Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 1 de julho de 2021

DESCUIDO DO DESTINO

 

Por Elany Morais
De novo amanhece. Sinto!
Nem o sol está impassível!
Essa história da zona escura
É para ser contada.
Não digo os versos que quero
Porque a vida agora chora.
Talvez algum mistério chegou
E nos despertou para o horror
Que esteve sempre a nossa espreita!
Nós, que éramos tão soltos,
Agora estamos despertos,
Sobre as asas do incerto.
A cada instante, nossa luz do
Momento sofre o imprevisto do vento
E voltamos para o descuido do destino.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 28 de março de 2020

O INIMIGO INVISÍVEL


Por Elany Morais
Um inimigo invadiu o mundo
E a humanidade parou num silêncio
profundo!
Uma desgraça na terra aconteceu
Deixando a gente atônita e abalada.
Será que o coração de muitos amoleceu
Com o futuro de uma sina mal desenhada?
Coronavírus - vírus impiedoso - "zangado
contra a vida", causou-nos alvoroço,
jogando-nos no calabouço!
Há quem antes de palavras ter se cansado,
Agora, sozinho, em silêncio, descansa
ameaçado!
Sem beijos, sem abraços, ou ao menos um
aperto de mão, só resta toda a gente
fazer a sua oração!
Guerra sem amas, inimigo invisível
O desejo de vida não parte. E agora?Deitar em seu universo, é perigoso
quem o descarte!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MINHA TERRA

Por Elany Morais

Não sei em que esfera
Caxias de Gonçalves Dias
é a minha terra!!
Aqui, foi onde primeiro pisei o chão, 
Dormi noites e amanheci os dias,
Mas ela sempre me negou o pão!
Não sei se nela, para mim, há algum legado.
A Princesa do Sertão sempre me fechou os olhos
E os meus sonhos aqui foram abandonados!!
Caxias,
Quando eu me for, nada te deixarei o que
For do teu agrado, porque muito te venerei
E tu me negaste o bocado!


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ROGATIVA

ROGATIVA
Elany Morais

O mal, meu Deus, não tem alma
Para a nossa paz, ele é empecilho,
No seu intento não há pai, mãe ou filho
Nem permite nosso fim com calma!

Deus meu, por que não há mais calma?
O mal tirou, do mundo, qualquer brilho,
Quase não há mais pai, mãe ou filho
Que alimentem de ti as impuras almas!

Deus meu, tu ouves minha rogativa?
O que pode haver para que eu viva
Nesta agonizante e triste terra?

Que venha sobre nós um manto branco!!
Para evadir-me do mal sempre me tranco
A privar-me da liberdade aqui nessa terra!


Caxias - MA, 24 de fevereiro de 2015.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AZUL PROFUNDO

AZUL PROFUNDO
Elany Morais

Quando  me falta o azul do céu profundo,
Sinto um cheiro tétrico sobre a triste terra,
Qualquer esperança, enfim, se encerra,
Devastando as benesses desse mundo!

O mundo olha-me com olhos  fitos de fera,
Lançando-me na amplidão dos frios ares,
Logo sinto o abismo profundo dos mares,
A encerrar minha passagem nessa terra!

Embora, eu almeje com fervor o infinito,
Receber a eternidade é apenas um mito
Que não se oculta da minha consciência!

Sem o azul do céu profundo não me acho,
A fé se desintegra da existência de astro,
Sem acreditar sequer em qualquer ciência!


Caxias -MA, 25  de fevereiro de 2015.

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domingo, 21 de dezembro de 2014

EFEMERIDADE DA VIDA

EFEMERIDADE DA VIDA
Elany Morais

Sei que meu futuro é uma cova funda!
Puxar-me-ão, da Terra, como uma alavanca,
De forma bruta como quem arranca
Do solo fértil uma semente fecunda!

