Sou educadora e escritora

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sábado, 17 de outubro de 2015

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

O que na vida não há de se duvidar?
Foi-se no vento qualquer comunhão,
Resta somente a perguntar:
Amar se cansou nosso coração?

O amor não mais nos sustém?
Que segredos a vida tem?
Rezo contrita, perguntando,
Já presa pela angústia premente
Que amarra a garganta e sufoca a mente,
Se nenhum coração vive mais amando.

Nessa vida, só há vontade,
A crise paralisou todo pensar,
Força ganhou qualquer covarde,
Ninguém já não sabe mais amar?

Elany Morais


Caxias - MA, 17 de outubro de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 6 de setembro de 2014

PRISÃO

PRISÃO
Elany Morais

Em que tu pensas? O que te aflige?
Que sonhos, que dias, que nuvens te cobrem?
E se para tuas memórias tréguas pedisses?...
Mas se teu peito está preso que teus olhos chorem!

Se de dias escuros ou sombras tens te banhado,
Sem que permaneças na aurora linda,
Livra-te das lembranças do passado
E para manhãs claras dê boa - vinda!

Aviva-te, saia-te da paz fugitiva
Porque no horizonte uma luz te espera,
Se ficares nessa vida aflitiva
Tua existência ficará como preso numa cela.

Caxias - MA, 06 de setembro de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 5 de julho de 2014

PESAR EXISTENCIAL

PESAR EXISTENCIAL
Elany Morais

Minha existência segue vagarosa
Sem certeza e sem prazer parece
Que minha força já desfalece ...
E fica numa estrada duvidosa!

Esses meus dias lentos não são ditosos,
Pois amor em meu coração já falece,
Sendo que nada mais me enriquece,
Deixando-me apenas delírios perigosos!

Meu espírito nada mais aspira
Nem mesmo do jardim a beleza
Que minha alma por ela suspira.

A mim não falta a dura certeza
De que mesmo que tudo me fira
O espírito não abandona a tristeza!

Caxias - MA, 05 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados Elany Morais

terça-feira, 26 de novembro de 2013

PARTIDA

Desenha-me na paz do teu coração;
Com o meu perfil de alma inquieta;
Fazendo impudica revelação;
Da partida faz-se promessa.

Assim se faz nosso amor;
De dores, angústia, pesar;
Não vê meu devido valor;
Minha volta fica a esperar.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 16 de novembro de 2013

IMAGINAÇÃO


Olho para o firmamento
Sigo vagando sem rumo certo
Desenho a imagem no pensamento
Sem escolha de um destino aberto.

Olho para o céu
Sem mágoa, sem lamento
Retiro máscara, véu
Para minar qualquer sofrimento.

 Olho para  a lua
sem muito pesar
Com a alma aflita e nua
Sem a paz de quem pode esperar.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais