Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador flores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador flores. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de agosto de 2015

O BEM QUE VEM DAS FLORES

O BEM QUE VEM DAS FLORES
Elany Morais

São as flores que me vêm com sorriso largo,
Com beijos doces, abraços e ternos afagos.
Então, rendo-me ao que cheira. Sinto o
Perfume que vem das flores.
Elas exalam a pureza e as linhas que
Tecem o bem.
 Delas vem para fora a flecha
Que ativa, do nosso peito, a sensibilidade,
A via humana, que tem gosto de vida eterna


CAXIAS- MA, 23 de agosto de 2015.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

DIZES MAIS UMA VEZ

DIZES MAIS UMA VEZ
Elany Morais

Queria saber, só mais uma vez ainda
Se tu deveras me amas, muito embora
Eu esteja aqui tão desiludida agora,
Mas dizes, só mais uma vez, linda!

Aflita, sempre a espera de tua vinda.
Pois cativas-me com teu ar de sedutora,
Embora tua voz me soa enganadora,
Mas a tua presença é sempre bem-vinda!

Porém, tudo nessa vida não é cristalino,
Mesmo que eu esteja contigo no prado,
Em meios a árvores e flores como belas são

Ouvirei de  ti o desamor como se fosse um sino
Sem pensar em meu amor com muito cuidado
E a lançar o sofrimento em meu pobre coração!

Caxias - MA, 11 de dezembro de 2014.



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

LAGO VERDE

Lago Verde
Elany Morais

As águas atentas e silenciosas
Esperavam o baile das folhas
Que dançavam com lágrimas viçosas
Formando brilhantes bolhas.

Eram bolhas de todas as cores
Que aterrissavam no lago verde
Acompanhadas da visita das flores
Que estavam ali para matar a sede.

Esse espetáculo da Natureza
Era uma verdadeira festa
Composta de toda beleza
Sem o temor que traz a flecha!

Caxias - MA, 09 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TEU OLHAR

TEU OLHAR
Elany Morais

Em mim, teu olhar fez-se alvorada,
O teu corpo fez-se meu belo ninho
E por ti fiz-me louca apaixonada...
A deixar meu corpo em desalinho!

Tu vives a embriagar-me como vinho,
E a fazer de mim uma tela a pincelada,
Pões-te a perder nas mechas desatadas
E a me levar por todo o teu caminho!

Amacia-me com as cores de verbena,
Deixando-me mais doce e mais serena,
Se foi para o amor que hoje renasci,

Abraçar-te-ei com mais puro desejo,
Pois em mim, só és tu que sempre vejo,
Mas que no passado eu sei que te perdi!

Caxias - MA, 13 de agosto de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 21 de julho de 2014

PEDIDOS

PEDIDOSElany Morais

Se eu morrer amanhã,
Não quero flores nem reza,
Quero o silêncio dos mortos,
Onde a hipocrisia não se preza.

 Se eu morrer amanhã,
Como poeira serei levada,
Não quero lamento por mim
Como se fosse alma penada!

Se eu morrer amanhã,
Verão meu futuro ser nada,
Não quero a vela dos vivos
Por toda a madrugada!

Se eu morrer amanhã,
Jamais se verá meu olhar,
Não quero que reze comigo
Nem meu passado enredar!

Caxias - MA, 21 de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 20 de julho de 2014

QUANDO EU MORRER

QUANDO EU MORRER
Elany Morais

Quem me dará flores
Se eu morrer de amores?
...
Haverá alguém em meu
Funeral que ainda de mim
Falará mal.

Será que alguém chorará
Em voz alta?
Quem sentirá minha falta?

Será que existirá alguém que
Lançará a seta na minha alma
De poeta?

Não sei se haverá quem chorará
Timidamente dizendo coisas
Que só a alma sente.

E os covardes?
Ah, esses me maldizerão
Nas belas tardes!!

Só sei que ficarei no escuro
Sem ouvir as ideias dos que
Ficam em cima do muro.

