Em meio a todos os tipos de intempéries, o poeta resiste. Resiste porque a poesia é a sua forma de resistência. Qualquer que seja a expressão poética, ela se irrompe contra indignidades, mentiras, açoites... A coragem do poeta advém do que lhe proporciona a poesia. E, esta não deixa a vida do poeta se contrair, enquanto os pensamentos do poeta forem poéticos.
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quinta-feira, 29 de abril de 2021
terça-feira, 19 de julho de 2016
SOMOS CANIBAIS
Por Elany Morais
Quando penso na euforia
com que a língua maldiz
o ausente,
dou-me conta da nossa maldade
latente, presente a cada dia.
É preciso saber: somos canibais.
Se tua roupa molha no varal,
aquela paixão, que foi de carnaval,
torna-se uma força truculenta,
que te arrebenta e te joga no
lamaçal.
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
ESPERANÇA
ESPERANÇA
Elany morais
Tudo é tão incerto como as águas do rio,
Um choro, um riso, mas no entanto
Há uma esperança, um acalanto
Que na incerteza se extinguiu!
Se a alma se acalma ao som de um canto,
Mas vem a insegurança que sempre prosseguiu
Sem jamais se limpar nas águas do
rio
E que nos aperta o peito com uma força e tanto!
Nesse mundo sou um ser tão pequenino,
Conduzida pela maré com sua correnteza,
Mas com a fé firme em Jesus
Menino
Que jamais me deixará em completo abandono,
Sonho que essa segurança é uma certeza
Para não temer o esperado eterno sono!!
Caxias - MA, 02 de dezembro de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais
sábado, 23 de agosto de 2014
MEUS VERSOS A REVELAR
MEUS VERSOS A REVELAR
Elany Morais
Meu medo vem de berço,
Mas não revelo porque não quero.
Dissimulo quando converso,
Deixando vestígios quando faço versos.
Enfrento a vida por enfrentar,
Senão meu existir não passará disto:
Ser metade, fácil e presa de vício
E corpo na superfície sem força para voar.
E para que mais sirvo?
Sem coragem para observar
O mundo que é perverso
Revelado em meus tímidos versos
Mas sem força para enfrentar!
Caxias - MA, 23 de agosto de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais
Elany Morais
Meu medo vem de berço,
Mas não revelo porque não quero.
Dissimulo quando converso,
Deixando vestígios quando faço versos.
Enfrento a vida por enfrentar,
Senão meu existir não passará disto:
Ser metade, fácil e presa de vício
E corpo na superfície sem força para voar.
E para que mais sirvo?
Sem coragem para observar
O mundo que é perverso
Revelado em meus tímidos versos
Mas sem força para enfrentar!
Caxias - MA, 23 de agosto de 2014.
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sábado, 2 de agosto de 2014
SOU AQUELA
Sou o que de todos sobraram: o desejo do impossível, a verdade depois da mentira, a força verbal, a vida sem muros, a visão flecheira da ausência.(Elany Morais)
quinta-feira, 17 de abril de 2014
CLARÕES
CLARÕES
Elan Morais
Nem entre cais e montanhas
Romperam meus ais
Não me chegaram luzes...
Nem mesmo dos raios.
As sombras não me alimentaram
Não vi mãos entre pedras
Caí sem força no mais profundo
abismo da Terra!
Caxias - MA, 17 de abril de 2014.
Elan Morais
Nem entre cais e montanhas
Romperam meus ais
Não me chegaram luzes...
Nem mesmo dos raios.
As sombras não me alimentaram
Não vi mãos entre pedras
Caí sem força no mais profundo
abismo da Terra!
Caxias - MA, 17 de abril de 2014.
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quarta-feira, 12 de março de 2014
ALMA VAGANTE
Elany Morais
De vestes curtas, na noite escura,
Sem luz à vista, sem rumo certo,
Ela vagava a minha procura!
Com mãos trêmulas, de olhos fundos,
Pelos águas escuras, ela nadava,
Com muita pressa a minha procura!
De braços soltos, sem muita força,
Os pés seguiam a sombra escura,
Não desistia de andar a minha procura!
Caxias - MA, 12 de março de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
REBELDIA
Amanhã, nunca mais serás o muro que me prende. Não terei medo de nada. Não me confundirás mais. Tuas palavras estão seladas. Não penetrarão mais minha alma. O preço da minha vigília é voar ao ares. Cortar os nós. Creio intensamente na minha cura de ti. Tu escureces o meu partir.
Agora inspira, em mim, rebeldia. Não te aquecerei mais. Não me podarás as asas. Como pássaros sempre percorres o mesmo caminho. Quero reinventar. Interrompeste minha meu caminhar. Rasgo tua caixa de fantasia em que me prendeste. Não queres que eu acorde?
Meu sonho apenas estacionou. Ele não mofou. Não terminou. Tu não te encontras mais no barco que o carrega. Foste lançada fora, por seres tempestade impiedosa a impelir meu barco para as profundezas do mar sem fim. Como relâmpago tu passarás, mas não terás a força de me secar para o amar.
Foste chegando no meu campo, ficando a revelar para que veio o teu ficar. Mostraste bem o que tens para me dá. Deste-me um fraco amor, que se deleitou só no mel, a rejeitar o que era fel. E sem vergonha e sem honra, julgaste o que me desfaleceria, vieste a inflamar o que da vida eu queria.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
SAUDADES
Sempre vem me ver
Através do pensamento
Fazendo-me padecer
Em todos os momentos....
Não almejo tua visita
Na passagem do tempo
Nem mesmo numa mesquita
Com a força do vento.
Ignoro-te nesta idade
Contigo fui devagar
Mesmo sem vaidade
Não venhas me procurar.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
DESENCONTRO
Você chegou, abraçou-me. Parecia que em seus olhos havia amor. Apossou-se de mim. Roubou meu querer. Acorrentou meus passos. Abafou meus desejos. Engoliu-me com falsas promessas. Distraída, foi me perdendo. Perdi meu Eu, minhas... alegrias, minha força, minha coragem... Como papel em branco caminhava meu destino. Nosso falso amor tomou rumo que nem eu sei.
No primeiro sonho, eu era ventania de desejo, você uma geleira imóvel. Eu corria, você desfilava a passos lentos. Eu cantava; você implorava pelo silêncio mórbido. Nossos ritmos eram desencontros. Eu dançava, seus olhos me paralisavam. Eu regava as flores; você despetalava-as. Eu ria; você se assustava. Nossa dança era no descompasso.
Você me fez barquinho de papel em alto mar. Eu queria seus braços; você me soltou. Compus minhas canções, você as desprezou. Eu me sentia a noite de verão mais sedutora; e você dormia em meu luar. Eu narrava o mais lindo conto de fada; você vacilava. Eu juntava os fios; você os separava... Assim a minha luz se enfraquecia. Eu levantava. Continuava a procurar o seu caminho, os seus laços e abraços. Tudo em vão. Você escorregava. Desamparava-me. Não me encontrava. Eu continuava forasteira em sua morada. Enquanto eu queria que fosse minha coleira, você me enforcava e me jogava na poeira.
Eu sucumbia a cada anoitecer e amanhecer. Minha vida era um deserto. Você levava embora minha paz, minha dignidade. Não me sobrava nada, nem as lembranças dos enganos de amor. Eu estava nua de desejos, de carinhos... Minha alma secava a olhos vistos. Meus lábios tornaram-se preguiçosos. Minhas mãos esqueceram os suaves toques, meu corpo esqueceu as carícias e eu já não era mais nenhuma flor vermelha.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 26 de novembro de 2013
EU POR MIM
Elany Morais
Foi por mim que pisei fundo, descalças andei sobre pétalas, colhi forças e dei volta ao mundo. Foi por mim que desfiz os nós, rezei com fé e calei a voz. Foi por mim que andei na chuva, quebrei as regras e desobedeci à curva. Foi por mim que colhi a flor, plantei alegria e colhi amor. Foi pr mim que subi na árvore, tomei banho de rio e desconheci o mármore. Foi por mim que não guardei a dor, fitei as estrela e rezei ao meu senhor. Foi por mim que ergui os braços, fiz promessas santas e venci meu cansaço.
Todos os direitos reservados a Elany Morais
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
PODER IMAGINÁRIO
No sono das águas, só chego onde realmente desarrumo minhas malas e, não onde minha mágica imaginação diz que cheguei ou poderei chegar.
E na sonata dos ventos, penso que voo em plena madrugada para a terra ainda não vista, ainda não descoberta.
A imaginação brejeira desafia o força do tempo e o peso da eternidade. A aterrissagem no espaço é o paraíso perdido, desconhecido, nunca antes atingido pela magia criadora.
Ao som melodioso, o corpo apenas fica ocioso do querer ou poder sobre qualquer coisa que possa acontecer.
Esse fantástico imaginário tece todas as horas amarelas, na companhia dos raios que são cúmplices dessa viagem que pode ou não ser definida pela energia limitadora do real existir.
Elany Morais
http://educadoraelanymorais.blogspot.com/
Todos os direitos reservados a Elany Morais
E na sonata dos ventos, penso que voo em plena madrugada para a terra ainda não vista, ainda não descoberta.
A imaginação brejeira desafia o força do tempo e o peso da eternidade. A aterrissagem no espaço é o paraíso perdido, desconhecido, nunca antes atingido pela magia criadora.
Ao som melodioso, o corpo apenas fica ocioso do querer ou poder sobre qualquer coisa que possa acontecer.
Esse fantástico imaginário tece todas as horas amarelas, na companhia dos raios que são cúmplices dessa viagem que pode ou não ser definida pela energia limitadora do real existir.
Elany Morais
http://educadoraelanymorais.blogspot.com/
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
BELEZA RARA
Hoje quero falar de uma beleza rara!! Não falo de braços, pernas, quadris, falo do todo e, não, de partes. O todo começa pela visível sensibilidade daquele ser tão luz, tão riso, tão fada, tão leveza, tão alegria...
Não sei se dentro de seu poço escuro, há tristezas veladas, dores disfarçadas, revoltas, medo irremediável. Só vejo em seu reflexo energia revigorante, de onde resplandece o amor. Na face em que meus olhos, que não são míopes, alcançam existem fontes aproximadoras, desejos fugitivos, mãos estendidas, corpo convidativo, voz possante, delirante, sedutora, acalentadora...
Esse ser que traz até meus ouvidos melodias, esperança, salvação...Grita meus gritos, proclama uma amor que também me faz companhia.
Minha alma está completa, regozijante, o vento de sua beleza penetrou silenciosamente meu ser, fundimo-nos num só querer, num só desafio, num só pensar, num só desejar, numa só dor, num só labor.
Um canto me diz que sua força, seu poder, seu amor, seu mar vieram para aqui na minha casa morar. Rendo-me a tua majestade, fique na morada, fiquei para nunca mais voltar.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
sábado, 5 de outubro de 2013
RECORDAÇÕES
Os pontos fixos de minha memórias se rebelam, mas eles são invioláveis, pelo menos devem ser invioláveis. Carrego-os em caixas fechadas, com lacres indivisíveis. Aqui me tenho com eles, estática, perdida, sem saber o que fazer com aquilo que não posso recusar.
Como me desfazer de memórias febris, completas de resquícios tradicionais? Elas me submetem a um estado de opressão mental, hostilizam-me , transbordam em mim...Sinto que são meras futilidades, mas estão ali, fixas, intocáveis, irremovíveis...
É um fardo pescar um meio de condução para o vazio de tais memórias impiedosas, cortantes, dilacerantes...É em seu poder destruidor que pousam a sua intocabilidade, a sua permanência , a sua não remoção ou extinção...
Essas tiranas recordações fecham os portões para que a vida me apare, me abrace, me aconchegue em seu longos braços. Sua impassividade me paralisa, mortifica-me...
Mas minha força é ousada, percorrerei caminhos em busca de removedor daquilo que parece inabalável...A direção aponta para um desfecho onde não mais sobrará nenhuma sombra de memórias fixas.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
domingo, 22 de setembro de 2013
BEIJOS
Beijei-te.
Beijei-te devagarinho,meticulosamente
com aquela vontade que dá na gente.
Beijei-te.
Nunca perco o ensejo
do teu beijo
que mata meu desejo.
Beijei-te.
Em teus lábios puros
almejo com muito desejo
dar-te mais um beijo.
Beijei-te.
Se não te beijo
fico com mais desejo
de te dá um beijo.
Beijei-te.
Que força sem fim
de duas almas afins
com tanto desejo de dar-nos
um BEIJO!!!
Elany Morais
Beijei-te devagarinho,meticulosamente
com aquela vontade que dá na gente.
Beijei-te.
Nunca perco o ensejo
do teu beijo
que mata meu desejo.
Beijei-te.
Em teus lábios puros
almejo com muito desejo
dar-te mais um beijo.
Beijei-te.
Se não te beijo
fico com mais desejo
de te dá um beijo.
Beijei-te.
Que força sem fim
de duas almas afins
com tanto desejo de dar-nos
um BEIJO!!!
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
sábado, 21 de setembro de 2013
DEVANEIO
Teus movimentos feito de leveza e carinho me conduzem a estradas com canções que arrebatam minha alma.Minhas nuvens sombrias transmutam em raios brilhantes resplandecentes em faces ignorantes,com seus amores.Teus braços como asas finas faze...m-me aconchegar nas ramagens da verde colina ao sons do querubins divinos.Tuas formas alteiam meu olhar ao alto,ocupando os espaços no ar em busca de eterno amparo.Teu perfume me embriaga em noite vaga,levando-me a lua no alto,vivendo o auge da força em minha alma.Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
IMPROVISO
Não herdei a arte do improviso.Maldita arrumação! Deixar para manhã é eco de dores. Tudo é aqui agora! Queria eu beber água como se fosse os melhores bebidas.Péssima mania de dá nome as coisas! Nunca quero pisar em falso. Às vezes,misturo as coisas.Às vezes,tenho diálogos totalmente sem voz,mudo,mas não surdo.
Rasgo meu papel de completude.Quero ficar aqui,ir ali,por uma vírgula onde não deveria estar,desando-me para acolá.Não quero guardar o que há em mim.Eu sei costurar sonhos.Vez por outra,perco-me.Sem improviso,junto as pontas e encontro um novo rumo,uma nova direção com nome e sobrenome.Não quero os aplausos dos coerentes.Incorência são meus espinhos.Meu coração tem ansiedade em máxima potência.Ficar quieta dói.Se me torno uma ilha,não tenho garantia de que a brisa vem ao meu encontro.Se no meu escarccel, eu me despedaço toda,junto cada parte,ponho na bolsa e carrego com ferro e força.
Elany Morais
Rasgo meu papel de completude.Quero ficar aqui,ir ali,por uma vírgula onde não deveria estar,desando-me para acolá.Não quero guardar o que há em mim.Eu sei costurar sonhos.Vez por outra,perco-me.Sem improviso,junto as pontas e encontro um novo rumo,uma nova direção com nome e sobrenome.Não quero os aplausos dos coerentes.Incorência são meus espinhos.Meu coração tem ansiedade em máxima potência.Ficar quieta dói.Se me torno uma ilha,não tenho garantia de que a brisa vem ao meu encontro.Se no meu escarccel, eu me despedaço toda,junto cada parte,ponho na bolsa e carrego com ferro e força.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
NÃO MAIS SERÁ
O passado com sua força hércule não endureceu o coração.Continuarei a viver sob sol,eliminando dores,desgostos,mágoas...Meus rascunhos foram passados a limpo,sem deixar nenhum vestígios de borrões existentes por descuidos.Não foi necessári...o um super homem para reescrever a vida,fazendo correções extraordinárias.Foi de responsabilidade minha reconstruir meu ninho com fios finos de grande fortaleza.