Esta alma já não quer mais essa vivência imunda
Que se lambuza como lamaçal que desbarranca
No poço fundo de dores que jamais estanca
E o espírito, de lágrimas, que sempre se inunda!

Se bom ou ruim nessa vida sempre se encerra,
Por isso não fincarei minhas raízes aqui nessa Terra
Que ao terror e ao medo sempre nos convida.

Mas há quem aqui viva plantando tesouro
Como se o futuro fosse somente de ouro,
Sem se lembrar que fim terá essa vida!

Caxias - MA, 21 de dezembro de 2014.

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

DESEJO

 
DESEJO

Elany Morais

Meu desejo é ser tua veste branca

Que esse teu corpo esguio aperta,
O perfume que aromatiza teu peito
Que arfa de desejo na noite deserta!

Meu desejo é ser a tua sonhada paz
Nesse frenético mundo vil de guerra,
O teu amor ditoso que não morre
Nunca nessa triste devastada terra!

Caxias - MA, 24 de julho de 2014.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

NATUREZA



 Preferiria viver em terra fresca, ao som dos cantos dos pássaros.
Porque sentir-me viva é me sentir parte da natureza, e não sua hóspede estrangeira.
Se pararmos para sentirmos a melodia dos cantos dos pássaros, perceberemos que não é apenas um cantar, mas é uma concordância harmônica dos seres sobre a terra. Ouvir o cantar de um bem-ti-vi,por exemplo, me faz recordar o tempo em que minha inocência era fonte de felicidade, pois eu sentia que a natureza era minha morada. Hoje,sinto-me em pleno exílio, pois sentir o cheiro da terra é encontrar um diamante perdido a mil km de profundidades. Sem contar que a música da passarada foi abafada por uma série de Mc não sei do quê!!...
Ah, impotência!!! Meu querer nunca pode ser o que de fato é!!

Elany Morais
 
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

VISIONÁRIA

O cego em mim se rebela. Quer vê o céu estrelado brilhar, o rio fluir devagar, o mar azul vibrar e a alegria do pássaro a cantar.
A cegueira em mim se desterra, a dor não mais me emperra, o amor nas suas  frustrações jamais se encerra, vejo felicidade como sendo obrigação aqui nessa Terra.

Venda na mente não será um por vir, terei caminhos sempre para aonde ir, desfazendo malas sempre que possível para não cair na armadilha do se iludir.

Cegueira de mente sempre causa nos dó, pois a vida será sempre com um pensamento só, a carregar somente a certeza de que terá como futuro certo o destino do pó.

Desfazer-se de vendas é como ficar nu,  pois livrará- se  de ser um diamante cru  para se tornar um ser flexível como a caule do bambu.

Elany Morais

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domingo, 20 de outubro de 2013

FUTURO DUVIDOSO


A escassez do meu futuro vai se desenhando na areia movediça. Minha futura morada vai se desfazendo no ar. Minha existêcia pós é esquiva. Meu aqui agora está aos solavancos. Nunca é o momento do meu futuro.
Vou me desfazendo em pedaços, ficando em galhos do tempo, sem ousar interromper o impossível. Tudo escorre por entre meus dedos como óleo. Chegará o momento em que me recolherei como poente no morrer das horas. E só restará o luto nas mãos despertas.
Nesse terrível destino, meus sonhos serão desarrumados, ficarão inertes na infinita inexistência. Sobrarão apenas os reflexos impregnados no espelho da memória da vida em curso.
Mas meu existir não se resigna no hoje. O tempo se encarrega de lançá-lo na poeira do vento,porém vou teimosamente solidificando-o nas rochas presentes.
Meu por vir não será rascunho, nem me ensinará a morrer. Insisto ainda em calçar os pés em terra, trilhar o último caminho que não terá ninho para meu ser fragilizado e marginalido.
Nada posso fazer para permanecer no dia eterno, para a noite não há remédio. A transparência do que poderá ser, não me obriga a aceitar, mas não me faz padecer.
Elany Morais
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