Sou educadora e escritora

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sábado, 19 de maio de 2018

VIVER O AGORA


Por Elany Morais
O futuro é um embrulho que, possivelmente, pode não ser desembrulhado. O depois pode ser morte, pode ser nada. Então, cabe-me viver o instante - que rapidamente passa- por isso, ele não deve ser óbvio ou banal. Todo momento é irrepetível.
É estupidez desperdiçar uma vida que terá fim. Que raio de mania é essa de pensar para amanhã? Há que se cuidar para que o presente não se engasgue ou apodreça com as agruras do passado É difícil amá-lo? É nele que descansa a nossa existência. Por que guardar a vida para mais tarde?
O presente pode até ser obscuro, ou tentando ser o futuro, mas ele é o único estado possível das coisas. É a parte da, talvez, eternidade. Eternidade essa que podemos interferir, melhorá-la. E por que não fazer dessa quase infinitude algo que valha a pena lembrar?
Olhar demasiadamente para o passado ou para o futuro, esvazia o presente, faz- o escapar. É no presente que nossa vida se desenrola, é nele que a permanência é constante.
O presente é a face da nossa existência. E por que não vivê-lo?

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

ARTE DE AMAR


Por Elany Morais
É covardia arredar-se do amor.
Pois não há mais beleza inventada
do que essa arte de amar.

Quem diz que ele deixa o amargo na boca,Não reparou na rosa do jardim,
Jogou a bengala contra si,
Afogou-se na ilusão da perfeição
E exigiu o impossível do vizinho.

O amor é um mistério construído,
Até com gesto banal, alicerça-se, cresce,
Não se apega a emprevisto!
E com ele, eu me visto e insisto
Em recomeçar em tempo de viver.

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sábado, 27 de janeiro de 2018

VAZIO COLETIVO

Por Elany Morais

Muitas coisas são ditas. São ditas muitas coisas, mas a alma apodrece e o vazio insiste. Parece um delírio coletivo. É como se a superficialidade e a tristeza fosse um caso de saúde pública. É como se o sentido da vida ainda não tivesse sido escolhido por quase ninguém. Não seria preferível o eco do silêncio? Quem ainda sabe viver suas tragédias em silêncio? O silêncio até pode revolucionar ou modicar tantas vozes.

“A vida é uma aventura audaciosa ou não é nada.” Então, para viver fora do vazio, é necessário acender a luz na escuridão da existência.

Evolução nem sempre remete a algo positivo. As coisas estão em movimentos, evoluindo-se, mas se sobrepondo ao primordial à vida efetiva. O hábito do vácuo tem sido um anestésico potente. “Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela”.
Agora, atrevo-me a silenciar-me e a buscar outra estrela.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VIVER E VIVER

VIVER E VIVER
Por Elany Morais

Meu maior projeto é viver.
Com a teimosia das tartarugas,
Submeto-me à sobrevivência.
Rejeito a minha invisibilidade.
Quero ser por muito tempo.
Até da fenda ferida, espero um futuro.
Não deixarei que a imaginação me lance
Num vazio profundo.


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domingo, 2 de agosto de 2015

VIVER É PERDER






VIVER É PERDER
Elany Morais


Como me isolar da agonia?

 Meu viver e o dos outros é assim: a vida finge que joga uma carta para ti; outra para mim. Convence-nos de que a morte mascara outra realidade desconhecida, porém com a possibilidade de paz, descanso e felicidade. Mas na verdade, a vida faz isso porque quer esconder a sua sutil face trágica. Quem não percebeu ou viveu perdas gradativas, ao longo da existência? É isto: viver também é perder. A vida segue, e as perdas vão se desfilando, desfiando, crescendo, avolumando-se até onde não se tem mais o que perder, restando apenas aquilo que talvez não se queira mais Essa, sim, é a verdade extraordinária. Não há do que se surpreender. Isso não é um escândalo. Estamos num beco sem saída. Estamos na vida. Vamos perder sempre o que mais se quer. Ser é trágico. Viver é um circulo vicioso de perde -e- ganha. Ou não se ganha. Ganhar na vida é ilusão. Há apenas um empréstimo, sem aviso prévio de nos ser tirado aquilo que aparentemente nos foi dado.


