Sou educadora e escritora

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domingo, 9 de agosto de 2015

POR TRÁS DO RISO

POR TRÁS DO RISO
Elany Morais

Por trás de todo sorriso, uma amargura
oculta e completamente indecente,
impossível de decifrar totalmente,
a ganhar outra forma obscura.

O tempo de toda vida é o que dura
sem disso perceber qualquer vivente,
mas somente o coração é quem sente
e com seu poder a alma desfigura.

Se isso é obra de qualquer acaso,
as lágrimas brotam no olho raso,
tornando o brilho da  luz ofuscante!

Esse é o destino que nos foi dado
somente a morte livrará desse estado,
mas nos enganamos a todo instante!

Caxias - MA, 09 de agosto de 2015.


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

LEMBRANÇAS DE UM AMOR

LEMBRANÇAS DE UM AMOR
Elany Morais

Lembro-me do teu sorriso,
Do som da tua voz,
Do nosso paraíso feliz
Vivido penas por nós!

Mas nessa vida tão louca,
Entre gritos e funerais
Nosso amor ainda repousa
Como se não fosse acordar mais!

Que esse amor não esqueçamos!
Pois este é o desejo meu
Porque um dia nos amamos
Mas parece que teu amor já morreu!


Caxias - MA, 15 de janeiro de 2015.

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

MOÇA DO LAÇO DE FITA

MOÇA DO LAÇO DE FITA
Elany Morais

Tinha um vestido de pobre pano
E uma mísera rede para dormir....
A simplicidade dela é o que amo,
E sua alegria faz a gente sorrir.


Nela, havia um encanto escondido
Que nenhum poeta jamais o cita.
Parece um sonho já prometido
Em que há uma deusa com laço de fita!

Nas mãos, revelava toda sua prenda
Com lenços brancos de puro algodão,
Onde fazia a mais rica renda
Revelando a sua tranquila razão.

Nada nela há de extremo profano
Nem que engesse a fantasia da gente
Mesmo que se vista de pobre pano
O que há nela é pureza simplesmente.

Caxias - MA, 28 de outubro de 2014.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

E AGORA?

E AGORA ?
Elany Morais

E agora?
Estou a repudiar o amargo dos infelizes,
A contemplar o soturno mar,...
A desfiar a teia da escuridão,
A lançar a mão para o brilho
Dos meus olhos capturar!
E agora?
Estou a recuperar meu riso singular,
A colorir o cinzento do céu,
A desvelar a esperança,
Abandonar os dias tormentosos,
E a me encantar com a fênix a revoar!

Caxias - MA, 06 de agosto de 2014.


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

IRRISÍVEL

IRRISÍVEL
Elany Morais

Nunca tive muito jeito para ri, quando menina
Nem de conter minhas lágrimas choradas,
Eu não tinha as peraltices de menina traquina...
Mas não perdia os bichos de nuvens por nada.

Aquietava-me na escuridão, com visão gelada,
Sendo afeita ao som longínquo do violino,
Mesmo distante sem ouvir quase nada,
Contando apenas com a vontade do destino.

Não pude abraçar um mundo idealizado,
Nem desfrutar das regalias do recreio,
Encontrava-me cansada de peito cheio

Por me jogarem num mundo precipitado,
Sem saber para onde ia nem de onde veio,
Mas apenas com um sonho lindo desejado.

Caxias -MA, 27 de junho de 2014.

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sábado, 16 de novembro de 2013

SOLIDÃO


Na madrugada fria, as paredes vazias a fitava, com um olhar pungente. O mundo parecia propriedade privada somente sua. A revolta dos passos, da vozes se fez sentir no quarto vazio. Tudo sumiu. O silêncio gritava um som lancinante.

Nada respirava, as janelas se fecharam, o sibilar do vento respeitava a solidão indesejada. Olhava as frestas do mundo. O espelho atravessava-se em sua frente, denunciando a passagem do tempo, os fios de cabelos teimosos se exibiam marcando a efemeridade da dor, da alegria, até mesmo da companhia.

As contas do antigo terço já não mais nada dizia, já não mais se ouvia a voz sagrada. O existir era uma pergunta infinita. Nesse momento, o riso não veio e a lágrima se compôs ao sopro da última luz que perdurava na teimosia da morbidez ambiental do espaço que morfava na absurda solidão.

Elany Morais

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MEU RISO



Na curva de outono,
meu riso é desbotado,
nessa vida  barulhenta,
meu riso está cansado.

Tenho meu jeito de rir,
 riso afeito à escuridão,
vivo num mundo idealizado,
meu riso é mansidão.

Elany Morais

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