Sou educadora e escritora

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SOMBRAS

  
SOMBRAS
Elany Morais

Vejo chegar as sombras vagamente
Que viola o sono da madrugada,
Deixando minhas veias aceleradas
Sem que nada me deixe mais contente
Só apenas as sombras  tão estridentes
A deixar minha vida tão nebulada!

Pois se vais deixar-me desgastada
Como nunca se viu antigamente
Uma alma tão fria e amortecida
Num vão escuro, sem luz amortecida.
Essa é uma insana e crua verdade
Que me deixa sem sono, num torpor
Sem ao menos da vida sentir o sabor
De qualquer alegria ou novidade!

Caxias - MA, 17 de novembro de 2014.
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domingo, 9 de novembro de 2014

DIA ESCURO

DIA ESCURO
Elany Morais

O dia, com sombras escuras e abafado
Torna sempre uma face da vida mais feia,
E se dela fugir  ou mesmo salteia  
É como se nunca do sono tivesse levantado!
De nada vale com ele ficar irado
Ou procurar evadir-se em qualquer área
Como se estivesse em plena verde várzea,
Pois ele sobre nós ficará sempre pousado!

Esse dia escuro é terrível, mas aceito
Mas não por ser condenada à avareza
Porque ele de mim é muito afeito.

Como não aceitar tal evento da Natureza?
Resta-me apenas consolar meu peito
Que nesses dias fica repleto de tristeza!

Caxias - MA, 09 de novembro de 2014.


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sábado, 2 de agosto de 2014

VISÕES

VISÕES
Elany Morais

Noites longas, profundas e caladas
Feitas de silêncios frios e ardentes,
De medos insanos e horas quentes,
Onde há dor na alma desfigurada!

Vejo imagens contritas esfaceladas
Como almas vagantes e dementes,
Com bocas hirtas e languescentes
Pelos caminhos escuros e estradas!

Eu via sombras mansas como lago
Como se viesse em busca de afago
Com palavras profundas e puras
Gritando alto a minha procura!

Caxias - MA, 02 de agosto de 2014.
 
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sábado, 28 de junho de 2014

TUA CHEGADA

TUA CHEGADA
Elany Morais

Tu vens como a brisa do mar, discreta!
Surges do rio silencioso, manso e frio
E não se vale de pompas nem de navio,...
Chegando com face lívida, pálida e quieta.

Trazes nas vestes finas sombras e afeto,
Mas nas palavras vem um tom sombrio
Talvez seja para desbravar o meio bravio,
Que traz o mundo em seu feio aspecto!!

As mãos brancas vêm repleta de rosas
Como se fosse uma fada miraculosa
Ganhando forma e muitos espaços,

Sem anunciar que tua chegada vinha
Com o som manso da água marinha
Sem fazer alarde e nenhum arregaço!

Caxias - MA, 28 de junho de 2014.

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

INQUIETUDE INDOMÁVEL

Nos bosques fechados, sentindo o frescor da sombra, fechei os olhos para melhor sorver o perfume das folhas que me reverenciavam. Por embevecimento, perdi o caminho. Corri. Enlouquecida, corri. A imagem do meu desejo formou-se à minha frente. Todas as flores dançavam, bailavam diante de mim, formando-se uma sinuosa corrente.

Sucumbindo-me na minha pequenez, tropecei nas flores, cravando os espinhos nos meus pés nervosos. A efemeridade da paz lançava-me a inquietude. Os caminhos fechavam-se  para minha indomável procura. Mesmo assim, corri. Corri pela paisagem que não era larga nem abundante. Nem mesmo o céu sereno refletia o infinito das passagens abertas.

Eu poderia deter-me na imobilidade azul, revestir-me do templo branco e puro, mas não. Meus pensamentos fixavam-se nas sombras tristes dessa confusa existência. Sempre de braços dados com as terras ásperas, sem enxergar a calma do céu azul.

Que destino! Meu espírito inquieto casa-se, sem defesa, com a paisagem escura. Assim, vou apodrecendo, na busca da estabilidade da calma, que tanto meu ser almeja.

Elany Morais
 
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CAMINHOS SOMBRIOS

Meus passos nesse mundo não são seguros, 
Nas infindáveis esperas, a noite toda passo,
Com medo de afundar-me em qualquer laço
E ser eterna escrava de uma infâmia injúria!

Respostas inexistentes minha alma procura,
Com desejo de o que medo não tenha espaço,
Mas as leis  dilaceram peito que não é de aço,
E se vive eternamente uma vida de amargura!

Nas tempestades, meu espírito sempre pensa
Que nesse universo não existe alma satisfeita,
Pois  em todas nelas habitam sombras densas,

Sentimento cruel, devastador  está à espreita,
Ser amante de amores parece ser uma ofensa,
Caminhar na direção do bem vira uma suspeita!

Elany Morais

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