Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 12 de março de 2021

AGONIA I


Por Elany Morais

Sem nenhuma semeadura,
a promessa era de terra dura,
Numa profunda cova escura.
Agora, há esperança de cura
Deus não é uma vã figura!
Abraçou-nos tanto tormento
Que chegou como folha no vento
Com firme e forte intento
De causar tanto sofrimento
Como se tivéssemos algum merecimento!
Foi embora aquela alegria
De muitos que seu ente morria
Em profunda agonia
Por um vírus, que sem piedade sorria!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A CHAMA DA ESPERANÇA


Por Elany Morais
Hoje, ao amanhecer, no meu momento mais manso do dia, fiquei a pensar na seguinte frase: a esperança é a última que morre porque é a última que nasce. Eu - comigo mesma - disse: sim, a ordem não importa, o importante é que antes que ela morra, exista uma solução para nosso problema. Daí, pus-me a tamborilar a música que diz que vivemos na esperança de que dias melhores virão, que essa corda bamba não seja para sempre.
Nesse momento, uma vacina seria para nós como luz é para a escuridão. Temos fome de proteção e de segurança. Não somos feitos para sofrer ininterruptamente. Que saudades tenho de não dá pêsames todos os dias! Todo mundo precisa de vida! Os dias, os fatos não mentem: todos os dias alguém parte para nunca mais voltar!
A cada dia preciso me acender de esperança. As abreviaturas da existência estão sendo imensas. Por quê? Talvez porque o mal está em nós. Mas, uma coisa é certa: precisamos nos reinventar para continuarmos a viver.
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sábado, 28 de março de 2020

O INIMIGO INVISÍVEL


Por Elany Morais
Um inimigo invadiu o mundo
E a humanidade parou num silêncio
profundo!
Uma desgraça na terra aconteceu
Deixando a gente atônita e abalada.
Será que o coração de muitos amoleceu
Com o futuro de uma sina mal desenhada?
Coronavírus - vírus impiedoso - "zangado
contra a vida", causou-nos alvoroço,
jogando-nos no calabouço!
Há quem antes de palavras ter se cansado,
Agora, sozinho, em silêncio, descansa
ameaçado!
Sem beijos, sem abraços, ou ao menos um
aperto de mão, só resta toda a gente
fazer a sua oração!
Guerra sem amas, inimigo invisível
O desejo de vida não parte. E agora?Deitar em seu universo, é perigoso
quem o descarte!

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domingo, 22 de setembro de 2019

ADVERSA


Por Elany Morais
Nasci do outro ladode um universo inexplicável.
Venho esmolando adequação
Em campo estreito, sujo, sem rumo,
sem jeito, maculado...

Obediência à vida são nós que não
desatam, nem afrouxam,
Alma minha irresoluta, desencorajada.
Não é um fuso de melancolia,
é uma forma de vida que não diz nada.
E o mistério será encerrado?
Nenhuma certeza minha é bem
possuída!
Nunca fui iludida por uma esperança velada,
Tudo é varrido para o depósito vazio,
transformado em sombra no universo do nada.
Meu universo é o da incerteza, das perguntas
irrespondidas, da canção que chegou tarde,
da imensa ausência de respostas
de qualquer dúvida que me invade.

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domingo, 4 de agosto de 2019

VIVER É PERDER


Por Elany Morais 
O viver dos outros e o da gente é assim: a vida apenas finge que joga uma carta para ti, outra; para mim. Convence-nos de que a morte mascara outra realidade desconhecida, porém com a possibilidade de paz, descanso e felicidade. Mas na verdade, a vida faz isso porque quer esconder a sua sutil face trágica. Quem não percebeu ou viveu perdas gradativas, ao longo da existência? É isto: viver também é perder. A vida segue, e as perdas vão se desfilando, desfiando, crescendo, avolumando-se até onde não se tem mais o que perder, restando apenas aquilo que talvez não se queira mais, essa, sim, é a verdade extraordinária. Não há do que se surpreender. Isso não é um escândalo. "Estamos num beco sem saída". Estamos na vida. Vamos perder sempre o que mais se quer. Ser é trágico. Viver é um circulo vicioso de perde -e- ganha. Ou não se ganha. Ganhar na vida é ilusão. Há apenas um empréstimo, sem aviso prévio de nos ser tirado aquilo que aparentemente nos foi dado.
Como é difícil jogar sem cartas! Como ganhar sem saber as regras do jogo? Não temos chance. Já nascemos vencidos. Perder é o castigo de ser e estar. Até a coragem nos negam para retornarmos. Retroceder não é possível. Avançar também é caminhar para o final, o final do ser, do estar, do quer... Aqui é o auge do perder. Em fim, na vida, perde-se tudo, até o querer não perder.


