Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

O IMPOSSÍVEL

Por Elany Morais


Não pode ser bonita a impossibilidade.
É arbitrária, mas não é um fato.
O inexplicável, o indesdobrável pode
ser possível.
O trágico não é a última porta.
Pés no chão, braços soltos... O impossível não é
fechado.
Parte, que se pode!
O impossível não me sacia, não me basta!
Vou porque se pode!
Ah, entusiamos juvenis bradam
como sinos no deserto!
Levanta, corre, parte, porque se pode!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 22 de abril de 2016

LUTA VENCIDA



A vida vai doendo aos poucos. A cada momento, os reveses podem sequestrar nosso ânimo. Mas com ou sem estilo, reerguemo-nos em recusa ao nada absoluto, apesar de que, nessa batalha pela existência, seremos todos vencidos. E dessa forma, a vida segue assim. Mas não é por isso que não reinaremos aqui por mais ou por menos.

Nesse remar, até ao último rastro, a vida segue desejada. Porém, tudo se findará, no cessar dos passos, no arfar sutil, no sono sem volta...  E, nós sem termos contribuído em nada para o nada, este se abaterá sobre nós.
Aos poucos, a vida continua doendo. Ouvir o som do abrir da janela parece banal, mas não mais ouvir será o grande mal. Virá para todos o dia da indiferença total. O silêncio será doído e sentindo para quem aqui ficar, a espera do bonde que somente atrasa, mas sempre chega ao seu destino final.

Ah, esse fim que há de chegar, mas eu nunca hei de esperar.

Elany Morais

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BEIJO

BEIJO
Por Elany Morais

Qualquer beijo,
Por que não dá?
Se pedir,
Por que se desculpar?
Se não entender,
Assim mesmo,
Dê!

Em qualquer beijo,
Por que há culpa?
O beija-flor não beija flor?
Sem beijo não há de ser
Por isso,
Dê!

Beijo na praça!
A vida passa!
Sem beijo não há graça!

Sem ele não há de ser,
Vá lá...
Dê!

Não foi o beijo que trouxe
O que na vida há de doce?

Com o beijo veio
O frio no seio!

Sem ele não há de ser,
Vá lá...
Dê!
Caxias – MA, 28 de outubro de 2015.        


quarta-feira, 8 de julho de 2015

O TEMPO DA ESCOLA

O TEMPO DA ESCOLA
Elany Morais

Para as crianças, passa lento o tempo da escola. As esperas são infinitas, e as matérias são monótonas. Julgam pesada a perca de tempo, fazendo da hora de saída, o momento mais esperado. As ruas cintilam em suas cabeças. Tudo lá fora vira mágica. A escola aos seus olhos é cinza. Que incompatibilidade! Pois as crianças são tão diferentes, elas são todas coloridas. Por que não querer voar para longe dos portões escolares? É lá onde ecoa um medo surdo, a linguagem é seca, sem vida, sem aquele gosto de abraço apertado, sem cheiro de mãe nem os vestígios dos brinquedos largados.
As crianças sabem que é preciso deixar a fantasia reinar para o tempo da escola suportar. E, arrisco-me a dizer que estar submerso na fantasia é viver a realidade de forma mais justa, mais coerente, mais honesta possível.
Como se encaixar tanta abstração na cabeça de quem só quer sentir o gosto da vida que se inicia? A vida para as crianças é novidade, é descoberta... Precisam de mãos e pés soltos, precisam de respostas, pois as perguntas já lhes pertencem. Para que entender símbolos se ainda não se sabe viver? A simbologia máxima pode ser o existir, o sentir que dá gosto de nesse mundo permanecer.
Faz-se necessário desenvolver nos iniciantes dessa nau o desejo de se preservar, de querer ser, de se querer, de querer ficar, de querer crescer, de querer amar-se e, consequentemente, amar os outros.
Ah! Esse tempo da escola passa lento, devagar... Tudo flui numa morosidade. É na escola que se encobre o natural, é onde se diz que meus nós estão frouxos. É lá onde se amara, onde se cala o que de fato se sente ou pensa. Os grandes portões dão o recado: “aqui pés soltos serão amarrados.” E por que não dizer que também amarra o coração?


