Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

O CANTO


Por Elany Morais
O canto das muitas águas
que me chegou,
O vento dos altos que me tocou
Trouxe, pelas mãos, meu furor
Terno, manso, justo, embevecido.
Uma vida, nada mais, a contar
Com os verdes, com os prados,
Com o óbvio invisível.
Esse canto embriagado lança-me
no silêncio, no acorde, no céu,
e no sonho do impossível!
Eu, agora, aconchegada, nas mãos
Quentes do meu destino,
Presa, enraizada, sem dádiva,
Num futuro pequenino.
Sim, como se fosse uma folha
Sob rajada do vento, inclino-me
Aos pés de quem me brotou
Cativa, submissa a um sonho
Que cessou!!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 31 de outubro de 2015

AS CURVAS DELA


AS CURVAS DELA
Por Elany Morais

Ela samba, toda faceira,
Julgando-se rainha talvez,
Dança e canta, com a voz cheia
De alegria por sua esperada viuvez!

Flutua como o voo da ave,
No ar claro como a luz lunar,
E suas curvas num movimento suave
Faz todo enredo sua vida contar.

Agora, o que a entristece?
Ela canta, exalta a lida
E dança como se não tivesse
Mais motivos para chorar na vida!

Ah, quanta emoção!
Não se sabe o que está pensando,
Apenas seu corpo vai ondeando!

Caxias- MA, 31 de outubro de 2015.
Todos os direitos reservados a Elany Morais.



sábado, 25 de abril de 2015

ALMA FERIDA

ALMA FERIDA
Elany Morais

Alma ferida por cruéis lembranças
De desprezo, angústia e feroz destino
Que venha hoje se compor um hino
De uma lancinante desesperanças.
Alma que trouxe dores como herança,
Vive aflita a clamar por socorro divino,
Mas só restando o azul do céu cristalino
E as benesses que se tem a esperança.
Com tantas dores se espera clemência
Mesmo que não haja resplandecência,
Nesse mundo de tão terrível peçonha.
Se essa dor faz desta alma aflita e pura,
Sua eternidade poderá ser na Altura
E por fim, sem medo do que sente e sonha.


Caxias - MA, 22 de abril de 2015.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

LIBERDADE

LIBERDADE
Elany Morais

Foi o canto do mar, das árvores, do vento
Que num passado tão doloroso
Me embalou com um som poderoso,
Acalentando, em fim, meu tormento.

Foi o canto do mar, das árvores, do vento
Que preservou meu ser misterioso,
Espantou meu tédio pavoroso,
Me dando mais vida e mais alento!

Foi o canto que me deu a sanidade,
Despertou-me para a liberdade,
Me tornando uma eterna fugitiva!

Da morte, me salvou essa língua estranha
Que canta o vento, o mar e a montanha,
Libertando, assim, essa alma cativa!


Caxias- MA, 20 de janeiro de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 18 de janeiro de 2015

DESERTO

DESERTO
Elany Morais

Deserta é a rua
No meu inverno frio.
Deserto é o canto
Do pássaro escuro.
Deserta é a canção
Que embala a despedida.
Deserto é o lençol
Sem par.
É o barco sem mar
No caminho escuro!

Caxias - MA, 18 de janeiro de 2014.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

COLO-ME

COLO-ME
Elany Morais

Eu procuro o eu, escondido em mim mesma.
O que pensei que fosse eu, não era assim,
Cada pedaço meu estava fora de mim!

Colho cada parte que ficou num canto,
Minha alma hoje descansa, enfim,
Soltando ainda poucas notas de um canto
Que festeja a junção dos pedaços de mim!

O Mundo quis-me dormente, sem calma,
Sem cura, sem amor, toda indecente,
Com pedaços contados, sem viço, sem alma
Mas colo-me toda para não ficar doente!

Caxias - MA, 08 de janeiro de 2014.


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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O SABIÁ

O SABIÁ
Elany Morais

A festa do sabiá
Pelo dia, pelo sol,
Pelas rosas, pelo acasalar,
Pelas árvores frondosas
Vibrantes, à beira mar.

O canto do sabiá
Festeja a mata, o rio,
A sombra, as pedras
E as flores que brotam
Do pé de maracujá!

Se o sabiá não mais cantar
É pelo fogo, é pela morte
É pela seca, é pelo jogo
Que corta os pés de jacarandá.

Mas se o sabiá um dia acordar
É pela vida, é pelo amor,
É pela fé... É pela força
Que a natureza tem de ressuscitar!

Caxias - MA, 03 de outubro de 2014.


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NO MATO

NO MATO
Elany Morais

E foi assim:
No meio do mato,
Pus-me a embalar,
Com a voz do pássaro
Que parecia uma canção.
Sonhei acordada, sob as águas
Do rio, que nada mais
Mancharia meu coração! 

Um barulho, um silêncio, um silvo...
Assomou-me de uma forma qualquer
Como se eu fosse uma presa fácil
De bichos, cobras e jacaré...

Caxias- MA, 03 de outubro de 2014.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DESÂNIMO

DESÂNIMO
Elany Morais

Quem me pegou ? O desânimo ou o quebranto?...
Ah ! Implora por descanso minha memória
Pois não me alegra mais nenhum canto
E muito menos o passado de minha história!


Caxias- MA, 29 de setembro de 2014.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CONTIGO

CONTIGO
Elany Morais

Em dia claro
Contigo, quero ver o mar
Quero ver o sol...
Quero ver passar
A nuvem leve
Com as asas soltas
Por ti voar!

Contigo, quero ver o canto
Do pássaro a voar
Apaziguando-nos pelo verde campo,
Olhando a nuvem leve passar!

Caxias - MA, 01 de setembro de 2014.
 
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terça-feira, 22 de julho de 2014

A PERSISTÊNCIA DA DOR

A PERSISTÊNCIA DA DOR
Elany Morais

Que dor é essa que não se dar por cansada!
Faz-me chorar  ao som em melopeia,
A deixar-me nessa veste amassada
Como se eu fosse um intruso em colmeia! 

Quanto tempo me deixará prostrada,
Sem ver ao menos um grão de areia,
Mesmo estando com a mente povoada
Com as delícias fantasiosas de uma sereia?

Caxias - MA, 22  de julho de 2014.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

DIA

DIA
Elany Morais

Já é dia!
O dia aponta, sem ainda amadurecer,
Embelezado com belas nuvens ...
Que vejo uma a uma
Parecendo brancas espumas!

Com o seu despontar, claramente vejo tudo,
Vejo rosas desabrochando, na sua beleza
E na maciez de um veludo!

O dia entra, com risos largos
Sem a pungente solidão
Que assola o cansado coração!

E traz consigo o canto dos pássaros
Que acorda os espíritos brejeiros
Que se encantam com violetas nos canteiros!

Caxias -MA, 01 de julho de 2014.

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domingo, 27 de abril de 2014

DUAS ALMAS

DUAS ALMAS
Elany Morais

Duas almas navegam
No amor, no apego,
Na poesia interna e...
No sossego.

Duas almas entoam o canto
É disso que falo:
Nele não há dor nem pranto,
Nem devotamento falso!

Duas almas não anoitecem,
Nelas há canteiros com flores,
Os pudores fenecem
Nas ciladas das dores.


Caxias - MA, 27 de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

O VENTO

 
O VENTO

Elany Morais

O vento é vozes
O canto é vago
O belo, do amante
O vento sibila fraco
A água é espumante!

A alma é errante
Na face, o desgosto
O lago é manso
O vento bate no rosto!

O socorro vem do alto
O sol é a pino
O canto é puro
O vento é fino!

Caxias - MA, 27 de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 18 de março de 2014

O CANTO DO PASSARINHO


    
  Elany Morais

Emudeceu o canto,
Murchou a flor,
Calou o pranto...
No canto do beija-flor!

Chegou a noite,
Silenciou o canto,
Findou o açoite,
Calou-se o pranto!

Ficou baixinho,
Nem ouviu a flor,
Sem passarinho,
Nem canto de beija-flor!

Caxias - MA, 18 de março de 2014.

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domingo, 12 de janeiro de 2014

SONETO DA MALDIÇÃO


Ela andava por entre os roseirais
Como se fosse um tapete ao luar,
Tão branco era o ramo de florais,
Sob rumor do pássaros  a cantar!

Com a face amargurada pela vida,
Não percebia as belezas naturais,
Via as mãos calejadas pela lida!
E afagava os sonhos marginais!

Sentia-se maldita por ter nascido,
Pelas dores que vinha a padecer,
Amores e dádivas havia perdido!

E muitos anos vivia sem prazer.
Diferente, tudo poderia ter sido,
Pela vida que ela deixou de ser!

Elany Morais

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O CANTO




 Ando pelo bosque sem pressa
Invade-me o cheiro do perfume
Enlouquecida sorvo à beça
Como nunca foi de costume....

Desatenta perco o caminho
Mas vejo apenas o que quero
Encanta-me o pássaro no ninho
Ao ouvir o canto, eu venero.

Era um canto sibilante
Que dançava sobre mim
Valia mais que diamante
Envolvia-me numa paz sem fim.

Elany Morais

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

NATUREZA



 Preferiria viver em terra fresca, ao som dos cantos dos pássaros.
Porque sentir-me viva é me sentir parte da natureza, e não sua hóspede estrangeira.
Se pararmos para sentirmos a melodia dos cantos dos pássaros, perceberemos que não é apenas um cantar, mas é uma concordância harmônica dos seres sobre a terra. Ouvir o cantar de um bem-ti-vi,por exemplo, me faz recordar o tempo em que minha inocência era fonte de felicidade, pois eu sentia que a natureza era minha morada. Hoje,sinto-me em pleno exílio, pois sentir o cheiro da terra é encontrar um diamante perdido a mil km de profundidades. Sem contar que a música da passarada foi abafada por uma série de Mc não sei do quê!!...
Ah, impotência!!! Meu querer nunca pode ser o que de fato é!!

Elany Morais
 
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sábado, 23 de novembro de 2013

ENCANTO

O  encanto está presente em tudo que há
Nas gaivotas que voam no céu
 Nas ondas que vagueiam o mar
E no silêncio que habita o véu.

O encanto pode estar apenas nos olhos
Que veem a flor no seu esplendor florescer
Na pétala murchar nos seus brolhos
Na luz do sol  ao amanhecer.

 O encanto está no canto do pássaro
Na réstia solar ao seu esvair
Na calma do longo passo
Na alma ao não se ferir.

Elany Morais

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sábado, 21 de setembro de 2013

EVASÃO

Cresce,em mim,um sentimento bestial. Sensação intrigante parte meu peito. Soluços e lágrimas se fundem num mesmo querer.A totalidade é do maior para o menor.Pensar no sentir é tortura.Linhas dentro do meu ser divaga sem parada.
Floresce um...
sentimento em mim que não é porcelana.Ele grita como quem sente dores do parto.Não é santo. É profano,insano.
Enraíza em mim um sentimento que se desvencilha dos laços da minha vergonha.Ele embala meu espírito fraco,não vergonhoso.Nenhum dos cantos do meu coração há lacuna.Meus olhos denunciam o grito dilacerante de um sentimento alucinante.
 
Elany Morais
 
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