Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador existência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador existência. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de outubro de 2019

SER SEM SER


Por Elany Morais
Nunca deixarei para trás a inquietação!
Minha história é equivocada!
Nunca quis ser verme, nesse mundo
de pecados e vaidades.
Entre parênteses, estou morta!
O que cola em mim não é minha culpa!
Minha ideia - ora clara, ora turva!
Não há orgia que me desperte!
Oh, mundo, tu és uma grande mentira!
Sou pássaro cativo na noite infinita.
Forma alada - inútil, nessa história mal contada!
Difícil é ser feliz em uma única vida!
Ser - nesse mundo - é como um trem que
não corre nem estaciona!
Em algum lugar, alguma coisa estilhaçou!!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A MÃO DO MEDO


Por Elany Morais
A mão do medo, poderosa, levanta
Sobre mim.
Não me apetece mais cantar!
Se é maldição dos tempos em que
Se vive, não me apetece questionar!
Sob à mão poderosa do medo,
Brado, tímida, fina, frágil: “ este mundo
Não presta.”
Aqui, morde-se os mais fracos,
Lambe-se as mãos de serpentes.
Não tenho olhar de girassol: nítido, volátil,
Flexível... Nem tenho pausa íntima, pois
A mão do medo me apregoa promessa
De varredura!
Agora duvido de que o eixo do mundo
Gire em harmonia! Mas, jamais chamaria
A existência de hora sombria...
Porém... Sob à mão do medo, a NaturezaAinda é a minha mãe


Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 19 de maio de 2018

VIVER O AGORA


Por Elany Morais
O futuro é um embrulho que, possivelmente, pode não ser desembrulhado. O depois pode ser morte, pode ser nada. Então, cabe-me viver o instante - que rapidamente passa- por isso, ele não deve ser óbvio ou banal. Todo momento é irrepetível.
É estupidez desperdiçar uma vida que terá fim. Que raio de mania é essa de pensar para amanhã? Há que se cuidar para que o presente não se engasgue ou apodreça com as agruras do passado É difícil amá-lo? É nele que descansa a nossa existência. Por que guardar a vida para mais tarde?
O presente pode até ser obscuro, ou tentando ser o futuro, mas ele é o único estado possível das coisas. É a parte da, talvez, eternidade. Eternidade essa que podemos interferir, melhorá-la. E por que não fazer dessa quase infinitude algo que valha a pena lembrar?
Olhar demasiadamente para o passado ou para o futuro, esvazia o presente, faz- o escapar. É no presente que nossa vida se desenrola, é nele que a permanência é constante.
O presente é a face da nossa existência. E por que não vivê-lo?

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 1 de maio de 2017

PARTIDA

Barco pronto para  o nada absoluto.
Mas enquanto brilha sol e lua
nunca se pode fazer tudo.
E agora? O que nos sobra?
 O impulso de viver!
 Aqui, tem-se os outros e a
teia da esperança.
A competência existencial
 me soltou a mão?
Esta travessia aqui é boa
e nunca é bom sair dela!

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

VIVER TEM DESSAS COISAS


Elany Morais

Viver tem as suas brutezas! O que tem dentro de mim talvez não seja raro nem caro. Não sou um herói ou heroína vencida. Ainda soa em mim um canto que é só meu.

Há muito quase perdi os sentidos pelas baixezas. As vilezas roçavam em mim como asa de morcego. Mas sobre um largo sossego, a força benemérita existia, com seus ais sutis. Às escuras, as asnices galopavam em minha direção, porém, fui criando dentes e asas.

Viver tem dessas coisas de ser dois: peripécia - desânimo, doce - agressivo. Mas ainda me persiste a força para essa dualidade existencial. Eis o destino: viver nesse desatino sem me acostumar. Há algo para alcançar, sem se desfolhar?

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AZUL PROFUNDO

AZUL PROFUNDO
Elany Morais

Quando  me falta o azul do céu profundo,
Sinto um cheiro tétrico sobre a triste terra,
Qualquer esperança, enfim, se encerra,
Devastando as benesses desse mundo!

