Sou educadora e escritora

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sábado, 28 de março de 2020

O INIMIGO INVISÍVEL


Por Elany Morais
Um inimigo invadiu o mundo
E a humanidade parou num silêncio
profundo!
Uma desgraça na terra aconteceu
Deixando a gente atônita e abalada.
Será que o coração de muitos amoleceu
Com o futuro de uma sina mal desenhada?
Coronavírus - vírus impiedoso - "zangado
contra a vida", causou-nos alvoroço,
jogando-nos no calabouço!
Há quem antes de palavras ter se cansado,
Agora, sozinho, em silêncio, descansa
ameaçado!
Sem beijos, sem abraços, ou ao menos um
aperto de mão, só resta toda a gente
fazer a sua oração!
Guerra sem amas, inimigo invisível
O desejo de vida não parte. E agora?Deitar em seu universo, é perigoso
quem o descarte!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 27 de abril de 2019

O MAL NA HUMANIDADE


Por Elany Morais
Na humanidade, há vaidade.
Vaidade de ser maior.
Mas paga o preço de ser menor.
Onde está o amor desinteressado?
Na pobreza do entendimento,
como fera no abatimento, os humanos
navegam em oceanos de sangue.
Quem quer entender o próprio coração?
Em todo canto há um silêncio de perda.
É tanto desamor!
Não há palavras para
tal horror!
Em almas devastadas, o que se ouve
é gritos de dor!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

JUSTIÇA

JUSTIÇA
 Por Elany Morais

Quem assim me fez
Inadaptável às normas da vida?
Minha doença é incurável!
Não sou príncipe ou princesa de cavalaria,
Mas a justiça pulsa forte na veia.
Não tenho ares novelísticos nem
Sou farta de letras. Mas tudo me importa
Mesmo que não haja porta!

De que me serve essa sensação humana?
Caio com Dostoiewski, mas julgo a
Fome, sem verso e sem nome,
Uma cena que não vale a pena
Repetir nos anais da humanidade!

Todos os direitos reservados a Elany Morais.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

DESUMANIDADE

DESUMANIDADE
Por Elany Morais

Quando chegaremos ao estado de humanidade?" Quando deixaremos de ser a sombra da vara torcida"?  Quando, de foto, seremos seres humanos? Ainda não somos humanos, prova disso: o mundo está em cinzas. A vida dos outros tornou-se apenas um rabisco, sendo apagado por qualquer desgosto ou contrariedade. Ou seja, a morte alheia tornou-se algo banal. O negativo tem ganhado formas gigantescas. As mentes estão sofisticadas para qualquer tipo de violência.

Em se tratando de " gente" brasileira é visível as facetas de quererem mostrar serem o que não são, mas que deveriam ser. Não sei se me engano, mas acho que já disseram que o Brasil é o paraíso no meio do caos. Se isso  foi dito, certamente, não foi por acaso, pois aqui temos de tudo ao que se refere ao campo da negatividade: desigualdade social, tortura em delegacias, masmorras modernas, violações dos direitos humanos, desrespeito ao trabalhador, elite preconceituosa, imprensa controlada,  a propagação do consumismo desenfreado, pelos meios de comunicação, a polícia não mais inspira segurança ou confiança, por ter se transformado em exterminadora, não do futuro, mas de pobres e negros do presente,  o sistema judiciário é lento, complicado, ineficiente, e atua sob a suspeita de favorecer os mais abastados, abastados também de desumanidade, a corrupção criou raízes e ramos para todos os lados, está generalizada, incrustada em todos os poderes, ou melhor dizendo, em todo lugar, a violência evolui, ganhando novos formatos, novas versões, a espalhar suas sementes em todas as direções, atingindo todo e qualquer terreno... Então, diante de tudo isso, ponho-me a pensar: o que mais esperar de quem deveria ser humano? Será que um dia seremos gente?


Caxias - MA, 25 de agosto de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 4 de julho de 2015

MAJU

MAJU
Elany Morais
A população do Brasil hoje é formada por mais de uma etnia e, Ignorância é acreditar em superioridade de raças em comparação as outras, pois características biológicas ou qualquer outra não é fator determinante para dizer se um indivíduo é superior ou não, pois não existe superioridade. O episódio ocorrido com Maju só confirma que o Brasil ainda não se desvencilhou das amarras do passado. É preciso que as pessoas se conscientizam de que somos todos iguais em direitos, pois nossa condição de existência não se diferencia, todos chegamos e partimos desse mundo da mesma forma. Todos nascemos dotado de razão e consciência.Todos iguais somos no amor e na dor, na bondade e na maldade, na mentira e na verdade. Todos somos parte de um todo, compomos o universo. Somos a humanidade. Vivemos a expressão de efemeridade.
Diante de tudo isso, deve-se afirmar que o preconceito deve ser repudiado, porque este está diretamente relacionado à intolerância e esta não nos permite aceitar as diferenças, sejam elas raciais, culturais, sociais ou de qualquer natureza. Estas mesmas diferenças criam diversidades que proporcionam o nosso crescimento cultural, na música, na dança, no esporte, na literatura e em diversas outras áreas, se tornando uma importante ferramenta na busca por uma sociedade melhor.
Caxias - MA, 04 de julho de 2015.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

FRIEZA MUNDANA

FRIEZA MUNDANA
Elany Morais

Nesse tempo frio, há que vir-me uma manta,
Pois, nessa terra, chega alma tão mesquinha.
Meu medo nesse desamparo se agiganta
Como um bobo condenado pela sua rainha!

Não sei qual será meu destino nesse desenvolvimento
Com mentiras, traições e jogos terríveis,
Parece-me não haver mais nenhum bom sentimento
Como se todos se tronassem insensíveis !


Queria eu ver formas humanas gloriosas,
Com vidas cândidas e atitudes grandiosas,
Sem se embrutecer por qualquer ardente solo

Tornando-se uma figura de alma estranha
Que não se enternece nem mesmo com colo
Ou mesmo as belezas verdes das montanhas!


Caxias -MA, 26 de novembro de 2014.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A MORTE DA ESPERANÇA

A MORTE DA ESPERANÇA
Elany Morais

Sucessões de dias, merecidos ao esquecimento. Com eles, vem minha suprema loucura: a esperança em seu aniquilamento. Em lágrimas, acendi a fogueira e pus fogo em minhas crenças. Em que ainda posso crer? No amor? Não! Este embota minha visão, fazendo-me vê as coisas, da forma como elas não são. Por isso, não me cabe mais suavizar nenhuma ilusão, pois vejo que a humanidade estagnou-se na evolução.
...
Parece-me que tudo já foi moldado à impureza e ao desgosto. Fazendo das lágrimas a evasão para a dor. É inútil acreditar que o mundo será salvo pela ilusão do amor, pois a terra encontra-se sobreposta de ódio, indiferença, fracasso e, sobretudo, de amargor.
Atarefo-me. Reúno meus pensamentos sobre o mundo. Meus passos desvanecem-se como o vapor febril do corpo em seu ardor. As veias enchem-se de desesperanças, desfazendo-se dos futuros, das fantasias, das alianças e das esperanças de qualquer bonança.
Com olhos resignados, vejo parques floridos de melancolia. O mundo ganha forma de pesadelo . O vazio se abre sob gritos, gemidos e apelos. O cenário se colore de palavras duvidosas, as almas imorais não conseguem se conter, corpos extenuador deixam de perceber que a vida de outra forma nunca há de ser.
Todos, com sua lacuna, correm, sem visões claras de sua falência, tentando uma cura impossível de sua eterna demência. Proclamam que querem o bem, mas se aconchegam nos braços do mal, fazendo deste algo imprescindível como se fosse uma atitude banal.

Caxias - MA, 20 de setembro de 2014.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

A DECADÊNCIA DA HUMANIDADE

A DECADÊNCIA DA HUMANIDADE
Elany Morais

É decadência. Decadência de tudo que há para nos salvar. Falta-me coragem para assistir ao espetáculo de mediocridades. Vejo aqui, ali a crueldade circular. E agora? O que se pode esperar?

Antes,... o domingo era dia de rezar, agora, muitos esperam a morte de pé para que o vazio possa se findar. Observe, veja os gestos vis e obscenos disfarçados de amores perfeitos, porém, tudo engano, pois para o fim da humanidade não há jeito.

É decadência de tudo que há de bom. A mesquinhez anda a galope. A dor alheia é luz em nossas salas. Lágrimas inocentes caem em nossos pés. A súplica é filme de comédia. Mãos são aquecidas nas orelhas pálidas. Os gritos são sons de guitarras. O mundo não se cansa, mas eu estou cansada para a hipocrisia insana.

Corações revolucionários choram no terreno burguês. O amor bonito é múmia esquecida. Há os que esperam sem sequer ter esperança. Prédios são desabitados, corpos, nas ruas, são largados. Como ir embora? E o vento devora quem dorme lá fora.