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sábado, 2 de fevereiro de 2019

SOLIDÃO


Por Elany Morais 

A sorte me foi dada de ser somente
eu e eu, sem aborrecimentos! 

Não é um fingimento de plano alto,
Nem grandeza de alma!
É a sorte de abrir-se para si!
Sorte desse tipo é silêncio profundo,
Não existe espaço de dimensões menores,
O mundo cabe em qualquer sonho.

Invocaram-me para a solidão!
Como posso ser daqui se estou sempre
de partida?
Todas as manhãs deixo os olhos correrem
nos caminhos desertos, estreitos...
Não chamo por toda gente... Não tenho voz!
Mas.. Solidão nem é um bicho atroz, feroz...
É um mundo como a lua, desabitado!
É canção sem palavras.

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sexta-feira, 6 de julho de 2018

MINHAS HORAS PARAM


Por Elany Morais
Minhas horas param, na incoerência dos seres,
E, meu sonho, ao som do violino, se alonga
na sombra de um convento.

São por essas horas de agonia que peço
Ao Senhor noite e dia para que mais
Pessoas não morram sem se amar!

Minhas horas param, embora nasça o sol
Embora nasça o luar!

São nessas horas que como monge
Ponho-me a rezar! E como águia sem
Asas para voar, clamo ao Senhor que
Não mais pessoas morram sem se
Amar!

E como doentes que pedem a Deus
Para sua alma sarar, clamo ao Senhor,
para que não mais pessoas morram sem se amar!

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

UM DIA SE MORRE


Por Elany Morais
Para que serve aquilo que não se pode evitar? Para que serve morrer? Escondida, de um só golpe, a morte chega e tria-nos da ilusão de infinitude. Encerra a espera pela vida. Como se pode morrer bem, se o vazio fica e o nada talvez vai ao além?
Deixar essa vida é como morrer de sede no mar. Porém, não seria mais terrível do que a imortalidade, quando não se quer viver mais.
E os que foram tentando agarrar-se aos paus de sebo? Clamaram aos gritos pelos que aqui ficaram e as aves revoaram na noite solitária! É posto fim ao ideal de toda uma existência ilusória. É riscado do mapa da sorte de se estar vivo.
Todos nós somos flores mortais, com a esperança de, na mão de Deus, dormir eternamente.

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

POR QUE FECHAR OS OLHOS PARA A DOR ALHEIA?


 Por Elany Morais
O amor é a seiva da vida. É a energia que nos mantém de pé. Como viver sem nos sentirmos amados? O amor é uma verdade, sem ele a realidade pode nos matar. Quantos de nós não estamos morrendo de braços estendidos, com o grito preso na garganta, à espera de socorro? À espera do amor, do abraço, do acolhimento, da escuta, do olhar atento, etc.
Será que não estamos nos comportando como se nós ou os outros fossem durar para sempre? Em vida, não fazemos nunca o esforço de olhar para o outro, de ouvi-lo, sem nos colocamos na cena principal. Quando o outro desaparece, resta-nos apenas a consciência de não termos feito o que nos cabíamos, não ficando dele nem a memória que nos chegue ou que nos console. Então, é o momento de querermos de volta o que perdemos definitivamente. Pois, não é certo de que haverá campo e reencontros no céu.
Será que nossas maneiras de amar não estão sendo pobres? Parece-me que estamos surdos. Escutemos, escutemos... Estamos rodeados de almas que sentem. Muitas estão ilhadas, cercadas de farpas da indiferença, da inveja, do egoísmo, do egocentrismo, da indolência, etc. Para quem ainda sente o coração pulsar, há tempo para apurar olhos e ouvidos antes que o enredo do romance possa acabar.
Se algum nada nos espera, se esse enredo de certo terá um fim por que fecharmos os olhos e o coração à dor alheia? É nobre lamber as feridas do outro. Cães e gatos são nobres. A nossa alegria deveria advir do cuidar de alguém. Devemos beber com os outros os prazeres e as alegrias da vida. Pois, se diferente for disso, a vida será apenas sombras, sem festas, sem alegria e sem amor.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

