O QUE HEI DE QUERER HOJE?
O que hei de querer hoje senão o que falta a muitos! Hoje e amanhã, hei de querer o amor. Se existo, é porque tenho corpo e alma. Estes para permanecerem vivos precisam ser alimentados. Assim como o corpo necessita de alimentos, a alma reclama por amor. Sem amor, nada de asas, nada de voos. Alma livre é alma com amor, sem fardo, sem dever, sem obrigação e sem dor. Alma com amor é alma alegre, solidária, toda dentro da informalidade, das possibilidades e das ilimitações. Alma com amor é alma cheia de olhos para com os outros, com mãos estendidas, sem pudor de oferecer sem nada para receber.
E o que mais hei de querer senão o amor? Com amor, eu me amo e amo o outro. Se amo sou contente e, jorro amor para as ruas, para os becos, para os lares, assim, eu transbordo flores, cheiros, doces, calma, brisa, vento e som, som manso noturno. Com amor, eu alcanço os vales, os montes e os mares. Com amor, eu compartilho, eu vibro, eu canto e danço a festa dos pares.
O amor é o êxtase da alma. Se minha alma estiver bem alimentada, é um festival tremendo, a beleza enche os olhos, tudo é comemoração, seja de Natal, Ano Novo ou São João!
Se em mim, existe amor, como não amar os animais, o vento, as águas, o canto do bem-ti-vi e a sonata dos pardais?
Enfim, eu hei de querer sempre o amor. Meu ventre está livre para sua concepção, pois ele só pode nascer primeiro aqui, aqui assim, aqui dentro, no mais profundo de dentro de mim.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
NOSSA DESORGANIZAÇÃO
NOSSA DESORGANIZAÇÃO
Tu bateste à porta da minha desorganização, entraste com teus cuidados comedidos e com a tua visão, iluminaste minha escuridão.
Os anjos entoaram coro, quando desatei os passos para seguir os caminhos que tu, com teu amor, abriste para que eu aprendesse a caminhar sozinha. Como não me desarmar diante de teu amor são? Nos dias sombrios, trouxeste-me copo com doses de sossego. Apaziguaste meu mar de ilusões, juntaste meus cacos para desfazer toda essa minha desorganização.
Como não entregar-me em tuas mãos? Nas noites vazias, tu não te limitaste, por distância, estendeste os braços, ultrapassando o mundo de um lado a outro, e afagavas-me, com teu doce toque. Meus olhos brindavam, com alegria, a chegada da tua voz, cheia de ternura e amor.
Meu ninho eternamente será meu e teu. Quero tua organização dentro da minha desorganização. Eu te alimento e tu me curas dessa falta de amor e rumos incertos sem nenhuma direção.
Elany Morais
Tu bateste à porta da minha desorganização, entraste com teus cuidados comedidos e com a tua visão, iluminaste minha escuridão.
Os anjos entoaram coro, quando desatei os passos para seguir os caminhos que tu, com teu amor, abriste para que eu aprendesse a caminhar sozinha. Como não me desarmar diante de teu amor são? Nos dias sombrios, trouxeste-me copo com doses de sossego. Apaziguaste meu mar de ilusões, juntaste meus cacos para desfazer toda essa minha desorganização.
Como não entregar-me em tuas mãos? Nas noites vazias, tu não te limitaste, por distância, estendeste os braços, ultrapassando o mundo de um lado a outro, e afagavas-me, com teu doce toque. Meus olhos brindavam, com alegria, a chegada da tua voz, cheia de ternura e amor.
Meu ninho eternamente será meu e teu. Quero tua organização dentro da minha desorganização. Eu te alimento e tu me curas dessa falta de amor e rumos incertos sem nenhuma direção.
Elany Morais
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