Sou educadora e escritora

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domingo, 19 de maio de 2019

POR QUE NÃO MELHORAMOS?


Por Elany Morais
Muitos homens/mulheres e pouca humanidade. Há tantas complicações para coisas simples. Por que não melhoramos? Entre evolução e degradação, por que a segunda opção? Não é fácil crescer? A ordem social está em desordem. Não sei como findará o restante do capítulo dessa história. Parece que nos restam apenas ódio, medo e morte. 
Quem ainda tem lista de boas intenções? Quando nasci, nunca me disseram que haveria guerra. Acho que me enganaram. Trouxeram-me para um mundo de cabeça para baixo. Perdoem-me a irritação, porém, até a Natureza está irritada com a desordem da ordem.
Carlos Drummond de Andrade dissera que não distribuiria entorpecentes e cartas suicidas , certamente, por saber que muitos fariam isso em seu lugar. Ainda há sonho fecundo? Hoje, ser moço moderno é falar palavrão de arma na mão, mas é preciso viver com os homens, sem assassiná-los, do contrário, será preciso ter coragem para anunciar o FIM DO MUNDO.


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terça-feira, 5 de maio de 2015

A MODA DO MAL


A MODA DO MAL

O mal está em moda. Há moda em mal para todos os gostos, todas raças, todas cores, todos os credos religiosos... O supérfluo ganha asas, cresce, constrói moradas e adorna-as para todo tipo de maledicência. 

A grandeza humana está em crise, isso porque a VERDADE perde fôlego, não consegue emergir, dessa forma a barbaridade cria mãos e mãos e pés alados. No meu desespero por entendimento, chego a pensar que pode ser providência divina, para o homem possa praticar o mal até se fartar, enfastiar-se. Queria eu ver o homem/mulher enfastiar-se de todas as desgraceiras, de todas as lástimas visíveis e invisíveis.

 Pode haver quem diga que o mal sempre existiu, e quem diz assim não mente .Nunca houve um tempo em que não se falasse em tragédia e comédia, felicidade e infelicidade, guerra e paz. Não estou a repudiar o que já faz da Natureza: o bem e o mal misturado. O mal sempre existiu, mas não a ponto de ousar suplantar o bem.

Como há coisas nessa vida que não se pode entender! Ouve-se deliberadamente pessoas proclamarem o desejo permanente de felicidade, mas parece desconhecerem que o pai da felicidade nunca foi nem será o mal. Diante disso, só me resta dizer que se na balança da vida, pender mais o peso maligno, a felicidade será um sentimento em extinção.


Caxias - MA, 05 de maio de 2015.

domingo, 31 de agosto de 2014

FACES

FACES
Elany Morais

Com tua língua, bendizes o dia e maldizes a noite,
Com tua boca, fazes pazes e muitas guerras,
Com tuas mãos, libertas pés e imprimes açoite,
Com teus pés, feres cabeças e pisas a terra.
 
Caxias - MA, 31 de agosto de 2014.
 
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

VENCIDO

VENCIDO
Elany Morais

Como viver daquilo que se perdeu!
Não restará mais força para avançada,
A vida será como a de quem nunca venceu...
Nenhuma guerra mesmo que não declarada.
Assim sem vitória nada se multiplica,
Somente as dores que há de se padecer,
Na vida que sempre mais se complica
Mesmo que não se disponha a perceber.
E se o fracasso é prematuro
Não se deve aceitar nem de forma provisória
Tem-se que ultrapassar qualquer muro
Para sair da batalha com a vitória.

Caxias -MA, 25 de junho de 2014
 
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

O BICHO HOMEM

Meus olhos, com lentes de aumento, presenciam os horrores do caos mundano: a insensibilidade carregada pelas faces considera delituoso qualquer tipo da ingenuidade. Andar tranquilamente pelas ruelas são sinais consistentes de demência. A culpa condena pelo que come e o que se deixa de comer. Felicidade encontrada é mais um caso de casualidade gratuita. Enquanto farto-me, seres da minha espécie vaga com o sino na barriga, alertando-o da ausência de alimento, mesmo assim, continuo a ignorar e a desprezar o que é necessário para outros. A sabedoria dos livros são elementos de pequena grandeza, um jeans desbotado arremata o leilão das atenções dos superficiais. O bem recebe seu quinhão com o mal propagado em todas as extremidades espaciais. Como não dizer que vivemos em tempos sombrios? Como não dizer que o mundo está fardado com as vestes da desordem?
 
Hoje o império é da fome, é dos reis sem nomes. Hoje o reino é da violência, onde os impotentes pedem clemência. Estou em meio a turbulência da insaciabilidade, da insensibilidade, da deslealdade...Sinto-me privada de dormir o sono dos justos. Durmo entre falsos proclamadores do amor, as palavras são traiçoeiras, um abraço pode ser uma sutil ratoeira. Acreditar é fraqueza, o superficial  e sinônimo de beleza. Será que não posso dizer que este reino tornou-se um caos?
 
Valores são trocados como um sapato velho, sem nenhuma utilidade. O ódio tornou-se grito de guerra, a destruição do  que não se pode reconstruir tornou-se um desafio para os gananciosos.
 
O homem não mais ama sua imagem, perdeu o sentimento de preservação da espécie. O homem perdeu o trem, mas não pode correr, atrasou-se para o barco, porém não pode navegar. Esse ser pensante prendeu-se no seus feitos, só constroem  relógios, contudo não sabe o que fazer do tempo nem mesmo de si.
 
Elany Morais
 
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