Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador adeus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adeus. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de junho de 2014

PROFISSÃO DE FÉ


PROFISSÃO DE FÉ
Elany Morais

Ensina-me a fazer um rosário de alegria. Pacientemente, contarei conta por conta, sem me fadigar. Ensina-me a apagar as chamas que destroem a próxima prece. Instrui-me a prender a vontade de fugir. Diz-me como posso não mais atirar palavras ao vento, num tempo, que sempre passará e que jamais voltará. Ensina-me a não me conformar em ver somente as nuvens passarem. Confessa-me a conjugação estelar noturna. Conta-me como dizer adeus sem o aperto cruzado no peito. Revela-me o segredo de rasgar o véu, onde se encontram todos os mistérios da existência. Não oculta de mim: como dizer até logo, querendo ficar. Não me repasse a herança da prisão dos passos velozes. Vigia-me as lições da ausência indesejada. Revela-me a geometria do amor perfeito. Conserva em mim o temor da batalha fútil. Ajuda-me crer no que é possível, desilude-me da eternidade ilusória. Ensina-me a criar o que não me será ofertado. Deixa-me cantar a canção dos mudos. Desvirtua minha pontaria única. Reza comigo, pois o baile parou e os pés juntaram-se na poltrona dos esquecidos.

domingo, 3 de novembro de 2013

PARTIDA 2

O dia amanheceu sombrio, com cheiro de mortos, de adeus, de despedidas.
Mas foi sem despedida que ela se foi, sem batida de porta, sem adeus, sem olhar para atrás. Ficou apenas nossas rosas, nossas juras de amor gravada no papel.

Sua ausência, deixou  o vazio, restando apenas a dor de controlar o pensamento delirante, alucinante, abafar os sentimentos, o choro...

 A partida trouxe o ritmo diurno sombrio, as folhas murcharam, o canto dos pássaros pareciam uma elegia. Os raios solares curvaram de desalento, o verde desbotou, as águas pararam numa demência mórbida.

Tudo escureceu!!

Elany Morais

Todos os direitos reservados para Elany Morais

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DESPEDIDA



 Toda despedida dói, principalmente, se nos despedimos de quem muito amamos.
A última voz, a última palavra, a última dor, a última lágrima, a última partida. Bato a porta pela última vez, não olho para trás. As lembranças estão ...confusas. Não sei se houve amor, se houve só dor. Fusão de almas, não sei. Não sei mais o que fui para o outro.

As ruas, as paisagens fogem de mim. Parto com medo, mas sigo determinada, ficando para trás nossas juras de amor, nossas fotos, nossas criações, nossas fantasias...Deixo nosso mundo, deixo nossa poesia, deixo nossas descobertas...Tudo se partiu, tudo escureceu.

Fica para trás nossos medos, nossas inseguranças, nossas brigas, nossa paz, nossas reconciliações, nossas trocas, nossos cuidados. Fica para trás um pedaço de minha alma, um pouco de minha vida, meus delírios, minhas crenças, minhas verdades, minhas lágrimas...

Estou indo, sem fé, sem esperança, sem mágoa, sem raiva...Saudade, não sei, talvez será minha única companheira. Vou, sabendo que a noite me espera para me dizer que parti sozinha, que o mundo é grande para minha solidão.

Minha mente não se apieda em me dizer que parto para nunca mais voltar. Que tudo se perderá, que tudo será apagado, que tudo se tonará nada. Que minha porta não se abrirá mais, que minha salvação findou.

Minhas mãos espalmas denunciam minha perda, minha ida, minha insanidade, minha tristeza, meu silêncio. Meus olhos reclamam líquidos para externar o que machucou o coração. Meu peito se rebela para não mais guardar os féis que me são ofertados.

Parto sem dizer nada. Minha boca engoliu todas as palavras que poderiam ser proferidas. Meu silêncio é o último adeus.

Elany Morais

http://educadoraelanymorais.blogspot.com
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CIÚMES

Naquela noite triste,
vi teus olhos em outros olhos que não eram os meus.
Corri angustiada,numa iminente loucura para tu não me dizeres adeus,
com a alma ressentida,chamei-te,chamei-te loucamente,mas por ti não fui atendida,...
vi que teu sorriso,teu brilho,tua voz doce que já não eram meus deixou minha alma dolorida.

Elany Morais


Todos os direitos reservados a Elany Morais