Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador fogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fogo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SE

SE
Elany Morais

Se me puseres fogo, eu viro brasa,
Se vieres comigo, eu vou além,
Se quiseres que voo, eu crio asa,
Só não quero ficar aquém!

Se quiseres meu sangue, está esvaído,
Se precisares de cama, eu sou espuma,
Se sonhares comigo, eu sou bruma.
Um sonho desse não terás vivido!

Se me soprares, eu serei chama,
Se me apertares, serei expansão,
A alma frágil sempre se derrama
Numa vida louca de pura ilusão!

Caxias - MA, 13 de janeiro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 5 de agosto de 2014

DESEJO VULCANIZADO

DESEJO VULCANIZADO
Elany Morais

Tu trazes a mim esta desordem
De querer-te a todo instante!
Que meu destino seja sorver-te...
Até o amanhecer, sem essa
Culpa dos seres pensantes!

Desejar-te é a eternidade
Que arde interminavelmente,
Como as lavas vulcânicas
Que rompem sem pressa,
Sem medo de ser imprudente
Ou Indecente!

Caxias - MA, 04 de agosto de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


terça-feira, 20 de maio de 2014

DESEJO QUE ARDE

DESEJO QUE ARDE
Elany Morais


Entre teus lábios, minha loucura se eleva,
Apenas com gestos procuro teu corpo,
Enquanto meus beijos nascem em tua boca,
Levando braços e pernas a um frenesi louco.

Mantenho minhas mãos presas em teu peito,
Pois estás presente em mim por toda parte.
E se nossos corpos transpiram o mesmo suor,
É porque nosso desejo é fogo que arde.

Caxias - MA, 20 de maio de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O FEL DO MUNDO

O FEL DO MUNDO
Elany Morais
 
Quem me perguntou se o fel do mundo eu quis beber? Por que me violentaste meus ouvidos com a voz da ignorância? Aqui, o desamor não tem freio.  A injúria é uma gula insaciável. A mentira é um câncer indomável. A multidão é um véu sangrento. O peito é salão de baile negro. Os olhos são portas duvidosas. A boca é um cofre de maldição. A noite brinda com a morte. As flores festejam do fim do riso. O sono é o prazer indefinido. A razão é loucura dos justos. O coração com função desconhecida. O sangue é vida jogada perdida. O lar é o purgatória. A música  é o transporte da bestialidade. A dor é o pão do dia. A fome é a alegria do dia. O tempo é algoz dos desvairados.  Água é o vinho podre. O sol é fogo dos pobres. A verdade é o juiz dos justos.

Alguém me perguntou se eu queria o vício do mundo? Tatuaram-no me mim.

Caxias -MA, 14 de maio de 2014.

terça-feira, 25 de março de 2014

DEFINIÇÃO DO AMOR

AMOR
Elany Morais

É neve ardente, brasa gélida,
é chaga que aguilhoa e não percebe,
é um almejado bem, é o ilegal presente,
é uma paz efêmera atordoada,
é a quietude carente  de cuidado,
é o medroso com vestes de valente,
abandonado vagando entre as gentes,
essa é a sina do amante e do amado.
 
Caxias -MA, 25 de março de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

DESAGRADO

Não me satisfaz essas coisas passageiras
Amor de fogueira
Água fria
Som do dia
Versões da moda
O barulho da roda.

Não me alegra essas coisas sem lógica
A mentira faceira
A voz  de bobeira
O corte da mangueira
E sexo de zoeira.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais