Sou educadora e escritora

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sábado, 26 de maio de 2018

E AGORA?


Por Elany Morais
Bate o desespero...!!
É a greve dos caminhoneiros...
No país onde os políticos
Roubam o ano inteiro!
Quem não vê um político
Fazendo de uma soluçãoUm problema?

Isso aqui nem é poema,
É apenas uma denuncia
De tantos estratagemas
Dos políticos brasileiros
De manter o povo nas algemas.
Algum político acredita no
Que diz?
Mas, o povo acredita,
E eis aí a cicatriz!
Quem destrói a democracia?
Não é a mentira do político,
Ou sua pérfida demagogia?
Nesse mundo, há desejo
Puro de servir o povo?
Talvez....

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O INFORTÚNIO

O INFORTÚNIO
Elany Morais

Sob as sombra noturnas, o silêncio pacífico era quebrado com um grito de desespero e dor: era o medo de perder o bem protegido e amado. Ecoava no peito uma desorganização total. A condição da vida abria feridas profundas. Mas nada de resignação. Mãos se agitavam, na tentativa de resgatar aquela vida que parecia se despedir.  Rastejar, implorar pela compaixão divina, além de ser uma das expressões do desespero humano, era mais uma coisa a se fazer, naquele momento. Pedidos ao divino pela reconsideração da sorte era a oração. Tudo parecia um papel rasgado. A vida feliz, agora, era moribunda. A dor rompia as artérias do amador. Mas nenhuma palavra mordaz produzida pela irreflexão saiu de sua boca. O medo circulava pelas suas veias. Sentia a morte golpear a existência do ser amado. Percebia-se entrando numa infinita escuridão. Mal conseguia raciocinar. Não sabia deixar a morte levar.
Nenhuma partícula de orgulho existia naquela alma aflita. A única certeza existente era de que a alegria e a tristeza não dançavam na mesma proporção. Havia uma desmedida terrível era elas. Naquele instante o único desejo existente no peito era: ter a eternidade da companhia do bem- amado.  Mas parecia impossível esse feito. Por isso, a vida se mostrava toda desvivida. E a revolta fustigava a pele. Havia protestos melancólicos, inconformados... Para aonde a vida vai, quando se a quer aqui? Quando se quer pele quente, ela  se esfria, quando se quer  abundância, tudo se amesquinha... Ah, isso é ser graduado em desentendimento, em desorganização, em perdição... Os infortúnios têm destas coisas: tira-nos da nossa casa, da nossa organização, da nossa reflexão... Mina até nosso oxigênio, impedindo nossa respiração.


Caxias - MA, 06 de julho de 2015.

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sábado, 10 de janeiro de 2015

INSÔNIA

INSÔNIA
Elany Morais

Tu, ingrato sono, só chega na madrugada.
Meu viço poderia acordar puro e vibrante,
Mas meu coração faz a vez do tripulante
Por não receber da alegria a cor imaculada!

Tua ausência me traz uma irritação intensa,
Só descanso finito é o que mais quero,
Noites a fio, com olhos hirtos te espero
Nas noites, frias, impávidas e densas!

Na tua demora, meu coração palpita,
Não ouço vozes, cantos ou soar do vento,
A mente povoa de mórbidos pensamentos,
Mas hora rezo pela salvação bendita!

Fico horas em pensamentos absorta,
Nada chega ao meu pobre entendimento,
Sinto que a ausência do sono é meu tormento,
Deixando meu espírito fraco, quase morto!


Caxias - MA, 10 de janeiro de 2014.

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domingo, 7 de setembro de 2014

SUPLICA

SUPLICA
Elany Morais

Espera-me. Aceite-me a sério. Absolva-me dos espinhos. Para que esse amontoado de sofrências? Jogarás- me no despejo? Tua impaciência corta fundo. Sem ti não passarei bem. Esse teu mal bem-querer leva-me para todos os ...destinos. Meu medo desnudou-se. Toma-me em teus braços. Isso fere a tua sensibilidade? Ouve o som da minha voz. Não mudarei de mim sem ti. Amanhã minha face estará amarrotada, e tu nem mais lembrarás de mim.

Tu não vês que colho algodão seco de tua alma? Não vês cor no meu dispor? Por ti, eu vejo vindo a mim uma cruel e impiedosa dor. Dor que tu regas, que tu plantas... Mas não te darei essa colheita. Estou afeita para as coisas vinda do amor, por isso, eu te chamo, chamo, porém teu silêncio prevalece com um grito agudo que invade meus ouvidos. Ouvidos estes que já ouviram as delicadezas do teu amor quase desbotado como aquele vestido azul que tu esqueceste de tanto que já tinha usado.

Caxias - MA, 07 de setembro de 2014.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

DESESPERO

DESESPERO

Elany Morais

Desesperança e desespero é um tormento
Que não almejo, não prevejo nem espero,
Mas vicia-me, deixando o que não quero,
Suplantando a razão do meu tormento!!!

Como buscar dessa dor o entendimento?
Se a inconsciência leva ao vil desespero?
De olhos cerrados ficar ainda não quero
Senão para viver a paz por um momento.

Ah!  Desespero, se tu não mais durares
Se fosses tu um breve e puro engano
Que tens um simples susto a me dares

Que é suportável para todo ser humano,
A vida seria um puro aroma de pomares
Banhada pelas águas cristalina do oceano!

Caxias - MA, 27 de agosto de 2014.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

DESEJO INSANO

DESEJO INSANO
Elany Morais

É loucura, é pranto,
Meu delírio não é santo;
Desejo-a , perto de mim,...
Enlaça-la em meus braços
Com beijos e abraços,
Pois sem ela é um desespero sem fim.

Caxias - MA, 29 de maio de 2014.
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sábado, 5 de abril de 2014

HABITAÇÃO
Elany Morais

Entre o vale e o penhasco,
encontra-se meu habitar.
Fitar o brilho celeste é a...
saída para o meu pesar.

O chegar discreto da noite
traz mais uma esperança
para meu desesperar, as
estrelas sorriem para mim,
ensaiando o meu cantar.

Caxias- MA, 05 de abril de 2014.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

É PRECISO SABER VIVER

É PRECISO SABER VIVER
Elany Morais

Se vai castigar meus dias com todos os tipos de desesperos, então vou desejar uma vida maior. Tocarei o hino dos amantes no silêncio dos corações empedrecidos, tangirei os ponteiros do tempo na velocidade... do susto de um beija-flor, farei de prenúncios a simplicidade de um piscar de olhos, entoarei vozes unânimes na proclamação da passagem do dia frio de amores fingidos, exaltarei o canto anônimo, elevarei o espírito raquítico pelo egoísmo de quem não deseja dividir o espaço do caos da vida, pintarei os dias da cor da paz, enterrarei o sossego ausente no alicerce das paredes, dilatarei a visão de quem não sabe ou teme viver, ensaiarei meus ouvidos para mil vezes a mesma canção ouvir, apagarei o fogo que arde nas minhas mão, de tudo farei mais um pouco, de um grito qualquer farei uma canção. Enfim, aprenderei as cartas do jogo do bem-viver!!!
Elany Morais
 
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ALEGRIA

Meus passos trilharam entre rios, mares e pontes em busca  da alegria em qualquer parte, ou em qualquer fonte. Mas não a trafiquei nem a surrupiei, desenhei-a nos momentos mais improváveis e impossíveis de se fazer encontrar.

Como seres alados voava, arredia, esquiva, rodopiando, desfazendo-se em cinzas sob o fogo do tempo, este totalmente indiferente a minha desesperada busca, como único meio de conservar minha tribulada e misteriosa existência.

Quantas vezes tenho visto-a passar pela minha janela, fazendo piruetas no ar?  E eu com as mãos espalmadas, tentando em vão agarrá-la .
 
Elany Morais
 
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A VIAGEM

    
Das pálpebras quase cerradas, vertia um filete sanguíneo. Lábios convulsos emudeciam .Desespero férreo ramificava-se. Suspenso no ar, presente e passado se cruzavam. A escada do fim encurtava-se. Alegrias e prazeres transmutavam-se. O vento suspendia partícula no ar. O sol marcava sua despedida. Vozes murmuravam. O cheiro tétrico se arrastava no quarto.


O brilho dos olhos esmaecia. A pele era mámorea  amarela. O frio invadia a derme. O coração seguia em descompasso. O mar dos desejos secavam lentamente. A dor era complacente. Aceitação era a morfina. A despedida se fazia breve. Todos os objetos choravam copiosamente.

Elany Morais

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

DIA PLANGENTE

 
 
  
Poderia ser um dia como todos outros.Mas ele trazia sua singularidade teimosa.Formas disformes assaltavam-me à vista.E eu ficava ali,com um aperto indecente no peito.Um peso sobre minha cabeça denunciava a minha imobilidade diante do meu querer negado,surrupiado e levado para diante do meu ser carente,dependente de um pequeno instante de alegria e paz.
  Eu não pedia muito.Eu só queria aconchegar minhas certezas em meu seio cansado,desespardo de esperar o que poderia não chegar.
  Tento me concentrar nas lembranças do passado,mas um pouco de sufoco me assoma e cala minha boca com pensamentos totalmente loucos.Por longo tempo,permaneço parada,sentindo tudo e não sentindo nada.Uma sede de voar,de fugir,de sumir monta em meu meu corpo,que agorora parecia alado,mas permanecia parado,afogado nas lembranças que nem eram do passado.
  Eu não acreditava no que via.Eu não fugia.Eu tentava salvar uma vida sofrida em turbilhão de agonias.
 Eu poderia preencher meu templo,sem lamento,sem tormento,mas eu não sabia correr daquele pensamento macilento,com cheiro de tormento,com gemidos de lamento.Eu podeia preencher,mas eu deixei vazio.
 Por um instante,senti que minha vida é esse laço de fita,com nós frágeis,frouxos,com motivos poucos que só sabem  e sentem os que são verdadeiramente loucos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

UM SER À REVELIA




Um amarelo desbotado.O sol entristecido.O dia lento.Vozes sombrias.Meu peito dormente.Mãos frias .Os poros dilatam-se.Gostas geladas brotam.Meu pensamento vaga.Meus olhos fixam-se na pedra fria.Palavras saem vazias. De minhas entranhas mais íntimas rebela-se um gemido.
Um ser assim!! Queria eu um decreto para existir.Por que deram a mim limitação para sorrir?
E ando na fogueira da existência.Meu olhar pede clemência.Num mundo assim,espero toda indiferença.
A força do desespero me abafa.A vil insegurança me assalta.O medo irracional me apalpa.
Quero voar.Quero fugir da ideia da dor.O grito do meu ser rasga-se de impaciência.Minha visão é cinzenta.Minha retina se exausta.
Dê-me licença para eu sentir minha dor? Alegria,dissimuladamente,é mortal.Debruço-me no gosto azedo,que não é mais azedo, é amargo.Preciso de mim.Meu céu está sem cor.Minha flor murchou.

Elany Morais
 
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