Sou educadora e escritora

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sábado, 14 de junho de 2014

MORTE

MORTE
Elany Morais

Agora tudo foi por terra o meu sonho
Pois minha alma jaz quase morta
Nem mais uma flor habita meu sonho,...
Nem mesmo a esperança de que haja porta.

Não quero mais sofrer, o sofrimento cansa,
Pois com a doença vem todo tormento,
Com a morte se acaba toda lembrança
Até mesmo de um poeta vai o seu talento.

Caxias - MA, 14 de junho de 2014.
 
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

PARTIDA

PARTIDA
Elany Morais

Se vais embora, não me deixa nada. Junta tuas memórias e fecha todos os caminhos pisados por teus pés. Apaga tuas canções, deixa meu espaço em branco. Leva tuas chaves, estão "deschaveadas" as desconfianças. Não deixa... tuas mágoas, que é fogo que consome. Não quero tua sombra. Leva teu suor que já não se funde mais. Guarda tuas história de fins previsíveis. Apaga os borrões da velha história de amor. Tua face agora é erva mutilada, teus beijos é laje fria. Tu és tudo que não corre, que não anda, apenas vagueia. Tuas palavras são presas, só se ouve murmúrios, nada me repõe. Hoje, tudo é fogo morto, aposta derrotada. Não vou ficar no teu escuro nem em cima de muro.

Se vais partir, parta! Aqui não restará saudade nem pensamento vago. Não te julgo mal, mas minha firme vontade é limpar o cenário daquilo que me faz mal. Se não sabes amar, vá, pois meu amor não é simples nem banal.

Fecha a porta, sem mais demora, pois é hora da partida, junta tuas malas, sem lágrimas nos olhos, nessa despedida.

Caxias - MA, 14 de abril de 2014.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

COISAS HUMANAS

 COISAS HUMANAS
Elany Morais

É sempre assim: um assombro surge a toda hora,
E se anoitece, a loucura humana me apavora.
Viver assim, causa-me fadiga,
Pois esse repetir é uma luta antiga.
Valores falados é uma doutrina morta,´
Por isso, vejo a vileza humana bater a minha porta.
À cada hora, meus passos querem fugir devagarinho,
Para não mais ouvir tantos ais,
Mas o minha agonia se instala de mansinho.
Quem não acordar para os assombros, poderá ser tarde demais.

Caxias - MA, 09 de abril de 2014.
 
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terça-feira, 8 de abril de 2014

AGORA, ENTRE!

AGORA, ENTRE!
Elany Morais

E agora?
Sem essa monotonia,
Sem os azar dos fatos,
E com essa sintonia?

Meu coração tinha pouca
Alegria,
Por isso  a porta não estava aberta,
Ela nunca se abria!

E agora?
Sem o horror fechado,
Sem a luta regressa
E a porta aberta?

Eu vivia numa ilha,
De olhos fechados,
O teu riso era meu enfado!

Agora entre!
Meu passos não se vão.
Ajeita-me a alma,
Venha fazer morada
Nesse coração.

Caxias - MA, 08 de abril de 2014.
 
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

PORTAS FECHADAS


Dessa vida não tive mais do que isto:
Cegueira nos jardins e nas alvoradas,
Só tive noites caladas, frias e sombrias
E muitas e muitas portas fechadas!

Dessa vida não tive mais do que isto:
Mares de dores, desencantos e ilusão,
Amor que por mim nunca seria visto
E a fantasia de um som de uma canção.

Dessa vida não tive mais do que isto:
Um não-gesto de me abrir fechadura,
Ausência de ser humano bem quisto,
E mentiras que não me trazem a cura!!

Elany Morais

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domingo, 12 de janeiro de 2014

DIVAGAÇÃO

Não sei qual o caminho
se tudo que me resta
é o andar  sozinho.

Não sei se sofrerei açoite,
mas a chuva me ferirá
nas ondas da noite.

Minha inimiga será a insônia,
Pois sem rumo certo,
partirei com alma tristonha.

Hei de chorar nas horas mortas
porque o ruído abafará meus gritos
em cada noite de porta em porta.

Nenhuma mão alva me afagará,
nos labirintos da escuridão
Minha alma aflita não se salvará.

Elany Morais

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

LIBERDADE



 Não venhas com as mesmas palavras, nada em ti me comove. Rio-me de tuas facetas. Tua alma já naufragou em meu mar. Desamarre teu barco, e parte. O céu para nós tornou-se cinzento. Meu coração quer cura. Tua esperança é um morcego.... Não ficarei mais presa em tuas cinzas frias. Fizeste do meu viver funerais sombrios.

Os apelos que me fazes traz-me desconsolação. Verdade não há. Minha alma não quer parar. O sangue que há em ti não circula. Teu amor é amargura. Não renunciarei minhas portas. Tu és algemas para meu espírito errante. Meu querer é inconsequente, mas não sou inviolada demente.

Meus verões não são os mesmos. Tu me trazes monotonia preguiçosa. Angústia teimosa. Livra-me do teu ferrão. Tira-me da escuridão. Vai para o subterrâneo dos fortes. Minha força não é nobre. Em liberdade, ainda poderei viver. Conceda-me essa primazia. Teu fel transbordou. Não costure tua alma em mim. Quero voar. Quero amar. Ainda estou louca e lúcida. Alheia-te de mim. Não mate meu jardim.

Com pele fria, tu abafas meus sonhos. Nossa casa é qual lar de infância perdida. Nenhuma de nós sossega nosso teto. Gestos me ofereces são grotescos. Cuidado!! Meu coração é vidro.

Tua clandestinidade não mais me seduz. Vadiarei em tua ausência. Tens me tornado pássaro na gaiola. Não sou mais eu. O vento tem levado minhas penas uma a uma. Rainha de mim desejo ser. Leva as malas que te pertencem. Teu desejo raia é raio negro. Vontades que são tuas conspiram contra mim. Não há harmonia em nossa arte de viver. Ouvir chuvas ficou no passado. Não serei fantasma de um mundo vivo. Vai, não precisa pedir nada para a porta, ela se fecha, de tão doida está pela liberdade de amar.


Elany Morais
 
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