Sou educadora e escritora

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sábado, 8 de maio de 2021

MÃE

Por Elany Morais
A vida é quase nada sem amor de mãe.
Mas se houve amor, e esse for parco, a dor galopa
no peito e a solidão é grande.
Mães não podem matar sonhos, ignorar nomes!
Ou transformar cordão umbilical em cruel forca.
Mães não podem ser o crepúsculo do medo
Ou lembranças dolorosas do berço.
Quem nasce sem rendas e sem afagos é aninhado no vazio,
Não conhece a Primavera nem o canto dos rouxinóis!
Só as mães bordam sonhos lindos para os filhos!
Abrem portas e explicam os segredos do bem-viver.
Mães que são mães são grandes!
São feixes de luz na escuridão egípcia!
Do seu olhar, brota um lago manso, luminoso, carinhoso...
Amor de mãe é a expressão da divindade na Terra.
E as mães que já partiram?
Deveriam regressar da morte! Impossível!
Então, há que se tatuar na memória a imagem
daquela que te carregou no ventre e te
velou nas madrugadas.
Meus parabéns a todas minhas amigas (virtuais e não - virtuais ) que são mães!! Por carregar consigo a dádiva da vida, o dom da criação, por terem uma missão de grande responsabilidade, que é de orientar, dá carinho, proteção, assistência, ou melhor, formar um ser humano de caráter, valores, princípios e respeito, vocês merecem todas as homenagens possíveis!!
Feliz Dia das Mães!!

terça-feira, 21 de julho de 2015

SOMOS UNS ASSUSTADOS

SOMOS UNS ASSUSTADOS
Elany Morais

Nenhum debate é necessário quando se trata de amar, como também, ninguém deveria atrever-se a criar regras para o amor. Ao contrário, as mãos devem estar entrelaçadas. Para que perder nosso referencial de vida? Não foi para o amor que fomos concebidos e projetados? Por que não alardearmos a força motriz da nossa existência? Por que não aplaudi-la? Cortar os nós e as algemas que a prendem?

Os criativos para a morte criam normas para amar. Isso deve ser medo de viver. Por incrível que pareça, há quem tema viver. Como existem medos absurdos, esse é um deles. Parece que a maioria das pessoas estão contra si. É violência aqui, é violência ali... Talvez para muitos, é difícil, para o amor, dizer sim.

 Se o amor prendesse nossos corpos, não andaríamos pelas ruas, na incerteza da saída e da chegada. Os caminhos seriam livres a se percorrer. Mas não, as pessoas enjaulam o peito, e o amor voa para outras paragens, em busca de pouso firme e seguro. Por isso, vivemos gastando tempo sendo uns assustados. Há tanto desperdício de vida! Energia é desprendida na limitação do amor. Eu me horrorizo! Mas se me calo, na maioria das vezes, não é por falta do que dizer.


Caxias- MA, 21 de julho de 2015.

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