É decadência!!! A bagagem está pronta para partir. Jogaram na mala: a coerência, a dignidade, o respeito e a verdade. E na calada da noite, de mansinho, a ferocidade vem se instalando, sem pedir licença, mas os corações frios abrem seus portas para o que deixou de ser humanidade.

Caxias - MA, 16 de julho de 2014.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

IMPERFEIÇÃO

IMPERFEIÇÃO
Elany Morais
 
Por que não abrir as portas para a imperfeição, se ela faz parte de mim e de ti?  Inútil é minha alma debater-se em busca de uma libertação ilusória do que em mim é imperfeito. Para que recolher justificativas para as falhas do meu espírito? Por que não encontrar o sabor da imperfeição?  Por que acreditar que tenho que ser perfeita? Não é perigoso dizer que dentro da  imperfeição, cobra-se desenfreadamente a retidão alheia. Por isso, não me cabe mais a revolta com o que habita em mim e em ti.

Nesse mundo mediático, o imperfeito cobre-se com o véu do parecer. As aparências são Hércules. Devo me ajustar à falsa perfeição? Por que não coroar o que de fato somos? E o que somos? Não somos nada mais do que a imperfeição que respira, que transpira, que em meios a tantos erros, tropeçamos em alguns acertos. Se assim é, por que acreditar que estamos cheios de perfeição?

Estou de pé para abandonar a maquiagem, as máscaras... Meu tempo não será para escolher o que o outro deve ver em meu ser. Apronta-te para ver minha perfeita imperfeição. Adentra-te dentro da tua superfície também, asseguro-te que este caminho é florido. Estou em processo de viagem para o encontro do amor à minha bela e necessária imperfeição. E vocês? Vão continuar parecendo o que não são?

Não é suposição, certeza é de que as falhas ceiam comigo. Convicta, digo que sou, agora com  toda resignação, o seu  eterno abrigo. Não romperei mais com a essa verdade, para que meu coração não seja  casa de decepção nem a vida fardo pesado, onde se acumula coleções de frustrações. Pois buscar perfeição é missão impossível, é beirar ao mundo de fantasias, ao mundo ilusório do qual não fizemos, não fazemos nem faremos parte.

Arrisco- me a dizer que sábio é ajustar nosso foco no amor próprio, amarmos, porém ciente da existência  da nossa humanidade. E ser humano é ser eternamente imperfeito.

Caxias - MA, 04  de julho de 2014.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

BASTA


BASTA

É a vida humana que me dói. É duro ceder ao reconhecimento de que meu viver esvaziou-se de alegria. Venho contado passos e exigindo de mim o que não me cabe. Nada mais quero: nem o fácil nem o difícil. Pode ser coragem ou medo de não mais querer todo tipo de "sentimentações."

Tudo que passou pelo meu peito foi esmagado. Esmagado pelas mãos indiferentes. Nada em mim brilhou. As cores que havia, minha dor desbotou. Se querem que eu viva, desobedeço-lhes.

É a realidade que me dá nostalgia. Sinto apenas de cheiro de liberdade que o vento leva, sem se importar com meus braços erguido para retê-la. Que perseguição!! Persigo-me dias inteiros em busca do que não há.

Chega! Chega de caminhar sem rumo certo. De carregar malas que só pesam, mas não me oferecem promessa de dias apaziguados.

Elany Morais



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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ONDA QUE VEM



 O dia é de maré cheia. As ondas me assaltam com surpresas de traquinagens pueris. Meus olhos saltam de janela a fora, a procura de prazeres sutis.

Num instante, minha visão dilata-se diante de algo que para muitos poderia... ser apenas um grão de areia. Contudo, eu vejo grande. Vejo o trabalho incansável e disciplinado das formigas. Sinto inveja de sua persistência. A minha perseverança não me basta.

Detenho-me perante o bailado da menor folha da árvore. Admiro sua ginga, sua tranquilidade. Meus movimentos não me satisfazem. Minha alma pede calma.

Ouço o grito da criança quase inaudível por muitos, mas penetro-o sem limites, em busca de decifrar os desejos reféns da compreensão de quem anda à beira de perder a humanidade. Meu silêncio quer romper o tambor lacrado.

Elany Morais

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

RECEITA

Com uma dose de alegria,pode-se  fazer um dia;
Com muita imaginação, vive-se na ilusão;
Com um pouco de desapego, pode- se livrar do medo;
Com muita humanidade, abandona-se a maldade;
Com muita inteligência; salva-se  da negligência;
Com menos moralismo, vive-se no pluralismo;
Com  toda essa ideologia, vê-se demagogia.

Elany Morais

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