PARTIDA

Barco pronto para  o nada absoluto.
Mas enquanto brilha sol e lua
nunca se pode fazer tudo.
E agora? O que nos sobra?
 O impulso de viver!
 Aqui, tem-se os outros e a
teia da esperança.
A competência existencial
 me soltou a mão?
Esta travessia aqui é boa
e nunca é bom sair dela!

Elany Morais

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O QUE TE CONSOME?


Por Elany Morais
O que te consome?
O espetáculo não para!
As palmas são como remos no mar.
Aqui, a ferida não sara,
O barco não ancora
E aquele beijo que te devora
Não te ampara nem te consola.
O que te consome?
É a vida que passa,
E o tempo nem disfarça,
Se para isso há outro nome,
Livra-te do que te consome
E agarra-te o que feliz te faça!

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

VIDA E MORTE


Por Elany Morais
Minha ideia mais recente foi a de esbofetear esse mistério que envolve a existência ou inexistência da vida humana. A decomposição da matéria física são absurdos que me assaltam. Às vezes, visto-me de indiferença como disfarce, porém, meu escasso entendimento leva-me aos questionamentos, às perguntas, que têm como respostas apenas os ecos.
Mesmo nos meus anos de mocidade, esses pensamentos já se comprometiam em fechar as portas da alegria, da segurança e da felicidade. O medo tornou-se o vizinho primeiro, companheiro...E hoje, por que não esbofetear o que meu entendimento não pode alcançar?

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUANDO A ESPERANÇA ME DESESPERAR

Por Elany Morais 

Quando a esperança me desesperar, minhas vontades hão de ficar paradas. Mas enquanto houver um fio de água, eu ainda hei de esperar, de criar, de rir e amar.
Há em mim muitos litígios, porém, a máquina não emperra. E, se vier o que me desespera, apenas observarei os absurdos, sem deixar que minha alma se transforme em qualquer coisa que seja austera.
Não está ao meu alcance o que fechará minha vida. Na minha roda viva, sempre haverá rosais, olhares profundos, abraços ardentes e amores maternais.
Independente de como seja, ou o quanto pese a tampa de um céu cinzento, não existirá nenhuma fria cor sobre a esperança desse espírito que abandonou o destino das almas que vivem cerradas em seus lamentos.
Abaixo os negros pavilhões! Corredores livres, nuvens nos céus, pés sem grilhões, jardins floridos e fantásticas visões.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

EU NÃO CONTROLO


Por Elany Morais
Como controlar?
A vida me come todos os dias, devagarinho, mas ela me come. Porém, a mim, não basta apenas fazer parte do infinito. Eu quero mais. Quero dias e dias até perder de vista. Mas haverá dias que me escaparão. E o que fazer? Eu não controlo. Então, minha alma se rompe e cabe muito e cabe tudo. Cabe até sofrimento. Aquele sofrimento processual. Sem que eu possa fazê-lo diminuto. E se assim é, deixarei de regar minha insistência, não posso controlar. A finitude está plantada em minha carne. Minha resistência é delicada. Porque o tempo me dobra, me quebra, me finda. E o que fazer? Só me resta lavar meu pensamento, acariciar a perda, fazer com ela não se torne tão feia e, sem dor, deixar vida me comer, mas me comer toda, completamente. Mas se meus pensamentos ficarem limpos, em vez de a vida me comer, eu posso comer a vida, comer com tudo, o prato completo, com direito a todas as iguarias até o doce estragado.
Por que me corroer? Eu não controlo. A finitude tem e vem. Do que vale a intensidade do meu desejo de moldar, de ficar? Nada se ajustará a meu favor. Não há o que me caber. Só me cabe lavar o que me vem sujo. Mudar, sofrer e partir pode não ser sujo e feio. Isso pode ser comido com aceitação. Faz parte de tudo que se tem.
Todos os dias é despedida. Eu não posso controlar. A vida é um prato que não esfria nem apodrece. Mas não se pode demorar.
Caxias- MA, 19 de agosto de 2016.

