Sou educadora e escritora

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sábado, 23 de maio de 2015

SALVA-ME


SALVA-ME
Elany Morais

Por que não dizer
que não te ver me faz sofrer?

Assim me manifesto por
medo de perder teus gestos.

Quando a noite cala, a tua
imagem alva me acalma

E o som da tua fala embala
e salva a minha alma.

Pensamentos insanos me
levam a enganos

Mas quando vem o ensejo tu
me redimes com teu  beijo!

Caxias - MA, 23 de maio de 2015.

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segunda-feira, 9 de março de 2015

AMO-TE TANTO

AMO-TE TANTO
Elany Morais

E como não dizer que te amo tanto?
A tua ausência aflige-me como doença.
Pensar em te perder já é uma dor imensa.
Tu és para minha alma o maior encanto!

Sem ti, sou alma que vagueia em pranto
Como nuvem carregada no céu suspensa.
A voz se cala e jamais entoa um canto,
Chorando de saudade que é tão imensa!

Se tu abandonas minha amante alma
Sei que sem ti, definharei de saudade,
Teu amor é o remédio que me acalma,

Aflita, chamo-te com toda humildade,
Pois se me deixo ficar envaidecida,
Jamais tu voltarás para minha vida!


Caxias - MA, 09 de março de 2015.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

VOU INDO

VOU INDO
Elany Morais

Vou, num sonho, divagando,
Num passado que revolta
Meu eu, vou, sim, chorando!

O que me bate é indecente ,
Invade o secreto da alma
Como se não houvesse gente
Contando punhados de calma.

Isto cava a cova da tristeza,
Sacode o que me entristece,
Lavando tudo que enriquece,
Sem deixar o fio que me tece.

Sim, o que em mim chora,
Alentando a ansiedade,
A amarrar o que em mim mora
É o passado, sem saudade!!


Caxias - MA, 20 de fevereiro de 2015.

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

SEM TI

SEM TI
Elany Morais

Como viver
Se não te ver,
Se perder
Teu olhar
Doce, manso,
E a tua fala
Que acalma
Minha alma?
Como viver
Se te perder
Por todos os dias,
Por todos os anos,
Ou saber
Que teu amor
Foi puro engano?

Caxias - MA, 07 de fevereiro de 2015.

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domingo, 4 de janeiro de 2015

TEU FEL

TEU FEL
Elany Morais

Quando teu fel em mim destila
Pingos como a chuva sobre a terra,
Minha alma jamais fica tranquila
Como o arvoredo sobre a serra!

Nunca aceitas que também erra,
Espalhas o mal que o ar ventila,
Mas um dia teu poder encerra
Porque teu coração não é de argila!

Trouxeste a mim tanto mal quanto desgosto,
Desfigurando todo meu rosto
Que agora inclina-se até o chão!

Se um dia eu de tudo adivinhasse
Que tantas lágrimas rolariam pela minha face
Eu teria fechado as portas do meu coração!

Caxias - MA, 04 de janeiro de 2014.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O AMOR E A VIDA


O AMOR E A VIDA
Elany Morais

Ainda vive, respira minha alma,
Embora haja entre ela empecilhos,
Mas Deus não abandona seus filhos,
Hei, sim, de herdar uma velhice calma!

O que mais pode me trazer calma?
Sem o amor, a vida não tem brilho,
Não sei por que tanto empecilho,
Impedindo do amor morar na alma!

Dias a fio, faço e refaço rogativa
Para que eu sempre viva
Sobre os braços do amor, na Terra

Sem manchar minhas mãos brancas,
Sem construir fortes trancas
Para impedir que minha alma viva liberta!


Caxias - MA, 24 de dezembro de 2014.

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domingo, 30 de novembro de 2014

QUERO-TE

QUERO-TE
Elany Morais

Quero teu corpo quente,
Para sentir em mim teu sangue rubro.
Que a nossa felicidade seja resplandecente
Como as flores vivas de outubro!

Quero-te sem reservas ou pesar.
Pois tu deixas meu espírito calmo e enlevado
Como se nada mais fosse acabar,
Deixando meu mundo leve e adocicado!

Quero-te com desejo bravo e desmedido
Como se tu fosses minha única verdade.
Quero-te forte, sem maldade
Nessa vida fria e aguerrida,
Pois, és a minha única bondade.



Caxias - MA, 30 de novembro de 2014.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

PALAVRAS

PALAVRAS
Elany Morais

Palavras cortam,
Matam,
Curam
Criam sonhos,
Afagam a alma,
Afligem o espírito
E devolvem a calma
.

 Palavras encantam,
Nomeiam,
Desencantam,
Sem rumo,
Vagueiam!
 
Palavras beijam,
Revelam,
Praguejam,
A toda vida,
Elas manejam!
 
Caxias - MA, 16 de junho de 2014.
 
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O DIA DA PAZ

O DIA DA PAZ
Elany Morais

Quando será que chegará do dia,
O dia que por muito é desejado?!
Nesse dia será o sol que alumia...
O que por muitos foi desperdiçado!

Esse dia não mais será de agonia,
O bem não será mais incendiado,
Será um dia luminoso de calmaria,
Sem angústia e clamor cansado!!

Quando este ditoso dia chegará?
Há muito tempo foi prometido,
Mas até hoje não foi cumprido.
Quando a paz em fim reinará?

Caxias -MA, 09 de julho de 2014.

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domingo, 4 de maio de 2014

HABITANTE INDESEJADA

HABITANTE INDESEJADA
Elany Morais

Dor, que a fragilidade humana no corpo tece,
Em labaredas ardentes me atormentou um dia,
Donde minha esperança em cinzas se derretia,...
Por entre buracos negros e tranquilidade leve!

Inimiga, existir sem um corpo nunca se atreve,
Pois sua existência só na alma ninguém a via!
Acorrentar os desvalidos antes era o que fazia
No sofrimento sem sequer uma trégua leve!!

Sentir a dor é inerente a qualquer vontade,
Mesmo que a tiramos de todo pensamento,
Mas seremos seus reféns, essa é a verdade!

Já sei como a dor se gera a cada momento,
De nada adianta implorar por uma piedade,
Pois conhecer a si mesmo é o tal livramento.

Caxias - MA, 04 de maio de 2014.
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quinta-feira, 1 de maio de 2014

DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL

DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL
Elany Morais

Como grão de areia jogada pelo vento no espaço
São meus sentimentos que maltratam meu peito,
Sempre estão a me dizer que tudo está desfeito,...
Levando meus passos a tropeçarem no embaraço.

Mas preciso caminhar lentamente passo a passo
Para não desmoronar brevemente no meu leito,
Pois livrar-me dessas tais emoções não há jeito,
Assim fico a aguardar meu indesejado fracasso.

Visualizo todas as tormentas que a alma é fonte
Que impede a tranquilidade vinda do horizonte,
Sem me ofertar a chave que me leva a esperança.

Tal angústia em meu frágil espírito se manifesta,
Esperar a partida dessa vida triste é o que resta,
Sem ao menos ter as alegrias da vida de criança.

Caxias -MA, 01 de maio de 2014.
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sábado, 22 de fevereiro de 2014

PÉS DE VENTO

PÉS DE VENTO

Minha mãe tinha pés de vento
Naquela época, eu via!
Ela estava em todos os lugares,
De longe, sua voz era um hino....
Eu a sentia bem distante.
Ela plantava todos dias
Solidão em mim!

Minha mãe tinha corpo pesado,
As mãos delas esvaziava minha calma,
Seu canto era de morte,
No fim da tarde,
A tristeza era solene,
Eu não tinha sorte!
Ninguém me via,
Nenhuma estrela no céu reluzia!

Elany Morais

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sábado, 23 de novembro de 2013

ENCANTO

O  encanto está presente em tudo que há
Nas gaivotas que voam no céu
 Nas ondas que vagueiam o mar
E no silêncio que habita o véu.

O encanto pode estar apenas nos olhos
Que veem a flor no seu esplendor florescer
Na pétala murchar nos seus brolhos
Na luz do sol  ao amanhecer.

 O encanto está no canto do pássaro
Na réstia solar ao seu esvair
Na calma do longo passo
Na alma ao não se ferir.

Elany Morais

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CAMINHOS DE PEDRAS


Minha estrada era  pedregosa.
Meu céu era cinza com aves negras.
Meus sons eram impuros.
Minhas velas não eram acesas.

Minhas pupilas eram dilatadas.
Minha calma não era pura.
Minhas vestes eram desgastadas.
Meu olhar não tinha candura.

Elany Morais
 
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

E ASSIM CAMINHA A VIDA

Por que a vida é assim?
Quando tudo parece um mar tranquilo e sereno,o cenério se veste de carnificina.No momento em que se acredita na existência das quatro pernas da cadeira,esta é,vergonhosamente,manca.Ao pensar que a felicidade cairá dos céus sobre nossos corações,descobre-se que ainda temos que,com muito labor e cudado,construir a tal felicidade.No instante em que se pensa que podemos naturalmente embelezar a vida,percebe-se que precisamos adquirir capacidade para isto.

E assim prosseguem as sucessões de sabores amargos e azedos: quando se pensa que está nos braços da esperança,ela ressurge agonizando,não sendo mais verde,mas sem cor.Quando se compra um espelho para ver o que nos apetece,logo ele se rebela,e como castigo,esfrega sem consideração a deterioração de nossa pele.Ao fantasiarmos que há apenas uma pedra no meio do caminho,agiganta-se em nossa frente uma rocha instransponível.Se o paladar se delicia com o doce,o amargo já está a caminho.Quando se crer que atravessamos a ponte,já estamos em pleno mar revolto.Quando se deseja pingos de água para nosso deleite,sobrevém uma tempestade sem hora para uma pequena trégua.Quando se ver possesso de inspiração,muito não se demora para o trabalho oficineiro começar.E se se gosta de dançar,no melhor da festa,tudo pode acabar.O amor da vida inteira em frações de segundos podem terminar.Quando se pensa que é a chuva na chapada,é-se apenas uma frase boba do chapolim colorado.


Elany Morais
 
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