Sou educadora e escritora

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segunda-feira, 13 de julho de 2020

CORPO, CASA DA ALMA


Por Elany Morais
Meu corpo, casa em que me hospedo.
Que tu sejas leves, pois em ti trago
pesares, amores, dores e dissabores!
Meu corpo e minha alma são vasos
quebrados, remendados, reconstruídos
alimentados e ressuscitados!
Ah, meu corpo, nessa precária terra
ainda sou tua habitante temporária.
Que meu templo (corpo) não seja minha
primeira cova nem um simples processo
de traição!!
AMÉM!!
Meu corpo, minha valiosa estalagem,
meu defensor, mas quando o aborreço,
ele grita, reclama, pede descanso e até
mesmo os mais sutis cuidados.
Todo corpo tem segredos escondidos
na alma. Os dois vivem juntos em plena
comunhão. Quando o espírito mente
o corpo refaz o trajeto.
Nenhum corpo tem liberdade para
escolher atalhos, os falsos fatos.
É na verdade do corpo que a alma
se liberta.

domingo, 11 de janeiro de 2015

ILUSÃO

ILUSÃO
Elany Morais

Quem disse que viver não é luta?
No peito, não sossega o coração,
Vida é luta renhida, mas é em vão
Porque, no fim, a morte vence a disputa!

Quem sabe se lágrima será enxuta?
A vida se reveste de pura ilusão,
Na mente, há crenças e confusão,
Mas sempre chega o fim da matéria bruta!

O existir parece de todo imenso,
Nunca se espera o fim da mocidade,
Pois o desejo do infinito é intenso!

O mistério da vida é intangível,
Pois não há quem tenha capacidade
De decifrar o que na vida é impossível!


Caxias - MA, 11 de janeiro de 2014.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

DESEJO FEBRIL

DESEJO FEBRIL
Elany Morais

Venha! Deixa que minha mão enfim devasse
Teu corpo que para meus olhos ainda é segredo!
Se tu viesses o quanto mais cedo,
Talvez meu coração, por fim, se acalmasse!

Venha! Ama-me, abraça-me sem medo,
Afrontaremos o mundo face a face,
Quero que meu desejo nunca passe
Para eu te sentir, em mim, entre os dedos!

Venha! Meu amor por ti agora veio,
Com um desejo febril que me consome,
Sem me deixar pensar no universo!

Venha! Teus lábios é o que somente leio,
Já não posso mais ouvir teu nome,
Mas te revelo minha paixão em cada verso!

Caxias - 01 de janeiro de 2014.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ESCRAVA

ESCRAVA
Elany Morais

Se me queres como escrava, então corte
Essa desfigurada pessoa
Que apenas espera que o verme roa
Toda corpo podre que deixará a morte!

Sei que essa é minha triste sorte
De não ver mais os patos na lagoa,
De não comer aqueles doces de broa
E não ter mais meu corpo forte!

Então, devolva-me a liberdade e a vida
Pois vivo como folha caída
Em solo frio e infecundo.

Vivo contigo presa na saudade
Igual condenados entre grades
Como pagasse o pior crime do mundo!

Caxias - MA, 30 de dezembro de 2014.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O QUE HEI DE QUERER HOJE?

O QUE HEI DE QUERER HOJE?

O que hei de querer hoje senão o que falta a muitos! Hoje e amanhã, hei de querer  o amor.  Se existo, é porque tenho corpo e alma. Estes para permanecerem vivos precisam ser alimentados. Assim como o corpo necessita de alimentos, a alma reclama por amor. Sem amor, nada de asas, nada de voos. Alma livre é alma com amor, sem fardo, sem dever, sem obrigação e sem dor. Alma com amor é alma alegre, solidária, toda dentro da informalidade, das possibilidades e das ilimitações. Alma com amor é alma  cheia de olhos para com os outros, com mãos estendidas, sem pudor de oferecer sem nada para receber.

E o que mais hei de querer senão o amor? Com amor, eu me amo e amo o outro. Se amo sou contente e, jorro amor para as ruas, para os becos, para os lares, assim, eu transbordo flores, cheiros, doces, calma, brisa, vento e som, som manso noturno. Com amor, eu alcanço os vales, os montes e os mares. Com amor, eu compartilho, eu vibro, eu canto e danço a festa dos pares.

O amor é o êxtase da alma. Se minha alma estiver bem alimentada, é um festival tremendo, a beleza enche os olhos, tudo é comemoração, seja de Natal, Ano Novo ou São João!
Se em mim, existe amor, como não amar os animais, o vento, as águas, o canto do bem-ti-vi e a sonata dos pardais?

Enfim, eu hei de querer sempre o amor. Meu ventre está livre para sua concepção, pois ele só pode nascer primeiro aqui, aqui assim, aqui dentro, no mais profundo de dentro de mim.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TEU OLHAR

TEU OLHAR
Elany Morais

Em mim, teu olhar fez-se alvorada,
O teu corpo fez-se meu belo ninho
E por ti fiz-me louca apaixonada...
A deixar meu corpo em desalinho!

