Sou educadora e escritora

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sábado, 26 de maio de 2018

E AGORA?


Por Elany Morais
Bate o desespero...!!
É a greve dos caminhoneiros...
No país onde os políticos
Roubam o ano inteiro!
Quem não vê um político
Fazendo de uma soluçãoUm problema?

Isso aqui nem é poema,
É apenas uma denuncia
De tantos estratagemas
Dos políticos brasileiros
De manter o povo nas algemas.
Algum político acredita no
Que diz?
Mas, o povo acredita,
E eis aí a cicatriz!
Quem destrói a democracia?
Não é a mentira do político,
Ou sua pérfida demagogia?
Nesse mundo, há desejo
Puro de servir o povo?
Talvez....

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 15 de novembro de 2015

CRISE POLÍTICA BRASILEIRA


CRISE POLÍTICA BRASILEIRA
Por Elany Morais

Diante da situação política que o Brasil vive nesse momento, infelizmente, manifestações populares não acrescentarão nem excluirão nenhuma cor desse cenário. O país vive uma crise ética e política - talvez sem precedentes . Se compararmos a crise política com a econômica ou a internacional, vê-se que a primeira é mais fácil de se resolver, porém não é o que acontece.
Sabe-se que no modelo institucional brasileiro, o Poder Executivo só pode fazer o que o Legislativo determina. Quando não existe acordo em aprovações do que lhes são de interesse, ou seja, quando esses dois Poderes não conseguem se entender, certamente configura-se uma crise política e, consequentemente, o Estado perde a governabilidade.
Esse é um dos maiores problemas enfrentado pelo governo de Dilma Rousseff e, entre as opções de solução, considera-se a destituição da presidenta, com formatos e conteúdos diferentes. No entanto, não cabe nenhuma suposição, mas deve-se provar que Dilma cometeu crime de responsabilidade durante seu mandato ou um crime eleitoral.
O que se espera é que se a presidenta for destituída, deva existir uma corrente ou força política hegemônica capaz de garantir harmonia para que uma nova administração governe o Brasil. Mas a pergunta que fica é : existe essa força política no Brasil?
Não se pode negar que o mandato da presidenta é tão legítimo quanto ao dos governadores, deputados... É fato que a campanha foi extremamente mentirosa, mas não podemos esquecer de que foi e tem sido assim desde que os políticos desistiram de discutir a visão que têm para o Brasil e escolheram publicitários para dizer exatamente o que o povo quer escutar segundo o que indicam as pesquisas. A verdade sempre foi estrangulada, sacrificada pelas campanhas milionárias, junto ao cofres públicos, de onde saem os recursos para pagá-las.
Posso estar sendo utópica ao acreditar que essa crise política poderia se resolver com o fim do impasse do governo com o povo e o congresso Nacional. E digo mais: sou de acordo que quem elegeu Dilma Rousseff ajude-a governar o país, principalmente, o próprio PT, partido que tem a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado.
Caxias- MA, 15 de novembro de 2015.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

ENTRE A FLECHA E A ESPADA

ENTRE A FLECHA E A ESPADA
Elany Morais

Isto não é exagero meu, antes fosse: estamos vivendo o caos político-social.
A todo momento, somos submergidos sob enxurradas de informações ( verdadeiras e falsas), de tal forma que não se há tempo nem para pensar em argumentos ou lógicas que permitam duvidar ou acreditar em tais. Por isso, o que se vê são pessoas totalmente perdidas, desorientadas e inquietas, diante dos acontecimentos políticos verídicos e falseados do país. Para muitos, estar difícil identificar os donos da verdades e da mentira. Então, diante desse cenário, há que se fazer um malabarismo intelectual e físico para que não venha a cair no pântano mais perigoso.
A situação político- social, do Brasil, poderia ou poder ser menos venenosa e, consequentemente, letal? Poderia e pode, contudo, nossas mentes não estão produzindo soro antiofídico. Para isso, seria necessário estrangular a ganância, a vaidade, a falta de empatia, a indiferença, o desamor.... Do contrário, vê-se o que temos e o que vivemos na atualidade.
Queria eu me desfazer de qualquer sufixo ista partidário, mas assim como a chuva é para todos, o véu da política- seja branco ou preto - também é para mim, ou seja, também me afeta, interfere na minha forma de pensar e agir e, enfim, influencia minha vida, como a de toda e qualquer pessoa.



Caxias- MA, 18 de agosto de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

BOLSA FAMÍLIA

BOLSA FAMÍLIA
Elany Morais

É inegável que o programa Bolsa Família tornou-se um referencial da política social do governo . Contudo, para muitos é apenas uma prática assistencialista, ou uma esmola, como se dizem por aí. Ao meu ver, o Bolsa família é um programa de investimento nas crianças e jovens pertencentes a famílias pobres, é a viabilização de condições de esses jovens permanecerem na escola, pois, no passado, a maioria deles tinham que abandonar a escola para ajudar os pais no sustento familiar. Dessa forma, era quase impossível concluírem, até mesmo, o ensino fundamental.
O que todos devem saber é que esse programa é uma transferência de renda condicionada. Ou seja, para que essas famílias recebam essa renda, elas precisam manter os filhos matriculados nas escolas públicas. Então, convém dizer que se os jovens de hoje estudarem, certamente, não precisarão de bolsa no futuro. Pois afirmo com veemência que só é possível reduzir a pobreza e a desigualdade social, se houver condições de estudos para os menos favorecidos financeiramente. Creio que resultados positivos haverá, mas um resultado que só será obtido num período de longo prazo.
É de conhecimentos de todos que, para os pobres, o custo de permanência na escola é mais alto. Então, é por isso que essa renda é transferida só enquanto as crianças ou os jovens estiverem na escola. Portanto, a partir do momento em que o jovem deixa de estudar, a família não receberá mais o benefício.
Enfim, para quem tem muito, o Bolsa Família pode não ser nada, mas muitas crianças precisam dela para poderem ir à escola alimentadas.

 www.facebook.com/palavraria.escrita

sábado, 20 de setembro de 2014

COTIDIANO

 
COTIDIANO

Elany Morais

 É chumbo,
É bala,
É perigoso o caminho,
São muitos pés descalços,
É o idoso sozinho.

É um prédio malfeito
É um buraco, é uma vala
É o inocente morrendo
Com uma bala na cara.

É o político mentido,
É o dinheiro roubado,
É o suborno aceito
Carregado na mala.

É o sonho desfeito,
É a tristeza esperada,
É  a morte no leito
Com a alma velada!

É a vida vazia,
É a morte da fé,
É a falta de amor,
É a Praça da Sé,
É o filme de horror
Em esquina qualquer!

Caxias - MA, 20 de setembro de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais




 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

POLITIZAÇÃO DO MAL

POLITIZAÇÃO DO MAL
Elany Morais

Vivemos na era da politização do mal. Ele evoluiu. Hoje para praticá-lo não precisa de muito "lero, lero", basta receber uma ordem expressa, em nome de uma organização social. Quando um policial mata um band...ido não é cumprindo seu dever? Quando os professores, em movimentos grevistas, são espancados não é para manter a ordem? Ordem repressora, é claro! Os noticiários todos os dias confirmam isso. Lembro-me bem do seguinte caso: em que um vigilante estava rolando no chão, a passar mal, mas o enfermeiro apenas o olhou e se retirou, alegando que não tinha autorização para socorrer a vítima. O homem morreu, não foi socorrido porque as pessoas que poderiam tê-lo ajudado estavam cumprindo seu dever: atender somente os pacientes que tivessem dinheiro para pagar o hospital.

Que o mal vem galopando na sua evolução é fato. E como combater essa prática malévola? Certamente, arrancando sua raiz que está sendo regada a cada instante. Mas onde se encontra essa raiz? Será que nascemos mal? Será que a ordem organizacional da sociedade não propicia a essas atitudes destruidoras dos semelhantes?

Há quem diz que " o mal não provém da malevolência ou do desejo de fazer mal e sim em razão da pessoa sucumbir a falhas de pensamento e julgamento". Que o "mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso - em razão de uma escolha política."

Assim, só nos resta tentar a perfeiçoar nosso julgamento acerca do bem e do mal.

Caxias - MA, 28 de julho de 2014.
Todos os direitos reservados  a Elany Morais

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PRINCESA DO SERTÃO


Desprezo da verdade é comum nessa cidade.
Aqui alma fria alardeia ideologia.
Sem demagogia, mas é reinante a hipocrisia.
A saúde é uma preocupação, morre-se de infecção.
E o que não é atípica é conflito na política.
Em meio a tanta confusão só se ver reclamação.
Sem falar no caos que é a Educação.
Esperança já é perdida de ver uma solução,
Para Caxias ser digna de ser a Princesa do Sertão.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais