Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

QUASE


Por Elany Morais
Parece-me que a vida me reservou um quase para quase tudo. Quase fui dali ou daqui. Por muito tempo, tive um quase riso de meio coração. Por isso, tornei-me uma pessoa quase comum, com uma lucidez fracionada. Nem meu entendimento sobre a vida é completo. Não sei se esse quase me serve, mas consisto e insisto nesse viver de quase.
Quase tudo que existe não me tranquiliza, não se solidariza comigo, porque secretiza o que me seduz. Então, quando penso no motivo pelo qual sou quase, convenço-me de que isso é preciso para que eu não esqueça a minha imperfeição e finitude.
Às vezes, julgo truculento esse quase que me persegue. Porém, pode até ser compensador em algumas aspectos. Ser meio canibal me dá panos brancos e finos. A minha meia coragem, de matar o que se vive, salva-me da petrificação cardíaca.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MÁ SORTE

MÁ SORTE
(Por Elany Morais)
És tu que tudo me negas, sorte?
Foste tu que fizeste meu destino
Uma dureza!
As coisas escorrem-me pelos dedos.
Bato no peito, mas teus maus  desígnios
Estão sempre a me alcançar.
Trança-te em mim com tuas benesses
Porque todos os ruídos atingem-me!
Ah, eu quero a luz da sorte
Antes que cedo demais me
Alcance a morte.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 29 de setembro de 2015

BELEZA NATURAL





Absorta ao luar, submersa nos horizontes,
Não deixava de contemplar
As folhas dos pinhais, a imponência dos montes
E as ondas verdes do mar.

Se disso, indiferentes passamos,
Não sentiremos a pureza das flores,
A vida será apenas um caos exteriores
E jamais seremos o que sonhamos.

Sem vida interna, jardins não colheremos
Mesmo que víssemos a aurora nascer.
Solitário no mundo sempre seremos,
Se não deixarmos a beleza interna viver.

Elany Morais

Caxias - MA, 27 de setembro de 2015.


sábado, 15 de agosto de 2015

SABER DIZER NÃO

SABER DIZER NÃO

Elany Morais


Eu era dependente dos adjetivos, ou melhor, eu era escrava deles, por isso, eu me apropriava dos verbos até  a exaustão. Mas nos últimos tempos, descobri que se desrespeitar para agradar os outros não traz felicidade. Agora posso experimentar o prazer de saber dizer não.
 É questão cultural o desejo de sermos agradáveis  aos olhos de outrem, de sermos bons, amáveis, solícitos, mas nunca ouvir e atender primeiro as nossas necessidades. Nunca queremos ser feios para ninguém, é até suportável ser feio para si, mas para os outros, jamais.

 Nunca me orgulhei de ser reservada, de ter poucos amigos próximos, de economizar palavras orais. Para mim, bacana mesmo era ser sociável, ter facilidade de fazer muitos amigos, ser extrovertido ... Mas com minha prática de ser gente pensante, pude constatar  que posso ser perfeitamente eu na minha imperfeição, que posso ser considerada antipática, sem me custar nenhum desgosto. Quantas vezes eu emprestava algo, com a certeza de nunca mais ser restituída, mas eu dava um nó no coração e me desfazia do objeto para todo sempre, somente para não dizer NÃO para alguém que nem era amor de meu coração exigente!

Tive a sorte de descobrir que ser verdadeiro consigo mesmo diminui os falsos amigos e aumenta nossa felicidade. Uma coisa é certa: é impossível ter muitos amigos, se somos bons para nós mesmos. Não dar para servir dois senhores. Mas diante disso, também pude comprovar o seguinte: os únicos amigos que nos sobram são, de fato, os verdadeiros.


Caxias - MA, 15 de agosto de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 13 de julho de 2015

CRESCER

CRESCER
Elany Morais

Apequenar-se por dentro dói. Crescer por fora e perder-se por dentro é perigoso.  Saber por fora, fica-se torto, flácido, fugaz e roto.
Sendo grande interiormente, pode-se criar um avião, seja de papel, de meia ou de sabão. Saber demais por fora é fino e frágil, é quase em vão. 

Viver para fora são águas geladas. O Eu não se pertence. As raízes não crescem. Tudo fica solto, fácil e frouxo.  As estrelas apagam-se. O viver, de fato, não se realiza. Não haverá mergulho na compreensão do que deve ser viver mesmo. As partes de si sempre ficarão soltas pelos caminhos a fora. Costurar por fora é viver desconfortável por dentro. As pontas apertarão. Perder-se por dentro é incômodo. É nefasto. É trágico. É não ser. É a morte chegando antes de ser. É ser morto antes mesmo de morrer. Assombrar-se á sempre com os próprios fantasmas. Crescer somente por fora é armadilhar-se, enquanto que crescer para dentro é um dever, um afazer e um prazer consigo mesmo. Crescer interiormente traz entusiamo límpido, doce e claro.


Se nossas raízes fincam-se em nós, viveremos efetivamente, e não cumpriremos nenhum destino. O azar será apenas uma palavra sem abstração real. Teremos fome de nós, de sucesso interno, substanciaremos o amor com toda sorte de alimentos. Romperemos todas as muralhas, rasgaremos o véu com extrema criatividade. Crescer por dentro não é fácil, é exigente, mas é justo, é duro na borda, porém doce no fundo.

CAXIAS-MA, 13 DE JULHO DE 2015.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

PASSOS DA AMADA

PASSOS DA AMADA
Elany Morais

Entre pedras e pássaros, ouço os passos da amada,
E com o sibilo do vento, sua voz era de ternura
Que revelava seus sonhos de uma próspera ventura
De dormir em meus braços totalmente desnudada.

Mesmo com os passos distantes, fiquei embriagada,
Pois os sons traziam consigo uma tamanha doçura
Que me fazia acreditar que a sorte não era tão dura
E que o jardim da felicidade era a porta de entrada.

Os firmes passos da amada para mim foram um aviso
De que o nosso amor era fruto de toda divindade
E mesmo que no peito guardasse uma saudade,
Mas o nosso destino era entrar  e viver no paraíso.


CAXIAS- MA, 01 DE JUNHO DE 2015.

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sábado, 23 de maio de 2015

SALVA-ME


SALVA-ME
Elany Morais

Por que não dizer
que não te ver me faz sofrer?

Assim me manifesto por
medo de perder teus gestos.

Quando a noite cala, a tua
imagem alva me acalma

E o som da tua fala embala
e salva a minha alma.

Pensamentos insanos me
levam a enganos

Mas quando vem o ensejo tu
me redimes com teu  beijo!

Caxias - MA, 23 de maio de 2015.

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terça-feira, 5 de maio de 2015

A MODA DO MAL


A MODA DO MAL

O mal está em moda. Há moda em mal para todos os gostos, todas raças, todas cores, todos os credos religiosos... O supérfluo ganha asas, cresce, constrói moradas e adorna-as para todo tipo de maledicência. 

A grandeza humana está em crise, isso porque a VERDADE perde fôlego, não consegue emergir, dessa forma a barbaridade cria mãos e mãos e pés alados. No meu desespero por entendimento, chego a pensar que pode ser providência divina, para o homem possa praticar o mal até se fartar, enfastiar-se. Queria eu ver o homem/mulher enfastiar-se de todas as desgraceiras, de todas as lástimas visíveis e invisíveis.

 Pode haver quem diga que o mal sempre existiu, e quem diz assim não mente .Nunca houve um tempo em que não se falasse em tragédia e comédia, felicidade e infelicidade, guerra e paz. Não estou a repudiar o que já faz da Natureza: o bem e o mal misturado. O mal sempre existiu, mas não a ponto de ousar suplantar o bem.

Como há coisas nessa vida que não se pode entender! Ouve-se deliberadamente pessoas proclamarem o desejo permanente de felicidade, mas parece desconhecerem que o pai da felicidade nunca foi nem será o mal. Diante disso, só me resta dizer que se na balança da vida, pender mais o peso maligno, a felicidade será um sentimento em extinção.


