Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

CHUVA MANSA

CHUVA MANSA
Elany Morais

Queria eu uma chuva mansa
Para lavar este momento
Que traz tantas lembranças
De um cruel isolamento.

Se ela viesse agora em silêncio
Nesse meu sentir sem claridade,
Não precisaria mais de lenço
Para limpar as manchas da saudade!

Quando ela chega tão mansa
Com toda serenidade,
Minha alma só descansa
De tanta infelicidade!

Caxias - MA, 20 de maio de 2015


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sábado, 17 de janeiro de 2015

MANCHAS SOBRE OS LENÇÓIS

MANCHAS SOBRE OS LENÇÓIS
Elany Morais

Sem culpa, ela manchou meus lençóis de linho,
Mas hei de limpar meus brancos lençóis,
De replantar meus belos girassóis
E retomar meus antigos caminhos!

Ela me veio com sonhos dantescos,
Mas pus todos sobre a mesa de pinho,
Apossei-me da velha garrafa de vinho
E sai para tomar um ar mais fresco!

Sei que o desejo dela é me ver em funda cova,
Mas minha alma ainda é muito nova
Para partir dessa vida de forma breve.

Na minha vida, não a quero nunca mais
Nem que ela venha branca como a neve
Ou me proponha uma vida feliz de casais!

Caxias - MA, 17 de dezembro de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 10 de junho de 2014

DECLARAÇÃO

O POEMINHA DO DIA
Declaração
Elany Morais

Trago emprestada a aparente inconsciência dos loucos.
Arranco do espelho a imagem da face esmagada....
Não fico à espreita, na soleira da porta de olhos moles.
No desfiladeiro, burlo os passos apressados da morte.
Ignoro as manchas insolúveis da derme fria.
Curo as dores das pernas partidas e vadias
E se o tombo chegar, canto a " Canção do Tomoio" para levantar.

Caxias - MA, 09 de junho de 2014.