Caxias- MA, 07 de julho de 2015.

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domingo, 5 de julho de 2015

QUE EU ME CEDA

QUE EU ME CEDA
Elany Morais

Que eu não me desfaça em pó
quando o outro me solta!
Que  eu me agarre na corda
que nunca me cobra!
Que meu consolo esteja
na minha poesia,
Que ela seja a porta
que me traga alegria!

Que meus desgostos sejam
Curtos!
Que a justiça não me seja
Negada!
Que eu me vele e me preserve!
Que eu me seja eu
Que meu eu não seja teu!

Que eu me olhe como única!
Que eu  não pise sobre o fraco

Que não caía no buraco
Que eu me cubra com a túnica!


Caxias- MA, 05 de julho de 2015.

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terça-feira, 30 de junho de 2015

NÃO DESEJO QUALQUER PELE

NÃO DESEJO QUALQUER PELE
Elany Morais

As coisas do amor deixaram
Meu coração redondo!
Cada vezes mais ardentes são
Meus desejos de ir por aonde
Tu vais! Não me cabe mais desejar
Qualquer pele. É a tua pele que
Desejo.
A ânsia da minha boca vai ao
Encontro dos teus lábios, de onde
Sai  tua voz rouca. Não me cabe
Mais desejar qualquer boca. É a tua
boca  que me deixa com essa vontade
Louca!

Meus versos agora estão rasgados,
Não falam de coisas banais!
Esse desejo dos amantes ilícitos
Me fez ser somente tua e de ninguém
Mais!

Desse amor não desvaneço,
Pois tão grande é a minha fome e
Tão intenso é meu encanto,
 Assim,
Toma-me em teus braços, geme
Em meu ouvido, crava em mim
As tuas mãos e canta comigo...
Pois vou contigo para qualquer canto!


Caxias - MA, 29 de junho de 2015.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

ENCONTRO

ENCONTRO
Elany Morais

Em cada passo te encontro,
com olhos atentos não perco
o vulto da tua silhueta.
Bebo um gole fino de água,
sorvo um pouco de ar,
aperto mão sobre mão,
com boca seca querendo
a seiva que sai dos teus finos
lábios. Num piscar de olhos,
 teu corpo se transfigura,
minha mente insana insulta se
o corpo, que é teu, ainda é meu.



Caxias - MA, 22 de junho de 2015.

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

AMOR INVISÍVEL

AMOR INVISÍVEL
Elany Morais

Na invisibilidade, nosso amor ganha formas alvas
brancas, puras... E entre cantos e poesias, nossas
manhãs são melódicas, com riso que se alia ao
 silêncio que guarda esse amor pleno de poesia!

Na invisibilidade, nosso amor torna-se fogo oculto,
 lua no alvorecer, linhas infinitas... E a dor já não
dói mais, apenas o seio palpita, porque esse amor
 invisível tornou-se uma graça bendita.

Na invisibilidade, nosso amor é o compasso da
orquestra que somente nós damos o tom e,
entre flores e fios, sorvemos desse amor invisível,
tudo o que na existência pode haver de bom!

Caxias - MA, 29 de maio de 2015.

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terça-feira, 19 de maio de 2015

QUERER

QUERER
Elany Morais

Meu coração desconhece
o que querem de mim.
Só reconheço que quero
continuar querendo
aquilo que sempre quis.
Sei que não tenho o que
sempre pensei que
tinha, mesmo sem
nunca ter tido.
Bom mesmo é querer
permanecer querendo
tudo o que se quer!!

Caxias - MA, 19 de maio de 2015.