Como é difícil jogar sem cartas! Como ganhar sem saber as regras do jogo? Não temos chance. Já nascemos vencidos. Perder é o castigo de ser e estar. Até a coragem nos negam para retornarmos. Retroceder não é possível. Avançar também é caminhar para o final, o final do ser, do estar, do quer... Aqui é o auge do perder. Em fim, na vida, perde-se tudo, até o querer não perder.

Caxias- MA,02 de agosto de 2015.

domingo, 19 de julho de 2015

A VIDA É COMPLEXA? EIS A QUESTÃO!

A VIDA É COMPLEXA? EIS A QUESTÃO!
Elany Morais

Não sei se a vida é complicada. Talvez não seja, ou seja mesmo. Mas o fato é que ela se apresenta, na maioria das vezes, de forma bastante complexa. E como isso sendo pouco, a fertilidade e a criatividade de muitos têm contribuído consideravelmente, no sentido de emaranhá-la ainda mais.

A vida poderia  ser simples e poética. Contudo, isso só seria possível, se as pessoas se desfizessem ou se não se enlaçassem em fios  e nós fúteis ou inúteis. Se os elementos que integram a vida não fossem distorcidos, torcidos e enrolados, não haveria como tropeçarmos nas linhas que a compõem. Muitos não sentiram repulsa por ela, a ponto de, dela, se retirarem, sem ao menos dizer por que partiu.

Para que jogar grãos de areia em praia cheia? A complexidade humana escapa pelos dedos. Difícil é viver claro, franco e direto. Por que fazer do belo o feio? O que justificaria a existência do espelho? Pode perfeitamente não existir um olhar lânguido, pele ressequida e cansada do que nunca houve nem haverá de ser, por trás dele. Usar poupança para investir vida é saber viver. Nada de delírios! Em cada caminhar, pode, sim, tornar-se dança, de passos soltos e livres. O que faz a vida ser perigosa  e complicada é, simplesmente, não saber viver.


Caxias - MA, 19 de julho de 2015.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

TIMIDEZ

TIMIDEZ
Elany Morais

Essa timidez que me deságua na solidão,
amarra os pés, ata nós na garganta,
que mal é esse que fica alheio ao coração?

Anatole diz que ela é pecado contra o amor
e por que não dizer que traz em suas malas
tanto infelicidade quanto dor?

Ah, esse medo do ridículo que nos rondas
e roda como fogo em pleno circulo!

Abandona-me feroz timidez! Deixa que
minha importância tenha som e altivez!

Por que te agrada me dá a vergonha de viver?
Essa cruel timidez aflige o meu parco coração,
libertando-me das algemas somente na escura
Solidão!

Caxias - MA, 17 de junho de 2015.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

MALDIÇÃO

MALDIÇÃO
Elany Morais

Se por muito tempo, nesta vida escura
Deixei o medo ser minha maldição,
Hoje, rebelada de tanta amargura,
A alma virou larva como de um vulcão!

Vestida de muita cólera e toda loucura
Sobre mim, elas, enfim, me soterrarão,
Pois, por muito tempo, com tanta tortura,
Hoje, só há agonia e essa fria solidão!

Por fim, me jogaram num mundo perdido
Que me faz por toda vida padecer,
Não sei se meu espírito deveria ter nascido

Por não viver ternos momentos de prazer
Como não posso fazer o que poderia ter sido,
Agora nem sei o que sou nem o que hei ser!

Caxias - MA, 22 de janeiro de 2015.


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sábado, 27 de dezembro de 2014

VIVA O HOJE


VIVA O HOJE
Elany Morais

Viva a vida, enquanto a sentes e enquanto
Teus olhos encontram-se em deslumbramento
Porque se a perderes, embora desejes-a tanto,
Sentirás o verdadeiro e cruel tormento!