Caxias - MA, 20 de julho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 7 de julho de 2014

CANÇÃO DA TARDE

CANÇÃO DA TARDE
Elany Morais

Casinha amarela no campo,
As plantas do campo são verdes.
Não tão breve é a estrada
Cercada de flores e palmeiras,
 Morro azul e água gelada.

Canto sozinha na janela
De onde olho longe o vale,
Cheiro uma flor amarela
Que não deixa que me cale!

Saio colhendo flores pela terra
Fazendo-me sentir a vida,
Numa tarde  vazia e bela,
Mas sem me sentir perdida!

Não sinto meus passos
 No caminho,
De tão leve como a lua
Ando lenta, cantando
A canção que é tua!

Caxias - MA, 07 de junho de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ERA

ERA
Elany Morais

Poderia ter sido bonita
Minha história de amor,
Mas o passado girava...
Ao redor, bramindo
Feroz, sem nenhum dó.

Agora sem um sol
Promissor, sem flores
Sem rosas, sem girassóis,
A terra esfriou sem raio
De sol, e sem esperança
De muitos amores.
Agora restou apenas
pequenas sementes
De velhas flores.

Caxias -MA, 16 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 27 de abril de 2014

DUAS ALMAS

DUAS ALMAS
Elany Morais

Duas almas navegam
No amor, no apego,
Na poesia interna e...
No sossego.

Duas almas entoam o canto
É disso que falo:
Nele não há dor nem pranto,
Nem devotamento falso!

Duas almas não anoitecem,
Nelas há canteiros com flores,
Os pudores fenecem
Nas ciladas das dores.


Caxias - MA, 27 de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 7 de abril de 2014

FLORES

FLORES
Elany Morais

Vermelhas, azuis, pretas, rosas.
Nas noites são beijadas pela lua,
Ao dia, sorriem toda prosa.
 
São festivais de nomes: lírios,
Orquídeas, magnólias, cravos,
Todas dançam ao som dos rios.

Magia se espalha por toda e qualquer flor,
As almas leves se embriagam no néctar
E fazem de todo jardim um cenário de amor.

Caxias - MA, 07 de abril de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais






sábado, 29 de março de 2014

QUEM SOMOS NÓS?

QUEM SOMOS NÓS?
Elany Morais

Não sei se somos um povo imbecilizado ou um povo muito bom. Não sei se somos incapazes de rangeros dentes diante de uma burguesia altamente corrupta ou se somos burro de carga mesmo. Parece-me que quase ninguém quer saber para aonde vamos ou donde viemos. A todo momento, é uma extraordinária exibição de vergonhas, de roubos elitizados e toda sorte de infâmia.

Se digo que é um povo bom, faz-se necessário pensar no conceito de bondade. Vê-se o desfile de miséria e morte à frente de hospitais, o silêncio ecoa, e a lógica se destoa. É futebol, o estádio lota, o grito voa, e a alegria é totalmente à toa.

Os gritos de fome, de dores, a indiferença zomba, o amor tomba, o horror exala seu cheiro, alimenta-se das dores e até as mãos ressequidas passam despercebidas e despetalam as flores.

Poucos corações ainda se enchem de dó, para aqueles que o dinheiro é tudo do tudo, enganam os ignorantes pobres através de uma esmola em troca de voto.

Onde está a coragem e bondade? Se liga a tv, só se vê sacanagem. Ensina roubar, desamar e praticar a toda sorte ladroagem. É tanto desamor que agora me faltou a coragem de falar de tanto horror.

Caxias - MA, 28 de março de 2014.
Todos os direitos reservados a e Elany Morais

AS DORES DE D. DOLORES

 
AS DORES DE D. DOLORES

Elany Morais

D. Dolores vivia sozinha com suas dores,
Na vida de D. Dolores, tu verás a solidão
Se lá tu fores!

O que se passava com D. Dolores?
Não sei se vivia de mágoa ou de
Velhos rancores.

Muitos dizem que D. Dolores
Foi refém mulher de muitos
Senhores.

D. Dolores, quando jovem foi
Motivo, em sua cidade,
De muitos rumores.

Hoje vive sozinha, com suas dores,
Amparada apenas por seu jardim
Coberto de flores.