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domingo, 17 de maio de 2015

PASSADO


PASSADO
Elany Morais

Como protestar contra o que é
o que eu não gostaria que fosse?
O passado fecha suas portas,
sem cuidado e  sem volta!
Meu sentir deita triste, florido
de razão, de desgosto e sem
aceitação.
Qualquer quietude veste-se
de lentidão e o passado
se finca, sem desejo de
viver dias futuros.
 Já não sossega o coração
com sede de existência eterna
e os passos só andam para a ida
sem volta.


Caxias - MA, 17 de maio de 2015..

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

O MUNDO

O MUNDO
Elany Morais

Se te emendasses, mundo
Eu te daria a mão,
Ouviria o que tu falas
Sem te exigir o perdão.

Se te emendasses, mundo
Descobriria minha face
Sem que eu te negasse
O amor que talvez implorasse.

Se te emendasses, mundo
Em ti eu poderia ficar,
Mas tu não és como quero,
Em ti só ranger, sofrer e esperar.


Caxias- MA, 28 de abril de 2015.

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domingo, 15 de março de 2015

OLHAR

OLHAR
Elany Morais

Não sei se o que vejo é amor em teu olhar;
Quando tu me feres, eu procuro um abrigo
Em qualquer concha ou em qualquer mar,
Com a esperança de um dia ser feliz contigo.

Não temo que meu ideal por ti seja desfeito,
Isso é desventura do mais puro romântico,
Se traída, eu for, ainda entoarei um cântico,
A saber que nessa vida, nada eu idealizo!

Como amante de ti, vejo teu sorriso terno,
Sentindo-me protegida com teu sorriso,
Nas noites escuras e chuvosas de inverno.

A única coisa que me causa terrível receio
É o teu indefinível olhar que me provoca
Quentes desejos de me achegar em teu seio.


Caxias - MA, 15 de março de 2015.

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terça-feira, 10 de março de 2015

QUE MULHER É ESSA!

QUE MULHER É ESSA!!
Elany Morais

Que mulher é essa, que me parece distante e fria!
Queria eu tê-la de novo, lúbrica, sobre meus fartos seios.
Já houve um dia que nossos corpos quentes de desejo ardiam,
Amando-nos, sem enxergar o que nós havia de feio.

Hoje, carrego, nos olhos, a mais pura melancolia.
De não tê-la em meus braços é o que mais tenho receio,
Minha alma desejosa, para ela, foi o que sempre dei
O que jamais para outra nunca daria!

Meu desejo é o que minha voz ainda proclama.
O que será de mim se ela não mais me ama??!!
Disseste que me tinha no corpo dela,

Mas no seu olhar frio, vê-me hoje como uma cadela
Que jamais me levará para nossa cama,
A não ser que me comporte como uma donzela.

Caxias - MA, 10 de março de 2015.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

TEU AMOR


 
TEU AMOR
Elany Morais

Dias solares ouço que sou querida,
Meu afável coração por ti foi eleito,
Minha alma aninha-se em teu peito,
A tirar-me das angústias dessa vida.

Em teus braços, fica leve minha lida,
Os buracos, em mim, encontra jeito,
Meus amores do passado desfeitos,
Com teu amor hoje, faz-me redimida.

Sob teus cuidados jamais me afundo.
Revigoro-me com suas doces ternuras,
A restabelecer meu espírito moribundo.

Elevas-me como os ares da montanha
A sentir na pele, da Natureza, a frescura,
A resguardar-me de toda dor estranha.


Caxias- MA, 14 de fevereiro de 2015.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TUA AUSÊNCIA

TUA AUSÊNCIA
Elany Morais

Se tu te ausentas, pego-me fria e calada
Feito lábios frios que já foram ardentes
Que fez estremecer corpos hirtos e quentes,
Deixando face flácida imóvel e desmaiada!

Se tu te ausentas, morrem as gargalhadas
Fico muda e imóvel como louca e demente,
Num mundo que sofre, aprisiona e mente,
Sem destino certo ou fiéis estradas!!!

