Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

MULHERES

Por Elany Morais
Hoje, elas são como flores novas no jardim.
Estão dentro de todas as coisas!
O silêncio do mundo quebrou-se
Diante delas!

Agora, Ela pode!!

Ela pode estar cansada, na noite fechada,
Mas ainda pode!
Com perna gorda ou perna magra,
Com pele branca ou pele queimada,
Com face lisa ou face enrugada,
Ela ainda pode!
Agora, não é mais só querer “aquela mulher
Que passa!”
Porque, hoje, Ela grita, teima, sonha
Corre e sua!
Fica onde quer, seja em casa, no ar, na água
Na praça ou na rua!

Ainda existe aquela mulher que apenas
Passa?

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sábado, 9 de junho de 2018

CRIVO ALHEIO


Por Elany Morais
Difícil é viver sob o crivo alheio.

Tu não podes exigir de mim o que tu acreditas!!

É mediocridade esperar dos outros, consoante as tuas próprias expectativas.
Meu Deus, esperança é coisa que gosta do desespero! De mim, não esperes muito mais do que sou capaz. Pois sou livre para ser o que sou. E, para compreenderes essa minha liberdade, é preciso que me julgues com muita finura. E, para tal julgamento, é necessário uma boa preparação. Pois, laços mal feitos causam-me muita desconfiança, a fazer-me bicho arredio, arisco... Sou como imagens em um mosaico, é preciso distância para ver minha beleza. Se me aperta, eu murcho!

Não creias em mim considerando o “mal” geral social: o bem material (“A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos”). Não corro por esses mares. Minhas águas são bem mais profundas. É preciso tempo e cuidado para penetrá-las. Não me tomes por seus valores nem esperes que eu floresça em pedregulho. Meu sentido é beleza invisível: amor, verdade, fraternidade...
Sou pintura, talvez mal pintada, mas estou no tema de muitas músicas incomuns. Meus pés nunca andam atrás de Deus por causa de um milagre. Este, eu o recebo, mas sempre quando estou no meu estado maior de displicência.
Tu não podes exigir de mim o que tu acreditas. Pois, minha vida é para ser despachada de outro modo.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUANDO A ESPERANÇA ME DESESPERAR

Por Elany Morais 

Quando a esperança me desesperar, minhas vontades hão de ficar paradas. Mas enquanto houver um fio de água, eu ainda hei de esperar, de criar, de rir e amar.
Há em mim muitos litígios, porém, a máquina não emperra. E, se vier o que me desespera, apenas observarei os absurdos, sem deixar que minha alma se transforme em qualquer coisa que seja austera.
Não está ao meu alcance o que fechará minha vida. Na minha roda viva, sempre haverá rosais, olhares profundos, abraços ardentes e amores maternais.
Independente de como seja, ou o quanto pese a tampa de um céu cinzento, não existirá nenhuma fria cor sobre a esperança desse espírito que abandonou o destino das almas que vivem cerradas em seus lamentos.
Abaixo os negros pavilhões! Corredores livres, nuvens nos céus, pés sem grilhões, jardins floridos e fantásticas visões.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

MEU GATO

No meu coração, pousa leve como um pássaro , meu gato.
Ele  se esgueira pela casa e  em cada canto da sala.
Muito pouco  mia nem quebra os prato da pia.
Não é o gato de bota, mas fica entre as portas
Como o rei do pedaço, dominado todo espaço.
Não vive em telhados ou em cima de muro
Seduzindo gatas, com altos miados
Nunca fica sozinho, talvez seja inseguro,
Mas sempre arma seu bote calado no escuro.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

AMO-TE

AMO-TE
Elany Morais

Amo -te,  erga-te e levanta..
Não te desfaça dessa tal verdade,
És minha eterna amiga, minha fiel amante,
Não te esqueça dessa realidade.

No mundo, que me importa o restante?
A tua ausência é a minha saudade,
Sem teu amor o que é a liberdade?
Um minuto sem ti não é um instante.

Só quero isto, simplesmente
Que meu amor por ti seja uma virtude,
Mantendo-se vivo eternamente.

