Sou educadora e escritora

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sábado, 27 de outubro de 2018

LUZ E SOMBRA

Para a amiga Elany Morais, com afeto e doçura!
A alma humana
discerne
das sombras
e das luzes
o despedaçamento
da dor.
E a embarcação do vento
dispersa no tempo
atravessa a vida
palpitando esperanças.
E da Luz e Sombra
que nos chega da bela Caxias,
em disposição de acalento
e afeto,
feito reflexo desconexo
das im_propriedades da vida
o existir elanyano se completa
em soluços,
sorrisos,
sossego
e uma e outra sofreguidão!
OXORONGA, Alufa-Licuta. Redenção

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MÁ SORTE

MÁ SORTE
(Por Elany Morais)
És tu que tudo me negas, sorte?
Foste tu que fizeste meu destino
Uma dureza!
As coisas escorrem-me pelos dedos.
Bato no peito, mas teus maus  desígnios
Estão sempre a me alcançar.
Trança-te em mim com tuas benesses
Porque todos os ruídos atingem-me!
Ah, eu quero a luz da sorte
Antes que cedo demais me
Alcance a morte.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 22 de março de 2015

PAZ DA NOITE

PAZ DA NOITE
Elany Morais

É muita paz nesta hora
Em que foge a luz do dia,
Em que se irradia a luz da lua
Aplacando a dor que ardia.

Banho-me com sais marinhos,
Ponho-me com juízo assentado,
Minha mente calma medita,
Em sonhos mais enleados.

Caxias - MA, 21 de março de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 21 de março de 2015

MEU REPOUSAR

MEU REPOUSAR
Elany Morais

É um repousar suave
Este que na mente
Eu sinto me acalentar,
Às vezes, é som grave
Outra é meio cadente
Esse meu repousar.
Alivia minha sombra
Que para mim era tudo.
Hoje reproduzo
O que não é sombra
Nem gesto carrancudo,
Apenas o branco e o veludo.


Caxias - MA, 21 de março de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 1 de fevereiro de 2015

QUANTA GENTE

QUANTA GENTE
Elany Morais

Quanta gente de alma rasa,
Não canta o sol nem pede ao mar
As belas noites sob a luz lunar
Que poderia iluminar toda casa!

Quanta gente que não tem asa,
Não imagina nem sabe voar,
Nada na alma irá flamejar
Ou arder como uma brasa!

Quanta gente que não nasceu,
Vive, mas aqui já morreu
Grita o amor, mas não é amada,

Pede pra si qualquer açoite,
Abandona-se em plena noite
E não terá a alma repousada!


Caxias - MA, 01 de fevereiro de 2015.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PASSADO

PASSADO
Elany Morais

No meu passado não houve luz
Quando cobria o lençol da tristeza,
Eram dias a fio, numa cela presa
Como as mãos de Cristo lá na cruz!

Hoje, quase nada de tudo me seduz
Mesmo que esteja repleto de beleza,
Só me consola o ar fresco da Natureza
Que serve a mim como um túnel de luz!

Nesse tropel, não me convém mais nada
Porque de tanto amargor estou resignada.
O que haverá ainda, em mim, de mal maior?

Esfria a prisão de minha vida que se encerra,
Não verei meus lábios, no escuro, cheios de terra
Nem a beleza do desabrochar de qualquer flor!


Caxias - MA, 23 de janeiro 2015.

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sábado, 27 de dezembro de 2014

À LUZ DE VELA

À LUZ DE VELA
Elany Morais

Eram noites lentas à luz de vela,
Onde as mãos eram arrastadas
E os pés sobre uma velha jangada
Seguiam para uma deserta capela!

Seguiam os passos com extrema cautela
Para suprimir os viés da imensa jornada,
Onde tudo era violência encarniçada
Em ruas, lares, becos e vielas!

No escuro caminho, um vento furioso
Joga na face pálida uma lama escura
Que o torna o corpo um tanto defeituoso,

Mas assim vai, sobre pontes e descidas
Como se fosse para uma funda sepultura
Onde se encerrava a esperança e a dura vida!


Caxias - MA, 27 de dezembro de 2014.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

HISTÓRIAS DE AMOR

HISTÓRIAS DE AMOR
Elany Morais

Foram histórias de amor
Daquelas que nascem no peito,...
Que nos pegam de jeito,
Como se fôssemos imunes a dor!


Agora já não posso me recompor,
Mas vejo o mundo todo perfeito,
Com o desenrolar sendo feito
Como se nunca houvesse dor!

Vislumbro um mundo só meu e teu,
Onde o centro é só tu e eu
Sem vermos que o sol se pôs

E que não haverá mais gente
Que dirá que somos indecentes
Por esse amor não ser de dois!

Caxias - MA, 23 de setembro de 2014.

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sábado, 6 de setembro de 2014

PRISÃO

PRISÃO
Elany Morais

Em que tu pensas? O que te aflige?
Que sonhos, que dias, que nuvens te cobrem?
E se para tuas memórias tréguas pedisses?...
Mas se teu peito está preso que teus olhos chorem!

Se de dias escuros ou sombras tens te banhado,
Sem que permaneças na aurora linda,
Livra-te das lembranças do passado
E para manhãs claras dê boa - vinda!

Aviva-te, saia-te da paz fugitiva
Porque no horizonte uma luz te espera,
Se ficares nessa vida aflitiva
Tua existência ficará como preso numa cela.

