Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

INDISCIPLINA NA ESCOLA


Elany Morais

Como não perceber que a escola parece perder poder e espaço na formação do indivíduo?
A ausência de regras e limites instituída na educação familiar e fortalecida em muitas escolas tem contribuído para a indisciplina e agressividade no ambiente escolar. Isso, além de constituir um desafio para nós - professores, representa um dos principais obstáculos ao nosso trabalho pedagógico. Como pode existir aprendizagem de qualidade em um ambiente de indisciplina e agressividade? Diante dessa situação, necessitamos de uma postura compartilhada em relação à disciplina. O que se espera é que a escola funcione através de espaços e tempos geridos, com critérios adequados.
É difícil remar contra a maré, principalmente quando se trata de educação escolar. O que se tem hoje é: pais omissos, filhos despóticos, outros interesses dentro da escola e professores à beira de um colapso nervoso. É um eufemismo dizer que o cenário educacional está deficiente. A sensação é de que o barco está prestes a fundar, e nós, professores, "estamos no salve-se quem puder."
Mas eu acredito que nós (professores) sem o medo, sem a vaidade, com a humildade e a união, podemos mudar essa direção(do barco)! Com remo coletivo, no mesmo rumo, pode ser que haja impedimento ou adiamento da submersão desse barco.

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

O ABSURDO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA NÃO TEM LIMITES


O ABSURDO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA NÃO TEM LIMITES

Por Elany Morais

O sistema educacional brasileiro possui feridas, sem promessas ou esperança de cura. Isso porque os métodos de ensino, os discursos pedagógicos e as propostas governamentais não têm trazidos resultados positivos.
Professores desmotivados e impotentes agonizam. Alunos desinteressados e abandonados pela família marginalizam-se.  Esta desconhece ou exime-se-se de seu papel. Os governos, em intenção e ação, não priorizam à Educação.  Então, como pode uma nação se desenvolver do ponto de vista social se desprezam a educação?
O cenário educacional brasileiro é tenebroso e justificável. Na verdade, é o terreno fértil do maquiavelismo político. É nesse solo que se planta a ignorância e se multiplica o vazio.

Há de nos cansarmos de ação demagógica, de conversas enganosas, de discursos mentirosos da maioria dos políticos, quando dizem que o professor(a) será valorizados(as), que teremos condições dignas de trabalho, etc.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 12 de julho de 2015

EDUCAÇÃO BRASILEIRA


EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Elany Morais

Não se pode negar que a qualidade do ensino jamais estará dissociada dos direitos dos educadores, portanto, cabe a todos nós, que exercemos o magistério, defendermos nossa ocupação, nossa dignidade, reivindicarmos melhores condições de trabalho, além de salários compatíveis com a responsabilidade social do educador.

Ouve-se constantemente o seguinte coro: " a educação no Brasil vai de mal a pior." Infelizmente isso é verídico, e até agora nunca se viu um movimento no sentido de mudar os rumos dessa realidade. Fatos comprováveis disso são: o professor ganha mal e, para ter um salário melhor, ministra aulas em várias escolas ao mesmo tempo, a trabalhar nos turnos diurno e noturno. Na maioria das vezes, a administração escolar estar sempre a corresponder a interesses dos governantes, a deixar, em segundo plano, as necessidades dos docentes e discentes. Os investimentos públicos na educação são insuficientes para atender, com qualidade, as necessidades educacionais.  Não existem sistemas eficientes de aperfeiçoamento, capacitação e educação continuada para professores, dessa forma, é possível afirmar que o sistema educacional brasileiro não é capaz de preparar os jovens, pelo menos, para a compreensão de textos simples e elaboração de cálculos aritméticos de operações básicas....

Associado a isso tudo tem o descomprometimento da família com a educação escolar dos filhos. Vê-se que maioria dos pais não participam da vida escolar dos seus filhos, delegando toda responsabilidade à escola, sendo que o não podem simplesmente terceirizar para as escolas essa incumbência. Infelizmente, muitos cuidadores ou genitores não compreendem que a educação dos filhos se baseia no aprendizado dos exemplos dados por eles. 

Diante dessa situação, só resta a quem tem o desejo de ver mudanças positivas na sociedade, movimentar-se, reivindicar, realizar o que lhe cabe, cumprir seus deveres e exigir seus direitos, e nunca  deitar de braços cruzados, a acomodar-se no eterno faz-de-conta.

Caxias –MA, 12 de julho de 2015;      

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O TEMPO DA ESCOLA

O TEMPO DA ESCOLA
Elany Morais

Para as crianças, passa lento o tempo da escola. As esperas são infinitas, e as matérias são monótonas. Julgam pesada a perca de tempo, fazendo da hora de saída, o momento mais esperado. As ruas cintilam em suas cabeças. Tudo lá fora vira mágica. A escola aos seus olhos é cinza. Que incompatibilidade! Pois as crianças são tão diferentes, elas são todas coloridas. Por que não querer voar para longe dos portões escolares? É lá onde ecoa um medo surdo, a linguagem é seca, sem vida, sem aquele gosto de abraço apertado, sem cheiro de mãe nem os vestígios dos brinquedos largados.
As crianças sabem que é preciso deixar a fantasia reinar para o tempo da escola suportar. E, arrisco-me a dizer que estar submerso na fantasia é viver a realidade de forma mais justa, mais coerente, mais honesta possível.
Como se encaixar tanta abstração na cabeça de quem só quer sentir o gosto da vida que se inicia? A vida para as crianças é novidade, é descoberta... Precisam de mãos e pés soltos, precisam de respostas, pois as perguntas já lhes pertencem. Para que entender símbolos se ainda não se sabe viver? A simbologia máxima pode ser o existir, o sentir que dá gosto de nesse mundo permanecer.
Faz-se necessário desenvolver nos iniciantes dessa nau o desejo de se preservar, de querer ser, de se querer, de querer ficar, de querer crescer, de querer amar-se e, consequentemente, amar os outros.
Ah! Esse tempo da escola passa lento, devagar... Tudo flui numa morosidade. É na escola que se encobre o natural, é onde se diz que meus nós estão frouxos. É lá onde se amara, onde se cala o que de fato se sente ou pensa. Os grandes portões dão o recado: “aqui pés soltos serão amarrados.” E por que não dizer que também amarra o coração?


Caxias- MA, 07 de julho de 2015.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DE VOLTA ÀS AULAS

DE VOLTA ÀS AULAS
Elany Morais

Só mais alguns fechar e abrir de olhos, já será hora de retornar, não só para a escola ou sala de aula, mas voltar para lares partidos, quebrados e desestruturados. Logo, apresentar-se-ão a minha face uma rede relações conflituosas e amigáveis. Nela, encontrar-se-ão: espíritos carentes de afetos, revoltas sobre as mãos, gritos frenéticos, vozes caladas, olhos atentos, gestos indiferentes, toques amáveis... Dentro de um turbilhão de personalidades, de diferenças, de emoções e pensamentos, lá estará eu, tentando manter a ordem, centrando minha responsabilidade no ato de conduzir os educandos ao um processo de compreensão do funcionamento da nossa "Última Flor do Lácio."
Não é doce sair e retornar ao universo da sala de aula. Ao sair, perde-se vínculos, abandona-se o que parece ter sido seu por longa data, mas, ao retornar, abraça-se, novamente, sempre os mesmos espinhos, os mesmos medos, as mesmas impotências, aos mesmos desgostos, aos mesmos fracassos...
São duzentos dias de ida e vinda, de fim e recomeço, de tentativas e acertos, de entusiasmos e apatias, de cansaços e esperanças. É uma luta quase infinita, é uma guerra sem trégua, é um perde-e-ganha, é um toma lá-da-cá... Nesse cenário, cantamos, dançamos, brigamos ( com nós e com os outros), amamos, odiamos, perdoamos, separamos, juntamos... É um casamento de muitos, onde dividir á a regra básica. É para esse mundo que estou, por muito pouco, retornando. A apreensão me visita, querendo saber o que de novo me espera, porém, ainda não me foi concedido o dom de adivinhar, por isso, sé m resta esperar.

Caxias- MA, 21 de janeiro de 2015.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

A ESCOLA DO PASSADO E O GOVERNO ATUAL

A ESCOLA DO PASSADO E O GOVERNO ATUAL
Elany Morais

Frequentemente, ouve-se dizer que escola ou educação de qualidade era a do passado. Era boa, né? Com certeza, mas as pessoas se esquecem de que a escola do passado era apenas para os filhos de classe média e alta. Parece-me que as pessoas que tanto critica o governo atual, que tanto exalta a escola do passado esquecerem de fazer as lições de c...asa, não seguiram as orientações de seus professores, pois quem desarrumou o ENSINO PÚBLICO não foi Lula nem Dilma. A destruição desse ensino aconteceu durante a ditadura militar, quando colocaram a Esther de Figueiredo Feraz, primeiro na Secretaria do Estado de Educação de São Paulo, depois, no Ministério da Educação. Criticar o governo atual sem saber disso é assinar o estado atestado de ignorância ou de mau-caratismo. Hoje, bem ou mal, há escolas para todos. Naqueles tempos, das "boas" escolas públicas, naquela época somente os ricos adentravam à Universidade. Hoje há vários programas de financiamento para cursos superiores. O que de fato é uma tremenda hipocrisia das elites. O Governo "chamado socialista" financia pobre para dar dinheiro para escola de empresário capitalista.

  Caxias- MA, 12 de maio de 2014.