Sou educadora e escritora

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terça-feira, 9 de junho de 2015

MEMÓRIAS FRIAS
Elany Morais

Percorre os caminhos da minha
 memória, teu vulto na penumbra,
 com gotas de rumores surdos.
Teus passos incessantes corriam
para os vales mais distantes de mim.
Apenas uma palavra se instalava
na minha garganta rouca que
se desprendia em letra por letra,
na esperança de que ecoasse
nos rumos mais longínquos.
Em vão foi gritar para tua surdez.
Meus lábios empalideciam e,
entreabertos  balbuciavam
um socorro, um amparo que
tua frieza deixou para trás
sem  voltar teu coração para
meu abandono.
E assim, tu partiste  na surdina
da tua consciência, deixando
um amor que poderia ser  de
um em dois.

Caxias - MA, 09 de junho de 2015.

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terça-feira, 24 de março de 2015

FIGURA MISTERIOSA

FIGURA MISTERIOSA
Elany Morais

Perfil longo, pupilas-mar, corpo moreno,
Alvos, pequenos pés,  delgada, fina cintura,
Morbidez de gesto, uma triste figura,
Cabelos pretos, e passos pequenos!

Impossível aterrizar em meu terreno,
Mais voltada para frieza do que a ternura,
Vestida em finas vestes de cor escura,
Trazia em seu taça o amargo veneno.

Veio de longe, de alguma escura cidade,
Pode ter sido leve e feliz em algum momento,
Mas traz consigo recato dos neófitos frades.

Para o mistério parece ter todo talento,
De sua vida não se sabe qual é a verdade,
Porém, temo que haja algo de tão horrendo.


Caxias - MA, 24 de março de 2015.

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terça-feira, 10 de março de 2015

QUE MULHER É ESSA!

QUE MULHER É ESSA!!
Elany Morais

Que mulher é essa, que me parece distante e fria!
Queria eu tê-la de novo, lúbrica, sobre meus fartos seios.
Já houve um dia que nossos corpos quentes de desejo ardiam,
Amando-nos, sem enxergar o que nós havia de feio.

Hoje, carrego, nos olhos, a mais pura melancolia.
De não tê-la em meus braços é o que mais tenho receio,
Minha alma desejosa, para ela, foi o que sempre dei
O que jamais para outra nunca daria!

Meu desejo é o que minha voz ainda proclama.
O que será de mim se ela não mais me ama??!!
Disseste que me tinha no corpo dela,

Mas no seu olhar frio, vê-me hoje como uma cadela
Que jamais me levará para nossa cama,
A não ser que me comporte como uma donzela.

Caxias - MA, 10 de março de 2015.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

EM DESACORDO

 EM DESACORDO
Elany Morais 

Acabará a indiferença dos desalmados um dia?
Pode ser universalmente este um apelo.
Vejo o mundo sobre mim como um pesadelo
Enquanto que eu só queria cantar com alegria!

A agonia me tolhe cada fio de cabelo.
Promessa de paz, na Terra, até que havia,
Mas a alma do homem tornou-se fria
Como a neve e o vento transformado em gelo!

Os corpos se alimentam apenas de nudismo
Enquanto o espírito vive um desgosto profundo
Por seus passos voarem para o terrível abismo!

Assim, eu vivo em supremo desconforto
Como borboleta em estado moribundo,
Mas vendo meu futuro totalmente quase morto.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

FRIEZA MUNDANA

FRIEZA MUNDANA
Elany Morais

Nesse tempo frio, há que vir-me uma manta,
Pois, nessa terra, chega alma tão mesquinha.
Meu medo nesse desamparo se agiganta
Como um bobo condenado pela sua rainha!

Não sei qual será meu destino nesse desenvolvimento
Com mentiras, traições e jogos terríveis,
Parece-me não haver mais nenhum bom sentimento
Como se todos se tronassem insensíveis !


Queria eu ver formas humanas gloriosas,
Com vidas cândidas e atitudes grandiosas,
Sem se embrutecer por qualquer ardente solo

Tornando-se uma figura de alma estranha
Que não se enternece nem mesmo com colo
Ou mesmo as belezas verdes das montanhas!


Caxias -MA, 26 de novembro de 2014.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PESADELO

PESADELO
Elany Morais

Fitei-a com um riso franco,
Sem me comover com nada.
Meu coração estava vazio
E a minha boca calada! 

Chorei, apenas em silêncio
Por toda a madrugada
Mas não sei se dormindo,
Ou eu estava acordada!

Com o coração frio e sozinho
Numa tristeza sem tamanho,
Fui por um estreito caminho
Para um mundo vil e estranho!

Caxias - MA, 20 de outubro de 2014.

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sábado, 2 de agosto de 2014

FALSOS SANTOS

FALSOS SANTOS
Elany Morais

Qualquer que seja desses falsos santos,
Devemos precaver dos seus corações frios,
Pois eles nos trarão muitos enganos...
Sem esperar por alguns estios!

Há de se abafar o que sonhamos
Por transbordar neles só o vazio,
Se com alguns deles nos identificamos
É melhor se afagar no frio!

Caxias - MA, 02 de agosto de 2014.

sábado, 31 de maio de 2014

PRECE

PRECE
Elany Morais

Quando fores embora,
 Moça sem coração,
Não me deixe sozinha, 
Não me solte a mão.

Se não quiseres me levar,
Moça sem coração,
Não morrerei, mas
Viverei na solidão!
 
Quando fores embora,
Moça sem coração,
Leva-me contigo,
Ao som da nossa canção.
 
Moça sem sentimento,
Por que insiste tanto em me
Jogar no vão do esquecimento?

Quanto tempo a implorar
Para que não tu partas
Sem de mim lembrar!!

Caxias - MA, 31 de maio de 2014.


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sábado, 3 de maio de 2014

VIVER CONTIGO


VIVER CONTIGO
Elany Morais

Se te encontro numa tarde de verão,
Minha noite terá um silêncio ameno,
Minhas lágrimas não lavarão o chão...
E meu sofrimento será bem pequeno.

Não é dependência de ti em demasia,
Nem rogo para o findar de tua frieza
É desejo de viver em tua companhia,
Sem violentar tua insensível natureza.

Caxias -MA, 03 de maio de 2014.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

TÉDIO

Eu peço ao tédio que passe
assim como passa a ventania
porque minha alma deseja
não gritar mais de agonia.

Nesse mar de fria tristeza
nada em mim sobrevive
a dor indolentemente fez
morada ao gosto da nostalgia.

Elany Morais

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