Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

APRENDIZAGEM DA ALEGRIA

APRENDIZAGEM DA ALEGRIA
Elany Morais

Nem sempre haverá outros verões, portanto, é preferível esquecer os momentos irrelevantes. Mas como esquecê-los, se eles se fazem tão importantes? Nas fatias de vida, existem flagrantes felizes, porém, logo são jogados no limbo do esquecimento, enquanto que a ponta de um pequeno infortúnio ganha forma gigantesca, desestruturando a casa de nossa alma.

Se por mais tempo, a felicidade se estabelecesse na intimidade do nosso coração, a tristeza seria fogo morto, perdido no deserto, sem nenhuma esperança de qualquer salvação.  É preciso reter, sobre si, jardins férteis, porque lançar mão do que somente nos faz bem é deixar para trás todos os nós que nos fazem refém.

É obsceno alimentar-se de lamentações pelos grãos de areia que o vento jogou para trás. Por que jogar gelo sobre o incêndio da alegria? Por que se valer de truques para sabotar a felicidade? Deve-se viver como se pode, portanto, é perfeitamente possível aprender a se desvencilhar da lama que polui nossos pensamentos e, consequentemente, nossos pensamentos.

A vida é um processo de aprendizagem. Precisa-se aprender tudo, menos a chorar, se já nascemos chorando, dessa forma, chorar é condição nata do indivíduo. Então, por que usar de subterfúgios para forçar o embaçamento da luz dos nossos olhos, com lágrimas pesada de sal? Agarremo-nos aos momentos gloriosos, de felicidades, de alegria, de satisfação e de reconhecimento de si mesmo, assim, aprende-se e acostuma-se a ser feliz.


Caxias - MA, 03 de abril de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 22 de fevereiro de 2015

MEDO PERSISTENTE

MEDO PERSISTENTE
Elany Morais

Cada espasmo que espuma é o medo que mora
No eu, e atrofia a possibilidade que nasce,
Alimentando tudo que funda e apavora
Quem dera se o medo na face não se estampasse!

Se pudesse e viesse sobre o espírito agora
A coragem com máscaras altiva na face,
Talvez essa alma covarde que chora,
Do medo cativo, enfim, se curasse!

Prende-me e desdenha, mas um dia eu consigo
Fazer do medo meu companheiros amigo
E, não mais uma dor presente cancerosa!

Pode ser que na alma de todos ele exista,
Mas talvez perpetuar-se não persista
Como uma chaga aberta e dolorosa!

Caxias - MA, 22 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SE

SE
Elany Morais

Se me puseres fogo, eu viro brasa,
Se vieres comigo, eu vou além,
Se quiseres que voo, eu crio asa,
Só não quero ficar aquém!

Se quiseres meu sangue, está esvaído,
Se precisares de cama, eu sou espuma,
Se sonhares comigo, eu sou bruma.
Um sonho desse não terás vivido!

Se me soprares, eu serei chama,
Se me apertares, serei expansão,
A alma frágil sempre se derrama
Numa vida louca de pura ilusão!

Caxias - MA, 13 de janeiro de 2014.

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