Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

VOU INDO

VOU INDO
Elany Morais

Vou, num sonho, divagando,
Num passado que revolta
Meu eu, vou, sim, chorando!

O que me bate é indecente ,
Invade o secreto da alma
Como se não houvesse gente
Contando punhados de calma.

Isto cava a cova da tristeza,
Sacode o que me entristece,
Lavando tudo que enriquece,
Sem deixar o fio que me tece.

Sim, o que em mim chora,
Alentando a ansiedade,
A amarrar o que em mim mora
É o passado, sem saudade!!


Caxias - MA, 20 de fevereiro de 2015.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EM CADA IDA TUA

EM CADA IDA TUA
Elany Morais

Em cada ida tua, eu hei de voltar
Para mares, mas com ânsia louca
De no silêncio, não me soterrar
Com gritos surdos saído da boca.

Em cada ida tua, desarrumada
Fico, a querer o que puder e vier
Com face de alma apaixonada,
Mas sem uma esperança sequer!

Em cada ida tua, indelicados
Ficam meus gestos apaixonados,
Cheios de espinhos reversos...

Pela incerteza de ainda lá fora,
Encontrar-te acalmar a que chora
Quando para ti faz íntimos versos.

Caxias - MA, 18 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

TUAS IDAS

TUAS IDAS
Elany Morais

O que fazer de mim sem ti agora?
Morrer de solidão antes da hora?
Disseste para mim um malogrado sim....
Foste sem me dizer sequer uma palavra,
Levando um coração de pedra que apenas o sol lavra.
Por que o destino tão impiedoso te fez assim?
Sempre me deixa aos prantos no meu frio leito
Mesmo que nada para ti eu tenha feito.
Já houve tempo em que fugiras,
Deixando apenas a lembrança de tua lira.
E hoje é a tua sombra fria que me cobre
Impedindo-me de ser uma alma rica e nobre,
Fazendo de meu corpo a casa onde a morte mora
Porque tu como és impiedosa sempre vais embora.

Caxias -MA 24 de junho de 2014.

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terça-feira, 8 de abril de 2014

AGORA, ENTRE!

AGORA, ENTRE!
Elany Morais

E agora?
Sem essa monotonia,
Sem os azar dos fatos,
E com essa sintonia?

Meu coração tinha pouca
Alegria,
Por isso  a porta não estava aberta,
Ela nunca se abria!

E agora?
Sem o horror fechado,
Sem a luta regressa
E a porta aberta?

Eu vivia numa ilha,
De olhos fechados,
O teu riso era meu enfado!

Agora entre!
Meu passos não se vão.
Ajeita-me a alma,
Venha fazer morada
Nesse coração.

Caxias - MA, 08 de abril de 2014.
 
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