Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador cegueira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cegueira. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de setembro de 2014

COSTUME


COSTUME
Elany Morais

Que o costume não me faça descontente
Nem me jogue sobrecargas de fadigas,
Pois se assim for, a alegria será ausente
Como um mormo recoberto de formigas!
Que o costume não me cegue nem me siga
E do meu medo ele nunca se a perceba
Que de mim não me faça uma perseguida
Sem que o tédio a mim nunca me conceda!

Que o costume não me force uma partida
Para becos estreitos e muito escuros
Que não me faça viver só de despedida
A não transpor o limite de qualquer muro.

Caxias - MA, 13 de setembro de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 22 de julho de 2014

A PERSISTÊNCIA DA DOR

A PERSISTÊNCIA DA DOR
Elany Morais

Que dor é essa que não se dar por cansada!
Faz-me chorar  ao som em melopeia,
A deixar-me nessa veste amassada
Como se eu fosse um intruso em colmeia! 

Quanto tempo me deixará prostrada,
Sem ver ao menos um grão de areia,
Mesmo estando com a mente povoada
Com as delícias fantasiosas de uma sereia?

Caxias - MA, 22  de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 5 de novembro de 2013

VISIONÁRIA

O cego em mim se rebela. Quer vê o céu estrelado brilhar, o rio fluir devagar, o mar azul vibrar e a alegria do pássaro a cantar.
A cegueira em mim se desterra, a dor não mais me emperra, o amor nas suas  frustrações jamais se encerra, vejo felicidade como sendo obrigação aqui nessa Terra.

Venda na mente não será um por vir, terei caminhos sempre para aonde ir, desfazendo malas sempre que possível para não cair na armadilha do se iludir.

Cegueira de mente sempre causa nos dó, pois a vida será sempre com um pensamento só, a carregar somente a certeza de que terá como futuro certo o destino do pó.

Desfazer-se de vendas é como ficar nu,  pois livrará- se  de ser um diamante cru  para se tornar um ser flexível como a caule do bambu.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VEM

Embriaga-me em tua paixão.Divide comigo tua loucura santa.Cura-me da cegueira da solidão de mim.Ilumina minhas estradas sombrias.Dilata meus caminhos estreitos.Tu não ouves meus gritos?
Chamo teu nome em silêncio.Imploro tua presença em pensamento.Não sai da cena do meu eu aflito!
Deixas tua alma vibrar na minha.Toca aqui em minha mão.Veja,minha loucura é mansa.Escolhe o presente comigo,dê-me abrigo.Tu podes tentar de novo,sente-se ao meu lado,a maré vai passar.Leva-me daqui para qualquer lugar.
Vem,amadurece comigo!!!Abre minha visão.Não deixa que eu olhe para trás! Faz-me despedir todas as dores do passado.Acaricia minha alma.Vamos para o nosso futuro! Não acene para mim como sinal de despedida,meu verão é infinito.Ajude-me a dar infinitude para os momentos felizes.Se vens,escalará morros e montanhas comigo,farei do meu coração o teu abrigo.

Elany Morais
 
Todos os direitos reservados  a Elany Morais