Sim, o que em mim chora,
Alentando a ansiedade,
A amarrar o que em mim mora
É o passado, sem saudade!!


Caxias - MA, 20 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SE

SE
Elany Morais

Se me puseres fogo, eu viro brasa,
Se vieres comigo, eu vou além,
Se quiseres que voo, eu crio asa,
Só não quero ficar aquém!

Se quiseres meu sangue, está esvaído,
Se precisares de cama, eu sou espuma,
Se sonhares comigo, eu sou bruma.
Um sonho desse não terás vivido!

Se me soprares, eu serei chama,
Se me apertares, serei expansão,
A alma frágil sempre se derrama
Numa vida louca de pura ilusão!

Caxias - MA, 13 de janeiro de 2014.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

BONECA DE MILHO

BONECA DE MILHO
Elany Morais

Eloísa era uma criança, de aproximadamente cinco anos de idade que sonhava em ter uma boneca com cabelos, mas a vida de extrema pobreza não permitia a realização desse simples sonho. Acontece que Eloisa não era como qualquer outra criança, era especial na sua pele pálida, franzina, escassa de sangue e de quase tudo, menos de imaginação. Nos dias claros, o vento tinha sempre a missão de sacudir suas tranças longas e loiras. A sua voz parecia o som surdo de um lago manso. Porém, nos dias mais sombrios, este som era praticamente inaudível. Mas ela continuava com o pensamento fixo no desejo de possuir uma boneca com cabelos apesar das privações.

Sim, a privação sempre presente parecia ser o destino da pequena heroína que foi gerada no acaso dos infortúnios de uma mãe que não sabia amar os seus rebentos e, mesmo tão pequena, já percebia que, nas casas vizinhas, sobressaiam-se as figuras de um homem e de uma mulher amorosos que costumavam ser chamados de pai e mãe pelos pequenos como ela. Pobre Eloisa, nem pai ela tinha e parecia que essa ausência era apenas o começo de muitas ausências e privações.

A verdade é que Eloisa tinha que lidar o tempo todo com a falta. Falta de pai, falta de uma mãe amorosa e protetora, falta de alimento para o corpo e para a alma, falta de amor, respeito, carinho, cuidados básicos que uma criança precisa para crescer saudável física e emocionalmente. O que se pode dizer é que Eloisa precisava ser muito resistente apesar da carência e do medo que rondavam a sua vida constantemente.

Nada parecia um conto de fadas na vida de Eloisa, raras vezes, ao amanhecer, ela despertava com tranquilidade. A sua rotina era ouvir, nas primeiras horas da manhã, a voz seca, fria e ríspida da mãe gritando por ela. Eloisa sempre obediente e disciplinada, não compreendia as razões pelos maus-tratos que recebia da mãe descompensada e constantemente raivosa. Era nesse momento que tudo doía nela. O vazio se agigantava. Timidamente, lançava um olhar piedoso e temeroso para a mãe, na tentativa de encontrar um consolo, uma esperança, mas cada tentativa de busca de proteção na pessoa que a deveria proteger, era um fracasso porque esta sempre a repreendia com olhares frios ou com castigos físicos.

Mas para Eloisa os castigos físicos pelos quais passava doíam menos do que os psicológicos, pois em seu desespero ela sempre apressava o ato de apanhar para não ter que ouvir as injúrias, os xingamentos da mãe. Contudo, esse mar de tortura, onde habitava Eloísa, não tirava a sua capacidade criativa e muito menos o desejo em possuir uma boneca com cabelos, de sonhar, de voar, de alçar voos para os mais distantes lugares. Eloisa se agarrava aos sonhos e nos sonhos ela via apagar todas as cicatrizes físicas, em suas costas, deixadas pelas surras que recebia da mãe. Ela não mais sentia um cabo de vassoura descer em sua cabeça por ter esquecido de se calçar ou por não ter pedido a bênção para mãe. Também não ouvia mais as pessoas de sua casa dizerem que ela era lenta, preguiçosa, imprestável. Enfim, em seus sonhos, ela não era objeto de satisfação sádica da mãe e das irmãs, nem motivo de zombaria para quem quer que fosse daquela casa.

As pessoas pouco sensíveis entorno de Eloísa julgavam o seu comportamento de maneira destrutiva. Era vista como alheia, lenta, sem viço, sem vontade, sem força e sem coragem de ousar ou desejar. Fossem quais fossem as razões de Eloísa assim parecer aos olhos dos outros, dessa forma, o certo é que ninguém possuía mais desejo e mais determinação do que ela. Eloísa ousou querer. Em meios as poeiras e matos secos retorcidos, sem estrada e sem sonhos, ela quis, não muito, mas apenas uma boneca que possuísse cabelos. O que era drama infantil, tornou-se uma história de poder imaginativo e de grandes realizações, porque possuir uma boneca com cabelos  era tudo o que Eloísa queria.

Esse desejo se agigantava no peito. Vinham-lhe promessas fortes, mas a fortaleza dessas promessas só durava o que dura os sonhos: muitas das vezes, menos de a metade de uma noite. Isso porque na casa interna e externa de Eloísa, o nada ganhava formas inimagináveis. Mas quando, percebeu que somente ela seria capaz de realizar seus sonhos, o nada transmutou em tudo, o tudo concreto, palpável.

E foi num dia quente, que Eloísa saiu, contando os passos, para que uma ideia lhe surgisse. Ideia que propiciasse a realização de seu grande encontro com a boneca de cabelos. Foi nesse vagar, que deparou-se com um milharal. Ela não acreditou no que viu: uma boneca com cabelos. Para muitos que foram fartos de toda sorte de brinquedos, quando criança, podem achar esse fato uma banalidade, mas para Eloísa, possuir uma boneca com cabelos era uma grande conquista. Seu desejo fora realizado, quando ela viu uma espiga de milho, que aos olhos dela, era uma linda boneca, com longos cabelos. Os dois pequenos olhos verdes faiscaram diante da espiga de milho.

Nesse momento, ela agarrou-se à espiga de milho e tudo se transformou em festa. Logo, percebeu que sua boneca precisava de roupas especiais. Pensou, pensou... Como poderia fazer roupas? Sem muita demora, lembrou dos recortes de pano jogados no lixo pela sua mãe. Então, correu, apressadamente, amparando a boneca sobre o peito, com muito cuidado, para proteger os cabelos do seu novo brinquedo. Ao chegar em casa, ofegante, pôs-se a remexer objetos que para muitos seriam imprestáveis.
- Pronto! Disse ela.
-Encontrei a mais bela roupa para minha boneca que tem cabelos!

Eloísa havia encontrado um pedaço de pano duro, retorcido, gasto pela ação do sol, do vento e da chuva. Mas para ela era tudo que precisava. De imediato, viu um pedaço de barbante, e pensou:

- Está tudo completo.

Então, pegou o sabugo de milho, que na verdade era o seu mais grandioso brinquedo e o embrulhou sobre o pedaço de pano, que foi encontrado a muito custo. O barbante foi o remate final. Eloísa amarrou o pano envolta do sabugo, e agora sua boneca estava perfeitamente vestida.

 -Pronto, pensou ela.

Eloísa deteve-se por alguns instantes bastante contemplativa. Ela olhava fixamente para os cabelos da espiga de milho. Mas era um olhar de grande satisfação. Ela mais conversava do que murmurava consigo mesma. Eloísa, num estado de encantamento, entendia que aquele brinquedo era ela em si, sem que nada lhe doesse. Nesse momento, Eloísa fazia grandes descobertas: descobria o prazer, e principalmente, o poder que possuía de moldar a realidade em seu benefício. Agora, ela sabia fabricar suas realizações sem sofrer do mal de não entender o que se sente. Não se traía diante da boneca. Não permitia que o desamor alheio lhe roubasse aquele momento sublime. Eloísa não abriu porta para sentimentos contraditórios, para convulsões conflituosas, para dores irredutíveis, por fim a alegria tomou conta de Eloísa.

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sábado, 20 de dezembro de 2014

O POETA


O POETA
Elany Morais

O espírito do poeta vive em estado maior.
O belo, ele sempre almeja e beija,
Vive a dar o amor a quem deseja
O que a vida oferece de melhor!

Alma de poeta é um verdadeiro esplendor,
Tudo, no mundo, vê, sente e deseja
Como se dentro de si houvesse uma luz que flameja
A lhe dar asas para alçar voos como o condor!

O espírito do poeta é sonho infinito
De uma vida em tapetes e vestes de cetim,
Mas que a realidade desperta nele o grito,

Levando ao conflito que perdidamente
Não sabe quando um não equivale um sim
Mas ama, canta e versa para toda gente!


Caxias -MA, 20 de dezembro de 2014.

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sábado, 1 de novembro de 2014

VISÃO

VISÃO
Elany Morais

Enganei-me, estava apenas sonhando
Que estava em uma terra abençoada,
Onde eu não via olhos chorando
E a verdade era imensamente amada!

Não havia, nas pessoas, silenciosas mágoas,
As almas eram transparentes, livres e nuas,
Todos cantavam serenata á luz mansa da lua
Com os pés descansado sobre as doces águas.

Crianças como pássaros alegres cantavam
E eu embevecida e encantada com tudo ria,
Feliz em vê as faces de todos que ali dançavam
Com grande liberdade e infinita alegria!

Pena que tudo era de um sonho uma aventura!
Mas por não saber disso, minha face era celeste
Eu via todos numa brancura de finas vestes
Onde o cenário resplandecia em plena alvura!

Caxias -MA, 01 de novembro de 2014.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PESADELO

PESADELO
Elany Morais

Fitei-a com um riso franco,
Sem me comover com nada.
Meu coração estava vazio
E a minha boca calada! 

Chorei, apenas em silêncio
Por toda a madrugada
Mas não sei se dormindo,
Ou eu estava acordada!

Com o coração frio e sozinho
Numa tristeza sem tamanho,
Fui por um estreito caminho
Para um mundo vil e estranho!

Caxias - MA, 20 de outubro de 2014.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

O FILHO QUE NÃO VEIO



O FILHO QUE NÃO VEIO
Elany Morais

Um filho que não veio,
O medo gritou forte...
E a coragem se desfez.


Desfez-se no tempo,
Uma jura não cumprida
Da origem de um rebento.

Em sonhos em ele vem
Como outrora eu sonhara
Mas não dizia para ninguém.

Caxias - MA, 14 de outubro de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

SONHO

SONHO
Elany Morais

O sonho se perdeu,
No espelho, tua imagem,...
Eu jurava que era eu.


O sonho não vingou,
A ruga em plena face
Foi tudo o que sobrou!

O tempo se findou,
Os olhos se curvaram
Por um sonho que acabou!

Caxias - MA, 14 de outubro de 2014

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