Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

MALDIÇÃO

MALDIÇÃO
Elany Morais

Se por muito tempo, nesta vida escura
Deixei o medo ser minha maldição,
Hoje, rebelada de tanta amargura,
A alma virou larva como de um vulcão!

Vestida de muita cólera e toda loucura
Sobre mim, elas, enfim, me soterrarão,
Pois, por muito tempo, com tanta tortura,
Hoje, só há agonia e essa fria solidão!

Por fim, me jogaram num mundo perdido
Que me faz por toda vida padecer,
Não sei se meu espírito deveria ter nascido

Por não viver ternos momentos de prazer
Como não posso fazer o que poderia ter sido,
Agora nem sei o que sou nem o que hei ser!

Caxias - MA, 22 de janeiro de 2015.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 13 de setembro de 2014

ABUSAODRES EMOCIONAIS

ABUSADORES EMOCIAONAIS
Elany Morais
 
É tempo de descobertas. Atualmente, véus rasgam-se. O que nos tempos antigos, vivia às ocultas, hoje é visto, mesmo que pelo cantos dos olhos, mas está saindo do porão fechado.
 Quem já tinha ouvido falar de pais e mães como sendo abusadores emocionais? Quem teria coragem da atribuir o adjetivo TERRÍVEL a eles?
O que todos sabem é que pai e mãe devem amar e proteger seus filhos, porém, muitos jamais ousaram dizer que tais cuidadores prejudicam a vida dos filhos por todo sempre. Quem já parou para olhar para muitos lares e afirmarem que estes são um verdadeiro  porão imundo e de incoerências?
 Incoerente é : pais e mães dizerem a todo momento que amam os filhos e, no entanto, suas ações demonstram o contrário. Como as crianças podem entender essa contradição? Não entendem. Assim, dá-se início à abertura do caminho ao enlouquecimento.

É fácil perceber que muitos dos cuidadores ou pais, por serem responsáveis em oferecer condições de sobrevivência ao filho, cobram um preço muito alto por isso: a tortura emocional. Essa tortura dá-se por meio do desamor. A vítima, apesar de entender o jogo de poder e submissão, não consegue vê o algoz como um ser mau, pois é dele que recebe meios para sobrevivência. Dessa forma, difícil é não criar vínculo afetivo com o seu torturador, tornando-a incapaz de obter certeza de que está sendo abusada. Assim, segue-se o sofrimento silencioso, onde a insegurança de como agir, a ânsia do amor verdadeiro, a baixa autoestima e o medo de perder o alimento tornam-se  suas principais companhias.
 
Caxias -MA, 13 de setembro de 2014.