Sou educadora e escritora

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domingo, 19 de maio de 2019

POR QUE NÃO MELHORAMOS?


Por Elany Morais
Muitos homens/mulheres e pouca humanidade. Há tantas complicações para coisas simples. Por que não melhoramos? Entre evolução e degradação, por que a segunda opção? Não é fácil crescer? A ordem social está em desordem. Não sei como findará o restante do capítulo dessa história. Parece que nos restam apenas ódio, medo e morte. 
Quem ainda tem lista de boas intenções? Quando nasci, nunca me disseram que haveria guerra. Acho que me enganaram. Trouxeram-me para um mundo de cabeça para baixo. Perdoem-me a irritação, porém, até a Natureza está irritada com a desordem da ordem.
Carlos Drummond de Andrade dissera que não distribuiria entorpecentes e cartas suicidas , certamente, por saber que muitos fariam isso em seu lugar. Ainda há sonho fecundo? Hoje, ser moço moderno é falar palavrão de arma na mão, mas é preciso viver com os homens, sem assassiná-los, do contrário, será preciso ter coragem para anunciar o FIM DO MUNDO.


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domingo, 21 de dezembro de 2014

O MITO DA VIDA

MITO DA VIDA
Elany Morais

Agora vivo nesse desânimo profundo,
A querer de pronto abandonar esta Terra,
Pois aqui é tanto mistério que se encerra
Que desisti de entender esse mundo!

Não sei por que, enfim, esta esfera
Jamais me lança os mais belos ares,
Até as águas límpidas dos mares
Parece a mais terrível das feras!

Em vão, eu busco o viver infinito
Porque nesse mundo vil tudo é mito
Sem ao menos disso ter consciência

De que no além cintilam os astros
E que nosso pés lá farão rastros,
Mas provar isso nem mesmo a ciência!

Caxias - MA, 21 de dezembro de 2014.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DESÂNIMO

DESÂNIMO
Elany Morais

Quem me pegou ? O desânimo ou o quebranto?...
Ah ! Implora por descanso minha memória
Pois não me alegra mais nenhum canto
E muito menos o passado de minha história!


Caxias- MA, 29 de setembro de 2014.
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sábado, 23 de novembro de 2013

DECADÊNCIA

Um lugarzinho ameno, destoava-me com uma cançãozinha lívida. Os pensares eram pequenos, os gestos eram raquíticos  de expressividade. Uma bebida agonizava num copo, o barulho da existência parecia-me totalmente rouco. Era um show de desimportância. Um desfilar de tédio, uma profusão de olhos sem vidas, bocas preguiçosas, desejos pálidos... Ali a vida já tinha cumprido seu desígnio. Nada mais restava, somente a indignidade dos indispostos.
 
Pus-me a contar os dedos, eles eram tantos, tomava a quase todo o tempo que para mim era infinito. Esses dedos ganharam atenção de olhos que não tinham mais perspectiva do visão ao longe. Tudo seguia um desfiladeiro animalesco. Sons grosseiros, cabelos indigestos, movimentos mesquinhos.
 
A noite já não se comprazia da companhia lunar, ela precisava apoiar o cenário de desânimo e preguiça. Ela, a noite, me olhava com uma expressão reprovativa, me dava um sinal de que também eu era um ser degradante e decadente.
 
Elany Morais
 
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