Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador procura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador procura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de junho de 2015

ENCONTRO

ENCONTRO
Elany Morais

Em cada passo te encontro,
com olhos atentos não perco
o vulto da tua silhueta.
Bebo um gole fino de água,
sorvo um pouco de ar,
aperto mão sobre mão,
com boca seca querendo
a seiva que sai dos teus finos
lábios. Num piscar de olhos,
 teu corpo se transfigura,
minha mente insana insulta se
o corpo, que é teu, ainda é meu.



Caxias - MA, 22 de junho de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A ALMA QUE AMAR

A ALMA QUE AMAR
Elany Morais

Em paz ficará a alma que amar,
Se ficará alegre  ou triste, essa
alma por fim resiste.
Se puser-se a pensar ou a todos
moldar, só ficará em paz a alma
que amar.
Mesmo que se canse de tanto
procurar, só aprenderá encontrar
a alma que amar.
Se rezar o terço, em plena beira
mar, só ficará a salvo a alma
que amar.
Em plena noite, com seu espetáculo
lunar, só entenderá essa linguagem
a alma que amar.

Caxias - MA, 15 de junho de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EM CADA IDA TUA

EM CADA IDA TUA
Elany Morais

Em cada ida tua, eu hei de voltar
Para mares, mas com ânsia louca
De no silêncio, não me soterrar
Com gritos surdos saído da boca.

Em cada ida tua, desarrumada
Fico, a querer o que puder e vier
Com face de alma apaixonada,
Mas sem uma esperança sequer!

Em cada ida tua, indelicados
Ficam meus gestos apaixonados,
Cheios de espinhos reversos...

Pela incerteza de ainda lá fora,
Encontrar-te acalmar a que chora
Quando para ti faz íntimos versos.

Caxias - MA, 18 de fevereiro de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CANÇÃO TARDIA


CANÇÃO TARDIA
Elany Morais

Ouve a minha canção tardia
Vês que ela ainda te eleva,
Aquece tua alma nessa terra fria,
Salvando-te  da escura treva.

Ouve a minha canção tardia
Que move palavras a tua procura
Que te abraça e te eleva
E amor, em teus ouvidos, murmura!

Ouve minha canção tardia,
Ela te lança nas alturas,
Lembra-te do desejo que ardia
Mas que ainda hoje perdura!


Caxias - MA, 01 de novembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

METADE DE MIM

METADE DE MIM
Elany Morais

Nos meus sonhos, vivo a procurar-te
Como se tu fizeste parte de minha pele.
Se fundir teu corpo no meu é sabor de mel 
Como ei de não querer abraçar-te ?

Em sonhos, vivo a procurar-te por toda parte
Pois sem ti, a vida só tem gosto amargo de fel.
Sem tua pele, meu existir só pode ser cruel
Porque sem teu amor não há nada que me baste!

Mesmo distante sinto, em mim, a tua alma
E é isso que ainda me vem uma plena calma.
Não cai em mim que tu não mais me amas

Porque meu coração  isso nunca sente.
 Vivo fundida em ti como preso em correntes
Por esse amor que jamais se apaga as chamas.

Caxias- MA, 19  de novembro de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 2 de agosto de 2014

VISÕES

VISÕES
Elany Morais

Noites longas, profundas e caladas
Feitas de silêncios frios e ardentes,
De medos insanos e horas quentes,
Onde há dor na alma desfigurada!

Vejo imagens contritas esfaceladas
Como almas vagantes e dementes,
Com bocas hirtas e languescentes
Pelos caminhos escuros e estradas!

Eu via sombras mansas como lago
Como se viesse em busca de afago
Com palavras profundas e puras
Gritando alto a minha procura!

Caxias - MA, 02 de agosto de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais


quarta-feira, 12 de março de 2014

ALMA VAGANTE

 
Elany Morais

De vestes curtas, na noite escura,

Sem luz à vista, sem rumo certo,
Ela vagava a minha procura!

Com mãos trêmulas, de olhos fundos,
Pelos águas escuras, ela nadava,
Com muita pressa a minha procura!

De braços soltos, sem muita força,
Os pés seguiam a sombra escura,
Não desistia de andar a minha procura!

Caxias - MA, 12 de março de 2014.

 Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 5 de março de 2014

CANSEI

CANSEI
Elany Morais

Chega!

Em noites frias,
Procurei-te em vão!

Levei palavras à boca
E meus pés perderam o chão!

Mesmo nos delírios do sono
Procurei-te na memória!

Percorri vales e matas
Sem esperança de vitória!

Agora me sobreveio
Que de tanta procura
Cansei!