Se tu te ausentas, morro em mansos lagos
Pela falta de teus beijos e doces afagos
Como virgem santa, imaculada e pura!

Se tu te ausentas, torno-me pálida e misteriosa,
Morrem meus desejos e vontades voluptuosas
Como cadáver em plena sepultura!

Caxias - MA, 11 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

CONFISSÃO

CONFISSÃO
Elany Morais

Silenciosamente, confesso às estradas
E aos mares fortes como teu olhar
Que em teu corpo quero rabiscar
Vestes finas como das antigas fadas.

Falo baixo ás aves tigreiras e aceleradas
Com gestos simples, sempre acenar 
Como se estivesse esperando o luar
Com olhos fitos e alma apaixonada!

Pinto às ocultas o meu estranho desejo
Sem esperar um momento de glória
Em que meus lábios sentirá teus beijos!

Mas fico cruzando, em mim, algum espaço
Na esperança de, talvez, uma vitória

De que meu eu não seja apenas um pedaço!

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

AMANTES

AMANTES
Elany Morais

Se tu estivesses comigo à tardinha,
Sem amargura, dureza ou cansaço
Para ali, onde o sol se avizinha
E me acalmasse com fortes abraços

Eu enfeitaria aquela simples casinha,
Esperando, atenta, ouvir os teus passos,
Querendo morrer feliz em teus braços
Com tua boca sobre a boca minha!

Se me quiseres como santa e louca,
E perde-te na fantasia de um beijo
Encontro-me ainda com gesto de rir,

A esperar palavras que saem de tua boca,
Proclamando o mais insano desejo,
A querer que eu não me perca de ti.

Caxias - MA, 08 de fevereiro de 2015.

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

SEM TI

SEM TI
Elany Morais

Como viver
Se não te ver,
Se perder
Teu olhar
Doce, manso,
E a tua fala
Que acalma
Minha alma?
Como viver
Se te perder
Por todos os dias,
Por todos os anos,
Ou saber
Que teu amor
Foi puro engano?

Caxias - MA, 07 de fevereiro de 2015.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

NUDEZ FEMININA

NUDEZ FEMININA
Elany Morais

Bendita forma bela!!!!
Não há mais delícias
Entre as coisas,
Macia, suave e redonda...
A nudez nunca deixarei
De ver, pois os olhos
Meus não assombra.
Minhas pupilas repousam
Em contemplar essa forma nua
Que é plena de beleza
Vindo de forma terna e crua!

Como água entres a flores
Molha meus lábios de desejo,
É uma harmonia formada
Para superar as coisas
Abstratas da natureza,
Chegando até a mim
De forma leve e doce,  saciando
Meu desejo!

Caxias - MA, 06 de fevereiro de 2014.


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sábado, 31 de janeiro de 2015

JUNTAS

JUNTAS
Elany Morais

Juntas, perderemos a noção da hora,
Há ruído, chuvas, vento e tempo lá fora.
Juntas, construiremos qualquer navio,
Sem pressa, sem prazo para rir.
As noites, sob festas, serão eternas,
Embaixo dos lençóis serão brigas de pernas
Sem rumo ou direção a seguir.
Juntas, jogaremos nossas vestes no chão,
Arrumaremos as gavetas do nosso coração,
Sem a obrigação, ou desejo de logo partir.
Meu corpo, no teu, será embutido,
Tirarei tua blusa e,
Tu, meu vestido,
Meus sapatos se confundirão com
os teus,
Ninguém se incomodará com qualquer
apagão,
Só sentirei teus beijos e o toque das
Mãos.
Não, isso, de ninguém é da conta
Cuida de mim, que de ti tomo conta,
Não deixarei quem nos queira perseguir,
Juntas, jamais, do amor, iremos partir!

Caxias - MA, 31 de janeiro de 2015.

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