Sou educadora e escritora

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sábado, 7 de março de 2015

TEMPO, TEMPO...

TEMPO, TEMPO...
Elany Morais

O que fazer com tão pouco tempo?
Não sei se com esse tempo dou conta!
Mas como viver às pressas e dá conta
De mim e de tudo em tão pouco tempo?

Para dar conta de tudo em pouco tempo,
Não perco tempo fazendo inútil conta
Se a mim e ao mundo tenho que prestar conta,
Preciso cuidar para não perder tanto tempo.

Se comprometo-me em prestar conta
Não posso perder tempo com passatempo
E, muito menos, com o que não é da minha conta!

Se um dia eu me dispuser a gastar tempo
E não conseguir de nada da conta
Não poderei dizer que tive pouco tempo.

Caxias -MA, 07 de março de fevereiro de 2015.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

POEMA

POEMA
Elany Morais

O poema não sossega,
 O contrário do romance!
Não dorme, nem sequer
Pode cochilar,
Joga tudo num só lance,
Não repousa em cada linha
Porque não pode demorar!



Caxias - MA, 04 de janeiro de 2015.

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domingo, 4 de janeiro de 2015

EXISTÊNCIA APRESSADA

EXISTÊNCIA APRESSADA
Elany Morais

Quando o dia se embrulha
Em brancas nuvens,
Meus olhos embriagam-se
 Com os verdes mares
Que nunca vistos foram
Pela minha existência apressada!

Quando o dia bebe o azul do céu
Meu corpo dormita à sombra
Dos laranjais
Na espera de que haja fim
Da minha existência agora apressada!

Quando o dia se perde nos cabelos solares
Minha alma canta uma canção tardia
Onde o hino louva o fim daquela que é
A minha existência apressada!

Caxias - MA, 04 de janeiro de 2014.

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

PRESSA, PRESSA...

PRESSA, PRESSA...
Elany Morais

Quero rapidez. Rapidez não sei para quê! Porém, tenho pressa. Mas não passo adiante das pernas. Nunca estou onde penso que estou. Voo sem limites. Não pego a sombra, mas corro. Nunca penso na mesma coisa, porque pressa eu tenho. O mundo não me espera. O tempo não me vigia. Ando no tempo da flor. A flor não pode durar, e eu não sei por que tenho contas para com a vida pagar.

Não sei o tamanho da duração das coisas, por isso, desperta-me a pressa. O tempo me queima, ele não deixa eu fazer minha lenta prece. Não conto minutos, pois a estrada não tem fim. As curvas do caminho me consomem, não posso esquecer que tudo terá um fim.

 Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PRECE


Ah!!! Esse meu eterno querer e nunca poder ser o que quero ser!!!

Quero eu levar esta vida bem devagarinho! Que as horas não se apressem!! Que a tristeza não se demore!! Que a felicidade seja agora! E que o mal do mundo não se demore!!

Quero ver a água do rio passar sem desespero para desembocar em qualquer lugar. Que o sol atenda meu pedido de manter a sua luz vermelha para eu mirar. Quero que minha alma seja uma pena, mas não para o vento levar. Que meu coração não vaguei de dores em dores sem destino certo para pousar. Que eu não obedeça a tristeza que manda  todos os corações amantes  chorar. Que não morra em meu peito todas as aspirações que meu ser vem sempre a almejar. Que o túmulo não fosse a morada certa que todos teremos que habitar.

Elany Morais

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