Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

A MÃO DO MEDO


Por Elany Morais
A mão do medo, poderosa, levanta
Sobre mim.
Não me apetece mais cantar!
Se é maldição dos tempos em que
Se vive, não me apetece questionar!
Sob à mão poderosa do medo,
Brado, tímida, fina, frágil: “ este mundo
Não presta.”
Aqui, morde-se os mais fracos,
Lambe-se as mãos de serpentes.
Não tenho olhar de girassol: nítido, volátil,
Flexível... Nem tenho pausa íntima, pois
A mão do medo me apregoa promessa
De varredura!
Agora duvido de que o eixo do mundo
Gire em harmonia! Mas, jamais chamaria
A existência de hora sombria...
Porém... Sob à mão do medo, a NaturezaAinda é a minha mãe


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

AMOR QUE FERE

AMOR QUE FERE
Elany Morais

O teu amor corta como faca,
Fere os lábios,
Arranca pela raiz
 até o mais tímido riso,
Inunda de lágrimas
Destroça o ninho,
Rompe os laços,
Floreia de espinhos!

É amor que gela,
Debocha do vulnerável,
Fura com agulhas,
Aprisiona numa cela!

Gasta palavras amargas
A felicidade não chega,
O grito sai na esquina,
Parece até ser sina
O teu show de amarras!

Caxias - MA,30 de janeiro de 2015.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MENTIRA


MENTIRA
Elany Morais

Mentira, construção sem alicerce.
Se minto, serei alvo de pena,
Não paro de pensar nisto:
Se me rendo ou resisto!

Quem dela está livre?
Sua casa é um casulo
Um pedaço da verdade escondida
O resto torna-se nulo!


Caxias - MA, 26 de janeiro de 2015.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SE

SE
Elany Morais

Se me puseres fogo, eu viro brasa,
Se vieres comigo, eu vou além,
Se quiseres que voo, eu crio asa,
Só não quero ficar aquém!

Se quiseres meu sangue, está esvaído,
Se precisares de cama, eu sou espuma,
Se sonhares comigo, eu sou bruma.
Um sonho desse não terás vivido!

Se me soprares, eu serei chama,
Se me apertares, serei expansão,
A alma frágil sempre se derrama
Numa vida louca de pura ilusão!

Caxias - MA, 13 de janeiro de 2014.

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sábado, 19 de julho de 2014

FRAGILIDADE

FRAGILIDADE
Elany Morais

Se tua fragilidade te entristece,
Irrita, amargura-te e humilha,
Ela não será para ti boa filha...
Pois não te guarda nem te merece!

Se tua fragilidade não te enobrece
Nem te protege na estrada que trilhas
Se te priva da vida e das maravilhas,
Então, cuida daquilo que finges e esqueces!

Se tua fragilidade não te larga
A fazer de ti uma mendiga
Onde tudo para ti amarga

Abandona-a e acorda para a primavera,
Viva a vida plena de rapariga,
Pois o futuro será sempre uma quimera.

Caxias - MA, 19 de julho de 2014
 
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PARTIDA



 Partiste sem razão
Tua lembrança ficou
Sem palavras o coração
Em desamor murchou....

No pensamento incerteza
Nem esperança permitiu
Teu retorno na correnteza
O teu frágil amor ruiu.

Só restou na alma pobre
A tristeza acorrentada
Um peito por ti sofre
Com uma alma atormentada.

Elany Morais

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sábado, 16 de novembro de 2013

PERDA

O tempo não se exime de sua desforra.  Deixa pergunta sem respostas. Por despeito, não apagou  a lembrança de quando foste embora. Nós, que já estávamos livres das amarras, tua liberdade se perdeu em tolas farras.
E agora, seguimos caminhos estranhos. A luz no horizonte já não mais se deleita com o brilho dos meus olhos, e tua indiferença se amontoam sobre em mim em molhos.

Nessa desventura, não há esperança que renasça em meu débil ser, que se abriu sem escudo, displicentemente sem querer.

Por descuido, tornei-me refém do desprazer, vagando a esmo, por caminhos sinuosos, mas sem perder a fim de viver dias de amores gloriosos.

Mas ideias insistem em chegar em meus pensamentos que minha fragilidade por tua ausência será o meu eterno tormento.

Elany Morais

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sábado, 7 de setembro de 2013

ALMA EM RECONSTRUÇÃO

Anatoly Piatkevich
 
Minha alma é sombria,trágica,rebelde...Nada na sua dimensão a apetece. É frágil como uma pétala arrancada de seu habitat. É urgente como preces de desespero.Anda sempre a vaguear.Põe-se a lançar pela boca sensações frias.
    Minha alma não se ajoelha,mas cambaleia,alteia,desmorona,aterrissa e se afirma em terra movediça.Não retrocede,não ri dos porões desconhecidos.A incompletude vocifera.

  Minha alma emergiu das profundezas para desmanchar nós triplos floreados.Sem temor,perde-se no objeto amado.Deseja   
fundir-se no amor insano.Possui compaixão sem  amarras.Entrelaça o passado a minha cintura.Os enganos são aterradores,culpantes,delirantes.Pontes são construídas sob solo árido,sem esperança da imagem verdejante.Paira sempre sobre o mundo.O despertar aflito é sempre precedido por uma realidade anímica da morte galopante.Ver a claridade é um desafio desafiante.
  Minha alma possui pernas e braços guerreiros.Encaixota a fragilidade das linhas tênues do meu ser.Por desgaste de defesa,ataca sempre com veemência.
 Minha alma planta amor com profundas raízes.Edifica o querer imediato,com embate.Tranca portas para tragédias.Mas isso não basta....

Elany Morais

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