Caxias - MA, 28 de março de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CINCO MINUTOS DE FELICIDADE

CINCO MINUTOS DE FELICIDADE
Elany Morais

Eram as primeiras horas do dia, lancei um breve olhar para tudo que já era velho. A rotina já tinha realizado seu intento mais desejado: ruir a beleza do novo, desnudar o encoberto, revelar os segre...dos... Mas naquele dia, meus olhos estavam mais abertos, todos meus preconceitos haviam sido jogados no lixo. Minha primeira visão foi de pequenas relvas e de borboletas que as velavam sob festa de cores. O sol fazia seu papel de exímio artista, exibia, com muita vaidade, seus raios convidativos, a fazer um grandioso espetáculo colorido.

Parada, diante de pequenos ramos floridos, senti a doce visita do cheiro de rosa. A brisa fluía, acariciava meu rosto, com mãos medrosas e faceiras. Extasiada por aquele momento mágico, do nada, agiganta-se à minha frente uma janela sorridente e dançante. Os pássaros eram os responsáveis pelo concerto despretensioso. E, pela primeira vez, senti-me livre para dá movimentos surpresos ao meu enguiçado corpo. Ensaiei alguns passos, percebi que não mais havia olhos julgadores dos meus desengonçados passos dançantes. Meu corpo experimentava uma leveza inédita. Minha alma acompanhava a canção de libertação, com suspiros felizes. Meu peito ofegava de satisfação. Meus cabelos voavam, soltos, leves, comemoravam a felicidade plena. Até o impiedoso relógio de tão feliz esqueceu sua cruel missão: arrasta-se nos momentos pesarosos e voar nos deleitosos.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 28 de dezembro de 2013

HOJE



 Hoje eu quero

Os pensamentos mais nobres
O despetalar de milhares de flores...
Desprezar as ideias mais pobres
E embriagar-me de vários amores.

Hoje eu quero

Violar todos os segredos
Naufragar no mar de ternura
Abandonar os infindos degredos
E amar sem muita frescura.

Hoje eu quero

Vestir-me de toda candura
Saciar a sede do corpo
Fundir-me com muita fissura
E ressuscitar o desejo morto.

Elany Morais


Todos os direitos reservados  a Elany Morais

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A RUAZINHA



A ruazinha era amparada apenas por sombriões  vermelhos. Era atapetada por pétalas esparsas. O sombreamento dava-lhe o tom melancólico. O silêncio fazia dela uma eterna solitária. E eu  observava sua extensão que se apresentava aos meus olhos como um mar sem fim.

Ao olhar para todas as direções, percebia que nada mais além de mim existia ali. Eu era rainha sem súditos. Eu era livre como barco sem remador, como um burro sem sela, como um cão sem dono...

O vazio me convencia de que todos os viventes haviam partido dali. Não sabia eu o que o motivo do meu vagar por aquela rua que parecia visões oníricas. Apressei o passo. Eu queria fugir  o mais rápido possível. Mas os vestígios de flores no chão me prendiam. Meus olhos eram seduzidos pelo espetáculo do cores que se arrastavam pelo chão.

Seguia eu a passos largos, levando sob os pés aquilo que me encantava. Minha ânsia de ouvir vozes era feroz. Eu precisava confirmar que eu não era  o único coração que pulsava naquela paragem.

Ofegante, olho para trás como quem fugia de um demônio assustador. Não vejo nada além das folhas que bailavam nos seus galhos. Eu entendia que elas me acenavam a se despedir de mim com olhar piedoso. Por um instante, quase paro, mas minha covardia  me obrigava a fugir não daquela rua, mas de mim mesma. Eu fugia, eu tinha medo da minha própria companhia.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ABISMOS DA ALMA

A tristeza tem um poder infinitoSe não conhece não tente encontrar
Com a sombra da morte vem buscar
Deixando qualquer espírito aflito.

Os seus abismos tristes sempre fito
Mas não sei em que fim vai dar
É tanta dor que não vai parar
É nesse fim que então medito.

Com dores deixo tudo até as flores
Nada em mim  mais cabe
Pois só existe somente dores.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O SINO DA DOR



 Sino batido, sino tocado é quando o corpo emite sinais a dizer que a sombra vem sobre os braços do infortúnio, ela vem, e vem a galope trazendo consigo a borracha que apaga o desejo de abrir os olhos para ver o brilho do sol,o jardim florescer, a canção que faz sentir vontade de viver.

Sino batido é quando os olhos alertam do vendaval, do mar salgado que está preste a ancorar no desejo de enxergar o mais valoroso prêmio da vida. A certeza do torrencial fixa na mente, esta que vira mala de dores e desprazeres ocultos.

Sino tocado é quando o peito diz que já riu o bastante, que se deve munir de escudos para amparar a dor que vem em disparada em direção do frágil ser. Soldados a postos, inútil, ela chega sem avisar, senta-se, deita-se como se fosse fazer da alma uma eterna morada.

Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 26 de novembro de 2013

SAUDADES

Hoje me encontro com saudades dos lugares por onde não andei, dos corpos que não abracei...Daquela cachoeirinha que vi só em sonhos, sonhos esparsos, distantes...Daquele cheiro doce que vinha de seus cabelos revoltos na malícia do... vento. Saudades daquele silêncio sereno, acalentador, do som daquela voz que parecia cantiga de ninar, do vasinho preto com a flor amarela que espiava tudo que passava pela janela. Daquela mão estendia aos céus, rendendo graça por não usar mais o véu. Que saudades, saudades do que não vi!!

Eu não vi a bailarina com seus passos leves a me conduzir a uma dança,mas mesmo assim,tenho saudades. Tenho saudades do bem-ti-vi que todos os domingos me trazia a boa nova de que eu era bem vista, assim ele me dizia:" bem-ti-vi." Ficou na minha memória aquele cão que por mim passou e me deu a mão, aquele jardim que se cuidava, dispensando assim, mãos calejadas, mãos praguejadas...Hoje eu sinto saudades do grito que não veio, daquela reza que apacentou meus medos, das bonecas que me confidenciavam segredos, daquelas formiguinhas que atraia toda minha atenção para sua atividade incansável, promovendo entre si tamanha revolução...Ainda me pego com saudades de mim, da minha lucidez de ouvir meus gemidos diante do desamor, da minha não aceitação do outro que vagueia pelos caminhos da dor...Sinto saudades de quando o amor não era sinônimo da dor.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

EU POR MIM

EU POR MIM
Elany Morais

Foi por mim que pisei fundo, descalças andei sobre pétalas, colhi forças e dei volta ao mundo. Foi por mim que desfiz os nós, rezei com fé e calei a voz. Foi por mim que andei na chuva, quebrei as regras e desobedeci à curva. Foi por mim que colhi a flor, plantei alegria e colhi amor. Foi pr mim que subi na árvore, tomei banho de rio e desconheci o mármore. Foi por mim que não guardei a dor, fitei as estrela e rezei ao meu senhor. Foi por mim que ergui os braços, fiz promessas santas e venci meu cansaço.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 23 de novembro de 2013

PODER

Não me apresse. Decidirei por onde partir! Se eu seguir pelos vales, lá encontrarei flores das mais variadas espécies. Lá serei rainha das cores, amiga de mim e ouvinte de cantos solenes. Seguindo os monte, avistarei as mais frondosas esperanças, com forças incansáveis. Lá me sentirei um ser com todas as potencias em ação. Se decido o caminho das águas, serei uma pescadora de olhos cativos, em êxtase crescente, serei presa das sereias viventes.
Solte-me, deixa-me: sei partir sozinha, posso acertar na solidão, sei errar comigo mesma. Se eu decidir ficar aqui, caso-me com meu eu, cruzo linhas vadias, pinto de branco o branco da casa, planto o que jamais nascerá, farei um pingo no ar e saltarei na imensidão do nada.

Posso escolher desfolhar as pétalas tristes, beber a última gota do néctar, dá cambalhotas na ilusão do saber, verificar meu ego bobo, dá sinal de alerta para meu coração distraído, posso cuidar das vidas pequenas, fazer o grande se dividir, acessar a senha das impossibilidades e dormir o sono ativo!!

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais