Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador proteção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proteção. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de maio de 2021

MÃE

Por Elany Morais
A vida é quase nada sem amor de mãe.
Mas se houve amor, e esse for parco, a dor galopa
no peito e a solidão é grande.
Mães não podem matar sonhos, ignorar nomes!
Ou transformar cordão umbilical em cruel forca.
Mães não podem ser o crepúsculo do medo
Ou lembranças dolorosas do berço.
Quem nasce sem rendas e sem afagos é aninhado no vazio,
Não conhece a Primavera nem o canto dos rouxinóis!
Só as mães bordam sonhos lindos para os filhos!
Abrem portas e explicam os segredos do bem-viver.
Mães que são mães são grandes!
São feixes de luz na escuridão egípcia!
Do seu olhar, brota um lago manso, luminoso, carinhoso...
Amor de mãe é a expressão da divindade na Terra.
E as mães que já partiram?
Deveriam regressar da morte! Impossível!
Então, há que se tatuar na memória a imagem
daquela que te carregou no ventre e te
velou nas madrugadas.
Meus parabéns a todas minhas amigas (virtuais e não - virtuais ) que são mães!! Por carregar consigo a dádiva da vida, o dom da criação, por terem uma missão de grande responsabilidade, que é de orientar, dá carinho, proteção, assistência, ou melhor, formar um ser humano de caráter, valores, princípios e respeito, vocês merecem todas as homenagens possíveis!!
Feliz Dia das Mães!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MÃE


MÃE
Elany Morais

Vim do fundo de ti
Talvez para ser o teu retrato!
Tu és a promessa
Para que meu frio não se demore.
O nosso amor é para ser feliz,
Mas se tu ignoras minhas
Noites rumorosas,
Em me perco e aperto
O coração que não amará
nem mesmo as brancas rosas!

Caxias - MA, 26 de janeiro de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ORAÇÃO

ORAÇÃO
Elany Morais

Que os lenços do Pai Sagrado
Deixem-me de corpo coberto!
Que Cristo me receba de braços abertos,
Sem espinhos em meus pés cravados!

Que os desígnios do Pai Sagrado
Não deixem meu corpo descoberto,
Que meus olhos se mantenham abertos,
Deixando meu espírito para o mal fechado!

Ó Pai! Promete nunca deixar-me,
E com teu sagrado sangue, ungir-me
Sem a demora de vir buscar-me!

Contigo quero para sempre unir-me
Com teus laços santos atar-me,
Assim eternamente serei forte e firme!


Caxias - MA, 30 de dezembro de 2014. 

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

ARQUITETO

ARQUITETO
Elany Morais

Sem amor, sem beijo, sem teto,
Sem abrigo, sem colo, sem amigo,
Visto como frágil e fácil objeto,
Sem cuidado como o joio no trigo!

Quem foi esse indiferente arquiteto
Que me lançou ainda viva no jazigo?
Sou carente de amor e analfabeto,
A vaguear pelas ruas como mendigo!

Não me deram ouro nem pano,
Nem o som mais surdo de uma lira,
Não sei se  sou louco ou santo...

Só vejo aqui um abismo profundo,
E o resto tudo mais é mentira
Que povoa esse cruel mundo!

Caxias - MA, 29 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ESPERANÇA AGONIZANTE

ESPERANÇA AGONIZANTE
Elany Morais

No meu peito agoniza a esperança
Por não encontrar mais um caminho
Ou nada que valha a lembrança
Porque o passado foi só de espinho!

Queria ela, no mundo, encontrar um ninho
Pois na medida que o tempo avança,
Falta coragem, força e confiança
Ou braços que lhe deem carinho!

Assim, morrer é uma atitude sensata
Porque nada mais aqui a arrebata,
Conduzindo-a para a escuridão

Agonizar, no peito, é uma tristeza,
Mas viver, na esperança, presa
Ainda é o caminho para a salvação.


Caxias - MA, 24 de novembro de 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

INSEGURANÇA

INSEGURANÇA
Elany Morais

Quem pode passear no escuro
E não correr a barulho ouvi-lo?
Ninguém pode mais sentir o ar puro
Ou desbravar qualquer beco tranquilo.

Voltarás nu, isto eu te asseguro,
Pois malfeitores irá  persegui-lo,
Tu terás que pular altos muros
Sem ouvir o cantar de um grilo.

Não se pode mais sentar em calçada,
Nem ser protegido pela braveza do cão
Já não  há segurança em nada

Muito menos a certeza do pão
Não se sente mais a madrugada
Sem o medo de tal assombração!

Caxias - MA, 12 d novembro de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 23 de julho de 2014

QUANDO ELA PASSA

QUANDO ELA PASSA
Elany Morais

Quando ela passa, parece
Que um rochedo mudo fala
Ou a onda do mar bravio para
Quando ela impassível passa.

Meu pensamento perdido
Nos seus passos, perpassa
Todos meus frágeis sentidos
Quando ela por mim passa!

Quisera eu viver eternamente
Ouvindo os firmes passos dela
Com minha alma pobre inocente
Quando ela por mim passa!

Caxias - MA, 23 de julho de 2014.

 Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 16 de março de 2014

PROTEÇÃO NATURA

 
PROTEÇÃO NATURA

Elany Morais

Gotas de orvalho da manhã

Esperança traz aos olhos
De uma vida ilícita e pagã!

Folhas soltas ao vento
Levam sem limite
As desordem do pensamento!

Assim, a Natureza quer
Nossa alma livre das dores
Nem a remar contra a maré.

Caxias- MA, 16 de março de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

INFÂNCIA PARTE III



 Aquela foi uma de muitas das noites demoradas. Vestia-se com o fio da infinitude. As nuvens com suas vestes brancas colocavam sobre minha cabeça suas mãos para consolar-me. As estrelas, todas pareciam se aninharem sob...re meu colo, na tentativa de não me deixar sozinha. Os grãos de areia segredavam-me que não adiantava desesperar-me.

A ausência daquela que devia me proteger, jogava-me nas sombras do que eu ainda desconhecia. Essas sombras ganhavam vida própria diante dos meu olhos que somente tinha a cor e não a extensão do mar.

Meu pensamento limitado dizia-me insistentemente que eu estava entregue ao destino, sem bagagem, sem documento, sem vestes, sem escudos... Eu estava entregue a um futuro duvidoso.

Por vezes, eu exigia que meus gritos silenciassem-se para que eu pudesse ver e ouvir o que existia no silêncio da noite. Eu queria saber qual perigo me espreitava. Surpresa com os adiantados das horas, eu ouvia, bem próximo de mim, o cantar de um pássaro que vagava como eu no silêncio da noite. Ouvir tão canto, acreditava eu que aquela ave sabia que eu desejava uma cantiga de ninar. Eu dizia baixinho: o mundo é só nosso. Existem apenas dois habitantes nessa imensidão: eu e você.

Revisitada pela respiração, eu ensaiava mais um grito. Um grito cheio de esperança de vozes. Meu anseio era desesperado para que meus ouvidos ouvissem, mesmo que bem distante, uma voz que me dissesse: "já vou."

Era um grito, dois... E assim se sucediam muitos de muitos, respostas desejadas eram negadas. Era o mundo jogando sobre mim a sua pesada mão. Era o mundo me dizendo que minha estada não seria um caminho regado a brisas e flores. Indiferente, eu permanecia na tentativa de me salvar. Salvar-me do medo, da solidão, do abandono , do desamparo, do desespero...

Eu precisava de comandante para minha vida. Eu não sabia o que fazer de mim. Consciência eu tinha da minha existência e que eu tinha que lutar com todas as forças para preservá-la.


Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 1 de dezembro de 2013

CANÇÃO NOVA

A minha nova cançãoDo amor pode nascer agora
Lembrar de ti dói meu coração
Uma louca saudade de ti me devora.

Ouço tua voz em plena lua
Que faz festa sob  mim
Que minha tristeza não seja tua
Temos a proteção do anjo serafim.

Não pense nesse meu canto
Que como uma dor vai a fundo
Por ti eu sofro tanto
Com toda força do mundo.

Elany Morais

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

 
A insegurança que o mundo me impinge faz-me repudiar a casa das incertezas. Tento inutilmente abrir a porta do vazio para que as dúvidas, as incertezas ganhem asas, só assim, poderia eu deixar  a condição de inquilina do vácuo e tomar posse da tão necessária segurança.


Como tal segurança não pousa no meu telhado, gosto meu tempo vendo a impaciência do verde a esperar o cumprimento da promessa de chuva. Meu fitar parece tombar todas as ilusões de felicidade e  existência eterna.

É numa ilusão de ótica que vejo árvores se envergarem na admissão de que tudo é efêmero. Essa é a única certeza, ou seja, "o único pássaro que fugiu da gaiola".

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SOZINHA

Aconchego-me no silêncio como criança no útero materno. O alvo da minha paz é a solidão. Não estou ausente, apenas ficar sozinha me é indispensável. Está comigo resolve todos os meus assombros.

Escorrem dos meus olhos imensos desejos de mim. Horas a fio cresce,em meu ser, a necessidade  de demorar-me comigo. É-me essencial ouvir grito que vem de dentro. O impalpável me interessa. Sair de mim não tenho pressa.

Não quero sentir o turbilhão que vem de fora. Ele me tolhe os mais profundos pensamentos. Meus braços estão fechados para o que não me abraça. Meu corpo descansa do silêncio que não é meu. Vozes aleatórias não me seduzem. O mundo se é quieto, é meu.

Se a curiosidade assolar quem quer entender por que eu sou minha, a mais perfeita justificativa: o silêncio é dos amantes.

O barulho petrifica-me, amo ouvir baixinho, fascina-me amar quieto, sem alarde, sem bandeira, sem festejo. Cativa-me o querer sutil, sem clamores, sem súplicas, sem lamentações...

O mundo externo não  ampara minha solidão, não me dá asas, poda-me. Meu sentir é de dentro para o alto. A mão da paciência, precisa me segurar para eu não cair no fervilhar de palavras vazias que tiram minha delicada alegria.

Elany Morais

Todos os diretos reservados Elany Morais
 

sábado, 19 de outubro de 2013

AUTOPROTEÇÃO


Busco eu em cada movimento, em cada cor, em cada imagem, em cada rosto, em cada voz, em cada ser o encanto de viver.

Às vezes, convenço-me de que tenho sorte, pois muitos, por não saberem ser felizes, ineventaram a morte.

Recorro constantemente ao meu convencimento de que vivo eternamente em um segundo, sem muito desalento, portanto, assim minha existência abrange o infenito do tempo.

Com essa magia de existir,lanço mão do meu recurso interior para minha alma entender que não é tão trágico perder um grande amor.

Pode ser uma evasão, uma solução, uma forma de não dilatar a alma com múltiplas dores fortes e encontrar o encanto que há na eterna morte.

Elany Morais
http://educadoraelanymorais.blogspot.com/
Todos os direitos reservados a Elany Morais