O mundo olha-me com olhos  fitos de fera,
Lançando-me na amplidão dos frios ares,
Logo sinto o abismo profundo dos mares,
A encerrar minha passagem nessa terra!

Embora, eu almeje com fervor o infinito,
Receber a eternidade é apenas um mito
Que não se oculta da minha consciência!

Sem o azul do céu profundo não me acho,
A fé se desintegra da existência de astro,
Sem acreditar sequer em qualquer ciência!


Caxias -MA, 25  de fevereiro de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 4 de janeiro de 2015

EXISTÊNCIA APRESSADA

EXISTÊNCIA APRESSADA
Elany Morais

Quando o dia se embrulha
Em brancas nuvens,
Meus olhos embriagam-se
 Com os verdes mares
Que nunca vistos foram
Pela minha existência apressada!

Quando o dia bebe o azul do céu
Meu corpo dormita à sombra
Dos laranjais
Na espera de que haja fim
Da minha existência agora apressada!

Quando o dia se perde nos cabelos solares
Minha alma canta uma canção tardia
Onde o hino louva o fim daquela que é
A minha existência apressada!

Caxias - MA, 04 de janeiro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 23 de agosto de 2014

MEUS VERSOS A REVELAR

 
MEUS VERSOS A REVELAR

Elany Morais

Meu medo vem de berço,
Mas não revelo porque não quero.
Dissimulo quando converso,
Deixando vestígios quando faço versos.

Enfrento a vida por enfrentar,
Senão meu existir não passará disto:
Ser metade, fácil e presa de vício
E corpo na superfície sem força para voar.

E para que mais sirvo?
Sem coragem para observar
O mundo que é perverso
Revelado em meus tímidos versos
Mas sem força para enfrentar!

Caxias - MA, 23 de agosto de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 19 de julho de 2014

EFEMERIDADE EXISTENCIAL

EFEMERIDADE EXISTENCIAL
Elany Morais

As esperanças e a vida morrem
E sob a eternidade nada ficará
Tudo se esfacelará como pólen
No bico fremente de um sabiá.

Aqui o eterno não se consente,
A restar-nos somente sombras,
Se desdizer isso deveras mente
Porque o real já lhes assombra!

Assim como num sono profundo
Mergulhar-se-á no esquecimento,
São essas as verdades do mundo
Sem enfeites nem arroubamento!

Caxias - MA, 19 de julho de 2014.

 Todos os direitos reservados a Elany Morais

quinta-feira, 10 de julho de 2014

PERDEMOS

PERDEMOS
Elany Morais

O cenário de nossa existência é pincelado com muitas cores, entre elas está a da "derrota", a da perda. Sim, nessa vida, perdemos, isso durante todo o tempo em que nos consideramos vivos. Existem perdas que podemos impedir ou adiar, contudo, há outras que nada podemos fazer para suprimi-las desse desafio, que é viver.

Quem põe arreios na derrota para galopar sobre ela? Queremos sempre estar acima do sem-fim, do além e, jamais, agasalhar nossos travesseiros sobre o aquém. Apesar disso, a perda vem, abre os braços para nós, sem reserva, porém, nós não a recepcionamos, porque com ela- a perda- ficamos como tronco sem ramos, barco sem porto, ficamos somente com a dor molhada.

Caxias - MA, 10 de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 5 de julho de 2014

PESAR EXISTENCIAL

PESAR EXISTENCIAL
Elany Morais

Minha existência segue vagarosa
Sem certeza e sem prazer parece
Que minha força já desfalece ...
E fica numa estrada duvidosa!

Esses meus dias lentos não são ditosos,
Pois amor em meu coração já falece,
Sendo que nada mais me enriquece,
Deixando-me apenas delírios perigosos!

Meu espírito nada mais aspira
Nem mesmo do jardim a beleza
Que minha alma por ela suspira.

A mim não falta a dura certeza
De que mesmo que tudo me fira
O espírito não abandona a tristeza!