Caxias - MA, 05 de maio de 2015.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

APRENDIZAGEM DA ALEGRIA

APRENDIZAGEM DA ALEGRIA
Elany Morais

Nem sempre haverá outros verões, portanto, é preferível esquecer os momentos irrelevantes. Mas como esquecê-los, se eles se fazem tão importantes? Nas fatias de vida, existem flagrantes felizes, porém, logo são jogados no limbo do esquecimento, enquanto que a ponta de um pequeno infortúnio ganha forma gigantesca, desestruturando a casa de nossa alma.

Se por mais tempo, a felicidade se estabelecesse na intimidade do nosso coração, a tristeza seria fogo morto, perdido no deserto, sem nenhuma esperança de qualquer salvação.  É preciso reter, sobre si, jardins férteis, porque lançar mão do que somente nos faz bem é deixar para trás todos os nós que nos fazem refém.

É obsceno alimentar-se de lamentações pelos grãos de areia que o vento jogou para trás. Por que jogar gelo sobre o incêndio da alegria? Por que se valer de truques para sabotar a felicidade? Deve-se viver como se pode, portanto, é perfeitamente possível aprender a se desvencilhar da lama que polui nossos pensamentos e, consequentemente, nossos pensamentos.

A vida é um processo de aprendizagem. Precisa-se aprender tudo, menos a chorar, se já nascemos chorando, dessa forma, chorar é condição nata do indivíduo. Então, por que usar de subterfúgios para forçar o embaçamento da luz dos nossos olhos, com lágrimas pesada de sal? Agarremo-nos aos momentos gloriosos, de felicidades, de alegria, de satisfação e de reconhecimento de si mesmo, assim, aprende-se e acostuma-se a ser feliz.


Caxias - MA, 03 de abril de 2015.

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terça-feira, 31 de março de 2015

SAUDADE

SAUDADE
Elany Morais

Nesta vida, perdemos sempre. Não sei ainda o porquê de perdermos somente as coisas boas. Talvez isso aconteça para que exista a saudade em nós. Saudade dói. Não bastava o cofre de dores que a vida nos oferece, ainda nos abraça esta, apertando nosso peito sem dó.

A saudade não pode nos vermos quietos. Está sempre nos lembrado de pessoas amadas que não estão mais sentindo o calor de nossas mãos, de momentos que vivemos na velocidade de uma raio, isso porque os melhores momentos são sempre acelerados pelo tempo. (Ah, tempo invejoso!) Também sentimos saudade até mesmo do que não se viu, não sentiu nem viveu.

A saudade sempre nos lembra dos passos contrários que demos diante do que nos fazia bem. E para avivar nosso desejo de voltar ao passado prazeroso, existem as fotos. Embora estas amarelam, embaçam-se, mas trazem sempre, para nós, o cheiro saudoso do que passou e jamais voltará para nossa vida. Mas para não oportunizarmos tanto a saudade, é bom que, no momento presente, despeçamo-nos direito de quem vai partir, sem promessa de volta. Vamos aguçar mais nossa visão e audição  para quem passa correndo, por nós, mas deixando conosco o cheiro das rosas. Vamos dizer adeus devagarinho para quem viveu felizes momentos conosco, mas não consegue desamarrar as palavras, na hora de partir.

Por fim, digo: que o nosso cansaço diário não recorra à saudade. Que possamos fazer do presente um momento feliz, a ponto de não recorrermos ao que já se foi, na ilusão de que possamos ser felizes com o que não pode mais voltar.


Caxias - MA, 29 de março de 2015.

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sábado, 28 de março de 2015

INSÔNIA

INSÔNIA
Elany Morais

 Quando se descobre o prazer de se estar sozinho, um padecer a menos. Mágicas acontecem. Nas últimas horas mortas da noite, meus olhos teimam em querer ver o nada. É nesse momento, que me ponho a arrastar os pés sobre o frio do chão. Se eu tivesse coragem de tomar um café, ele me cairia bem. Ouvidos esticados e atentos, mas só ouço o sibilar tímido do vento sobre as folhas de minha mangueira. Meus pensamentos todos sozinhos na imensidão do silêncio. Nada frustra meu nada. Sou eu num vazio desejado. Nem mesmo aquelas mensagens que me chegam, no celular, como se eu fosse a destinatária, interrompem meu sossego noturno.