Caxias - MA, 06 de setembro de 2014.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014

METÁFORA

METÁFORA
Elany Morais
 
O mundo que me rodeia
São teus braços que varam
O silêncio que aqui permeia!

O mundo que me rodeia
São teus olhos que cegam
A luz que me clareia!

O mundo que me rodeia
São teus dedos que escorrem
Sobre mim como areia!

O mundo que me rodeia
São teus lábios que me sugam
A despertar o desejo que me incendeia!

Caxias - MA, 02 de setembro de 2014.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ALMAS PRESAS

ALMAS PRESAS
Elany Morais

Almas que vivem presas, sem exceção,
Pois o sol não viu em seu clarão,
Presas estão em seus pensamentos,
Sem ao menos ousar um só movimento.
Mortos estão os seus ideias
Porque a busca não houve jamais
Ficaram oscilando para velhas coisas
Como se tudo já estivesse escrito em lousas
Para uma alma vagante e só,
Onde tudo o que lhe esperava era a poeira e pó.

Caxias - MA, 25 de agosto de 2014.
 
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

SALVAÇÃO

SALVAÇÃO
Elany Morais

Nosso amor é dois.
Tu vives de mim,
Juntas subiremos...
Aos céus,
Pincelaremos os espaços,
Cantarei a ti,
No aconchego
Dos teus braços.
Seguraremos os fios,
Sentindo o fremir da pele,
Sem pudor do cio
Que na alma fria fere.

Nosso amor é um.
Tuas vísceras são
Minhas
Meu respirar? Teu!
Estamos confundidas,
Nesse mundo de espanto,
Agora somos luz,
Nesse delirante breu.

Caxias - MA, 17 de junho de 2014
 
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domingo, 6 de julho de 2014

LUZ DA LUA

LUZ DA LUA
Elany Morais

A loucura não é sua
De cantar a luz da lua
A passos lentos pela rua
Completamente nua!

A estranheza não é tua
De cortar a carne crua,
E contar o segredo a lua
No silêncio da fria rua!

O sabedoria não é sua
De cantar a luz da lua
Enquanto a alma flutua!

Esta alma não se situa
Com que compactuas
 Se não for cantar na rua
Completamente nua
Sob a lívida luz da lua!!

Caxias - Ma, 06 de julho de 2014.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

SILÊNCIO

SILÊNCIO
Elany Morais

Tudo não passava disto:
Um som, uma luz apagada,
Um grito vencido,...
Uma porta aberta e
Um pé na estrada!!

Nenhuma voz dizendo:
" Venha, logo vou abrir".
Era um desejo em vão,
Pois tudo estava perdido.

Caxias -MA, 24 de junho de 2014.
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domingo, 1 de junho de 2014

AS DUAS FACES

AS DUAS FACES
Elany Morais

Há quem me diga
Que no coração
Só se deve guardar boa recordação; ...

Mas nas nossas malas cabe tudo:
Dores, rancores, amores, desilusão,
A lembrança do perfume
E da última canção.

Pois nessa vida
Somente o belo não há
Há o nosso escuro que é feio
E a luz que não é má.

Caxias -MA, 01 de junho de 2014
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quarta-feira, 12 de março de 2014

ALMA VAGANTE

 
Elany Morais

De vestes curtas, na noite escura,

Sem luz à vista, sem rumo certo,
Ela vagava a minha procura!

Com mãos trêmulas, de olhos fundos,
Pelos águas escuras, ela nadava,
Com muita pressa a minha procura!

De braços soltos, sem muita força,
Os pés seguiam a sombra escura,
Não desistia de andar a minha procura!

Caxias - MA, 12 de março de 2014.

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terça-feira, 11 de março de 2014

NÃO- ESCURO

NÃO- ESCURO
Elany Morais

Por que seguir o ritmo noturno?
Colherei luz que vem das rochas
Que servirá para qualquer turno...
Sem o limite de uma simples tocha!!

Abriu-se a chave desse momento
Para despertar a respiração densa,
Que leva o inquieto pensamento
Daquela que viver no escuro pensa!

Caxias - MA, 11 de março de 2014.

terça-feira, 4 de março de 2014

O AMANHECER

 
O AMANHECER

Elany Morais

Logo que vem a ser dia,
A nuvem negra começa
A desfazer sua negrura,
Colorindo sua cor escura,
Acolhendo a luz macia
E assim o dia se apressa!

O sol dá ao céu cinzento
O destino de lentamente
De mudar de triste sorte
Ao representar a morte 
Na cor que o povo sente!

Caxias - MA, 04 de março de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

LUZ DA LUA

LUZ DA LUA

Na minha face nua
Reflete a luz da lua
Que aos poucos
Se insinua!...

Quanta beleza é a tua!
Minha alma flutua
Quando fito a luz da lua!

Quando noite, não me engano
Vejo teu reflexo nas águas do
Oceano!

Meu fascínio não reprime
Pois enamorar-te não é crime
Por que tens luz tão sublime?

Elany Morais

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SONETO DA CULPA

Eu não sou a voz da tua agonia
Nem a tristeza que chora o mar.
Não tenho a força da ventania
Nem a beleza do canto do sabiá!

Eu não sou reflexo da tua dor
Nem a luz que te faz imensa.
Não corto asas do lindo amor
Nem a brisa que de leve venta!

Eu não sou o erro da tua sorte
Nem sou o santo da tua reza
Não tenho o segredo da morte

Nem a força que tanto se preza
Não tenho do sol o altivo porte
Nem as leis que o antigo versa!

Elany Morais

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