Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

LEMBRANÇAS DE UM AMOR

LEMBRANÇAS DE UM AMOR
Elany Morais

Lembro-me do teu sorriso,
Do som da tua voz,
Do nosso paraíso feliz
Vivido penas por nós!

Mas nessa vida tão louca,
Entre gritos e funerais
Nosso amor ainda repousa
Como se não fosse acordar mais!

Que esse amor não esqueçamos!
Pois este é o desejo meu
Porque um dia nos amamos
Mas parece que teu amor já morreu!


Caxias - MA, 15 de janeiro de 2015.

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sábado, 10 de janeiro de 2015

INSÔNIA

INSÔNIA
Elany Morais

Tu, ingrato sono, só chega na madrugada.
Meu viço poderia acordar puro e vibrante,
Mas meu coração faz a vez do tripulante
Por não receber da alegria a cor imaculada!

Tua ausência me traz uma irritação intensa,
Só descanso finito é o que mais quero,
Noites a fio, com olhos hirtos te espero
Nas noites, frias, impávidas e densas!

Na tua demora, meu coração palpita,
Não ouço vozes, cantos ou soar do vento,
A mente povoa de mórbidos pensamentos,
Mas hora rezo pela salvação bendita!

Fico horas em pensamentos absorta,
Nada chega ao meu pobre entendimento,
Sinto que a ausência do sono é meu tormento,
Deixando meu espírito fraco, quase morto!


Caxias - MA, 10 de janeiro de 2014.

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domingo, 7 de dezembro de 2014

FALTAM PALAVRAS A TI

FALTAM PALAVRAS EM TI
Elany Morais

Como faltam palavras em ti, querida!
Eu ainda não tinha percebido que
Tu eras silêncio frio, cortante...
Ah, como faltam palavras em ti!
Não ouves minha palavras clementes,
Vorazes, pedintes, agudas? ....
Eu, igual um mar bravio, chuvas torrenciais
Tu, mar morto, vento preguiçoso.
As bolhas bailam aqui!
Como faltam palavras em ti!
Vivemos os máximos dos dias no teu
Sono profundo, anestesiado...
Agora tudo me falta!

Caxias - MA, 07 de dezembro de 2014

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ESPERANÇA

ESPERANÇA
Elany morais

Tudo é tão incerto como as águas do rio,
Um choro, um riso, mas no entanto
Há uma esperança, um acalanto
Que na incerteza se extinguiu!

Se a alma se acalma ao som de um canto,
Mas vem a insegurança que sempre prosseguiu
Sem jamais se limpar nas águas  do rio
E que nos aperta o peito com uma força e tanto!

Nesse mundo sou um ser tão pequenino,
Conduzida pela maré com sua correnteza,
Mas com a fé firme em Jesus  Menino

Que jamais me deixará em completo abandono,
Sonho que essa segurança é uma certeza
Para não temer o esperado eterno sono!!

Caxias - MA, 02 de dezembro de 2014.


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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SOMBRAS

  
SOMBRAS
Elany Morais

Vejo chegar as sombras vagamente
Que viola o sono da madrugada,
Deixando minhas veias aceleradas
Sem que nada me deixe mais contente
Só apenas as sombras  tão estridentes
A deixar minha vida tão nebulada!

Pois se vais deixar-me desgastada
Como nunca se viu antigamente
Uma alma tão fria e amortecida
Num vão escuro, sem luz amortecida.
Essa é uma insana e crua verdade
Que me deixa sem sono, num torpor
Sem ao menos da vida sentir o sabor
De qualquer alegria ou novidade!

Caxias - MA, 17 de novembro de 2014.
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sábado, 13 de setembro de 2014

TÉDIO

 
TÉDIO

Elany Morais

Indesejado tédio, parece até amigo meu!
Sempre me recebe em seus braços,
Jogar-me em seu frio leito
Para seguir meus tímidos passos!

Que poder é esse que  tem
De deixar-me sonolenta, sem desejar
Um arvoredo
Ou ver a água que brota
Do seio de um rochedo!

Caxias - MA, 13 de setembro de 2014.

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sábado, 19 de julho de 2014

EFEMERIDADE EXISTENCIAL

EFEMERIDADE EXISTENCIAL
Elany Morais

As esperanças e a vida morrem
E sob a eternidade nada ficará
Tudo se esfacelará como pólen
No bico fremente de um sabiá.

Aqui o eterno não se consente,
A restar-nos somente sombras,
Se desdizer isso deveras mente
Porque o real já lhes assombra!

Assim como num sono profundo
Mergulhar-se-á no esquecimento,
São essas as verdades do mundo
Sem enfeites nem arroubamento!

Caxias - MA, 19 de julho de 2014.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

O SONO DO DIA

O SONO DO DIA
Elany Morais

Que mistérios trazem os olhos do dia?