Na vida redesenhada,aprendi fazer de mim a minha principal companhia,multipliquei meus ombros,não cruzei os pés na soleira da porta,retirei os espinhos das veredas,desfiz as sinuosidades das curvas,respostas foram encontradas.Nenhuma saudade habitará mais meu peito.Não serei mais barrada em baile nenhum.Minha força não se ocultará.Encontrarei fora do abismo tudo que desejo.Nenhuma dor me será inevitável.A pessoa amada não será mortificada,apedrejada...A incredulidade não residirá em meu ser.Minhas palavras serão molhadas de amor,palavras repeditidas serão apenas de amor,de amor...Falar só de amor.Não farei falta na vida dos seres submersos na sofrência.Meus segredos ganharão vida própria.A insônia morrerá de palidez.A dúvida será imergida no desprezo sedento.Sob o céu,minhas certezas ganharão grandes vultos.O tempo deixará de ser empurrado para o penhasco.As horas andarão livre como as águas do rio que correm,sem a preocupação com um destino certo.A espera perderá suas garras afiadas.O corvo não sujará meu texto leve.Meus olhos não enxergarão indiferença dos que só sabem desprezar.As surpresas terão lugar de prestígio em meus pensamentos.Meu ciúmes deixará de ser imensamente criativo,seus olhos ficarão míopes.O silêncio não mais me corroerá.Nenhuma luta será perdida.O medo só me servirá como amigo.E o principal,eu estarei sempre me perdoando.
Elany Morais
Na vida redesenhada,aprendi fazer de mim a minha principal companhia,multipliquei meus ombros,não cruzei os pés na soleira da porta,retirei os espinhos das veredas,desfiz as sinuosidades das curvas,respostas foram encontradas.Nenhuma saudade habitará mais meu peito.Não serei mais barrada em baile nenhum.Minha força não se ocultará.Encontrarei fora do abismo tudo que desejo.Nenhuma dor me será inevitável.A pessoa amada não será mortificada,apedrejada...A incredulidade não residirá em meu ser.Minhas palavras serão molhadas de amor,palavras repeditidas serão apenas de amor,de amor...Falar só de amor.Não farei falta na vida dos seres submersos na sofrência.Meus segredos ganharão vida própria.A insônia morrerá de palidez.A dúvida será imergida no desprezo sedento.Sob o céu,minhas certezas ganharão grandes vultos.O tempo deixará de ser empurrado para o penhasco.As horas andarão livre como as águas do rio que correm,sem a preocupação com um destino certo.A espera perderá suas garras afiadas.O corvo não sujará meu texto leve.Meus olhos não enxergarão indiferença dos que só sabem desprezar.As surpresas terão lugar de prestígio em meus pensamentos.Meu ciúmes deixará de ser imensamente criativo,seus olhos ficarão míopes.O silêncio não mais me corroerá.Nenhuma luta será perdida.O medo só me servirá como amigo.E o principal,eu estarei sempre me perdoando.
Elany Morais
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
UM SER À REVELIA
Um amarelo desbotado.O sol entristecido.O dia lento.Vozes sombrias.Meu peito dormente.Mãos frias .Os poros dilatam-se.Gostas geladas brotam.Meu pensamento vaga.Meus olhos fixam-se na pedra fria.Palavras saem vazias. De minhas entranhas mais íntimas rebela-se um gemido.
Um ser assim!! Queria eu um decreto para existir.Por que deram a mim limitação para sorrir?
E ando na fogueira da existência.Meu olhar pede clemência.Num mundo assim,espero toda indiferença.
A força do desespero me abafa.A vil insegurança me assalta.O medo irracional me apalpa.
Quero voar.Quero fugir da ideia da dor.O grito do meu ser rasga-se de impaciência.Minha visão é cinzenta.Minha retina se exausta.
Dê-me licença para eu sentir minha dor? Alegria,dissimuladamente,é mortal.Debruço-me no gosto azedo,que não é mais azedo, é amargo.Preciso de mim.Meu céu está sem cor.Minha flor murchou.
Elany Morais
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