Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

MEU ANIVERSÁRIO


Elany Morais
Já começo sentir o peso do tempo.
Vejo minha existência como um magro
Fio de areia numa ampulheta.
Tempo de criança foi uma tempestade
triste, onde os dias não eram de luz
Clara, era apenas um borrão.
Tempo em que os grãos de areias
Emperravam na ampulheta,
Mas foi tempo que passou!
Hoje é meu tempo de jardim,
Mas minha alma está encharcada com
Os borrões de minha mocidade.
Agora, o tempo corre veloz num galope
Que desfaz de algum jeito a dor que
Existe no peito.
E o tempo passa...
Não sei onde o tempo ofendi.
Hoje, meus olhos brilham menos,
Os cabelos de jovem já perdi.
E uma face que tão jovem ontem era,
Uma esperança que tão forte vibrava no coração,
Mas agora é cara que apenas rugas espera!
04 de janeiro, menos um ano de vida para mim! Sou grata por todos esses anos que tenho vivido! Meu desejo é viver muito mais!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

MINHAS HORAS PARAM


Por Elany Morais
Minhas horas param, na incoerência dos seres,
E, meu sonho, ao som do violino, se alonga
na sombra de um convento.

São por essas horas de agonia que peço
Ao Senhor noite e dia para que mais
Pessoas não morram sem se amar!

Minhas horas param, embora nasça o sol
Embora nasça o luar!

São nessas horas que como monge
Ponho-me a rezar! E como águia sem
Asas para voar, clamo ao Senhor que
Não mais pessoas morram sem se
Amar!

E como doentes que pedem a Deus
Para sua alma sarar, clamo ao Senhor,
para que não mais pessoas morram sem se amar!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 26 de março de 2018

TRAIÇÃO DOS DEUSES


Por Elany Morais

Minha tragédia tem um silêncio
quase inflexível.
Os deuses de minha infância
me traíram
e as emoções se fraturaram..
O velho tempo, sempre fiel,
não foi complacente com meus
suspiros queixosos.
Os ais foram derramados
inutilmente.
Do sol os raios foram apagados
pelas trevas alheias
mas os pensamentos gritaram
no breu reluzente.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O QUE TE CONSOME?


Por Elany Morais
O que te consome?
O espetáculo não para!
As palmas são como remos no mar.
Aqui, a ferida não sara,
O barco não ancora
E aquele beijo que te devora
Não te ampara nem te consola.
O que te consome?
É a vida que passa,
E o tempo nem disfarça,
Se para isso há outro nome,
Livra-te do que te consome
E agarra-te o que feliz te faça!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

EU NÃO CONTROLO


Por Elany Morais
Como controlar?
A vida me come todos os dias, devagarinho, mas ela me come. Porém, a mim, não basta apenas fazer parte do infinito. Eu quero mais. Quero dias e dias até perder de vista. Mas haverá dias que me escaparão. E o que fazer? Eu não controlo. Então, minha alma se rompe e cabe muito e cabe tudo. Cabe até sofrimento. Aquele sofrimento processual. Sem que eu possa fazê-lo diminuto. E se assim é, deixarei de regar minha insistência, não posso controlar. A finitude está plantada em minha carne. Minha resistência é delicada. Porque o tempo me dobra, me quebra, me finda. E o que fazer? Só me resta lavar meu pensamento, acariciar a perda, fazer com ela não se torne tão feia e, sem dor, deixar vida me comer, mas me comer toda, completamente. Mas se meus pensamentos ficarem limpos, em vez de a vida me comer, eu posso comer a vida, comer com tudo, o prato completo, com direito a todas as iguarias até o doce estragado.
Por que me corroer? Eu não controlo. A finitude tem e vem. Do que vale a intensidade do meu desejo de moldar, de ficar? Nada se ajustará a meu favor. Não há o que me caber. Só me cabe lavar o que me vem sujo. Mudar, sofrer e partir pode não ser sujo e feio. Isso pode ser comido com aceitação. Faz parte de tudo que se tem.
Todos os dias é despedida. Eu não posso controlar. A vida é um prato que não esfria nem apodrece. Mas não se pode demorar.
Caxias- MA, 19 de agosto de 2016.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

ME DESBANCO

      Por Elany Morais 

Não me ocorre de quando perdi o rastro
 do bem-viver.
Se ontem, ou quando as tuas idas
eram cheias de lonjuras.
E o que ficou?
O vaso vazio de tinta.
Como colorir agora uma vida primorosa?

Não me ocorre de quando perdi o rastro
do bem-viver!


Nada mais me é disponível.
Cada passo são os cacos de uma taça.
Desgasto-me sem tempo de reconstrução.

Como desenhar uma vida primorosa?

Já não me desconheço.
E no solavando, me desbanco
e não me desmereço.

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sábado, 7 de maio de 2016

QUANDO EU AINDA NÃO ERA

Quando eu ainda não era, dentro da noite, em tudo não se pensava. Não havia verdades inconvenientes, propostas indecentes, acordo forçado, abuso pretendido nem socorro negado.

Agora, eu sou, e não há equilíbrio que me consinta. O mundo e eu estamos em desacordos. Ele me impõe regras, mas eu sou as regras. Então, como ser sem ser? Por isso, vivo no engasgamento, que me laça e me emperra. Talvez esse seja o preço de não ir para a cova na ignorância. Por enquanto, continuo sendo, mas sem esperança de algum indício elucidativo. Creio deitar-me na eternidade sem viver completamente.

Quando eu ainda não era, a liberdade alheia não me era oferecida. Não havia valor desconcertante, não havia filosofia de velhice nem excessos. Não existia nobreza na tristeza, o coração não pulsava, o corpo não era submisso, as mães não eram de ventos nem de mares. A vida não era pequena nem enorme, tudo era nada... Como algo poderia me jogar no chão? Não havia sentidos intelectuais ou primários, não havia movimento ou fúria silenciosa e minuciosa, a chuva não era de lágrimas ou de pedras... Eu não tinha que sobreviver em alguma direção.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VIVER E VIVER

VIVER E VIVER
Por Elany Morais

Meu maior projeto é viver.
Com a teimosia das tartarugas,
Submeto-me à sobrevivência.
Rejeito a minha invisibilidade.
Quero ser por muito tempo.
Até da fenda ferida, espero um futuro.
Não deixarei que a imaginação me lance
Num vazio profundo.


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sábado, 2 de janeiro de 2016

PASSAGEM DO TEMPO

PASSAGEM DO TEMPO
(Por Elany Morais)

É um tempo que passa!
Hoje nada do que já foi será como era
E, certamente, jamais o será,
Mas se um dia o fosse,
Que garantia teria eu de ser como antes era?
Ontem fui o que não sou hoje,
E se eu fosse o que antes fui,
Eu não seria o que sou agora!
É, no tempo que vai, que deixo de ser
O que num tempo fui.
É, em cada momento, que vou sendo
O que não era antes.
E é assim que vou deixando de ser
Para ser o que eu não era.


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terça-feira, 2 de junho de 2015

ESPERA

ESPERA
Elany Morais

Fizeste - me sofrer, quando me
deixaste a esperar.

Aqueles dias foram cheios de teias,
sem barco, sem rumo, sem mar,
as horas eram escuras, pois já não
 havia mais lua cheia.

O tempo se esvaía, eu me desesperava,
ouvia teus pés chegando, minhas
mãos sempre suando, mas de ti
não havia nada.

Ao te esperar, caí no leito dormindo,
sonhava que tu chegavas, de cabelos
soltos ao vento, abraçando-me,
sorrindo.

Caxias - MA, 02 de junho de 2015.


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sábado, 16 de maio de 2015

AMOR RENEGADO

AMOR RENEGADO
Elany Morais

Teus gestos frios, minha vida entristecem.
Por que meu coração não ouve o que digo?
Um tímido riso, e tudo meus sentidos esquecem
E atrás do teu amor, eu aflita, prossigo.

Deixaste-me longe de mim, lívida e triste.
Agora penso que de todas as vezes
Tu nunca as minhas declarações ouviste
De tão fria e desalmada que és.

Se um dia, nesta vida, de repente
Ou em qualquer momento impreciso,
Eu em teus caminhos me fizer ausente,
Tu implorarás ao menos meu sorriso.

Hoje, continuo a ti, humildemente, a falar
Que meu desvelo por ti não é algo fútil.
Meu peito de dor rompe silencioso,
Porque meu amor por ti é  inútil.


Caxias - MA, 16 de maio de 2015.

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

TEMPO

TEMPO
Elany Morais


Quem engenha o tempo e a eternidade?
Rasga-nos como se fôssemos velhos vestidos,
Não importando nem mesmo nosso desejo!
Vivente posso ser hoje, mas amanhã eu morro
Sem sequer me alcançar algum ensejo.

Quem para o futuro espera um lar secreto
Sem que haja uma dor que ao peito comprime,
Ou um torrão de paz e de silêncio absoluto?
Vivente posse ser hoje, mas amanhã eu morro
E nunca mais a tua voz em meu ouvido escuto.

Tudo se expira nesta força, isso eu reconheço,
Agora a beleza se esvai de minha pálida face,
A selar o tempo como meu eterno inimigo.
Vivente posse ser hoje, mas amanhã eu morro,
Mas todas as minhas dores partirão comigo.


Caxias - MA, 27 de abril de 2015.

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domingo, 12 de abril de 2015

PASSEIO

PASSEIO
Elany Morais

O dia estava lindo. O sol era o principal agente do espetáculo. O branco das nuvens e o azul do céu se misturavam, confundiam-se. O verde das folhas e o colorido das flores cromatizavam, adornavam o mundo fora de minha janela. Ao me deparar com essa encenação da natureza, senti-me tão pequena diante de tanta grandeza . O panorama me convenceu a deixar os afazeres chatos para desfrutar do que estava sendo oferecido a mim. O vento me convidava a bailar junto às folhas, que rodopiavam, subiam e desciam sob o som da viração matinal. Mas o sentimento de culpa, que é o carrasco da felicidade, pedia-me entrada. Por um instante, detive-me em mim, volteei dentro do meu ser, limpando-me de todos os sentimentos escravizadores.

Depois dessa batalha interna, pus os pés fora de casa. Estava decidida a fazer um passeio despretensioso. Saí a caminhar, sem muito a pensar. Sempre gostei de  andejar, de percorrer... Muitas das vezes, abandono meu veículo para poder sentir meus pés no chão. Ao andar, eu cresço, meus olhos festejam, tornam-se lentes de aumento.  Ao passear com meus pés, espalho-me, sinto tudo de perto, reconheço cores, cheiros, vidas... O mundo transfigura-se num prazer de ver e viver.

No meu itinerário, encontro uma colega que há muito tempo, eu não a via. No momento em que a reconheço, tive a sensação de que ela era meu espelho. A tristeza bateu a minha porta, a dizer-me que o tempo tinha se encarregado de nos envelhecermos, de limitar nosso corpo... A beleza física dela já não era mais a mesma, certamente, a minha também não era. Foi uma surpresa. A minha incapacidade de aceitar o nosso destino final, deixou-me constrangida. Cumprimentei-a. Foram minutos de conversas confusas. Ela me olhava, como se não estivesse a acreditar que eu havia me tornado uma adulta. Quis saber de coisas e coisas de minha vida. Sempre fui tímida para falar de mim. Limitei-me a dizer que estava tudo bem, com o andamento dos anos. Despedimo-nos , olhei para trás... Pensei: vou morrer e não entenderei por que a decadência não se cansa de nos esperar.


Caxias - MA, 12 de abril de 2015.

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sábado, 11 de abril de 2015

SOL DO MEIO-DIA

SOL DO MEIO-DIA
Elany Morais

É sol do meio-dia, meu corpo fica transparente,
A visão turva, parece meio embaçada,
Os pés querem águas da nascente
Para esfriar a pele que já quase quente
Por causa dessa terra vulcanizada!

O desejo de uma existência sossegada
Parece escapar pelas frestas da veneziana ,
Onde o tempo corre, indiferente e estourado,
Deixando entre abertos os lábios ainda pintados
E uma pele fina e frágil como porcelana!

Quem sabe, por fim,  pode chegar o aconchego,
Sem que me alcance qualquer intriga,
Que eu pise no último degrau da escada,
Sem pensar numa multidão aglomerada
E que a sorte seja a única que me siga!


Caxias - MA, 11 de abril de 2015.

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terça-feira, 31 de março de 2015

SAUDADE

SAUDADE
Elany Morais

Nesta vida, perdemos sempre. Não sei ainda o porquê de perdermos somente as coisas boas. Talvez isso aconteça para que exista a saudade em nós. Saudade dói. Não bastava o cofre de dores que a vida nos oferece, ainda nos abraça esta, apertando nosso peito sem dó.

A saudade não pode nos vermos quietos. Está sempre nos lembrado de pessoas amadas que não estão mais sentindo o calor de nossas mãos, de momentos que vivemos na velocidade de uma raio, isso porque os melhores momentos são sempre acelerados pelo tempo. (Ah, tempo invejoso!) Também sentimos saudade até mesmo do que não se viu, não sentiu nem viveu.