Refestelada em minha poltrona, ponho-me a deliciar-me comigo mesma. Sou minha, o silêncio é meu. O poder de estar feliz é meu. Se outros olhos me vissem, nesse momento, julgaria-me uma anciã sem futuro, cansada, desejosa do sono eterno. Mas na verdade, eu estava ali apenas libertando-me do cárcere mundano.

De repente, percebo o dia mover-se devagarinho, a desvencilhar-se de suas cobertas, preparando-se para agir no mundo como  um moinho. Ouço um cantar duplo. Dois bem-ti-vis fazem o concerto matutino. Vou à janela, deparo-me com o sol a piscar um olho para mim, como se fosse cúmplice da minha insônia. Detenho-me ali por mais alguns instantes, a sentir o burburinho urbano crescer. O som dos pássaros é interrompido por uma batida um tanto superficial, era o marceneiro vizinho com suas armas de construção. Jogo os braços sobre a janela, com olhos fixos nas luzes da rua que ainda acesas estavam, eu percebia que era o fim do espetáculo delas, era hora de recolherem-se. As folhas de minha mangueira abriam-se vigorosamente, prontas para a batalha diária. Todos acordavam. As crianças pré-escolares choravam, possuídas pela preguiça matinal, penso que a leve frieza convidava os pequenos para o aconchego dos lençóis.


Enquanto o mundo despertava, eu precisava adormecer, mesmo que fosse por um instante só.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

MOBILIDADE

MOBILIDADE
Elany Morais

Não me custa mais dizer que não me fixo em coisa alguma, nem mesmo a contar as partes do tempo. Por anos a fio, fui raiz do que não me alimentava. Meu tronco apodrecia por vezes. Hoje, não me proponho a envelhecer no vazio.
Não me custa dizer que não floreio em terra única. Agora, solteio-me, em qualquer tempo e em todo lugar. Minha casa é móvel. Visto o que me cabe em perfeita forma. Se me prende, se me afoga, se me aperta, eu viro o jogo com ou sem cartas. Para mim, não há mais azar em jogo.
E por que não ganhar mobilidade numa vida que não é fixa? Fixação só em amor que é dez. E o resto? Esse não me culpa, não me amarra nem em seduz. Viver de dois em três é um desafio para quem quer viver como deseja. Cansei-me do um, do para, do fica, do não pode, do espera, do não vai, do se... Agora parto e reparto o que era apenas para ser parte única ou um inteiro eterno.


Caxias - MA, 02 de março de 2015.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

TEU AMOR


 
TEU AMOR
Elany Morais

Dias solares ouço que sou querida,
Meu afável coração por ti foi eleito,
Minha alma aninha-se em teu peito,
A tirar-me das angústias dessa vida.

Em teus braços, fica leve minha lida,
Os buracos, em mim, encontra jeito,
Meus amores do passado desfeitos,
Com teu amor hoje, faz-me redimida.

Sob teus cuidados jamais me afundo.
Revigoro-me com suas doces ternuras,
A restabelecer meu espírito moribundo.

Elevas-me como os ares da montanha
A sentir na pele, da Natureza, a frescura,
A resguardar-me de toda dor estranha.


Caxias- MA, 14 de fevereiro de 2015.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MÃE


MÃE
Elany Morais

Vim do fundo de ti
Talvez para ser o teu retrato!
Tu és a promessa
Para que meu frio não se demore.
O nosso amor é para ser feliz,
Mas se tu ignoras minhas
Noites rumorosas,
Em me perco e aperto
O coração que não amará
nem mesmo as brancas rosas!

Caxias - MA, 26 de janeiro de 2015.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MAIS UMA VEZ

MAIS UMA VEZ
Elany Morais

Apenas mais uma vez!
Há espaço para aqui ficar,
Não seque o que há veia
Antes de a morte chegar!

Não cale o que há na boca
O que pode ser apenas de passagem,
A alma não quer ficar presa
Nem o desejo sempre à margem!

Não sabe o que há direito
Nem vive como deveria ser,
Já choramos muitas das vezes
Por não saber como viver!

Apenas mais uma vez
Não vivamos só de maçada,
O rancor custa a cabeça
Pois o mal que virá depois
Deixará que a alma pereça!


Caxias - MA, 19 de janeiro de 2015.

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sábado, 6 de dezembro de 2014

PESAR

PESAR
Elany Morais

Esse meu viver sofrido
Rompe as fibras do meu peito,
Mas se um dia de certo morrerei,
Eu poderia hoje ser feliz ao som de luz e flor,
Nos braços daquela que vive em mim,
fundida nela, nos lábios do meu amor!

Nas noites silenciosas, fico sempre a suspirar
Uma existência perdida,
Mas se de certo, eu morrei,
Eu poderia viver com ela, nas águas,
Com o cheiro de mar e de flor,
Eu poderia ser feliz hoje, fundida nela, no corpo
Do meu amor!

Caxias - MA, 06 de dezembro de 2014.


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domingo, 30 de novembro de 2014

QUERO-TE

QUERO-TE
Elany Morais

Quero teu corpo quente,
Para sentir em mim teu sangue rubro.
Que a nossa felicidade seja resplandecente
Como as flores vivas de outubro!

Quero-te sem reservas ou pesar.
Pois tu deixas meu espírito calmo e enlevado
Como se nada mais fosse acabar,
Deixando meu mundo leve e adocicado!

Quero-te com desejo bravo e desmedido
Como se tu fosses minha única verdade.
Quero-te forte, sem maldade
Nessa vida fria e aguerrida,
Pois, és a minha única bondade.



Caxias - MA, 30 de novembro de 2014.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

METADE DE MIM

METADE DE MIM
Elany Morais

Nos meus sonhos, vivo a procurar-te
Como se tu fizeste parte de minha pele.
Se fundir teu corpo no meu é sabor de mel 
Como ei de não querer abraçar-te ?

Em sonhos, vivo a procurar-te por toda parte
Pois sem ti, a vida só tem gosto amargo de fel.
Sem tua pele, meu existir só pode ser cruel
Porque sem teu amor não há nada que me baste!

Mesmo distante sinto, em mim, a tua alma
E é isso que ainda me vem uma plena calma.
Não cai em mim que tu não mais me amas

Porque meu coração  isso nunca sente.
 Vivo fundida em ti como preso em correntes
Por esse amor que jamais se apaga as chamas.

Caxias- MA, 19  de novembro de 2014.


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sábado, 1 de novembro de 2014

VISÃO

VISÃO
Elany Morais

Enganei-me, estava apenas sonhando
Que estava em uma terra abençoada,
Onde eu não via olhos chorando
E a verdade era imensamente amada!

Não havia, nas pessoas, silenciosas mágoas,
As almas eram transparentes, livres e nuas,
Todos cantavam serenata á luz mansa da lua
Com os pés descansado sobre as doces águas.

Crianças como pássaros alegres cantavam
E eu embevecida e encantada com tudo ria,
Feliz em vê as faces de todos que ali dançavam
Com grande liberdade e infinita alegria!

Pena que tudo era de um sonho uma aventura!
Mas por não saber disso, minha face era celeste
Eu via todos numa brancura de finas vestes
Onde o cenário resplandecia em plena alvura!

Caxias -MA, 01 de novembro de 2014.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

USO DA VERDADE

USO DA VERDADE
Elany Morais

Ser autêntico, nesse mundo, é grande ventura.
É viver e morrer em favor da verdade,...
Mas há quem diz ser isso a maior loucura
Ou uma porta aberta para toda infelicidade.


Mas viver mentindo pode ser uma tortura,
Sem poder ao menos se dispor a uma caridade.
Sem a verdade é tudo ilusão pura
Ou alimentar a nossa soberba vaidade!

Por isso eu a uso o quanto preciso
 Sem sequer me importar com alguém
Nem por espreitar no futuro o paraíso
Ou receber de todos um sorriso

 Para aliviar minha consciência também,
Mas sim para ser fiel a todos que têm juízo.
Caxias - MA, 20 de outubro de 2014.
Caxias - MA, 20 de outubro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany morais