Ah, como imploro tão amiúde
Para ouvir o que o coração sente
E viver hoje o  que antes não pude!

Todos os direitos reservados a Elany Morais


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

JULGAMENTO

JULGAMENTO
Elany Morais

É puro quem diz que nosso amor é impuro? É certo que se eu não me enlaço  em ti e tu em mim, caímos na imoralidade. O mundo que nos culpa e  nos pune é um deserto escuro. Então eu te abraço, porque com braços ou se braços não há como não sofrer. Se tu não me tocas, de qualquer forma, o mundo me afrontará. Sendo assim, afrontaremos juntas o desamor, o amargor e fel de quem não sabe amar. O que não percebem é que nossos corpos nasceram para celebrar o amor que vive em nós, sem regras, sem fronteiras, sem fórmulas e sem roteiro pronto. E se para o mundo isso é uma fronta, eu só espreito a luz terna que nele se apagou.

Enquanto olhos lançam-nos desprezos, eu te bebo e tu matas a minha sede. Por que hei de me abandonar por causa dos abandonados pelo prazer de amar? Enquanto lábios maldizem o meu amor, eu te beijo e tu me beijas, rente a minha pele. Enquanto o mundo nos cobre de vergonha, tu me despes e eu te cubro com meu corpo, que não tem medo de viver o que se sonha.

As línguas vociferam ao meu redor, então, eu me deito sem medo e sem culpa do meu defeito. Enquanto vozes bravejam, eu me faço sonho teu, e tu te deitas no peito meu, plena de felicidade por o amor que entre nós aconteceu.


Caxias - MA, 2 de agosto de 2015.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

TIMIDEZ

TIMIDEZ
Elany Morais

Essa timidez que me deságua na solidão,
amarra os pés, ata nós na garganta,
que mal é esse que fica alheio ao coração?

Anatole diz que ela é pecado contra o amor
e por que não dizer que traz em suas malas
tanto infelicidade quanto dor?

Ah, esse medo do ridículo que nos rondas
e roda como fogo em pleno circulo!

Abandona-me feroz timidez! Deixa que
minha importância tenha som e altivez!

Por que te agrada me dá a vergonha de viver?
Essa cruel timidez aflige o meu parco coração,
libertando-me das algemas somente na escura
Solidão!

Caxias - MA, 17 de junho de 2015.

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

LIBERDADE

LIBERDADE
Elany Morais

Liberdade! Realização atada,
Mas é desejo solto.

A liberdade não me consente,
Durmo obstinada
E sonho dia a dia,
Acordar sem as correntes.

Ah, se me pegasse essa tal liberdade!
Abraçar-me com ela não é meu destino,
Mas meu sonho é livre como pés de menino
Que afunda e flutua.
Trago comigo, enfim, uma serenidade
E a esperança ditosa de ainda viver lá lua.


Caxias - MA, 18 de maio de 2015.

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quarta-feira, 1 de abril de 2015

DISTÂNCIA

DISTÂNCIA
Elany Morais

Sim, por ti fui ferida,
Manteve-me á distância,
Sombreou a minha vida,
Na minha pobre infância.

Não tive semelhança,
Nem mesmo identidade
De quando  era criança
De sua maternidade!

Agora minha alma fala,
Mas não escuta nada teu,
Minha liberdade exala
O ser que agora sou eu!


Caxias- MA, 31 de março de 2015.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

MOBILIDADE

MOBILIDADE
Elany Morais

Não me custa mais dizer que não me fixo em coisa alguma, nem mesmo a contar as partes do tempo. Por anos a fio, fui raiz do que não me alimentava. Meu tronco apodrecia por vezes. Hoje, não me proponho a envelhecer no vazio.
Não me custa dizer que não floreio em terra única. Agora, solteio-me, em qualquer tempo e em todo lugar. Minha casa é móvel. Visto o que me cabe em perfeita forma. Se me prende, se me afoga, se me aperta, eu viro o jogo com ou sem cartas. Para mim, não há mais azar em jogo.
E por que não ganhar mobilidade numa vida que não é fixa? Fixação só em amor que é dez. E o resto? Esse não me culpa, não me amarra nem em seduz. Viver de dois em três é um desafio para quem quer viver como deseja. Cansei-me do um, do para, do fica, do não pode, do espera, do não vai, do se... Agora parto e reparto o que era apenas para ser parte única ou um inteiro eterno.


Caxias - MA, 02 de março de 2015.

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

QUANTA GENTE

QUANTA GENTE
Elany Morais

Quanta gente de alma rasa,
Não canta o sol nem pede ao mar
As belas noites sob a luz lunar
Que poderia iluminar toda casa!

Quanta gente que não tem asa,
Não imagina nem sabe voar,
Nada na alma irá flamejar
Ou arder como uma brasa!

Quanta gente que não nasceu,
Vive, mas aqui já morreu
Grita o amor, mas não é amada,

Pede pra si qualquer açoite,
Abandona-se em plena noite
E não terá a alma repousada!


Caxias - MA, 01 de fevereiro de 2015.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O QUE HEI DE QUERER HOJE?

O QUE HEI DE QUERER HOJE?

O que hei de querer hoje senão o que falta a muitos! Hoje e amanhã, hei de querer  o amor.  Se existo, é porque tenho corpo e alma. Estes para permanecerem vivos precisam ser alimentados. Assim como o corpo necessita de alimentos, a alma reclama por amor. Sem amor, nada de asas, nada de voos. Alma livre é alma com amor, sem fardo, sem dever, sem obrigação e sem dor. Alma com amor é alma alegre, solidária, toda dentro da informalidade, das possibilidades e das ilimitações. Alma com amor é alma  cheia de olhos para com os outros, com mãos estendidas, sem pudor de oferecer sem nada para receber.

E o que mais hei de querer senão o amor? Com amor, eu me amo e amo o outro. Se amo sou contente e, jorro amor para as ruas, para os becos, para os lares, assim, eu transbordo flores, cheiros, doces, calma, brisa, vento e som, som manso noturno. Com amor, eu alcanço os vales, os montes e os mares. Com amor, eu compartilho, eu vibro, eu canto e danço a festa dos pares.

O amor é o êxtase da alma. Se minha alma estiver bem alimentada, é um festival tremendo, a beleza enche os olhos, tudo é comemoração, seja de Natal, Ano Novo ou São João!
Se em mim, existe amor, como não amar os animais, o vento, as águas, o canto do bem-ti-vi e a sonata dos pardais?

Enfim, eu hei de querer sempre o amor. Meu ventre está livre para sua concepção, pois ele só pode nascer primeiro aqui, aqui assim, aqui dentro, no mais profundo de dentro de mim.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 20 de dezembro de 2014

O POETA


O POETA
Elany Morais

O espírito do poeta vive em estado maior.
O belo, ele sempre almeja e beija,
Vive a dar o amor a quem deseja
O que a vida oferece de melhor!

Alma de poeta é um verdadeiro esplendor,
Tudo, no mundo, vê, sente e deseja
Como se dentro de si houvesse uma luz que flameja
A lhe dar asas para alçar voos como o condor!

O espírito do poeta é sonho infinito
De uma vida em tapetes e vestes de cetim,
Mas que a realidade desperta nele o grito,

Levando ao conflito que perdidamente
Não sabe quando um não equivale um sim
Mas ama, canta e versa para toda gente!


Caxias -MA, 20 de dezembro de 2014.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

OS MOVIMENTOS DA VIDA

OS MOVIMENTOS DA VIDA
Elany Morais

A vida semeia espinhos sobre nossos pés para que desistamos no meio do caminho. Nunca veremos desaparecerem as contradições que ela nos impõe. Não há nenhum indício de que ela nos mostrará um caráter diferente. Nossa liberdade será sempre limitada. Além disso, haverá, em nosso meio , almas que nunca as compreenderemos.

A vida é como uma máquina que espalha vários movimentos que parte de um único motor. Entender esses movimentos, eis o nosso grande desafio. Chegamos aqui com um orgulho excessivo, adquirimos ideias sombrias, tornamos -nos intensamente irritados contra os outros e implacáveis conosco.