Como sobreviver a cada passeio pelo escuro? Todas vezes que o dia fecha seus olhos, eu ando por um outro mundo, um mundo sem cores, um mundo sem brilho, um mundo sem luz, um mundo sem paz,  um mundo sem amores. E é sempre , é um sempre sem fim: o dia descansa, e minha pele rompe-se, minhas fibras partem-se, elas partem-se dentro de mim.

É uma desconstrução. O dia dorme, minha alma esvai-se em cinzas. A espreita de nada adianta. Nem um aviso, nem um sino a badalar vêm ao meu encontro para anunciar que o dia estar prestes a acordar.
Não bendigo este sono que me desperta, que me deixa esmaecida, desbotada, sombria, irracional e afogada nas dores que não passam, fazendo-me tanto mal.

Temor. Quando o dia despede-se com seus olhos sobre o piso pisado, lanço-me num destino deserto, sem esperança, sem palmas,sem céu, sem qualquer porta aberta.
 
Socorro!  O engano chega e alcança minha aflição. A razão corre a passos largos, meus olhos dilatam-se, numa  espera aflita, da mão que devaneia na preguiça em socorrer um dilacerado espírito que vive perdido na imensa solidão.

Caxias- MA, 23 de maio de 2014.
 
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quarta-feira, 14 de maio de 2014

O FEL DO MUNDO

O FEL DO MUNDO
Elany Morais
 
Quem me perguntou se o fel do mundo eu quis beber? Por que me violentaste meus ouvidos com a voz da ignorância? Aqui, o desamor não tem freio.  A injúria é uma gula insaciável. A mentira é um câncer indomável. A multidão é um véu sangrento. O peito é salão de baile negro. Os olhos são portas duvidosas. A boca é um cofre de maldição. A noite brinda com a morte. As flores festejam do fim do riso. O sono é o prazer indefinido. A razão é loucura dos justos. O coração com função desconhecida. O sangue é vida jogada perdida. O lar é o purgatória. A música  é o transporte da bestialidade. A dor é o pão do dia. A fome é a alegria do dia. O tempo é algoz dos desvairados.  Água é o vinho podre. O sol é fogo dos pobres. A verdade é o juiz dos justos.

Alguém me perguntou se eu queria o vício do mundo? Tatuaram-no me mim.

Caxias -MA, 14 de maio de 2014.

sábado, 19 de abril de 2014

PODERIA SER

PODERIA SER
Elany Morais

Componho-me do que não foi:

Amor uterino presente,...
Sono velado, dormido,
Visita ao seio de parente
E rogo aflito atendido!

As promessas reais cumpridas,
Saudade intensa asfixiada,
Almas afins fundidas,
E a minha vida lembrada!

Caxias -MA, 19 de abril de 2014.

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quarta-feira, 5 de março de 2014

CANSEI

CANSEI
Elany Morais

Chega!

Em noites frias,
Procurei-te em vão!

Levei palavras à boca
E meus pés perderam o chão!

Mesmo nos delírios do sono
Procurei-te na memória!

Percorri vales e matas
Sem esperança de vitória!

Agora me sobreveio
Que de tanta procura
Cansei!

Caxias- MA, 05 de maio de 2014.

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

MEU CANSAÇO

MEU CANSAÇO
Elany Morais

Chega um certo momento que é preciso se cansar!
Cansada!! Talvez eu esteja
De coisas inimagináveis, não sabidas,
Não pensadas!

Cansar é dor doída!
Sem causa, sem cura!
Sem amor e com amargura!

Minha alma grita por sono.
Que viver sem corpo,
Sem sede, sem fome,
Ela quer viver no abandono!


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DESTINO

Nessa noite, eu não queria ouvir nem ver
Essa sombra que passa em mim sem dó
E a fazer minha inquieta a alma  doer!

Vivo submergida em águas torrentes
E em meio a tumulto de castigo e luta,
Já me causaram irreparáveis danos,
Mas não me entrego nessa tal  labuta!!

Penso em dormir um sono profundo
Mesmo que seja numa enorme pedra
Porque  nunca jamais serei absolvida
Do que o terrível leito a mim reserva!

Elany Morais

 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

SONO

SONO

Nesse tempo a mão de Deus é finita
Pois a mim traz o meu glorioso sono
No inconsciente, a minha alma levita
E meu desejo incontrolável não domo....

A cada noite, vejo-me num tal torpor
Com minha alma a pedir doce trégua
Somente no sono fico livre da cruel dor
E corro sem direção a milhas e légua!!

Elany Morais

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

LUZ


À noite,abro a janela para ver a lua pálida fitar meus olhos entristecidos.Rogo a ela que me conceda permissão para descanso sem limite.Na linguagem do amor,ela me diz que meus desejos me separam do mundo dos que não sabem amar.Mas minha existência é concedida dentro do fio lunar.Só ouço barulho dos anjos a sussurrar,que devo dormir ao som do seu ninar.

Elany Morais
 
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