Sou educadora e escritora

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terça-feira, 10 de março de 2015

QUE MULHER É ESSA!

QUE MULHER É ESSA!!
Elany Morais

Que mulher é essa, que me parece distante e fria!
Queria eu tê-la de novo, lúbrica, sobre meus fartos seios.
Já houve um dia que nossos corpos quentes de desejo ardiam,
Amando-nos, sem enxergar o que nós havia de feio.

Hoje, carrego, nos olhos, a mais pura melancolia.
De não tê-la em meus braços é o que mais tenho receio,
Minha alma desejosa, para ela, foi o que sempre dei
O que jamais para outra nunca daria!

Meu desejo é o que minha voz ainda proclama.
O que será de mim se ela não mais me ama??!!
Disseste que me tinha no corpo dela,

Mas no seu olhar frio, vê-me hoje como uma cadela
Que jamais me levará para nossa cama,
A não ser que me comporte como uma donzela.

Caxias - MA, 10 de março de 2015.

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sábado, 1 de novembro de 2014

VISÃO

VISÃO
Elany Morais

Enganei-me, estava apenas sonhando
Que estava em uma terra abençoada,
Onde eu não via olhos chorando
E a verdade era imensamente amada!

Não havia, nas pessoas, silenciosas mágoas,
As almas eram transparentes, livres e nuas,
Todos cantavam serenata á luz mansa da lua
Com os pés descansado sobre as doces águas.

Crianças como pássaros alegres cantavam
E eu embevecida e encantada com tudo ria,
Feliz em vê as faces de todos que ali dançavam
Com grande liberdade e infinita alegria!

Pena que tudo era de um sonho uma aventura!
Mas por não saber disso, minha face era celeste
Eu via todos numa brancura de finas vestes
Onde o cenário resplandecia em plena alvura!

Caxias -MA, 01 de novembro de 2014.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ALMAS PRESAS

ALMAS PRESAS
Elany Morais

Almas que vivem presas, sem exceção,
Pois o sol não viu em seu clarão,
Presas estão em seus pensamentos,
Sem ao menos ousar um só movimento.
Mortos estão os seus ideias
Porque a busca não houve jamais
Ficaram oscilando para velhas coisas
Como se tudo já estivesse escrito em lousas
Para uma alma vagante e só,
Onde tudo o que lhe esperava era a poeira e pó.

Caxias - MA, 25 de agosto de 2014.
 
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sábado, 2 de agosto de 2014

VISÕES

VISÕES
Elany Morais

Noites longas, profundas e caladas
Feitas de silêncios frios e ardentes,
De medos insanos e horas quentes,
Onde há dor na alma desfigurada!

Vejo imagens contritas esfaceladas
Como almas vagantes e dementes,
Com bocas hirtas e languescentes
Pelos caminhos escuros e estradas!

Eu via sombras mansas como lago
Como se viesse em busca de afago
Com palavras profundas e puras
Gritando alto a minha procura!

Caxias - MA, 02 de agosto de 2014.
 
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domingo, 27 de abril de 2014

DUAS ALMAS

DUAS ALMAS
Elany Morais

Duas almas navegam
No amor, no apego,
Na poesia interna e...
No sossego.

Duas almas entoam o canto
É disso que falo:
Nele não há dor nem pranto,
Nem devotamento falso!

Duas almas não anoitecem,
Nelas há canteiros com flores,
Os pudores fenecem
Nas ciladas das dores.


Caxias - MA, 27 de abril de 2014.
 
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sábado, 19 de abril de 2014

PODERIA SER

PODERIA SER
Elany Morais

Componho-me do que não foi:

Amor uterino presente,...
Sono velado, dormido,
Visita ao seio de parente
E rogo aflito atendido!

As promessas reais cumpridas,
Saudade intensa asfixiada,
Almas afins fundidas,
E a minha vida lembrada!

Caxias -MA, 19 de abril de 2014.

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domingo, 16 de março de 2014

AS DUAS MARIAS


 Elany Morais

Com risos leves, as duas Marias
Contam com uma mansa leveza
As suas histórias de todo dia!...

De largo e sensível coração
As duas Marias lutam como for
A carregar nos lábios uma canção
Para superar o que lhe causa dor!

Vibram, lutam e vivem o torpor.
São unidas pela mesma nota,
De almas laçadas pelo amor,
A conduzir para mesma porta.

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domingo, 29 de dezembro de 2013

ALMAS INCERTAS



 Almas incertas sem abrigo
Não se prende a um olhar
Perde a luz como quadro antigo
Por no coração o amor negar....

Nunca mantêm o mesmo fulgor
Ficam frias como pedra
Murcham pelo desamor
Nem mais o coração acelera.

Vivem negando em toda parte
Sempre cogitando alertas
Não há o que as farte
Assim são as alma incertas.

Elany Morais

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ENCONTRO


Nas andanças de minha alma vagante,todas as faces transcorriam por mim como o voo do beija-flor.E meu ser vibrante vertia loucura por todos os poros,no desejo desenfreado de encontrar o encaixe do túnel ainda em aberto.Vivia no conflito da espera.
  Agora vomito sem receio que ela era eu,não sei se era minha versão melhorada,algumas vezes,eu caia no abismo da incerteza dessa versão aprimorada.O espelho deixou de ser necessário para fitar o que era apenas visível superficialmente.
  Todos os nosso pontos internos se entrelaçaram rapidamente.Nossas inconstâncias deram-se as mãos.Saímos de braços dados pelo mundo da incompreensão,da inacessividade...
 Fomos vagando pelo  mundo perfeito da fantasia,do amor,da prosa,da poesia...Da vida além,aquém,dos encontros inesperados,impensados,mas desejados.
 As horas para nossos eus não existiam na sua limitação.Era um delirar aqui,ali,acolá.Eram risos descompensados,rasgados,descuidados,livres,impudicos.Eram choros vibrantes,angustiantes...Era o encontro das dores das almas errantes,perdidas,sedentas,desejosas do amor eterno,perfeito,mas sem jeito para a inexistência do imperfeito.Eram idas e voltas,tentativas de encaixe,de lacre,de invasão,de morada na habitação de duas almas encontradas em suas supostas eternas moradas.
 
Elany Morais
 
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