Nessa vida, nunca se fica com os olhos fixos em si mesmo. Quem não se ocupa de violentar a si próprio e aos outros? De ocultar suas fraquezas e julgar as alheias? De censurar ações e emoções diferentes das suas?

É aqui, nessa vida, que nos lançamos nos piores perigos do medo. Nunca podemos permanecer na nossa originalidade. Somos uma massa passiva diante dos mistérios da vida. Todos querem sair de suas humilhações e pequenez, porém, a cada passo, submergem mais ainda.

Por que a vida não nos permite uma delicadeza sem desinteresse?

Caxias - MA, 10 de novembro de 2014.

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domingo, 2 de novembro de 2014

CHUVA DE ESTAÇÃO

CHUVA DE ESTAÇÃO
Elany Morais

Sou  chuva santa
Que esfria sua cabeça,
Que molha sua garganta,
Mesmo que não mereça!

Sou chuva boa
Que rega seu coração
Que banha qualquer pessoa,
Sobre esse sagrado chão.

Sou chuva de estação
Que os livra da prisão,
Mas não cobra por isso nada,
Mesmo desejando ser tão louvada.

Caxias - MA, 02 de outubro de 2014.


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sábado, 1 de novembro de 2014

VISÃO

VISÃO
Elany Morais

Enganei-me, estava apenas sonhando
Que estava em uma terra abençoada,
Onde eu não via olhos chorando
E a verdade era imensamente amada!

Não havia, nas pessoas, silenciosas mágoas,
As almas eram transparentes, livres e nuas,
Todos cantavam serenata á luz mansa da lua
Com os pés descansado sobre as doces águas.

Crianças como pássaros alegres cantavam
E eu embevecida e encantada com tudo ria,
Feliz em vê as faces de todos que ali dançavam
Com grande liberdade e infinita alegria!

Pena que tudo era de um sonho uma aventura!
Mas por não saber disso, minha face era celeste
Eu via todos numa brancura de finas vestes
Onde o cenário resplandecia em plena alvura!

Caxias -MA, 01 de novembro de 2014.


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terça-feira, 16 de setembro de 2014

VENTO

VENTO
Elany Morais

Vento afoito
Levanta a saia
Dela,
Varre os cabelos soltos
Jogados na janela.

Vento frio
Amacia  a pele dela
Foge rumo ao rio
Mas não fica longe dela!

Vento voraz
Despedaça  o sonho dela
Tanto fez e tanto faz
Que  tirou a saia dela!

Caxias - MA, 16 de setembro de 2014.


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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

DESEJO ÍNTIMO


DESEJO ÍNTIMO

Elany Morais

Ah, se pudesse eu te ver na intimidade,
Para que saciasse logo meu desejo,
Se tu visses em mim o que em ti vejo,
Daríamos aos nossos corpos a liberdade!

Que se dane o rumor da sociedade,
Porque é o meu desejo que sempre vejo
Mesmo que tu cores com apenas um beijo
Mas sei que tu me queres mesmo de verdade!
 
Não desisto de realização alguma
Mesmo que seja fora da medida,
Mas se for falso teu amor, que logo suma
Ou do contrário, venha a mim já despida!

Caxias -MA, 15 de setembro de 2014.

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sábado, 13 de setembro de 2014

LEVEZA

  
LEVEZA
Elany Morais

Mais leve que o vento
É o voo do pássaro
Que voa a contento
Como o pouso de um abraço!

Mais leve que uma cascata aérea
É a liberdade da alma que dança
Num som mais leve!

Caxias - MA, 13 de setembro de 2014.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

SEM LICENÇA

SEM LICENÇA
Elany Morais
 
Não quero licença para sentir
Nem permissão para me ser por horas a fio,
Pois a qualquer descuido
Vou-me para o sono profundo.

Meu estado é de graça,
Por isso não peço para ser.
O céu e o inferno são meus
Sem depender do teu querer!

Caxias - MA, 09 de setembro de 2014.
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