Sou educadora e escritora

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terça-feira, 17 de junho de 2014

É SIM, É CANSAÇO

É SIM, É CANSAÇO
Elany Morais

É isso tudo: Cansaço e uma overdose de desilusão. São esses os espinhos entram nas minhas entranhas. É uma luta quase em desigual. Todos os dias parecem-me às vessas. Eu chuto um pensamento, a realidade rebat...e-o com maestria, dizendo para mim, face a face, que roubará de mim qualquer coisa que me supria.

Se é cansaço? Sim! É cansaço de eu estar nesse mundo quase que existindo. Beber todas desilusões me presenteia com esse QUASE. Estou a ponto de me transmutar em balão farto de ar, ar poluído... Então para que esperar cópias e cópias de dias com sua fria monotonia? Aqui no meu poço sem fundo falta tudo de concreto: falta aperto de mão com pureza de coração, falta amor com a certeza de lealdade, falta abraço com gosto de verdade, falta beijos com gosto de saudade....

Não entende meu cansaço? Sinta necessidade de gritar, e assim, tu te cansarás. Sacodes meu peito e verás que estou cheia. E o leitor até pensará em perguntar no que consiste essa "enchidão" Estou cheia, cheia de cansaço e desilusão. Confesso de olhos cegos: darei mais dois passos, sem medo do abismo e sem falso presságio, estou jogando no chão todo meu absurdo cansaço.

Caxias - MA, 17 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 8 de abril de 2014

AGORA, ENTRE!

AGORA, ENTRE!
Elany Morais

E agora?
Sem essa monotonia,
Sem os azar dos fatos,
E com essa sintonia?

Meu coração tinha pouca
Alegria,
Por isso  a porta não estava aberta,
Ela nunca se abria!

E agora?
Sem o horror fechado,
Sem a luta regressa
E a porta aberta?

Eu vivia numa ilha,
De olhos fechados,
O teu riso era meu enfado!

Agora entre!
Meu passos não se vão.
Ajeita-me a alma,
Venha fazer morada
Nesse coração.

Caxias - MA, 08 de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 31 de agosto de 2013

O PRINCÍPIO DO FIM

Com olhos perdidos  na imensidão do mar,minha alma persegue a finitude sem medo.O coração vítreo não mais se colore. De dias a existência está farta. A crença na magia infinita, sem dor, empalideceu. No peito, cacos brilhantes chocalham sangue inquieto.Todas as manhãs são escuras e frias.Todos os sonhos já foram esfacelados. A solidão evoluiu, casou-se com o vazio existencial. Meus passos dançam em descompassos.
    Minha mente, sem cuidado, deletou acreditar. Não há mais linhas nem entrelinhas. Meu juízo tornou-se indiferente a tudo. Cinzas são o que me preenchiam. Ficou o caco em declive. Meu ser não mais  se prende à linha tênue. Minhas viagens são frustrantes e delirantes. A força da finitude sempre esteve enraizada nas minhas entranhas estranhas .Não quero consertar  pleonasmos. As chamas banharam-se em neves. O cantar é um monótono. As vozes são monólogos insanos .Os trovões perderam a sua linguagem sacudida. O barulho é triste. O ar não mais instiga. O tormento tem peso de morte. As palavras dizem que o fim chegou.


Elany Morais

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