Caxias - MA, 05 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados Elany Morais

domingo, 22 de junho de 2014

PROFISSÃO DE FÉ


PROFISSÃO DE FÉ
Elany Morais

Ensina-me a fazer um rosário de alegria. Pacientemente, contarei conta por conta, sem me fadigar. Ensina-me a apagar as chamas que destroem a próxima prece. Instrui-me a prender a vontade de fugir. Diz-me como posso não mais atirar palavras ao vento, num tempo, que sempre passará e que jamais voltará. Ensina-me a não me conformar em ver somente as nuvens passarem. Confessa-me a conjugação estelar noturna. Conta-me como dizer adeus sem o aperto cruzado no peito. Revela-me o segredo de rasgar o véu, onde se encontram todos os mistérios da existência. Não oculta de mim: como dizer até logo, querendo ficar. Não me repasse a herança da prisão dos passos velozes. Vigia-me as lições da ausência indesejada. Revela-me a geometria do amor perfeito. Conserva em mim o temor da batalha fútil. Ajuda-me crer no que é possível, desilude-me da eternidade ilusória. Ensina-me a criar o que não me será ofertado. Deixa-me cantar a canção dos mudos. Desvirtua minha pontaria única. Reza comigo, pois o baile parou e os pés juntaram-se na poltrona dos esquecidos.

domingo, 1 de junho de 2014

INCOMPATIBILIDADE

INCOMPATIBILIDADE
Elany Morais

Ela finge não dizer
Que meus pensamentos são tolos,
Que vivemos em eternos rolos,...
Enquanto eu fico a me contradizer.

Não contamos a mesma história,
Temos sentimentos diversos,
Eu componho tortos versos
E ela pousa na oratória.

Talvez tenhamos os mesmos medos,
Ao entrelaçarmos os nossos dedos
Sobre o que no mundo existe.

Não dividimos as mesmas alegrias,
Quando eu chorava, ela sorria,
É isso que me deixa triste.

Caxias -MA, 01 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 3 de março de 2014

EXISTÊNCIA

EXISTÊNCIA 
Elany Morais
De que destino vens, oh vida?
Vieste com nós, presa nas ondas
Do tempo!
Trouxeste a sina solitária nesta lida
E a esperança na sonoridade do vento!

De onde vens com tuas loucuras e crimes?
Abriste tuas malas com saudades sem esperança,
Desprezaste o tempo de alegria para um brinde,
Permitindo que dentro de ti sejam feitas horrendas alianças.

Caxias - MA, 03 de março de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

REVELAÇÃO

REVELAÇÃO
Elany Morais

Aquele dia parecia interminável. Estava acolhido por nuvens negras. Ele me olhava com olhos sombrios. A música que estava ouvindo traduzia a melancolia de um dia quase chuvoso. O texto que escrevia não apresentava sentidos coerentes. Abandonei-o, reclinei-me na poltrona, com o olhar em direção à janela que dava para rua. Ali fiquei um bom tempo a observar algumas pessoas sentadas em um bar. Elas bebiam alguma bebida. Falavam alto, gesticulavam, as palavras saiam desconexas, as faces estavam transfiguradas. Estavam alheios à condição existencial humana. O mundo era um eterno falar sem pensar. Os verbos, sem conjugação, pulavam carregados por salivas grossas, a revelar as imundices guardadas à sete chaves na mente humana.

Naquela mesa de bar, ninguém ouvia alguma voz externa a si próprio. Todos, ao mesmo tempo, exaltavam-se. Esboçavam poder que talvez não possuíam. Sem motivos, feriam-se com palavras cortantes. Os ânimos acirravam-se, vozes ganhavam volume em alta potência. Todos tinham razão que a vida não lhes deram. Eu, absorta, era possuída por uma náusea, náusea da minha condição que estava sendo revelada por aquelas pessoas que estavam alheias às nossas mediocridades e fragilidades.

Caxias - MA, 03 de março de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 9 de fevereiro de 2014

INQUIETUDE INDOMÁVEL

Nos bosques fechados, sentindo o frescor da sombra, fechei os olhos para melhor sorver o perfume das folhas que me reverenciavam. Por embevecimento, perdi o caminho. Corri. Enlouquecida, corri. A imagem do meu desejo formou-se à minha frente. Todas as flores dançavam, bailavam diante de mim, formando-se uma sinuosa corrente.

Sucumbindo-me na minha pequenez, tropecei nas flores, cravando os espinhos nos meus pés nervosos. A efemeridade da paz lançava-me a inquietude. Os caminhos fechavam-se  para minha indomável procura. Mesmo assim, corri. Corri pela paisagem que não era larga nem abundante. Nem mesmo o céu sereno refletia o infinito das passagens abertas.

Eu poderia deter-me na imobilidade azul, revestir-me do templo branco e puro, mas não. Meus pensamentos fixavam-se nas sombras tristes dessa confusa existência. Sempre de braços dados com as terras ásperas, sem enxergar a calma do céu azul.

Que destino! Meu espírito inquieto casa-se, sem defesa, com a paisagem escura. Assim, vou apodrecendo, na busca da estabilidade da calma, que tanto meu ser almeja.

Elany Morais
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 8 de fevereiro de 2014

FINITUDE

 
Enquanto nessa vida atroz

O tempo rasga a juventude,
O destino sem muita demora
Mostra a vida na sua finitude!

É inútil alimentar meu desejo
De eternizar meus sentimentos
Porque na vil existência antevejo
O esfacelar dos meus pensamentos!

 Minha alma larga deseja tomar posse
De tudo que essa efêmera vida abarca
Sem se saciar com o tempo que fosse
Pois o que submerge a Alma não larga!

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais



 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ALEGRIA

Meus passos trilharam entre rios, mares e pontes em busca  da alegria em qualquer parte, ou em qualquer fonte. Mas não a trafiquei nem a surrupiei, desenhei-a nos momentos mais improváveis e impossíveis de se fazer encontrar.

Como seres alados voava, arredia, esquiva, rodopiando, desfazendo-se em cinzas sob o fogo do tempo, este totalmente indiferente a minha desesperada busca, como único meio de conservar minha tribulada e misteriosa existência.

Quantas vezes tenho visto-a passar pela minha janela, fazendo piruetas no ar?  E eu com as mãos espalmadas, tentando em vão agarrá-la .
 
Elany Morais
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ERA UM DIA DE DOMINGO - PRIMEIRA PARTE

 

Todos os domingos já tinham acontecimentos esperados, previsíveis. Tudo era recheado de mediocridade e hipocrisia. Todos os atos eram seguidos à risca como manda a santa "igreja". Todas as ações deveriam acontecer como deveriam ser, se o coração não fosse capaz de colecionar dores. Os verdadeiros desejos deveriam ser jogados para baixo do tapete como se fossem sujeiras nas mãos dos preguiçosos.
 
Mas aquele domingo não seria como um qualquer. Pela imposição do mistério da existência, meu olhos se abriram com a certeza de que o sol estava de luto. Luto pelo riso que não veria, pela exaltação que não receberia. O coração suspirou por causa de sua triste sina:  renovar sempre suas dores. Parada, com os pés pálidos, sobre o frio chão da manhã, só pude dizer uma palavra: hoje a ventania gritará forte.
Em nenhum momento, tentei iludir minha desgraça que estava por vir. Mas eu estava desarmada, desamparada, só com o peito à frente, com todos os seus remendos mal costurados, com suas cicatrizes deformadoras. Um pensamento me veio: a dor, com sua terrível face, não mais me assombra. Contudo, por um instante, vi-me caindo como um grande astro.

Elany Morais
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 28 de dezembro de 2013

TRISTEZA



 Quanta tristeza e angústia invade
Em tormenta o frágil peito
A amargura na agilidade
Na vida fútil não há jeito....

Com a existência a morte casa
Todos os braços se desfazem
A tristeza oprime e abrasa
Mas as forças se refazem.

No consolo o céu inexistente
Para ocultar a vida austera
O infortúnio persistente
E a vida uma quimera.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais