Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

FANTASIA
Elany Morais

Nas noites tediosas, triste e sozinha,
Eu tento mover peças sem molas,
Recordo os sons das castanholas,
Mas não acalmo a agonia que é só minha.

Vejo-me em plena enfermaria,
Sentindo-se uma figura folclórica ,
Em meio as imagens exóticas,
A confundir realidade com fantasia!

Que angústia essa que oprime!!
Como se eu tivesse cometido um crime
Contra os bens que Deus criou.

Não sei se terei uma vida grandiosa,
Ou serei sempre esse figura misteriosa
Que Deus na sua sabedoria gerou!

Caxias - MA, 26 de novembro de 2014.

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sábado, 13 de setembro de 2014

COSTUME


COSTUME
Elany Morais

Que o costume não me faça descontente
Nem me jogue sobrecargas de fadigas,
Pois se assim for, a alegria será ausente
Como um mormo recoberto de formigas!
Que o costume não me cegue nem me siga
E do meu medo ele nunca se a perceba
Que de mim não me faça uma perseguida
Sem que o tédio a mim nunca me conceda!

Que o costume não me force uma partida
Para becos estreitos e muito escuros
Que não me faça viver só de despedida
A não transpor o limite de qualquer muro.

Caxias - MA, 13 de setembro de 2014.
 
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TÉDIO

 
TÉDIO

Elany Morais

Indesejado tédio, parece até amigo meu!
Sempre me recebe em seus braços,
Jogar-me em seu frio leito
Para seguir meus tímidos passos!

Que poder é esse que  tem
De deixar-me sonolenta, sem desejar
Um arvoredo
Ou ver a água que brota
Do seio de um rochedo!

Caxias - MA, 13 de setembro de 2014.

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sábado, 8 de março de 2014

SOLIDÃO

SOLIDÃO
Elany Morais
Veja bem o que digo: É na solidão que sinto  quem sou. Sozinha, dispo meu ser mesquinho. Na multidão, perco-me, a coerção me alcança. Enfado-me! Não me encontro nesse arranjo. Porém, se nos meus braços estou, faço o que realmente me é.

É na solidão que me proporciono o melhor de mim. Muitos dos meus passos desfizeram-se, transformaram-se em pó, em busca de uma felicidade  que fugia-me a km por hora. O tédio, a amargura estavam sempre à minha espreita. Assim, corri para mim.

Caxias - MA, 08 de março de 2014.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

TÉDIO



 O sempre de todo dia torna todas as coisas amargas, alonga a vida na cruz dolorosa. A fragrância das horas sofrem mutações, restando apenas a vala comum. As novidades deixam de ser novas, convertendo-se em cemitérios estranhos. As rosas perdem sua cor. Os mortos são esquecidos. A curiosidade agoniza. A água já não é quente nem fria. O enfastio chega até do que nunca se viu.

Quando novo, quer-se escalar o céu. Mas com a repetição, tudo torna-se igual, a ambição perde a força e as maravilhas perdem a cor: é o tédio assomando no seu silêncio devastador.

A voz do tédio nasce e ecoa. O aborrecimento pesa. O desejo dorme. O sangue gela. A alma se esvazia. O olhar perde o brilho. Rugas se formam. A felicidade esquiva-se. A idade dilata-se. O coração bate compassado, não vibra, a mente não pensa. Promessas não se cumprem. Laços são nós rebeldes.

Esse mal (o tédio) tem grande poder sobre almas sem criatividades. Dilacera a pele. Abre feridas que não se costuram. Desasas sonhos, poda esperanças, corta o que poderia fartar. Ele é indomável. Nada pode contê-lo. Ele é o mar nas suas maiores profundezas. Quem nunca mergulhou nesse mar?

Elany Morais


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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

TÉDIO

Eu peço ao tédio que passe
assim como passa a ventania
porque minha alma deseja
não gritar mais de agonia.

Nesse mar de fria tristeza
nada em mim sobrevive
a dor indolentemente fez
morada ao gosto da nostalgia.

Elany Morais

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