A saudade sempre nos lembra dos passos contrários que demos diante do que nos fazia bem. E para avivar nosso desejo de voltar ao passado prazeroso, existem as fotos. Embora estas amarelam, embaçam-se, mas trazem sempre, para nós, o cheiro saudoso do que passou e jamais voltará para nossa vida. Mas para não oportunizarmos tanto a saudade, é bom que, no momento presente, despeçamo-nos direito de quem vai partir, sem promessa de volta. Vamos aguçar mais nossa visão e audição  para quem passa correndo, por nós, mas deixando conosco o cheiro das rosas. Vamos dizer adeus devagarinho para quem viveu felizes momentos conosco, mas não consegue desamarrar as palavras, na hora de partir.

Por fim, digo: que o nosso cansaço diário não recorra à saudade. Que possamos fazer do presente um momento feliz, a ponto de não recorrermos ao que já se foi, na ilusão de que possamos ser felizes com o que não pode mais voltar.


Caxias - MA, 29 de março de 2015.

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sábado, 7 de março de 2015

TEMPO, TEMPO...

TEMPO, TEMPO...
Elany Morais

O que fazer com tão pouco tempo?
Não sei se com esse tempo dou conta!
Mas como viver às pressas e dá conta
De mim e de tudo em tão pouco tempo?

Para dar conta de tudo em pouco tempo,
Não perco tempo fazendo inútil conta
Se a mim e ao mundo tenho que prestar conta,
Preciso cuidar para não perder tanto tempo.

Se comprometo-me em prestar conta
Não posso perder tempo com passatempo
E, muito menos, com o que não é da minha conta!

Se um dia eu me dispuser a gastar tempo
E não conseguir de nada da conta
Não poderei dizer que tive pouco tempo.

Caxias -MA, 07 de março de fevereiro de 2015.

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sábado, 31 de janeiro de 2015

JUNTAS

JUNTAS
Elany Morais

Juntas, perderemos a noção da hora,
Há ruído, chuvas, vento e tempo lá fora.
Juntas, construiremos qualquer navio,
Sem pressa, sem prazo para rir.
As noites, sob festas, serão eternas,
Embaixo dos lençóis serão brigas de pernas
Sem rumo ou direção a seguir.
Juntas, jogaremos nossas vestes no chão,
Arrumaremos as gavetas do nosso coração,
Sem a obrigação, ou desejo de logo partir.
Meu corpo, no teu, será embutido,
Tirarei tua blusa e,
Tu, meu vestido,
Meus sapatos se confundirão com
os teus,
Ninguém se incomodará com qualquer
apagão,
Só sentirei teus beijos e o toque das
Mãos.
Não, isso, de ninguém é da conta
Cuida de mim, que de ti tomo conta,
Não deixarei quem nos queira perseguir,
Juntas, jamais, do amor, iremos partir!

Caxias - MA, 31 de janeiro de 2015.

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domingo, 25 de janeiro de 2015

UM GEMIDO

UM GEMIDO

Amor hoje, amanhã, agora, e depois....
Nossos corpos estão sem destino
Meu coração está sem medo, sem pudor
Ficaremos juntas...
Com amor em um, com amor em dois...
Secaremos as lágrimas,
Revoaremos, plantaremos asas...
Nosso congresso está a postos,
Cantaremos notas
E juntaremos peito no peito
Pele na pele...
Bocas em chamas...
E apenas um gemido, não de dor,
Mas de alegria e prazer que brotam
 Do amor!


Elany Morais


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ERROS PASSADOS

ERROS PASSADOS
Elany Morais

Cinzas viraram os erros cometidos
Que alimentaram os terríveis gritos,
E não despertaram os sonolentos
Que, nesse mundo, já estão perdidos!

Hoje, tudo não passa de um passado
Como um plano que foi abandonado,
Como um borrão jogado ao lixo,
Como enterro de toda esperança,
Como uma queda de um obstinado!

Caxias - MA, 14 de janeiro de 2014.

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

EFEMERIDADE DA VIDA


EFEMERIDADE DA VIDA
Elany Morais

Quando se pomos a desfiar os anos,
A vida como água que brota da nascente
Esvai-se imperceptível em nossa frente,
Sem desvendar qualquer dos desenganos!

Quando se portam como os doidos ufanos,
Caindo, no escorrer das horas, melancolicamente,
No abrir dos olhos, de repentemente
As rugas chegam com gritos profanos!

Na fantasia, não se enxerga claramente
Que a existência é traiçoeira e fugaz
Por suprimir o fôlego tão de repente!

Hoje se somos moços ou um rapaz,
Os enganos correm em nossa frente
E a sabedoria escorregando atrás!

Caxias - MA, 31 de dezembro de 2014.

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