Sou educadora e escritora

sábado, 9 de agosto de 2014

CONCURSO: QUERO PUBLICAR UM LIVRO

Minha participação do concurso: Quero Publicar um Livro, foi com bastante êxito. Só tenho a agradecer aos leitores de meus textos literários. Isto é a glória de qualquer pessoa que escreve: ser
lido. ( Elany Morais)
PARABÉNS A TODOS OS GANHADORES.

 A CLASSIFICAÇÃO FOI DE ACORDO COM O NÚMERO DE CURTIDAS DAS SINOPSES.(como foi avisado antes.).

*A primeira colocada peço que entre em contato com a página pelo inbox.( mensagem.)
 
Minha participação do concurso: Quero Publicar um Livro, foi com bastante êxito. Só tenho a agradecer aos leitores de meus textos literários. Isto é a glória de qualquer pessoa que escreve: ser lido. ( Elany Morais)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MEU PRIMEIRO AMOR

MEU PRIMEIRO AMOR
Elany Morais

Que bom que o primeiro amor  não determina o futuro dos que ocuparão o maior número possível  das posições ordinais!

Meu primeiro amor foi um vendaval no deserto. Todos os grãos de areia procuravam abrigo em meus sensíveis olhos. Lembro perfeitamente quanto tempo durou. Mas enquanto durava, eu guerreava com a dor. A decepção nocauteava a admiração. É incrível esse poder que nossa mente tem de guardar somente aquilo que lhe convém.

Quando eu cursava a sétima série do ensino fundamental, eu não sabia que, no nosso estômago, ocorria festa ácida, e que meu coração se tornaria especialista cego em amar. Era aquele amar sem pressa de acabar. Pois bem, vamos ao que interessa. Nesse período, percebi que o amor era uma sentença de morte lenta. O castigo maior era sofrer e não querer retroceder. Não desistir do espinho que furava a pele até os ossos. Sentir saudades do grito. Reivindicar o fel. Enfim, autorizar o padecer.

Quando esse primeiro amor estava se despedindo á sua maneira, meus olhos já estavam prontos para brilharem novamente. O coração já se ajustava. Vestia-se com vestes novas. Arrumava o salão, floria a passagem para novos convidados.

Um certo dia, quando acordei, vi que este amor de asas escuras, havia aberto a janela e voado pelos ares com toda sua escuridão, com todas as suas flechas envenenadas, ah, ah!! E assim, findou-se o primeiro amor.

Caxias - MA, 07 de agosto de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MEDO

MEDO
Elany Moais

O medo exigiu que
Do seu fel provasse
E eu indefesa...
Deixei que ele de mim
Se apossasse!

Mas de tudo eu faria
Para lançar pela boca
O medo que deixou
Essa vida oca!

Ainda com essa emoção
Mal lavada,
Não posso voar aos montes
Nem beber a vida leve
Que brota da límpida fonte!

Caxias - MA, 06 de agosto de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


E AGORA?

E AGORA ?
Elany Morais

E agora?
Estou a repudiar o amargo dos infelizes,
A contemplar o soturno mar,...
A desfiar a teia da escuridão,
A lançar a mão para o brilho
Dos meus olhos capturar!
E agora?
Estou a recuperar meu riso singular,
A colorir o cinzento do céu,
A desvelar a esperança,
Abandonar os dias tormentosos,
E a me encantar com a fênix a revoar!

Caxias - MA, 06 de agosto de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais


VOLTA

VOLTA
Elany Morais

Hei-de logo voltar,
Por enquanto estou
Presa no medo de retroceder....
A velha cadeira ainda
Embalará meus sonhos
Adormecidos.
O teto ainda será o aparador
De meus olhos quietos a
Espera do bem-querer!

Caxias - MA, 06 de agosto de 2014
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 5 de agosto de 2014

AQUELA CONVERSA

AQUELA VELHA CONVERSA
Elany Morais

Conversávamos sobre o assunto de sempre: o medo! Mas naquele momento, veio-me à lembrança de que eu já não temia mais a nada. Independente de qualquer situação. Os horrores desses tempos já havia anestesiado meu temor. Não existia medo de perder felicidade, pois não havia essa de mais feliz ou menos feliz. Então, eu não tinha medo de nada. Nem do grito noturno, nem sequer da flecha envenenada da pessoa amada.

Nem do abandono no meio do nada. Já foi aquela batida do coração receoso de ver o bem, o prazer voar pela janela sem promessa de volta. A ausência já foi meu bicho-papão. O prejuízo da perda secava meus olhos, por noites a fio. Mais isso, era no passado.

Assim é a vida: compensar-te-á com muitos dias, se um pouco de medo tiveres. Que sarcasmo! Ela gosta de te ver tremer, de engolir amargo, com olhos na máxima extensão. Mas solto minhas larvas de rebeldia, secando-me de qualquer medo ou devoção. Agora sim, não tenho medo de nada nem mesmo da solidão.

Caxias - MA, 05 de agosto de 2014.

IMPERFEIÇÃO

IMPERFEIÇÃO
Elany Morais

Se te pareço leviana ou por demais
Imperfeita,
Mira-te.
Porque sou apenas teu reflexo
Torto, deformado,
Inconformado!

Caxias - MA, 03 de agosto de 2014.

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