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

LUTA VENCIDA



A vida vai doendo aos poucos. A cada momento, os reveses podem sequestrar nosso ânimo. Mas com ou sem estilo, reerguemo-nos em recusa ao nada absoluto, apesar de que, nessa batalha pela existência, seremos todos vencidos. E dessa forma, a vida segue assim. Mas não é por isso que não reinaremos aqui por mais ou por menos.

Nesse remar, até ao último rastro, a vida segue desejada. Porém, tudo se findará, no cessar dos passos, no arfar sutil, no sono sem volta...  E, nós sem termos contribuído em nada para o nada, este se abaterá sobre nós.
Aos poucos, a vida continua doendo. Ouvir o som do abrir da janela parece banal, mas não mais ouvir será o grande mal. Virá para todos o dia da indiferença total. O silêncio será doído e sentindo para quem aqui ficar, a espera do bonde que somente atrasa, mas sempre chega ao seu destino final.

Ah, esse fim que há de chegar, mas eu nunca hei de esperar.

Elany Morais

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sábado, 26 de março de 2016

QUANDO EU FOR

QUANDO EU FOR
Por Elany Morais 

O que de mim há de ficar,
quando minha pele empalidecer?
Quem porá os olhos nos meus,
como sempre vi acontecer?
Quem segurará a minha mão,
quando eu me enrijecer?
Partirei, mas ninguém
me verá a porta  bater!
Não sei se vai doer, mas a
imperfeição há de perecer!
O que de mim há de ficar, quando
a minha voz  desaparecer?
Eu vou, mas não sei se vai doer!

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quarta-feira, 9 de março de 2016

PORQUE ESCREVO

PORQUE ESCREVO
Por Elany Morais

Quando os sentimentos me anoitecem,
eu escrevo.
Escrevo para a morte não me beijar.
Não quero beijo gelado!
Não sou da zona escura!
Não deixo que a dor me segure!
Qualquer coisa que vem pelo vento,
eu sinto.
 Quando escrevo, não minto,
apenas pinto.

Caxias- MA, 09 de março de 2016.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MÁ SORTE

MÁ SORTE
(Por Elany Morais)
És tu que tudo me negas, sorte?
Foste tu que fizeste meu destino
Uma dureza!
As coisas escorrem-me pelos dedos.
Bato no peito, mas teus maus  desígnios
Estão sempre a me alcançar.
Trança-te em mim com tuas benesses
Porque todos os ruídos atingem-me!
Ah, eu quero a luz da sorte
Antes que cedo demais me
Alcance a morte.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

QUALQUER DIA SE MORRE

QUALQUER DIA SE MORRE
Por Elany Morais

De qualquer forma se morre!
Se não se morre hoje de acidente,
Morre-se amanhã de doença
Ou com um dos piores males
Do mundo: que é a indiferença!

De qualquer forma se morre!
Quem não morre hoje de indiferença?
Qualquer coisa que se sinta ou se pensa
Se for uma verdade secreta
Para o mundo é uma ofensa!

De qualquer forma se morre!
Há quem morra hoje  de indiferença,
Mesmo que as mãos sejam dadas,
Que os corpos hirtos se enlacem,
Mas a ausência é imensa!

De qualquer forma se morre!
Como haverá recompensa,
Se, nesse mundo tão vil,

O amor é uma ofensa?

domingo, 4 de outubro de 2015

FOI-SE A MOCIDADE

FOI-SE A MOCIDADE
Por Elany Morais

A juventude foi-se como um temporal triste,
Levando as nuances que coloriam os dias.
Agora, parece-me que nada mais existe,
A não ser a salvação na fantasia!

E o que ainda me resta?, Eis-me alquebrantada!
Com olhares indiferentes, ai de mim!
Sinto-me agora como pano esfarrapado,
Cheio de buracos, sem o encanto dos jardins.

Hoje, o que me sobra não é o que cobiço,
Pois terreno escuro, indesejado e alagadiço,
Nele, flor alguma se verá desabrochar.

Mas o que o tempo fez jamais será desfeito,
Só me cabe suportar a dor que tem no peito,
E a certeza de que o fim há de chegar!

Caxias- MA, 29 de setembro de 2015.

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