Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrupção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

AS LÁGRIMAS DE BRUMADINHO


Por Elany Morais
Brumadinho num imbróglio!
Como se enfeita a maldade humana!
Por trás de um riso, um engano!
Nunca mais as flores florirão da mesma maneira,
Nesta terra que jorra lama.

Vejo os passos da dor numa cadência infinita,
e como folhas das árvores a cair uma a uma,
vejo a esperança de muitos se dissipar!

Ah!! Se essa dor bastasse ou batesse no coração
dos indiferentes e, se estes vissem que a vida
é o direito de toda gente, o mundo seria um
cenário com matizes diferentes!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 26 de maio de 2018

E AGORA?


Por Elany Morais
Bate o desespero...!!
É a greve dos caminhoneiros...
No país onde os políticos
Roubam o ano inteiro!
Quem não vê um político
Fazendo de uma soluçãoUm problema?

Isso aqui nem é poema,
É apenas uma denuncia
De tantos estratagemas
Dos políticos brasileiros
De manter o povo nas algemas.
Algum político acredita no
Que diz?
Mas, o povo acredita,
E eis aí a cicatriz!
Quem destrói a democracia?
Não é a mentira do político,
Ou sua pérfida demagogia?
Nesse mundo, há desejo
Puro de servir o povo?
Talvez....

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 16 de março de 2018

VOU DIZER


Por Elany Morais


Doida para dizer
que nesse país
a violência é bestial,
que vida alheia parece um mal,
que derramar sangue é algo natural,
e que a injustiça acaba em carnaval!!
Doida para dizer
que nesse país,
o crime tem seu sócio,
que o sacerdócio é um negócio
e que última palavra é do capadócio!
Doida para dizer
que nesse país
a exploração é a raiz,
que não fecha do negro a cicatriz,
que o senhor do capital é infeliz,
que poucos há quem diz
que da honestidade é um aprendiz.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 25 de agosto de 2015

DESUMANIDADE

DESUMANIDADE
Por Elany Morais

Quando chegaremos ao estado de humanidade?" Quando deixaremos de ser a sombra da vara torcida"?  Quando, de foto, seremos seres humanos? Ainda não somos humanos, prova disso: o mundo está em cinzas. A vida dos outros tornou-se apenas um rabisco, sendo apagado por qualquer desgosto ou contrariedade. Ou seja, a morte alheia tornou-se algo banal. O negativo tem ganhado formas gigantescas. As mentes estão sofisticadas para qualquer tipo de violência.

Em se tratando de " gente" brasileira é visível as facetas de quererem mostrar serem o que não são, mas que deveriam ser. Não sei se me engano, mas acho que já disseram que o Brasil é o paraíso no meio do caos. Se isso  foi dito, certamente, não foi por acaso, pois aqui temos de tudo ao que se refere ao campo da negatividade: desigualdade social, tortura em delegacias, masmorras modernas, violações dos direitos humanos, desrespeito ao trabalhador, elite preconceituosa, imprensa controlada,  a propagação do consumismo desenfreado, pelos meios de comunicação, a polícia não mais inspira segurança ou confiança, por ter se transformado em exterminadora, não do futuro, mas de pobres e negros do presente,  o sistema judiciário é lento, complicado, ineficiente, e atua sob a suspeita de favorecer os mais abastados, abastados também de desumanidade, a corrupção criou raízes e ramos para todos os lados, está generalizada, incrustada em todos os poderes, ou melhor dizendo, em todo lugar, a violência evolui, ganhando novos formatos, novas versões, a espalhar suas sementes em todas as direções, atingindo todo e qualquer terreno... Então, diante de tudo isso, ponho-me a pensar: o que mais esperar de quem deveria ser humano? Será que um dia seremos gente?


Caxias - MA, 25 de agosto de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ADEUS, COPA

ADEUS, COPA
Elany Morais

A Copa ainda não se foi, isso é muito mal.
Adeus esperanças, gritos e alegria,
Não se vê mais faces em euforia....
A gente não pode, é o final.
Vamos voltar aos nossos problemas:
Violência aqui, corrupção ali...
Ao sistema que nos engole de fato...
Não sei se ainda haverá torneio,
Mas dessa Copa já estou de saco cheio.

Caxias -MA, 09 de julho de 2014.


sábado, 29 de março de 2014

QUEM SOMOS NÓS?

QUEM SOMOS NÓS?
Elany Morais

Não sei se somos um povo imbecilizado ou um povo muito bom. Não sei se somos incapazes de rangeros dentes diante de uma burguesia altamente corrupta ou se somos burro de carga mesmo. Parece-me que quase ninguém quer saber para aonde vamos ou donde viemos. A todo momento, é uma extraordinária exibição de vergonhas, de roubos elitizados e toda sorte de infâmia.

Se digo que é um povo bom, faz-se necessário pensar no conceito de bondade. Vê-se o desfile de miséria e morte à frente de hospitais, o silêncio ecoa, e a lógica se destoa. É futebol, o estádio lota, o grito voa, e a alegria é totalmente à toa.

Os gritos de fome, de dores, a indiferença zomba, o amor tomba, o horror exala seu cheiro, alimenta-se das dores e até as mãos ressequidas passam despercebidas e despetalam as flores.

Poucos corações ainda se enchem de dó, para aqueles que o dinheiro é tudo do tudo, enganam os ignorantes pobres através de uma esmola em troca de voto.

Onde está a coragem e bondade? Se liga a tv, só se vê sacanagem. Ensina roubar, desamar e praticar a toda sorte ladroagem. É tanto desamor que agora me faltou a coragem de falar de tanto horror.

Caxias - MA, 28 de março de 2014.
Todos os direitos reservados a e Elany Morais

quarta-feira, 19 de março de 2014

DAS IMUNDÍCES

DAS IMUNDÍCES
Elany Morais

Do lamaçal da podridão, vem a forma obscura humana!
Consigo, carrega o sangue dos "incruéis vencidos, a cantar
No peito um falso amor que aos insipientes engana!...

Não, não é a desgraça schopenhauereana! Muitas células
Vêm de um obscuro letreiro de onde o amor jamais emana!

Sem essa de belos versos sobre lagos, pássaros e maresia,
Por que jogar para embaixo do tapete, a face da hipocrisia?

Vejo tudo: morte sem pesar, decência fugindo pelo ralo...
E debaixo de teu palácio é sepultado um infeliz agregado!

Se a náusea e o enfastiamento viessem por toda essa podridão,
Será que haveria tantas imundices nesse mar de corrupção?
Todos os direitos reservados a Elany Morais