Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DESCONHECIDA

DESCONHECIDA
Elany Morais

Ontem eu ainda não me conhecia.
Muitos diziam eu ser o que não era,
Nunca fui como falavam deveras...
Por eu não ser clara como a luz do dia!

O que eu realmente era eu não sabia
Era engano tudo que de mim dissera
Fiz de minha vida uma quimera,
Ao me procurar, mas eu não me via!

Se não me encontro, seria triste e louca
Que ninguém decifraria num simples olhar
Ou ouvir falar de mim da minha própria boca,
Sem ao menos ter a chance de poder duvidar.

Caxias - MA, 21 de agosto 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 3 de agosto de 2014

PEGA-ME

PEGA-ME
Elany Morais

Pega-me. Ponha tua boca macia sobre a minha boca
Sedenta.  Pega-me hoje. Esqueças o ontem.
Venha! Antes do disfarce do amor.
Pega-me! Crava teu corpo no meu, sem demora.
Suga-me. Respira meu sopro feroz!
Pega-me. O tempo do meu desejo é este.
Há fome aqui dentro. Acorda tuas mãos para mim.
Pega-me. A teia do mundo está urdida para nós.

Caxias - MA, 03 de agosto de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 20 de abril de 2014

PAIXÃO

 
ELANY MORAIS
 
Teus lábios se reclinam
 sobre meu peito
E como abelha a sugar o néctar,
 absorvem
Toda química,
 fazendo fundir nossos corpos
Frenéticos,
na ânsia louca do prazer.
Teus beijos impudicos
 deslacram minha boca
Que num suspiro entrecortado
revela a imensa
Paixão flamejante
contida na carne
dissimulada
Que abriga uma alma
sedenta de fusão, no gozo
 do amor perfeito,
 que a loucura reza para
 os  eternos amantes.
Caxias - MA, de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

NOITES NUAS


Nas minhas águas perigosas, nascem um desejo louco de não deixar nascer em ti o sonho do príncipe encantado. Por isso, não deixarei apagar as labaredas que fazem teu corpo em mim arder. Meus pelos como relva fresca guardam tua face, abafando o teu gemer. Também não permitirei que o mundo escondido sob tuas roupas, de mim, venha a desaparecer. Assim, nas noites nuas, nossos mundos fundem numa ânsia louca de beijar na boca.

E é nessas noites despudoradas que meus lábios balbuciam palavras quentes, prendendo-te em meu corpo como se fossem fortes correntes. Línguas resvalam freneticamente de seios a joelhos, mãos navegam num delírio de cães no cio, pernas se entrelaçam, confundindo-se no arfã, bocas transpiram desejos, sussurrando gemidos, segue-se um movimento erótico que nos vicia e, a cada amortecimento, o ritual se reinicia.

Elany Morais

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