Tu vives a embriagar-me como vinho,
E a fazer de mim uma tela a pincelada,
Pões-te a perder nas mechas desatadas
E a me levar por todo o teu caminho!

Amacia-me com as cores de verbena,
Deixando-me mais doce e mais serena,
Se foi para o amor que hoje renasci,

Abraçar-te-ei com mais puro desejo,
Pois em mim, só és tu que sempre vejo,
Mas que no passado eu sei que te perdi!

Caxias - MA, 13 de agosto de 2014.

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domingo, 3 de agosto de 2014

PEGA-ME

PEGA-ME
Elany Morais

Pega-me. Ponha tua boca macia sobre a minha boca
Sedenta.  Pega-me hoje. Esqueças o ontem.
Venha! Antes do disfarce do amor.
Pega-me! Crava teu corpo no meu, sem demora.
Suga-me. Respira meu sopro feroz!
Pega-me. O tempo do meu desejo é este.
Há fome aqui dentro. Acorda tuas mãos para mim.
Pega-me. A teia do mundo está urdida para nós.

Caxias - MA, 03 de agosto de 2014.
 
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terça-feira, 22 de julho de 2014

INJUSTIÇA: NÃO TE AMAR

INJUSTIÇA: NÃO TE AMAR
Elany Morais

Quantas injustiças nessa vida há?
É tudo injusto...
Dentre tantas injustiças:
Não poder te amar,
Não poder te sentir,
Não poder te tocar
São as maiores injustiças
Que não posso calar!!!

Quantas injustiças nessa vida há?
É tudo injusto...
Meus olhos sem te ver,
Minha pele sem te sentir
Meus braços sem te envolver
São as maiores injustiças
Que não posso conceber!

E o que mais dizer?
É o que me resta falar:
É injustiça não poder te amar!!

Caxias - MA, 22 de julho de 2014.

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sábado, 19 de julho de 2014

AQUECE-ME

AQUECE-ME
Elany Morais

Aquece-me com o corpo e teu lençol
Que é para mim chama abrandada,
É luz da manhã do vivo sol...
Que aquece tudo sem cobrar nada!

A ausência do teu calor é tempestade,
Tua pele, teu corpo é o que anseio,
Sem você padeço do frio da cidade,
onde o medo e a chuva sobreveio!

Venha me aquecer brevemente,
Meu espírito de ti está se vestindo
Para suportar aqui toda gente
Que não mais amor está sentindo.

Caxias - MA, 19 de julho d 2014.
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sábado, 14 de junho de 2014

MORTALIDADE

MORTALIDADE
Elany Morais

Tudo o que há deixará de ser um dia.
Levanto e sinto a dor que o corpo traz,
A vida quer de mim uma ecografia,...
Mas tudo para mim agora tanto faz!!

Não receberei a morte de riso largo
Nem a vejo como algo que tem que ser,
Ela me espera como um manso lago
E não há mais nada que eu possa fazer!

Quando a morte minha alma levar,
Ficarão minhas fotos e documentos,
Se houvesse como a todos a visar
Eu não perderia esse tal momento.

Caxias - MA, 14 de junho de 2014.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

TEU CORPO

TEU CORPO
Elany Morais

Quis fazer do teu corpo uma loucura nova,
Alguma coisa que me sentisse viva
Que no mundo eu não encontrava,...
Era uma vida para mim
Que tu me emprestavas.

Agora sinto saudade
Do tempo em que tua pele
Me dava alma nova,
Pois fundido comigo
Era teu amor que me dava prova.

Caxias - MA, 03 de junho de 2014.

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SOU CASADA

SOU CASADA
Elany Morais

Sou casada, moça,
Já dei a minha mão,
Mas ainda há espaço...
Nesse meu coração.

Queria que eu não a conhecesse
Para que eu não errasse em nada,
Porque no corpo e no papel sou casada.

Caxias- MA, 03 de junho de 2014.

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terça-feira, 20 de maio de 2014

DESEJO QUE ARDE

DESEJO QUE ARDE
Elany Morais


Entre teus lábios, minha loucura se eleva,
Apenas com gestos procuro teu corpo,
Enquanto meus beijos nascem em tua boca,
Levando braços e pernas a um frenesi louco.

Mantenho minhas mãos presas em teu peito,
Pois estás presente em mim por toda parte.
E se nossos corpos transpiram o mesmo suor,
É porque nosso desejo é fogo que arde.

Caxias - MA, 20 de maio de 2014.
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domingo, 18 de maio de 2014

SOLIDÃO NOTURNA

SOLIDÃO NOTURNA
Elany Morais

O frio me embrulha nessas noites solitárias. O vinho, na mesa, seca. Apenas uma gota olha-me, de soslaio. Meus pés rebelam-se, paralisam-se, prendem-me dentro do muro, este limita meu mundo, não tão reluzente.... Passos são enumerados. Ouço meu pulsar, sem a interrupção do tic-tac do relógio. O quarto prostra-se para mim, com toda solicitude escravagista. Mas minha indiferença é para tudo, menos para meu corpo que grita pelo peso da alma que carrega. Casa cansada é minha carcaça ambulante, obrigada a suportar o peso do quase infinito mistério da existência. Movimento é estalar dos ossos preocupados com o destino de um eterno deitar, sem voz, sem ruído... Não há nada, janela não há para que se possa abrir, luz não existe para iluminar o pensamento triste que teima em existir.

Caxias -MA, 18 de maio de 2014.
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terça-feira, 6 de maio de 2014

MAL AMADA

MAL AMADA
Elany Morais

Eu não invento nem distorço
A tua alma fria e mal amada,
Eu apenas cuido, sinto e torço...
Para que tudo não seja nada!

Tua dureza será incendiada,
Desejarás a beleza do corpo,
Deixarás de ser atormentada
Nem será um ser vivo e morto!

Há coisas que nunca te digo,
Mas terás um eterno castigo
De viver nessa mágoa afogada.

Quero que eu me contradigo
Que sejas além de joio; o trigo,
Para que tua alma seja amada.

Caxias -MA, 06 de maio de 2014.
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domingo, 4 de maio de 2014

HABITANTE INDESEJADA

HABITANTE INDESEJADA
Elany Morais

Dor, que a fragilidade humana no corpo tece,
Em labaredas ardentes me atormentou um dia,
Donde minha esperança em cinzas se derretia,...
Por entre buracos negros e tranquilidade leve!

Inimiga, existir sem um corpo nunca se atreve,
Pois sua existência só na alma ninguém a via!
Acorrentar os desvalidos antes era o que fazia
No sofrimento sem sequer uma trégua leve!!

Sentir a dor é inerente a qualquer vontade,
Mesmo que a tiramos de todo pensamento,
Mas seremos seus reféns, essa é a verdade!

Já sei como a dor se gera a cada momento,
De nada adianta implorar por uma piedade,
Pois conhecer a si mesmo é o tal livramento.

Caxias - MA, 04 de maio de 2014.
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

TOCA-ME

TOCA-ME
Elany Morais

Encostam-me, mãos suaves, tocam-me sem
Muita pressa. Junta a mim as folhas
Secas para abafar as degeneradas lembranças
Que na minha alma não têm cerca.

Toca-me, doce voz, aplaca-me sem rapidez,
Apieda-se da prisão desse ser que vaga no
Deserto em busca do amor, com tamanha avidez!

Venha a mim, corpo nu, aquece a minha pele fria,
Os sentimentos já estão velhos, nesse cântaro
Abandonado, pela face  já sombria.

Pousa aqui, beijo seu, dê me uma doce melodia,
Meus caminhos estão vazios, nesse misterioso
Vagar, paz eu busco no amor para essa vida vadia.

Aperta-me, abraço ávido, toca-me com emoção,
Minhas canções estão vazias, nesse existir aflito
Que me conduz para a tirana solidão.

Caxias - MA, 21 de abril de 2014.

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

MEU CANSAÇO

MEU CANSAÇO
Elany Morais

Chega um certo momento que é preciso se cansar!
Cansada!! Talvez eu esteja
De coisas inimagináveis, não sabidas,
Não pensadas!

Cansar é dor doída!
Sem causa, sem cura!
Sem amor e com amargura!

Minha alma grita por sono.
Que viver sem corpo,
Sem sede, sem fome,
Ela quer viver no abandono!


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sábado, 22 de fevereiro de 2014

PÉS DE VENTO

PÉS DE VENTO

Minha mãe tinha pés de vento
Naquela época, eu via!
Ela estava em todos os lugares,
De longe, sua voz era um hino....
Eu a sentia bem distante.
Ela plantava todos dias
Solidão em mim!

Minha mãe tinha corpo pesado,
As mãos delas esvaziava minha calma,
Seu canto era de morte,
No fim da tarde,
A tristeza era solene,
Eu não tinha sorte!
Ninguém me via,
Nenhuma estrela no céu reluzia!

Elany Morais

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

IN- RECIPROCIDADE

 
Teu coração leviano pisoteia minhas crenças, levando-me a muitos enganos. Agora, meu sono magoado não apaga minhas cicatrizes, minando, assim, meu espírito sossegado. Tu te achegas a mim, com linhas sem limites, limpando minhas lembrança que na minha cama tu dormiste.


A treva lançou o véu sobre nós, quando fechaste teus braços para meu corpo em desalento. Minhas esperanças foi a deslizar sorrateiramente  para o abismo sem fim. Foi então que a noite cresceu no nosso mundo. Meu olhar não invadiu tuas paredes. Minha luz estar a agonizar.

Quanto desejo meu! Mas não apertaste meu peito contra o teu. Minha vontade desvairada buscou teus gemidos, mas volteou em vão, palavras ,que provinham de tua boca, vinham sempre carregadas de nãos. Foi uma desventura, pois tornaste uma densa neblina, nessa minha vida de amargura.

Meu vigor agoniza. Minha espera em cinzas se torna. Tu não vens, tua indiferença ultrapassa o além. Nenhuma luz mostra teus desejos. Tua frieza desafortunou meu amor. Na solidão noturna, tu fechaste os caminhos que me levariam até a ti. Resta-me, apenas, lavar meus desejos nas águas correntes do rio.

Elany Morais

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