Caxias- MA, 05 de maio de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 25 de janeiro de 2014

PEDAÇOS DE MIM



ANÁLISE LITERÁRIA POR NÉA TAUIL DA PROSA POÉTICA PEDAÇOS DE MIM, DE ELANY MORAIS, SOB UMA PERSPECTIVA PSICOLÓGICA

PDEAÇOS DE MIM

Parecia um dia qualquer, as nuvens embalavam o sol com uma cantiga de ninar. Seus raios preguiçosos não ensaiavam auxílio a mim. Saí como quem colhe vento, em busca de pedaços, pedaços de mim. A cada procura, um devaneio, um suspiro, uma dúvida, uma certeza...

Interrogações eram meu consolo. Buscar onde não deixou? Querer o que não há de ser? Meu desejo era o retorno recomposta. Composta dos pedaços que voaram ao vento, nos espaços e no tempo.

O caminhar era incessante, o procurar era extenuante. Embalo a dor na garganta e sigo caminho a diante. A solidão a todo instante cochicha que tudo é delirante, mas não a escuto porque meu espírito tem destino errante.

O desejo desenfreado de voltar viva, inteira, sem remendos, sem retalhos, faz-me andar com malas vazias para guardar meus pedaços.

Vou driblando muralhas, abrindo portas, fechando fendas, desatando nós para juntar-se a minha parte que me faz sentir maior.

Nessa procura, a felicidade ceia comigo, abandono o sofrimento que se fez de mim inimigo.

Elany Morais
http://educadoraelanymorais.blogspot.com/


ANÁLISE LITERÁRIA POR NÉA TAUIL DA PROSA POÉTICA PEDAÇOS DE MIM, SOB UMA PERSPECTIVA PSICOLÓGICA

 O texto poético "Pedaços de mim " mostra claramente a tomada de consciência sobre a importância da eliminação da cisão interna entre as forças luz e escuridão para a transformação da dor em sabedoria. Nosso "eu"é composto por muitos eus e esses eus com seus pontos fortes e fracos compõem essas duas forças dentro de cada um de nós. De acordo com a psicologia, essa cisão acontece quando nos separamos de certas partes do nosso eu e as reprimimos, pois desde muito cedo aprendemos a ter vergonha do nosso ser como um todo. Temos vergonha de certas partes de nós mesmos, e as escondemos, ou seja, tentamos reprimir nossas falhas, imperfeições e os pontos fracos. Mas ao tomarmos consciência dessa cisão, tendemos a deixar de nos importar com o dedo acusador que estabelece que nossas imperfeições são desprezíveis e, por isso devem ser reprimidas.Também ao tomarmos consciência dessa mentira insana de que é possível eliminar o nosso lado sombrio, abrimos as comportas do amor próprio e o ímpeto de "buscar pedaços, pedaços de mim..." e integrar esses pedaços/eus liberta o "desejo desenfreado de voltar viva, inteira, sem remendos..." "composta dos pedaços..." , especialmente dos pedaços considerados inaceitáveis devido as suas imperfeições. Sustentada por esse desejo, "embalo a dor na garganta e sigo caminho adiante", ciente que a integração da dualidade luz/escuridão elimina a cisão, fortalece a autoestima e nos dá ferramentas para ir "driblando muralhas, abrindo portas, fechando fendas, desatando nós...". Quando passamos a reconhecer e aceitar os pontos fortes/luz e os pontos fracos/escuridão dentro de cada um de nós como forças aliadas e não inimigas, podemos ir além da superfície e ser quem sempre desejamos ser.

Néa Tauil

NÉA TAUIL-Especialista em Psicoterapias Dinâmicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Especialista em Psicoterapia de Técnicas Integradas (Psicodinâmica, Cognitivo Comportamental e Familiar) pelo Instituto Fernando Pessoa de Porto Alegre e recebeu o Título de Especialista em Psicologia Clínica pelo Conselho Federal de Psicologia.

É autora do livro de Poesia Pérola Viva e coordenadora das Antologias Poética: Poetismo Brasileiro, Ecologia Brasileira e do Guia dos Escritores Brasileiros, publicados pela ABNL Editora, SP. Escreveu o prefácio do livro Pedaços de Mim da autora Lidioneti Milani - ABNL Editora, SP e do livro Homem e Mulher Num Encontro Especial da autora Leonice Pesci Vidotto - ABNL Editora, SP. Participou e obteve Menção Honrosa nos Concursos Nacionais de poesias: ¨ IV Concurso Raimundo Correa de Poesia¨ - Editora Shogun Arte, RJ e ¨ IV Concurso Vinícius de Moraes de Poesia¨- Grupo Cultural, SP. Também teve poemas selecionados para comporem as Coletâneas: Momentos Eróticos publicado pela Jotanesi Edições - RJ, Poetas Brasileiros de Hoje e Nova Era publicados pela Editora Shogun Arte, RJ.

http://psicologaneatauil.blogspot.com/
Todos os direitos reservados a Elany Morais e Néa Tauil

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

SONETO DA FELICIDADE

Minha esperança sempre foi malograda,
Na aquisição da tão procurada felicidade,
Se nas existências ela não é encontrada!
O descontentamento é certo por verdade.

Imagens são vistas um tanto enganosas,
Não sendo encontradas formas originais,
Mas poetas falam dela em verso e prosa!
Ela é um bem de todos até dos  marginais!

Há que se saber que a desejada felicidade
Só pode ser encontrada no seu próprio ser,
Mas sem ela vai ficar os sem habilidades,

Vagueando  no mundo por desconhecer!
Não adianta andar no mar da ansiedade,
Não terá felicidade quem não se conhecer.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais







 

domingo, 29 de dezembro de 2013

PROCURA

Sobre o pano branco a minha alma
Junta-se a tua na emoção
Nos teus braços sou lagoa calma
No teu amor minha salvação.

Sem teu coração o meu não sente
Nem sorve a doce calma
Vive preso nas correntes
Se ficar sem tua alma.

Tua presença vou procurar
Para não sentir o amargor do fel
Sem teus beijos não sei ficar
Nessa vida algoz cruel.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

 

sábado, 28 de dezembro de 2013

FELICIDADE



 Chega a felicidade silenciosa
Abraço-a com muita ânsia
Só a ignora uma alma medrosa
Ou se vive a inocência da infância.

Fico a ela submissa...
Como se o espírito nunca tivera
No terror do possível sumiço
Na tão sonhada primavera.

Depois de muito procurar
Bravejando com todos os ventos
Autoconhecendo aprende a encontrar
A felicidade em todos os momentos.

Elany Morais


Todos os direitos reservados a Elany Morais
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O VAZIO DA INCERTEZA



  Minhas retinas vivem fatigadas de habitar o poço de incertezas. Inutilmente, fita, sem esperança alguma de penetrar o mundo particular de quem muito se ama. E se debate dias e noites nas possibilidades de pouco acerta...r o que se há por pensar, se algo existe que dá prazer. E em vão, só se vem a cabeça o por vir cheio de angústias e medos. Medo de ver se desfazer na poeira o bem que nunca se quer perder.

E o coração gira, a alma se agita diante do prenúncio falso do infortúnio que nunca anda só, este sempre insiste em devastar a alma de um miserável aponto de se dá dó. Assim, a vida se torna uma milhada de SEs,: e se eu soubesse o que se oculta no peito de quem muito me quer, ou nada se esconde de qualquer um que vier. Não se sabe, só se espera...É uma espera precipitante, angustiante...É um estar desprezível, desaproveitável. Mas o que se pode fazer, se o que se tem é a penas o quinhão da incerteza do que poderá ser?

A casa das probabilidades precisa está bem alicerçada, pois a mente vem como combustão na tentativa de busca da segurança para se deleitar na paz. É procura, é vontade de se deparar com o ouro mendigado, que é capaz de tornar o que não se sabe no conhecimento libertador, se se tem posse desse bem precioso, pode-se guardar, cuidar do que se chama amor.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PEDAÇOS DE MIM

Parecia um dia qualquer, as nuvens embalavam sol com uma cantiga de ninar. Seus raios preguiçosos não ensaiavam auxílio a mim. Saí como quem colhe vento, em busca de pedaços, pedaços de mim. A cada procura, um devaneio, um suspiro, uma dúvida, uma certeza...

Interrogações eram meu consolo. Buscar onde não deixou? Querer o que não há de ser? Meu desejo era o retorno recomposta. Composta dos pedaços que voaram ao vento, nos espaços e no tempo.

O caminhar era incessante, o procurar era extenuante. Embalo a dor na garganta e sigo caminho a diante. A solidão a todo instante cochicha que tudo é delirante, mas não a escuto porque meu espírito tem destino errante.

O desejo desenfreado de voltar viva, inteira, sem remendos, sem retalhos, faz-me andar com malas vazias para guardar meus pedaços.

Vou driblando muralhas, abrindo portas, fechando fendas, desatando nós para juntar-se a minha parte que me faz sentir maior.

Nessa procura, a felicidade ceia comigo, abandono o sofrimento que  se fez de mim inimigo.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais