Sou educadora e escritora

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terça-feira, 19 de maio de 2015

QUERER

QUERER
Elany Morais

Meu coração desconhece
o que querem de mim.
Só reconheço que quero
continuar querendo
aquilo que sempre quis.
Sei que não tenho o que
sempre pensei que
tinha, mesmo sem
nunca ter tido.
Bom mesmo é querer
permanecer querendo
tudo o que se quer!!

Caxias - MA, 19 de maio de 2015.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

SANTO É ESSE AMOR

SANTO É ESSE AMOR
Elany Morais

Santo é esse amor que, em nós, gerou
Santo é nosso coração que o faz crescer
Santa é a canção que nos embalou
E o teu querer que ainda me faz viver!!

Santo é esse amor que, em mim, gerou
Que cresce mais a cada amanhecer
Santa é a tua alma que me inundou
Fazendo-me a cada dia mais viver!

Santos serão os corações que te amarem!
Se um dia teus desejos lhes faltarem,
Meus amores a deixarão quente e louca!

Para as noites voluptuosas que me quiser
Tu farás de mim tua doce  mulher,
Fazendo-me gemer com beijos na boca!!

Caxias - MA, 13 de fevereiro de 2015.


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

SE QUISERES TUDO DE MIM

SE QUISERES TUDO DE MIM
Elany Morais

Por que queres tudo de mim?
Deixas meu riso, meu chão,
Meu medo, minhas rosas,
Minha solidão...
Não tardará que leves tudo.
Se queres tudo mim,
Levas meus dias escuros,
Minha fadiga, minha agonia,
Minha confusão...
Se queres tudo,
Venha comigo, me dê seu íntimo,
Me dê seu porto, me dê sua mão!


Caxias - MA, 01 de novembro de 2014.


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domingo, 30 de novembro de 2014

QUERO-TE

QUERO-TE
Elany Morais

Quero teu corpo quente,
Para sentir em mim teu sangue rubro.
Que a nossa felicidade seja resplandecente
Como as flores vivas de outubro!

Quero-te sem reservas ou pesar.
Pois tu deixas meu espírito calmo e enlevado
Como se nada mais fosse acabar,
Deixando meu mundo leve e adocicado!

Quero-te com desejo bravo e desmedido
Como se tu fosses minha única verdade.
Quero-te forte, sem maldade
Nessa vida fria e aguerrida,
Pois, és a minha única bondade.



Caxias - MA, 30 de novembro de 2014.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

BEIJO ROUBADO

BEIJO ROUBADO
Elany Morais

Num ensejo, te dou um beijo
Sem pudor de te roubar,
Mas é tanto desejo
Que tenho de te beijar!

Veja, eu te quero de verdade
Em qualquer ensejo, eu te beijo
Mesmo que seja contra tua vontade!

Difícil é te ver e não te ter
Ou mesmo não poder te beijar
Assim posso até enlouquecer
Se um beijo teu eu não roubar!

Caxias - MA, 22 de outubro de 2014.
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

CANÇÃO DO AMOR

CANÇÃO DO AMOR
Elany Morais

Trouxe para ti pétalas de rosa
Para beijar-me com tua boca pequenina,
Pois tu és a bela mais formosa...
Com o alvor e a candura mais divina!

Contigo quero viver no paraíso
Já que teu amor é o que mais desejo
E acordar com teu doce riso,
A embriagar-me com um terno beijo!

Teu amor torna-me radiosa,
Meu querer sempre me domina,
Pois és a bela mais formosa
De pureza rara e luz divina!

Sem ti nada mais diviso,
Treva é o que somente vejo,
Desboto-me sem teu lindo riso
A morrer sem o teu doce beijo!

Caxias - MA, 09 de setembro de 2014.
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SEM LICENÇA

SEM LICENÇA
Elany Morais
 
Não quero licença para sentir
Nem permissão para me ser por horas a fio,
Pois a qualquer descuido
Vou-me para o sono profundo.

Meu estado é de graça,
Por isso não peço para ser.
O céu e o inferno são meus
Sem depender do teu querer!

Caxias - MA, 09 de setembro de 2014.
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domingo, 17 de agosto de 2014

MENTES MACIAS

MENTES MACIAS
Elany Morais

O que me espera nesta vida?
Lida, morte e ferida.
O que nela vejo?...
O que não se vê, o que não veio
Nem vem.
O que aqui me abranda?
A bruma, mesmo que breve
E a bela bandeira branca
Posta pelos apaziguadores
De mentes mais macias
Que viaja sem ouvir vozes velozes.
O que mais posso querer? Não sei,
Só sei que jamais poderei querer
aquilo que querem para mim que
Não hei nunca de querer,
Pois não sou desejosa das
Posses de Aquiles.

Caxias -MA, 17 de agosto de 2014.

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

LIBERDADE

LIBERDADE
Elany Morais

Às vezes, sou borboleta sem cor, apenas alada, mas borboleta sou.

Quando quero "vadiar" nada desvia meu curso de sentir, de querer. Minhas necessidades são primeiras. Ouço apenas a mim. Desprendo da vida que não é minha. Distancio dos pensamentos e desejos alheios. Venho só para mim.

Quando quero me entreter, sento-me na soleira da porta, para ver os outros passarem, nas ruelas, nos becos, nas ruas largas, onde todos estão tão distantes de si, e eu apenas junto de mim. Talvez seja essa minha prática favorita. Ela não se extenua.

 O sacudir de uma mão displicente, de forma incoerente com os passos largados, desajustados, bocas que se abrem sem propósito, sem cuidado, pés desnudos, sem firmeza, abandonados... Cabelos livres, presos, descuidados, tristes, vivos, mortos... Vejo, com lentes de aumento, o despropósito de ser. Abro portas para adentrar na vida, mas é apenas pessoas que passam, sem saber que estou a sentar-me para me entreter.

Caxias -MA, 19 de maio de 2014.
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sexta-feira, 28 de março de 2014

SÚPLICA

SÚPLICA
Elany Morais

Chega mais perto de mim. Sinta minha inquietação. Meu espírito anseia por muito, ou por coisa nenhuma. Aperta-me contra ti. Meus beijos querem nascer de tua boca. Meu corpo procura tuas mãos. Escuta! Não me deixa a remar, nas ondas da solidão. 

Agarra-me. Pois um grão de ti, faz muito de mim. Leva-me contigo, se me levares aonde fores, não sentirei mal nem dores. Ampara-me, não queira me abandonar, pois estou como um navio preste a naufragar. Quero-te perto de mim, venha comigo, vamos nos aquietarmos como as águas mansas do mar.

Meus dedos vagueiam em busca de tua pele, eis o que busco desde o princípio. Quero-te para mim, creias que meu querer por ti jamais terá um fim. Sei que minha súplica ditosa terá  dia feliz porque terei-te comigo, pois isso foi o que eu sempre quis.

Caxias - MA, 28 de março de 2014.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FANTASIAS

Minhas fantasias são incansáveis. Sob o silêncio do quarto vazio, elas voam. A mente traça percursos em direção ao céu e mar. Os olhos descansam para alma saborear. A inquietação se achega. Sou fundo. Delírio. O espírito festeja. Busca leveza. Pois dentro é pedra. O corpo pesa. Reflete o peso de dentro. Fantasias pesam. Não sei carrega-las. Ora são algodão. São macias, ora é bala certeira.

Elas têm seus encantos e generosidades. Faz de mim mais bela. Até mais terna. Mas jugam-se cabíveis em tudo. Vestem-se de mim para amar. Visto-me delas para viver. Nos dias cinzas, poupa-me da realidade sombria. Nesses dias, tudo brilha. É real para mim. Tudo pode ser belo. Porém, há um ponto escuro.

Trazem também o escuro da dor. Vem consigo as incertezas. Devaneios tortos. Calam a boca. Rios saem dos olhos. Os lábios fecham. Olhos falam. Nada fica no esquecimento. Mas não é desvendável. Lugares não são lugares. São divas bêbadas. Azul é rosa. Lembranças é  foto desbotada. É uma imagem doída. Deserto ganha vozes. Desenham sobre mim álbuns antigos. A palavra não dita. O olhar indiferente. O é ou não é. É vagueante o querer ser. O coração forma uma bolha. Tudo pode ficar lá. Mas as imagens serão sempre reproduzidas.

Elany Morais

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

IMPROVISO

Não herdei a arte do improviso.Maldita arrumação! Deixar para manhã é eco de dores. Tudo é aqui agora! Queria eu beber água como se fosse os melhores bebidas.Péssima mania de dá nome as coisas! Nunca quero pisar em falso. Às vezes,misturo as coisas.Às vezes,tenho diálogos totalmente sem voz,mudo,mas não surdo.
  Rasgo meu papel de completude.Quero ficar aqui,ir ali,por uma vírgula onde não deveria estar,desando-me para acolá.Não quero guardar o que há em mim.Eu sei costurar sonhos.Vez por outra,perco-me.Sem improviso,junto as pontas e encontro um novo rumo,uma nova direção com nome e sobrenome.Não quero os aplausos dos coerentes.Incorência são meus espinhos.Meu coração tem ansiedade em máxima potência.Ficar quieta dói.Se me torno uma ilha,não tenho garantia de que a brisa vem ao meu encontro.Se no meu escarccel, eu me despedaço toda,junto cada parte,ponho na bolsa e carrego com ferro e força.


Elany Morais
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

PORTO SEGURO

Anatoly Piatkevich
                                                   
                                                   
O que não quero brota em mim,no fundo de minhas entranhas..Vejo tragar meu destino,onde não quero ficar.Escondo-me no escuro  para não vê as linhas tortas do passado,espero apenas o sopro do vendo para meu destino ficar selado.Entre laços e pedaços,lanço-me descalços nos desembaraços dos meus pensamentos lentos.Vou desfazendo minhas personalidades enrugadas,dilaceradas,em busca de um porto seguro,que não seja um muro,mas que seja um lago sereno,onde a bonança seja o acúmulo de segurança´para um espírito sofredor.


Elany Morais
 
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ACASO

Vivo do acaso,de linhas que se cruzam.Não posso me ocupar do mundo.A folha seca não cai porque quer.Não sou o que quero ser.As dificuldades não me fazem forte.Criatura passional,impulsiva,eu sou.Não prevejo punhaladas que tomarei pelas costas.Nunca aprendi o jeito de ser gente.Tenho necessidade de pertecencer ao mundo dos milagres.Mergulhei naquilo que não é dito,compreendido. A minha lucidez ou a minha insanidade faz de minha vida o Inferno de Dantes.Minha paixão não tem exatidão.Tenho medo a alegria.Ela é sempre perseguida pelo infortúnio.Este é covarde,nunca anda só.Amo quem me tira do tédio.Vivo na montanha russa.Não sou casta.Não sou profana.Tenho um desinteresse manso pela repetição de coisas,de dias.Às vezes,sou burra de tão doce.Sou a soma de todas as incompreensões.Eu como o objeto amado.Minhas esperanças são solitárias.Eu estou no entendimento de alguma alma limpa e branda?

Elany Morais
 
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