Se saíres desta vida, encontrarás o esquecimento,
Por isso, viva tua existência  o tanto quanto
Não te vens os mares de dores e pranto
Que alongará nessa Terra e teu terrível sofrimento!


Hoje viva intensamento a quem tens por perto
Por que a morte não trará mais do que um som mudo
E o esquecimento no mais profundo e solitário deserto!

Não foques somente na paisagem agreste,
Desfrutes do belo, do bem ou de quase tudo
Que  a vida na sua generosidade te deste!


Caxias - MA, 27  de dezembro de 2014.

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

NESTE POEMA

 
NESTE POEMA

Elany Morais

 Se para ti não é problema
Quero cantar este poema.
Sinta-o, por favor
Ele fala de vida e de amor.
É assim o meu poema.
Cante-o comigo com louvor!

Neste poema há esperança
De um eterno bem-querer
Que nunca se perde nem se cansa
De amar para viver!

Caxias- MA, 18 de novembro de 2014.
 
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

VIVER, DÓI

Viver, dói. Queremos demais. Calamos para as coisas importantes. Surpresos ficamos com a ternura e aplaudimos a violência.

Viver é custoso. Nosso coração escurece na estrada do bem  existir.

E o amor? Ah, este torna-nos servos. Entramos num mundo de obediência cega. Perguntas  grandes não são feitas.

Nossa importância só se agiganta no passado. Sãos os outros que manuseiam nossos pensamentos. Ficamos antigos todos os dias com as saudade escuras. Já dizia Guimarães Rosa: " saudade é uma espécie de velhice."

Invertemos  o que poderíamos ser: nossa pele é doce, nosso sangue é amargo. Julgamos saber o que não questionamos. Alicerçamos no imaginário. Ninguém tem mais coragem do que temor. Sentimos apenas o que é nosso. O outro é folha morta. O mar é o sentimento sozinho.

A vida  é do tamanho do nosso mundo. Se não temos força nas nos braços, ela nos tem nas mãos. Sutilmente o viver vai se vestindo de toda sorte de ingratidão.

A alegria, esta até parece flecha, se chega com força, faz líquido brotar de nós. Mudar é caro.

Elany Morais
 
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

UM SER NA SUA ACESSIBILIDADE

Não é que eu seja difícil. Sou até muito acessível. Mas não é qualquer ideia que que tira minha alma de rota. Nenhuma libertinagem me faz sentir livre. Não é qualquer beleza que me seduz ou me encanta. Para prender-me, é necessário uma única beleza, e essencial, o belo anímico. Esse, sim, me consome, me enlaça.
 
Palavras vazias de amor não me comovem. A superficialidade me aborrece. Repetições me enjoam. Unanimidade leva-me ao tédio. O normal embaça minha curiosidade. Padrão desalenta meu pensar.
 
Não é qualquer coisa que me faz parar. Não são apenas promessas que me fazem acreditar. Se quiser saber o que me faz vibrar, saberá que somente alma viva me faz delirar e somente o infinito do mar pode me encantar.
 
Difícil , eu? Não, só preciso de pele quente que deseja viver e  não perder a capacidade de melhor sobreviver.
 
Se consegues olhar para o alto e vê as estrelas como espetáculo de magia, terá do meu espírito a completa alegria. E se me alegra, convido-te a sentar no meu pomar para somente ouvir os pássaros  a cantar.
 
Elany Morais
 
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ESTRELAS

Eu entendo as estrelas,
eu ando sozinha,
meu caminho é sem flores.
voou sozinha sem muitos amores.

Minha imaginação flutua,
as borboletas voam,
num campo de flores.
Vivo sozinha sem muito amores.

Quero deitar nas asas da liberdade,
viajar sem destino,
adormecer em meu peito os dissabores.
Eu ando sozinha sem muitos amores.
Elany Morais

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