Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

BEIJO ROUBADO

BEIJO ROUBADO
Elany Morais

Num ensejo, te dou um beijo
Sem pudor de te roubar,
Mas é tanto desejo
Que tenho de te beijar!

Veja, eu te quero de verdade
Em qualquer ensejo, eu te beijo
Mesmo que seja contra tua vontade!

Difícil é te ver e não te ter
Ou mesmo não poder te beijar
Assim posso até enlouquecer
Se um beijo teu eu não roubar!

Caxias - MA, 22 de outubro de 2014.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O QUE É A VIDA?

O QUE É A VIDA?
Elany Morais

A vida é um passo apressado,
No meio do deserto,
É um grito amargurado...
A busca do caminho certo.

A vida é um bêbado de porre
No calçada alagada,
É a vontade que não morre
No meio de granada!

A vida é a palavra obscena,
Em cima do altar,
É o desejo que acena
Em todo paladar.

A vida é um fardo pesado
Sobre as frágeis costas,
É a casa fechada
Sem as frestas das portas!

Caxias - MA, 21 de julho de 2014.


Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 4 de maio de 2014

HABITANTE INDESEJADA

HABITANTE INDESEJADA
Elany Morais

Dor, que a fragilidade humana no corpo tece,
Em labaredas ardentes me atormentou um dia,
Donde minha esperança em cinzas se derretia,...
Por entre buracos negros e tranquilidade leve!

Inimiga, existir sem um corpo nunca se atreve,
Pois sua existência só na alma ninguém a via!
Acorrentar os desvalidos antes era o que fazia
No sofrimento sem sequer uma trégua leve!!

Sentir a dor é inerente a qualquer vontade,
Mesmo que a tiramos de todo pensamento,
Mas seremos seus reféns, essa é a verdade!

Já sei como a dor se gera a cada momento,
De nada adianta implorar por uma piedade,
Pois conhecer a si mesmo é o tal livramento.

Caxias - MA, 04 de maio de 2014.
Todos dos direitos reservados Elany Morais

sábado, 5 de abril de 2014

VÍCIO

VÍCIO
Elany Morais

Que vício me satisfará?
Se não for amar, amar... E nunca desamar,
nenhuma vontade me manterá  na roda da vida.
É minha lei, inerente a minha lida.

Que vício me prenderá?
Se não for ser nós, sem nós... E nunca velar a cisão,
nenhum querer me susterá na eterna solidão.

Caxias- MA, 05 de abril de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 12 de novembro de 2013

MEMÓRIAS

 
As lembranças rasgaram meu peito

Na madrugada fria
Minha vida reluzia morna e vazia!

As memórias escorriam na palidez do meu rosto
No silêncio do verbo
Minha alma sucumbia  no lamaçal do desgosto!

Adormeci na sombra da escuridão
Na chuva  fina
Lavava minha alma de toda perdição!

Preciso foi me inventar pela metade
Na minha pele fina
A dor  desobedeceu minha vontade!

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SAUDADE

A cada morrer do sol faz ressurgir das cinzas uma saudade que flecha minha vontade de ser o que nunca foi nem poderia ser.

E no prolongar das horas, a ausência sentida instala-se em minha vida com muita demora. Assim, os olhos... choram, o corpo implora pela o fim das horas para que o bem seja algo do agora.

A aflita alma nesse padecer de tanto querer roga poder do bem-fazer para ser socorrida com migalha de prazer.

Mas a esperança está por vir sem receio de abstrair tudo que pode nos trair.Saudade é isso,não tem poder de sair quando o que mais se quer é ver a dor se esvair.

Elany Morais

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